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segunda-feira, 5 de março de 2018
Sergio Moro, que em 4 anos de Lava Jato não investiga o Aecio Neves e outros tucanos delatados, recebe patrocínio do PSDB,DEM,Globo, Shell, Exxon, Itaú,Bradesco,Folha,Santander e outros em evento
Depois do "Juiz" da Lava Jato Sergio Moro confraternizar com Aecio Neves e outros tucanos delatados em evento da Istoé em dezembro de 2016 entre outros eventos do PSDB que ele participou, agora foi além: recebendo patrocínio do partido maior rival da única pessoa que ele investiga e persegue

1- PSDB e DEM: Moro não prendeu a irmã de Aécio, que continuou negociando propinas e foi presa (e solta) pelo STF em 2017. Em quase 4 anos de Lava Jato, Moro não prendeu nenhum membro do PSDB nem do DEM.
2-Shell, Exxon, BP, Statoil: Todas elas foram beneficiadas pelo governo Temer (amigo de Moro), levaram todo o petróleo do pré-sal por um preço 300 vezes mais barato que o valor de mercado. Na Inglaterra, Temer é chamado de MiShell Temer, pois está envolvido com negócios espúrios da empresa. Mais de 1 trilhão de prejuizo ao Brasil. Quem organizou a venda foi José Serra e Aloysio Nunes (do PSDB).
4- Bradesco: O Bradesco foi beneficiado por um "erro" do Banco do Brasil no governo Temer e ganhou 5 bilhões de reais ao vender títulos que não valiam nada. Que sorte, né?
5- Globo, Folha, Estadão: As três empresas que alimentam a fama do juiz e tentaram transformá-lo em uma figura heróica e honesta, símbolo do combate à corrupção. Mas a máscara caiu.
Mostre essa foto para seus amigos que ainda acreditam nesse juiz PARCIAL e PARTIDÁRIO, que ganha milhões dando palestras em nome de uma fama fabricada pela midia (item 5) e enfrenta acusações de pedidos de propinas. Nenhum grande bandido está preso na Lava Jato, todos já estão soltos e a operação é apenas um instrumento de pereguição política ao ex-presidente Lula.
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
MPE-MG devolve delação de Marcos Valério sobre Golpista Aécio Neves e mensaleiro Eduardo Azeredo para Rodrigo Janot
Segundo o o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), o ministério público do estado de Minas Gerais devolveu o conteúdo da delação premiada de Marcos Valério que implica no “Mensalão Tucano” nas gestões do Golpista Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Azeredo (PSDB) no governo de Minas Gerais.
“A delação voltou para Brasília, está nas mãos do Janot, e de lá – penso eu – só sairá para as mãos do Gilmar Mendes”, disse Rogério reclamando da blindagem de Aécio.
Ainda segundo do deputado mineiro, existem provas suficientes para se abrir uma investigação.
“Espero, Dr. Janot, que o senhor coloque isso pra frente, porque o caso dele aqui de Minas voou de volta pra Brasília”, lamentou.
O advogado de Marcos Valério, Jean Kobayashi, confirmou, em junho, que o cliente foi ouvido por 30 minutos no ministério público estadual de Minas Gerais.
O MPE ainda não justificou o motivo da devolução do processo.
Do Debate progressista
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Brasil
sábado, 9 de abril de 2016
PSDB recebeu quase o dobro de dinheiro do PT da Andrade Gutierrez,imprensa esconde
O Jornal Golpista Nacional da Rede Golpista Globo, gastou 15 minutos falando das doações, dando a entender que apenas o...
Publicado por O Leão da esquerda em Quinta, 7 de abril de 2016
A TV Brasil, em menos de 3 MINUTOS, acabou com o argumento golpista da mídia manipuladora.
Veja neste vídeo.
Assista a TV Brasil pela Web --> http://
Vejam o gráfico das doações e Partidos
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Justiça condena o tucano Eduardo Azeredo a 20 anos de prisão por mensalão tucano, imprensa abafa
Ex-senador Eduardo Azeredo foi condenado a regime inicialmente fechado.A sentença saiu nesta quarta feira ás 20 horas. 20 anos de prisão em regime fechado
O ex-senador Eduardo Azeredo(PSDB), foi condenado, em primeira
instância, a 20 anos e 10 meses de prisão, em regime inicialmente
fechado, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. A sentença foi
proferida nesta quarta-feira (16) pela juíza da 9ª Vara Criminal de Belo
Horizonte, Melissa Pinheiro Costa Lage. Da decisão cabe recurso e ele
pode recorrer em liberdade
.
Azeredo foi condenado por crimes cometidos durante a campanha eleitoral pela sua reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. Por ser decisão em primeira instância, cabe recurso.
Outros oito réus aguardam julgamento.
Azeredo foi condenado por crimes cometidos durante a campanha eleitoral pela sua reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. Por ser decisão em primeira instância, cabe recurso.
Outros oito réus aguardam julgamento.
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terça-feira, 25 de agosto de 2015
Na CPI, Youssef confirma que Aécio Neves recebeu propina em Furnas
Em depoimento prestado à CPI da Petrobras nesta terça-feira (25), o doleiro Alberto Youssef afirmou que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu propina desviada de Furnas quando ainda era deputado federal.Youssef disse que o ex-deputado José Janene (PP-PR), morto em 2010, contou que operava um esquema de corrupção dentro de Furnas e que Aécio seria um dos beneficiários.
— Eu confirmo [a participação] por conta do que eu escutava do deputado José Janene, que era meu compadre.
A declaração já havia sido feita em depoimento ao Ministério Público durante as investigações da Lava Jato. De acordo com Yousseff, Aécio recebia o dinheiro "através de sua irmã".
Veja o vídeo original :
Em caso de Censura
Na CPI, Youssef confirma que Aécio recebeu... por psdbcensuradopeloyoutube e mais
Em depoimento prestado à CPI da Petrobras nesta terça-feira (25), o doleiro Alberto Youssef afirmou que o senador Aécio...
Posted by Fora Aécio Neves on Terça, 25 de agosto de 2015
sábado, 3 de janeiro de 2015
AÉCIO NEVES PODE ENFRENTAR ENXURRADA DE CPIS
O ano de 2015 promete ser o início de uma forte dor de cabeça para o senador Aécio Neves; deputado estadual Rogério Correia (PT) lista CPIs sobre supostos desvios de recursos da Educação e da Saúde; superfaturamento em obras como as do Mineirão, bem como os lucros do consórcio Minas Arena; custos acima dos previstos na construção da Cidade Administrativa (sede do governo mineiro), envolvendo a Codemig, assim como possível extração de minério sem licitação; petista fala acerca de verbas publicitárias destinadas à Rádio Arco-Ìris, da qual Aécio é proprietário; aeroporto de Claudio, Cemig e o Instituto de Previdência dos Servidores (IPSEMG) também podem ser alvos dos antigos oposicionistas, que miram, ainda, o ex-governador Antonio Anastasia, eleito senador neste ano; início dos trabalhos e ordem das instalações das CPIs na Assembleia serão definidos; na era Pimentel, a blindagem acabou
Leonardo Lucena, especial para o Minas 247 – O ano de 2015 promete ser o início de uma forte dor de cabeça para o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Várias Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs) estão na mira da antiga oposição da Assembleia Legislativa para investigar tanto a gestão do parlamentar mineiro, que governou Minas de 2003 a 2010, como a do seu correligionário e sucessor, Antonio Anastasia, eleito senador neste ano.
"Durante esses 12 anos de governo (do PSDB) em Minas, a oposição foi impedida de instalar CPIs. Havia boicotes", afirma ao Minas 247 o deputado estadual Rogério Correia (PT), reeleito para o seu quarto mandato na Assembleia de Minas Gerais, com 72.413 votos.
A CPI de Repasses Educacionais é uma das que estão na lista dos antigos oposicionistas, que agora compõem a base aliada do governador eleito de Minas, o ex-ministro Fernando Pimentel (PT). Com base em cálculos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o deputado afirma que há uma defasagem de R$ 8 bilhões em recursos que deveriam de sido aplicados na área nos 12 anos de governo tucano em Minas.
"Jamais aplicaram o mínimo de 25% como determina a legislação", diz Correia. Segundo o parlamentar, se for instalada, a CPI da Saúde também investigará uma defasagem em torno de R$ 8 bilhões no setor.
Outra CPI envolve um parente de Aécio, conforme o deputado, a da Construção da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, sede do governo mineiro, entregue em 2010. O deputado informa que a obra teve um custo de R$ 600 milhões, porém a despesa final alcançou R$ 1,2 bilhão, o dobro do valor inicial.
De acordo com o petista, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) foi a responsável pela obra, que era presidida por um parente de Aécio chamado Oswaldo Borges da Costa. "Ele preside a Codemig desde que Aécio entrou (no governo)", complementa. Ainda referindo-se à Codemig, o parlamentar afirma que será investigada a extração de um minério conhecido como Nóbio feita sem licitação.
CPIs do Mineirão e Cemig
Nem mesmo o Mineirão, um dos estádios-sede da Copa do Mundo ficou de fora da lista de CPIs por parte dos antigos oposicionistas. Correia diz que, segundo o contrato entre o governo mineiro e o consórcio Minas Arena, responsável pelo gerenciamento do estádio, o consórcio deve atingir um lucro de R$ 7 milhões com a manutenção da arena.
"No ano passado (2014), o governo desembolsou cerca de R$ 50 milhões só para o lucro do consórcio. Tira dinheiro público para sustentar o lucro da empresa", denuncia o parlamentar. O deputado aponta, ainda, superfaturamento nas obras.
Em relação à Companhia Energética de Minas Gerias (Cemig), Correia afrima que atualmente a empresa é controlada pela Andrade Gutierrez (a mesma envolvida na Operação Lava Jato, da Polícia Federal). "A Andrade, embora tenha participação minoritária, tem um mando, no mínimo, estranho", complementa.
Rádio Arco-Íris e IPSEMG
Outra CPI citada pelo deputado, que pode ser instalada, é a das Verbas Publicitárias. Parlamentares da Assembleia de Minas pretendem investigar a doação de verba publicitária para a Rádio Arco-Íris, da qual Aécio é proprietário, bem como sua irmã, Andrea Neves. Vale ressaltar que, em 2012, o Ministério Público (MP-MG) instaurou um inquérito civil com o objetivo de apurar os repasses feitos ao veículo entre 2003 e 2010.
A ligação de Aécio com a emissora veio à tona em abril de 2011, quando o senador mineiro se recusou a fazer o testo do bafômetro depois de ser parado em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro. O parlamentar, que foi multado em R$ 1.149,24, teve a carteira de habilitação (vencida) apreendida. O senador tucano dirigia uma Land Rover de placa HMA-1003, comprado em novembro de 2010 em nome da emissora, detentora de uma franquia da Rádio Jovem Pan FM em Belo Horizonte.
Em nota, a assessoria de Aécio negou que a rádio tenha recebido patrocínios durante a gestão do tucano. De acordo com a assessoria do senador, foram utilizados critérios técnicos na escolha das rádios que receberiam verbas publicitárias e negou interferência de Andrea no direcionamento de recursos - ela foi coordenadora do Núcleo Gestor de Comunicação Social do Executivo, órgão responsável por controlar gastos do governo com comunicação.
O deputado do PT menciona, também, o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG) como um dos possíveis alvos de investigações. Sem maiores detalhes, Correia diz que recursos foram retirados do instituto para o caixa único do governo. O valor seria cerca de R$ 250 milhões.
Em novembro passado, o governo mineiro informou, em nota, que o decreto referente à medida “apenas” regulamenta a transferência dos recursos de uma conta bancária para outra, e comprometerá o orçamento destinado à assistência médica dos servidores por meio do Ipsemg. “O dinheiro do Ipsemg é o único, dentre os órgãos públicos, que não está no caixa único do Estado. O decreto apenas regulamenta a transferência do dinheiro, que será feita aos poucos".
Conforme a nota, o caixa único pode aumentar os rendimentos dos recursos do instituto de previdência dos servidores. “O caixa único do Estado tem mais dinheiro do que o fundo usado para a assistência médica. Dessa forma, os rendimentos são maiores também, o que pode garantir mais dinheiro para o Ipsemg e mais benefícios para o servidor”.
Aeroporto de Claudio
Talvez o caso mais conhecido acerca de possíveis investigações contra Aécio, o aeroporto de Claudio, município do interior mineiro. Conforme denúncia da Folha, em matéria publicada em julho do ano passado, o tucano cometeu ato de improbidade administrativa ao utilizar R$ 14 milhões de recursos públicos para construir um aeroporto, em uma área desapropriada que pertencia ao seu tio-avô.
Também no mês de julho, em artigo enviado para a Folha, Aécio afirmou que, "se algum equívoco houve, certamente eu posso reconhecer e não ter me preocupado em examinar em que estágio o processo de homologação está". "Este é um equívoco e eu quero reconhecer. O MP-MG abriu investigação sobre o caso.
O parlamentar informa que o início dos trabalhos e a ordem das instalações das CPIs na Assembleia ainda serão definidos.
Ataques a Aécio
Questionado sobre a atuação de Aécio durante a campanha presidencial, o deputado Rogério Correia foi taxativo: "Minas derrotou Aécio. Isso diz tudo. Mostrou ao Brasil que onde ele governava não se confia, tanto do ponto de vista moral e ético como administrativo", alfinetou. No primeiro turno da eleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio em Minas por 43% dos votos válidos contra 39% do senador. No segundo turno, a petista também ficou na frente (52,41% a 47,49%).
"É um senador nota zero", cutuca o deputado, em referência à nota da revista Veja atribuída ao senador (veja aqui). Ao explicar a nota dada ao tucano, a revista disse que o senador foi afetado pela campanha presidencial, que teria provocado seu afastamento das atividades parlamentares (confira aqui). "A pior revista do Brasil dá nota zero ao pior senador", dispara Correia.
Para o deputado, Aécio "se sustentou no antipetismo". "Se não fosse isso, ele teria tomada uma 'balaiada' da Dilma", afirma Correia. Dilma venceu a eleição, em segundo turno, por 51,64% a 48,36%. "Com a vitória de (Fernando) Pimentel, vamos mostrar o que de fato foi governo Aécio em Minas".
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terça-feira, 14 de outubro de 2014
Governo do PSDB-Aécio: Azeredo, do mensalão tucano, indicou chefe da PF em 1999, imprensa se cala
Meu Deus!
Notícia do telenoticiário "Jornal da Globo" de 22/06/1999.
![]() |
| http://clipping.radiobras.gov.br/anteriores/1999/sinopses_2206.htm |
Em 1999, o governo era FHC (do PSDB de Aécio, que era deputado), e o ex-deputado, ex-senador e o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), principal réu do mensalão tucano, indicou o chefe da PF.
O indicado foi o então Superintendente da PF em Minas Gerais, desde o período em que Azeredo foi governador.
Outro político que indicou o chefe da PF junto com Azeredo foi Pimenta da Veiga, investigado por lavagem de dinheiro ao receber R$ 300 mil de Marcos Valério. Foi o candidato lançado por Aécio ao governo de Minas neste ano, mas o povo mineiro demitiu os tucanos nas urnas.
![]() |
| http://www.otempo.com.br/pf-indicia-pimenta-da-veiga-por-receber-dinheiro-de-val%C3%A9rio-1.821159 |
![]() |
| http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,azeredo-renuncia-para-adiar-sentenca-do-mensalao-mineiro-e-preservar-aecio,1132170 |
Isso é que é colocar as raposas tomando conta do galinheiro.
Se Lula não tivesse sido eleito em 2002 e continuassem os tucanos, os vários esquemas de corrupção teriam sido varridos para baixo do tapete.
Quem assinou a nomeação do chefe da PF indicado por Azeredo foi o Ministro da Justiça de FHC da época, Renan Calheiros. A PF está sob hierarquia deste ministério.
Depois, o atual vice de Aécio, Aloysio Nunes (PSDB), assumiu o ministério da justiça e manteve o diretor-geral indicado por Azeredo.
Aécio era deputado federal na época, e em 2001 virou presidente da Câmara onde abafou inúmeras CPI's que a oposição da época queria criar para investigar vários escândalos de corrupção no governo FHC.
O delegado, mesmo quando exercia o cargo de chefe da PF em 2001, filiou-se ao PSDB, e concorreu a deputado federal nas eleições de 2002.
![]() |
| http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0803200217.htm |
Dá calafrios a "mudança" do Aécio para um governo do PSDB de novo, onde a PF só era alocada para prender pobres, pretos e prostitutas, varrendo para baixo do tapete os escândalos de corrupção.
Em tempo: Com a manobra da renúncia para impedir o julgamento do mensalão tucano no STF, Azeredo está solto e fazendo campanha para Aécio:
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Aécio Neves nocauteado no Jornal Nacional . Proposta Zero. Culpou os pobres pelos maus números do governo dele
Aécio Neves (PSDB) foi um desastre do começo ao fim na entrevista ao Jornal Nacional. Não respondeu o que foi perguntado. Embromou, enrolou muito. Quando respondeu, não convenceu e até mentiu.
Projeto "Proposta Zero"
Mas nada define melhor a entrevista do que o ocorrido na última pergunta. Patrícia Poeta colocou a bola na marca do pênalti para Aécio chutar e perguntou: "Candidato, nosso tempo está acabando. Última pergunta. Dos projetos que o senhor tem para o país, quais seriam os prioritários?"
Aécio conseguiu a façanha de não citar um único projeto. Zero! Falou um blá-blá-blá danado sem dizer nenhum projeto. Pirateou o que Dilma fala sobre governar para quem mais precisa e, em vez de oferecer pelo menos um projeto aos brasileiros, se limitou a ser pidão: pediu voto nele.
Sobre as outras perguntas, o Jornal Nacional deu um calor, fazendo perguntas incômodas, mas não se iludam. Tiveram duas funções:
1) Tentar melhorar a imagem por causa do "manchetômetro" - um estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mostrando quanto o Jornal Nacional usa o noticiário para fazer campanha anti-Dilma e a favor de Aécio.
2) Vacina: Estas perguntas feitas no Jornal Nacional seriam feitas em debates e em outras entrevistas de qualquer jeito. Logo já vai amaciando o assunto.
Para Aécio baixo IDH de Minas é culpa dos pobres que "atrapalharam" os números do governo dele.
Em um momento Patrícia Poeta perguntou: Candidato, como é que o senhor explica o desempenho no campo social de um estado rico como Minas Gerais que, hoje, sustenta o menor Índice de Desenvolvimento Humano de toda a Região Sudeste e ocupa a nona posição no ranking nacional, entre todos os estados brasileiros. Estava em oitava posição anos atrás e agora está em nona posição.
Nesta resposta Aécio foi desastroso. Em um trecho da resposta soltou essa pérola para explicar a queda relativa do IDH: "... Minas tem no nosso território, incrustado no nosso território, o Vale do Jequitinhonha, o norte mineiro, o Mucuri, que é uma região, que, historicamente, tem um IDH menor do que a média do Nordeste... "
Ora, quer dizer então que são as regiões pobres de Minas que ele deixou para trás quando foi governador é que "atrapalham" o IDH? É a velha mania dos tucanos dizerem que "o povo" é que atrapalha eles!
E quer dizer, então, que o Nordeste brasileiro evoluiu mais do que as regiões mais pobres de Minas? Que bom que Nordeste se desenvolva, mas a população mais pobre de Minas também merecia um governador que tivesse feito o dever de casa e olhado mais para eles, em vez de construir aeroportos para a própria família do Aécio.
Aliás um caso típico é a cidade de Montezuma, de baixo IDH, onde Aécio herdou uma fazenda apropriada do Estado de Minas, e construiu outro aeroporto lá, enquanto só 27% dos domicílios tinham esgoto.
Outro deslize na resposta foi dizer que uma das causas foi Minas ter um momento ruim em atividades econômicas como minério e o café. Ora, então quando é em Minas, a crise internacional serve para justificar queda no crescimento, mas quando é no Brasil não serve?
Aeroporto
Bonner perguntou: (...) o senhor construiu um aeroporto no município de Cláudio, a sua família tem uma fazenda a seis quilômetros desse aeroporto e a pista foi construída ao lado de terras do seu tio-avô. O senhor já disse diversas vezes que não houve nenhuma irregularidade nisso, que as terras eram públicas, porque já tinham sido desapropriadas, inclusive a sua família discorda do valor arbitrado para essa desapropriação, contesta esse valor, considera injusto, está na Justiça. O senhor disse também que o aeroporto foi criado pelo senhor para beneficiar a economia da região. E desde que esse assunto surgiu, o único erro que o senhor admite ter cometido, eu vou ler as suas palavras, o senhor disse que ‘viu aquela obra com os olhos da comunidade local e não da forma como a sociedade a veria à distância’. Eu pergunto: mesmo aos olhos da comunidade local, candidato, o senhor considera republicano construir um aeroporto que poderia ser visto como um benefício para a sua família, no mínimo, por valorizar as terras dela?
Aécio respondeu o blá-blá-blá já dito nas notas oficiais. Não Convenceu.
Bonner perguntou: Mas candidato, essa questão produziu muita polêmica porque, imediatamente, levantou-se uma suspeita sobre o benefício a sua família, que o senhor diz não ter havido. E o senhor tem algum tipo de constrangimento ético pelo fato de ter utilizado essa pista quando visitou a fazenda da sua família?
Aécio respondeu na maior cara de pau: Não, não tenho, até porque não sabia que essa pista não estava homologada, aliás essa é uma questão.
Bonner perguntou: Perdão, mas não se trata da questão da homologação. A homologação é uma questão burocrática. A minha pergunta é sobre usar um aeroporto que foi construído pelo estado de Minas Gerais para visitar uma fazenda sua. Isso não lhe constrange?
Aécio usou toda sua cara-de-pau para responder que é uma fazenda que está na minha família há 150 anos, como se isso justificasse construir um aeroporto em benefício próprio. Para piorar ainda disse que é um sítio de férias, para passear, que ninguém está fazendo um negócio ali. Ora, quer dizer então que para passear vale construir um aeroporto praticamente para uso particular com dinheiro público?
Por fim, Aécio disse uma mentira: Um que Cláudio "precisava" desse aeroporto.
Observem que Bonner aliviou ao não citar existir o aeroporto de Divinópolis ao lado que atende a cidade de Cláudio muito bem. Também aliviou ao não tocar no assunto do aeroporto de Montezuma e da fazenda tomada do Estado de Minas por um processo rumoroso de usucapião.
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Mas nada define melhor a entrevista do que o ocorrido na última pergunta. Patrícia Poeta colocou a bola na marca do pênalti para Aécio chutar e perguntou: "Candidato, nosso tempo está acabando. Última pergunta. Dos projetos que o senhor tem para o país, quais seriam os prioritários?"
Aécio conseguiu a façanha de não citar um único projeto. Zero! Falou um blá-blá-blá danado sem dizer nenhum projeto. Pirateou o que Dilma fala sobre governar para quem mais precisa e, em vez de oferecer pelo menos um projeto aos brasileiros, se limitou a ser pidão: pediu voto nele.
Sobre as outras perguntas, o Jornal Nacional deu um calor, fazendo perguntas incômodas, mas não se iludam. Tiveram duas funções:
1) Tentar melhorar a imagem por causa do "manchetômetro" - um estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mostrando quanto o Jornal Nacional usa o noticiário para fazer campanha anti-Dilma e a favor de Aécio.
2) Vacina: Estas perguntas feitas no Jornal Nacional seriam feitas em debates e em outras entrevistas de qualquer jeito. Logo já vai amaciando o assunto.
Para Aécio baixo IDH de Minas é culpa dos pobres que "atrapalharam" os números do governo dele.
Em um momento Patrícia Poeta perguntou: Candidato, como é que o senhor explica o desempenho no campo social de um estado rico como Minas Gerais que, hoje, sustenta o menor Índice de Desenvolvimento Humano de toda a Região Sudeste e ocupa a nona posição no ranking nacional, entre todos os estados brasileiros. Estava em oitava posição anos atrás e agora está em nona posição.
Nesta resposta Aécio foi desastroso. Em um trecho da resposta soltou essa pérola para explicar a queda relativa do IDH: "... Minas tem no nosso território, incrustado no nosso território, o Vale do Jequitinhonha, o norte mineiro, o Mucuri, que é uma região, que, historicamente, tem um IDH menor do que a média do Nordeste... "
Ora, quer dizer então que são as regiões pobres de Minas que ele deixou para trás quando foi governador é que "atrapalham" o IDH? É a velha mania dos tucanos dizerem que "o povo" é que atrapalha eles!
E quer dizer, então, que o Nordeste brasileiro evoluiu mais do que as regiões mais pobres de Minas? Que bom que Nordeste se desenvolva, mas a população mais pobre de Minas também merecia um governador que tivesse feito o dever de casa e olhado mais para eles, em vez de construir aeroportos para a própria família do Aécio.
Aliás um caso típico é a cidade de Montezuma, de baixo IDH, onde Aécio herdou uma fazenda apropriada do Estado de Minas, e construiu outro aeroporto lá, enquanto só 27% dos domicílios tinham esgoto.
Outro deslize na resposta foi dizer que uma das causas foi Minas ter um momento ruim em atividades econômicas como minério e o café. Ora, então quando é em Minas, a crise internacional serve para justificar queda no crescimento, mas quando é no Brasil não serve?
Aeroporto
Bonner perguntou: (...) o senhor construiu um aeroporto no município de Cláudio, a sua família tem uma fazenda a seis quilômetros desse aeroporto e a pista foi construída ao lado de terras do seu tio-avô. O senhor já disse diversas vezes que não houve nenhuma irregularidade nisso, que as terras eram públicas, porque já tinham sido desapropriadas, inclusive a sua família discorda do valor arbitrado para essa desapropriação, contesta esse valor, considera injusto, está na Justiça. O senhor disse também que o aeroporto foi criado pelo senhor para beneficiar a economia da região. E desde que esse assunto surgiu, o único erro que o senhor admite ter cometido, eu vou ler as suas palavras, o senhor disse que ‘viu aquela obra com os olhos da comunidade local e não da forma como a sociedade a veria à distância’. Eu pergunto: mesmo aos olhos da comunidade local, candidato, o senhor considera republicano construir um aeroporto que poderia ser visto como um benefício para a sua família, no mínimo, por valorizar as terras dela?
Aécio respondeu o blá-blá-blá já dito nas notas oficiais. Não Convenceu.
Bonner perguntou: Mas candidato, essa questão produziu muita polêmica porque, imediatamente, levantou-se uma suspeita sobre o benefício a sua família, que o senhor diz não ter havido. E o senhor tem algum tipo de constrangimento ético pelo fato de ter utilizado essa pista quando visitou a fazenda da sua família?
Aécio respondeu na maior cara de pau: Não, não tenho, até porque não sabia que essa pista não estava homologada, aliás essa é uma questão.
Bonner perguntou: Perdão, mas não se trata da questão da homologação. A homologação é uma questão burocrática. A minha pergunta é sobre usar um aeroporto que foi construído pelo estado de Minas Gerais para visitar uma fazenda sua. Isso não lhe constrange?
Aécio usou toda sua cara-de-pau para responder que é uma fazenda que está na minha família há 150 anos, como se isso justificasse construir um aeroporto em benefício próprio. Para piorar ainda disse que é um sítio de férias, para passear, que ninguém está fazendo um negócio ali. Ora, quer dizer então que para passear vale construir um aeroporto praticamente para uso particular com dinheiro público?
Por fim, Aécio disse uma mentira: Um que Cláudio "precisava" desse aeroporto.
Observem que Bonner aliviou ao não citar existir o aeroporto de Divinópolis ao lado que atende a cidade de Cláudio muito bem. Também aliviou ao não tocar no assunto do aeroporto de Montezuma e da fazenda tomada do Estado de Minas por um processo rumoroso de usucapião.
Outra mentira foi dizer que a ANAC é a culpada pela não homologação do aeroporto. Em nota oficial da ANAC Aécio já foi desmentido, pois há pendência do Governo de Minas, que é providenciar parecer do Comando da Aeronáutica.
Medidas amargas
Na primeira pergunta William Bonner disse que, segundo economistas ligados aos demotucanos, medidas como corte de ministérios e choque de gestão não bastam, que seria preciso cortes profundos de gastos e eliminar a defasagem de tarifas públicas como preço da gasolina e energia elétrica.
Reparem que Bonner aliviou ao não dizer que o que os economistas demotucanos pedem são cortes nos gastos sociais como o Bolsa Família, arrocho nas aposentadorias, nos salários do funcionalismo civil e militar, demissões, corte de verbas na educação, na saúde, corte nos subsídios ao Minha Casa, Minha Vida e à geração de empregos através do BNDES. Bonner aliviou também ao falar em "defasagem de tarifas", em vez de aumento na conta de luz. E aliviou ao não questionar por que a Cemig (estatal de eletricidade mineira sob comando tucano) pediu aumentos muito acima do que a ANEEL considerou razoável? Por que luta na justiça para subir o preço da energia nas hidrelétricas antigas já depreciadas? Por que prioriza distribuir mais lucros aos acionistas do que baixar a conta de luz? Por que a Cemig estoca energia para vender mais caro no mercado especulativo, o que gera aumento na conta de luz? E por que a Cemig tem planos de investir na Colômbia com as sobras de caixa, em vez de baixar a tarifa?
Aécio respondeu outra coisa, criticando o baixo crescimento e repetindo as críticas ao número de ministérios. Falou também que "enxugará o estado", um termo que soa como música para os banqueiros neoliberais, mas sempre foi um desastre para a classe média e para os mais pobres, como ocorreu no governo FHC.
Bonner perguntou: Mas o senhor não respondeu a minha pergunta. A minha pergunta é se entre essas necessidades se inclui a redução dos gastos públicos e o fim dessa defasagem das tarifas de energia e gasolina.
Aécio respondeu: Não, eu respondo com absoluta clareza. Começando do final. No meu governo vai haver previsibilidade em relação a essas tarifas e em todas as medidas do governo. Ninguém espere no governo Aécio Neves o pacote A, o PAC disso, o PAC daquilo. Ou algum plano mirabolante.
Reparem que Aécio falou em responder com clareza e não esclareceu coisa nenhuma. Falou em governar com previsibilidade, mas se contradisse ao não responder o que fará. Por fim, em uma fala tortuosa e de difícil compreensão, pareceu ser contra o planejamento feito pelo estado, como ocorre com o PAC, que não tem nada de mirabolante.
Bonner perguntou: Mas o senhor vai aumentar as tarifas?
Finalmente Aécio admitiu que sim, ainda que embromando. Errou ao dizer que "quando tiver os dados sobre a realidade do governo é que vou estabelecer isso". Ora, Aécio é senador, ele tem acesso por oficio a qualquer informação do governo que quiser.
Mensalão Tucano
Patrícia Poeta perguntou: Candidato, o seu partido é crítico ferrenho de casos de corrupção que envolvem o PT. Mas o seu partido também é acusado de envolvimento em escândalos graves de corrupção. Como é o caso do mensalão mineiro e também do pagamento de propina a funcionários públicos pelo cartel de trens e metrôs de São Paulo. Isso para citar dois exemplos. Toda vez que escândalos como esse vêm a público, tanto o PT quanto o PSDB usam o mesmo discurso. Um discurso óbvio e correto. Que tudo tem que ser investigado, que se houver culpado tem que ser punido. Por que o eleitor iria acreditar que exista diferença entre os dois partidos quando o assunto é esse: corrupção?
Aí Aécio foi muito mal, passou a imagem do malandro "esperto" que defende a impunidade para os seus amigos. Disse que os petistas foram condenados e os tucanos não, como se isso fosse vantagem. Ora, o povo vê o contrário. Vê dois pesos e duas medidas. Vê que não há impunidade para petistas e há para os tucanos.
Patrícia Poeta: Mas candidato, vamos pegar um exemplo aqui: Eduardo Azeredo, que foi um dos principais acusados de ser beneficiado no escândalo do mensalão mineiro, renunciou e por isso não foi julgado ainda. Ele está ao seu lado, no seu palanque, apoiando essa campanha eleitoral. Isso de uma certa forma lhe causa algum desconforto, não é passar a mão na cabeça das pessoas, de alguém do partido, um réu, nesse caso?
Aécio balbuciou que "Ele está me apoiando, você colocou bem, Patrícia, não é o inverso". E caiu no discurso padrão "que tudo tem que ser investigado, que se houver culpado tem que ser punido" citado na pergunta anterior. Conclusão: não convenceu.
Programa sociais
Patrícia Poeta levantou a bola para Aécio dizer que manterá programas sociais. Perguntou: O senhor tem dito que vai manter alguns dos principais programas sociais do governo atual, como é o caso do Bolsa Família, o ProUni, o Pronatec, o Mais Médicos e também a política de reajuste do salário mínimo. A sensação que dá para muitos eleitores, é que o senhor, sim, aprova o desempenho do PT nessa área social. Por que então esses eleitores iam querem mudar de presidente?
Foi a única pergunta em que Aécio se saiu melhor por admitir a qualidade destes programas. O problema é que, com isso, ele está elogiando Dilma. Para tentar diminuir danos, disse que os programas começaram no governo FHC. Só "se esqueceu" de dizer que no governo FHC os programas sociais existiam mas eram para poucos, com uma verba mínima, que não alcançava todo mundo que precisava, a ponto de deixar a fome do povo como herança maldita para Lula resolver.
Saúde:
Bonner perguntou: O senhor mencionou já duas vezes a saúde em Minas Gerais, o senhor tem dito que é melhor do Sudeste, a quarta melhor do Brasil. No entanto, os analistas que se debruçaram sobre investimentos públicos na saúde de Minas afirmam que isso foi muito mais resultado de investimentos da União e de municípios do que do estado. O senhor não considera a saúde uma prioridade também de governos estaduais, candidato?
Aécio foi desastroso de novo. Em vez de responder a pergunta, disse que em reunião com médicos tucanos da USP, ele foi elogiado.
De novo o Jornal Nacional aliviou ao não questionar porque várias cidades de Minas precisaram receber médicos do programa Mais Médicos, e como ele iria descartar os médicos cubanos, se em Minas ele nunca conseguiu resolver o problema da falta de médicos em regiões carentes.
Medidas amargas
Na primeira pergunta William Bonner disse que, segundo economistas ligados aos demotucanos, medidas como corte de ministérios e choque de gestão não bastam, que seria preciso cortes profundos de gastos e eliminar a defasagem de tarifas públicas como preço da gasolina e energia elétrica.
Reparem que Bonner aliviou ao não dizer que o que os economistas demotucanos pedem são cortes nos gastos sociais como o Bolsa Família, arrocho nas aposentadorias, nos salários do funcionalismo civil e militar, demissões, corte de verbas na educação, na saúde, corte nos subsídios ao Minha Casa, Minha Vida e à geração de empregos através do BNDES. Bonner aliviou também ao falar em "defasagem de tarifas", em vez de aumento na conta de luz. E aliviou ao não questionar por que a Cemig (estatal de eletricidade mineira sob comando tucano) pediu aumentos muito acima do que a ANEEL considerou razoável? Por que luta na justiça para subir o preço da energia nas hidrelétricas antigas já depreciadas? Por que prioriza distribuir mais lucros aos acionistas do que baixar a conta de luz? Por que a Cemig estoca energia para vender mais caro no mercado especulativo, o que gera aumento na conta de luz? E por que a Cemig tem planos de investir na Colômbia com as sobras de caixa, em vez de baixar a tarifa?
Aécio respondeu outra coisa, criticando o baixo crescimento e repetindo as críticas ao número de ministérios. Falou também que "enxugará o estado", um termo que soa como música para os banqueiros neoliberais, mas sempre foi um desastre para a classe média e para os mais pobres, como ocorreu no governo FHC.
Bonner perguntou: Mas o senhor não respondeu a minha pergunta. A minha pergunta é se entre essas necessidades se inclui a redução dos gastos públicos e o fim dessa defasagem das tarifas de energia e gasolina.
Aécio respondeu: Não, eu respondo com absoluta clareza. Começando do final. No meu governo vai haver previsibilidade em relação a essas tarifas e em todas as medidas do governo. Ninguém espere no governo Aécio Neves o pacote A, o PAC disso, o PAC daquilo. Ou algum plano mirabolante.
Reparem que Aécio falou em responder com clareza e não esclareceu coisa nenhuma. Falou em governar com previsibilidade, mas se contradisse ao não responder o que fará. Por fim, em uma fala tortuosa e de difícil compreensão, pareceu ser contra o planejamento feito pelo estado, como ocorre com o PAC, que não tem nada de mirabolante.
Bonner perguntou: Mas o senhor vai aumentar as tarifas?
Finalmente Aécio admitiu que sim, ainda que embromando. Errou ao dizer que "quando tiver os dados sobre a realidade do governo é que vou estabelecer isso". Ora, Aécio é senador, ele tem acesso por oficio a qualquer informação do governo que quiser.
Mensalão Tucano
Patrícia Poeta perguntou: Candidato, o seu partido é crítico ferrenho de casos de corrupção que envolvem o PT. Mas o seu partido também é acusado de envolvimento em escândalos graves de corrupção. Como é o caso do mensalão mineiro e também do pagamento de propina a funcionários públicos pelo cartel de trens e metrôs de São Paulo. Isso para citar dois exemplos. Toda vez que escândalos como esse vêm a público, tanto o PT quanto o PSDB usam o mesmo discurso. Um discurso óbvio e correto. Que tudo tem que ser investigado, que se houver culpado tem que ser punido. Por que o eleitor iria acreditar que exista diferença entre os dois partidos quando o assunto é esse: corrupção?
Aí Aécio foi muito mal, passou a imagem do malandro "esperto" que defende a impunidade para os seus amigos. Disse que os petistas foram condenados e os tucanos não, como se isso fosse vantagem. Ora, o povo vê o contrário. Vê dois pesos e duas medidas. Vê que não há impunidade para petistas e há para os tucanos.
Patrícia Poeta: Mas candidato, vamos pegar um exemplo aqui: Eduardo Azeredo, que foi um dos principais acusados de ser beneficiado no escândalo do mensalão mineiro, renunciou e por isso não foi julgado ainda. Ele está ao seu lado, no seu palanque, apoiando essa campanha eleitoral. Isso de uma certa forma lhe causa algum desconforto, não é passar a mão na cabeça das pessoas, de alguém do partido, um réu, nesse caso?
Aécio balbuciou que "Ele está me apoiando, você colocou bem, Patrícia, não é o inverso". E caiu no discurso padrão "que tudo tem que ser investigado, que se houver culpado tem que ser punido" citado na pergunta anterior. Conclusão: não convenceu.
Programa sociais
Patrícia Poeta levantou a bola para Aécio dizer que manterá programas sociais. Perguntou: O senhor tem dito que vai manter alguns dos principais programas sociais do governo atual, como é o caso do Bolsa Família, o ProUni, o Pronatec, o Mais Médicos e também a política de reajuste do salário mínimo. A sensação que dá para muitos eleitores, é que o senhor, sim, aprova o desempenho do PT nessa área social. Por que então esses eleitores iam querem mudar de presidente?
Foi a única pergunta em que Aécio se saiu melhor por admitir a qualidade destes programas. O problema é que, com isso, ele está elogiando Dilma. Para tentar diminuir danos, disse que os programas começaram no governo FHC. Só "se esqueceu" de dizer que no governo FHC os programas sociais existiam mas eram para poucos, com uma verba mínima, que não alcançava todo mundo que precisava, a ponto de deixar a fome do povo como herança maldita para Lula resolver.
Saúde:
Bonner perguntou: O senhor mencionou já duas vezes a saúde em Minas Gerais, o senhor tem dito que é melhor do Sudeste, a quarta melhor do Brasil. No entanto, os analistas que se debruçaram sobre investimentos públicos na saúde de Minas afirmam que isso foi muito mais resultado de investimentos da União e de municípios do que do estado. O senhor não considera a saúde uma prioridade também de governos estaduais, candidato?
Aécio foi desastroso de novo. Em vez de responder a pergunta, disse que em reunião com médicos tucanos da USP, ele foi elogiado.
De novo o Jornal Nacional aliviou ao não questionar porque várias cidades de Minas precisaram receber médicos do programa Mais Médicos, e como ele iria descartar os médicos cubanos, se em Minas ele nunca conseguiu resolver o problema da falta de médicos em regiões carentes.
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sexta-feira, 4 de julho de 2014
Mídia bandida transforma incompetência de aecistas em "tragédia da Copa"
Os responsáveis pela obra
Mídia usa tragédia em Belo Horizonte para sua revanche na Copa
Constrangida pelo sucesso do Mundial, reconhecido dentro e fora do
Pais, oligopólio da mídia familiar no Brasil se escora no acidente de
engenharia ocorrido ontem em Belo Horizonte para uma pequena vingança;
na Folha, a queda de um viaduto se transformou em "Obra inacabada da
Copa desaba e mata 1 em BH"; no Globo, "Viaduto de obra da Copa desaba e
mata 2 em BH"; no Estado, "Viaduto planejado para Copa cai e mata 2";
nos três jornais, ênfase no fato de se tratar de uma obra do PAC, o
Plano de Aceleração do Crescimento, que, embora federal, depende da
execução de estados e municípios; no caso concreto, a responsabilidade
pela execução da obra era da prefeitura de Belo Horizonte, governada por
Marcio Lacerda, do PSB, que viu "falha de engenharia".
247
- Até aqui, a imprensa familiar brasileira vinha sofrendo a maior
goleada da história das Copas. Depois de apostar no fiasco da Copa do
Mundo de 2014 e usar seus colunistas para disseminar o pânico de um
vexame internacional, o pequeno oligopólio da mídia no Brasil tentou
marcar nesta sexta-feira, dia em que o Brasil decide contra a Colômbia
uma vaga nas semifinais, um golzinho de honra. Nem que para isso tenha
sido necessário explorar uma tragédia, ocorrida ontem em Belo Horizonte,
onde um viaduto desabou e matou duas pessoas.
O lamentável acidente, decorrente de uma provável falha de engenharia da
empreiteira Cowan, ganhou uma embalagem peculiar nos jornais
brasileiros, com sabor de vingança. Na Folha, o fato se transformou na
manchete "Obra inacabada da Copa desaba e mata 1 em BH". No Globo,
"Viaduto de obra da Copa desaba e mata 2 em BH". No Estado, "Viaduto
planejado para Copa cai e mata 2". Ou seja: depois da constatação de que
os aeroportos funcionaram a contento e de que os estádios (que para
determinado grupo de mídia ficariam prontos apenas em 2038) encantaram o
mundo, caiu um viaduto. Era o que bastava para a execução da revanche.
Nos três três jornais, a ênfase foi dada ao fato de se tratar de uma
obra do PAC, o Plano de Aceleração do Crescimento, que, embora federal,
depende da execução de estados e municípios. No caso concreto, embora a
obra tenha recebido financiamento de R$ 171,7 milhões do governo
federal, a responsabilidade pela execução era da prefeitura de Belo
Horizonte, governada por Marcio Lacerda, do PSB e aliado do PSDB na
política mineira.
Na Folha, que foi o jornal que produziu a manchete mais milimétrica
contra a Copa após o incidente, houve ainda espaço para um editorial,
chamado "Humor de Copa", sobre o impacto do sucesso do Mundial na mais
recente pesquisa Datafolha, onde a presidente Dilma foi de 34% a 38% das
intenções de voto. Num dos trechos, comentou-se o incidente de ontem em
Belo Horizonte. "Verdade que, até quarta-feira, registravam-se somente
incidentes operacionais de menor impacto; o mais grave deles havia sido
a invasão de chilenos no Maracanã, fruto de uma falha de segurança.
Nada comparável à queda de um viaduto em Belo Horizonte. O acidente,
ocorrido ontem, resultou na morte de ao menos uma pessoa e deixou 22
feridos. A obra faz parte do pacote de melhorias de mobilidade urbana e
não ficou pronta no prazo prometido. Não foi, felizmente, tragédia de
maiores proporções. Serve para lembrar, ainda assim, o quanto houve de
irresponsabilidade e improviso, para nada dizer de corrupção, na
organização do Mundial. O primeiro jogo da Arena das Dunas, em Natal,
deu-se sem a liberação dos bombeiros, por exemplo."
Com a queda do viaduto, a mídia familiar fez um golzinho e diminuiu a goleada que vem sofrendo. Há tempo para a virada?
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quarta-feira, 21 de maio de 2014
Aécio sofre abalo nervoso com pergunta sobre mensalão tucano
Depois de dizer que aquele que ficou conhecido como o "pai do mensalão", ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), tem carta branca para fazer o que quiser nas campanhas tucanas em Minas, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), teve uma crise de nervos e respondeu gaguejando e rispidamente a um repórter.- Vamos falar de Minas, vamos falar do Brasil! Isso daí eu já, já, já te respondi! - disse o tucano.
Azeredo foi ao evento partidário do PSDB mineiro e disse “Hoje eu estou participando e vou continuar participando porque eu tenho muito mais condição moral do que muita gente que está por aí”, em tom que mais pareceu ameaça a correligionários que o abandonou à própria sorte.
Aécio, perguntado depois se confirmava e de que forma Azeredo iria participar da campanha tucana presidencial e para governador de Minas, respondeu dando carta branca ao "pai do mensalão":
- Vai sim, da forma que ele achar adequado. - disse Aécio.
- No palanque? Perguntou um repórter.
- Vamos falar de Minas, vamos falar do Brasil. - disse o tucano.
- Mas isso é falar de Minas. - insistiu o repórter.
- Isso daí eu já, já, Já te respondi! - respondeu Aécio, bastante nervoso.
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terça-feira, 8 de abril de 2014
Aécio em outro escândalo: Minas em vez de receber, paga para "privatizar" o Mineirão
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| Foto à esquerda: Aécio em evento esportivo com Eduardo Azeredo (do mensalão Tucano), e do senador aliado Zezé Perrella (do helicóptero). Foto à direita com o ex-cartola Ricardo Teixeira. |
O governo tucano de Minas fez um contrato no estilo privataria tucana para exploração do estádio do Mineirão. É de mãe para filho para o Consórcio Minas-Arena.
Se a empresa não tiver o lucro mínimo esperado de R$ 3,7 milhões por mês, o dinheiro público de Minas cobre.
Só em 2013, a tucanada mineira já pagou com o dinheiro público dos mineiros R$ 44 milhões para garantir o lucro do consórcio Minas-Arena. Pelo contrato, mesmo se não dinamizar o uso do estádio, o governo de Minas paga uma generosa bolsa.
O consórcio Minas-Arena é constituído pelas felizardas empreiteiras Egesa, Construcap e Hap Engenharia.
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domingo, 16 de março de 2014
Investigação sobre contrato de Aécio Neves com Valério no mensalão tucano está parado desde 2005
Um inquérito aberto em 2005 para investigar contratos do governo tucano de Aécio Neves (2003-2006) com as agências de publicidade do empresário Marcos Valério está parado nas gavetas do Ministério Público mineiro.
O pente-fino da Promotoria seria em todas as operações que as duas
agências de Valério (SMPB e DNA) mantinham com o governo de Minas, na
primeira gestão do senador e pré-candidato do PSDB ao Palácio do
Planalto.Quase nove anos desde a instauração do inquérito, não há
conclusão, e o caso, na prática, nem sequer andou.O mensalão tucano
envolveu o governo de Minas, em 1998, quando era comandado por Eduardo
Azeredo.
Segundo a Procuradoria Geral da República, houve desvio de R$ 3,5
milhões de estatais mineiras para a campanha eleitoral de Azeredo, que
tentava se reeleger.
Em razão desses escândalos, o Ministério Público recomendou, em julho de
2005, a suspensão de todos os contratos de órgãos públicos do Estado
com a SMPB e DNA. Assim fez o governo Aécio.
Entre 2004 e 2005, a gestão do atual senador pagou ao menos R$ 27
milhões às agências de Valério (hoje condenado e preso pelo mensalão do
PT) pelos contratos vigentes até então.
A Promotoria pediu ao Executivo cópias de toda a documentação desses
contratos, inclusive notas fiscais, para análise.No entanto, caixas e
caixas de documentos enviados ao Ministério Público ficaram praticamente
intactas.
A promotora Elizabeth Villela, que assumiu recentemente a
responsabilidade por esse inquérito, disse que no último dia 15 de
janeiro remeteu a papelada ao Conselho Superior do Ministério Público
mineiro, que solicitou o envio de todos os inquéritos instaurados até
2007 e que estavam sem andamento.As informações são da Folha
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Assessor de confiança e braço direito de Aécio Neves é réu do mensalão tucano
O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves tem entre os seus assessores de confiança um dos principais personagens do mensalão tucano.O jornalista e publicitário Eduardo Guedes, 52, um dos réus do processo, atua nos bastidores e na etapa inicial da campanha do político como um de seus mais próximos conselheiros.
Antigo colaborador das campanhas eleitorais dos tucanos em Minas Gerais, Guedes é também um dos sócios da Pensar Comunicação Planejada, empresa contratada para prestar consultoria de comunicação ao PSDB, presidido por Aécio Neves.
Na peça em que pede a condenação do ex-governador de Minas e atual deputado Eduardo Azeredo (PSDB) a 22 anos de prisão, a Procuradoria-Geral da República afirma que Guedes determinou à Copasa, a Comig e ao Bemge, órgãos estaduais, que dessem R$ 3,5 milhões (R$ 9 milhões nos valores de hoje) a SMP&B para patrocínio de evento esportivo.
À época, Guedes era secretário-adjunto de Comunicação do governo mineiro. Segundo as investigações, ele agiu a pedido de Azeredo.
O valor dos repasses, de acordo com a Procuradoria, acabou sendo desviado pelo esquema. Com esse dinheiro, o empresário Marcos Valério, da SMP&B, forjou empréstimos fraudulentos para justificar o seu uso na campanha à reeleição de Azeredo, em 1998, afirma a Procuradoria.
Esquema semelhante foi usado por Valério, anos depois, motivo pelo qual o empresário acabou condenado no STF (Supremo Tribunal Federal).
Os ofícios assinados por Guedes determinando os repasses são o que os juristas chamam de "ato de ofício", que comprovaria o crime.
Sob acusação de peculato (desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro, o processo contra o jornalista tramita na primeira instância da Justiça mineira.
Guedes tem a confiança do presidenciável e de sua irmã, Andrea Neves, responsável pela imagem política do senador. O jornalista já foi casado com Heloísa Neves, auxiliar de Andrea e atual assessora de imprensa de Aécio.
Em 2005, quando estourou o escândalo, ele era subsecretário de Comunicação do governo de Aécio. Foi exonerado, mas logo voltaria a trabalhar com ele.
Em 2010, Guedes atuou na campanha que elegeu Antônio Anastasia governador e que levou Aécio ao Senado. Desde 2011, quando o mineiro assumiu o papel de presidenciável, ele tem participado das campanhas de comunicação do partido.
Em 2012, em Brasília, Guedes dividiu as atenções com Aécio em ato de marketing político do PSDB. Na ocasião, palestrou sobre "como fazer uma campanha competitiva". Na Uol
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sábado, 23 de novembro de 2013
STF: Aécio responderá por ter recebido recursos do Mensalão Tucano
Com base em Relatório da PF, Aécio
Neves passa a integrar nova denúncia da PGR, contra mensaleiros tucanos
com prerrogativa de foro perante o STF
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| Com base em Relatório da PF, Aécio Neves passa a integrar nova denúncia da PGR, contra mensaleiros tucanos com prerrogativa de foro perante o STF |
Aécio recebeu R$ 110.000,00 do esquema criminoso, conforme consta nas pág. 14 e 15 do relatório da Polícia Federal.
Fontes da PGR informam que a denúncia correrá separada da Ação Penal a
que já responde o ex-governado e atual deputado federal Eduardo
Azeredo. Fato idêntico ao que vem ocorrendo em relação ao senador
Clesio Andrade. Na nova denúncia, segundo a mesma fonte da PGR,
constaria além de Aécio Neves, mais nove deputados federais.
Indagado por jornalistas, Aécio Neves declarou na manhã desta
quinta-feira (21) não temer o julgamento do chamado mensalão tucano. Em
entrevista à rádio CBN de Goiânia, o pré-candidato do PSDB à
Presidência da República afirmou que, "esta ação já deveria ter sido
julgada há tempos. Os responsáveis têm que ser punidos. Nós do PSDB não
temos que temer absolutamente nada", disse Aécio à jornalista Fabiana
Pulcineli, rechaçando qualquer envolvimento com o caso.
Políticos próximos de Aécio, confirmam que a principal preocupação do
senador é que a apresentação desta nova denúncia está ocorrendo no
momento em que os condenados no chamado mensalão do PT estão presos, e
diversas críticas se voltam para o processo que envolve o PSDB em Minas
Gerais.
Hoje, por exemplo, a “Folha de S. Paulo” cobrou o julgamento do caso
pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o jornal, "após o
desfecho do processo do mensalão petista, a Suprema Corte brasileira
não pode dar espaço à interpretação de que funciona em regimes distintos
de acordo com a coloração partidária dos acusados".
Documento que fundamenta a matéria:
No Novo Jornal
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terça-feira, 19 de novembro de 2013
Mensalão tucano fica para início de 2014
Folha de São Paulo
O mensalão tucano poderá ser julgado ainda no primeiro semestre de 2014.
Segundo apurou a Folha, essa é a expectativa no gabinete do ministro
Luís Roberto Barroso, o relator do processo no STF (Supremo Tribunal
Federal).
Diretamente consultado, Barroso evitou comprometer-se com prazo. "Vou
julgar o mais rápido que o devido processo legal permitir", disse.
O mensalão tucano, segundo a descrição do Ministério Público Federal,
foi um esquema de desvio de dinheiro de empresas públicas de Minas
Gerais para financiar a reeleição do então governador Eduardo Azeredo
(PSDB) na eleição de 1998.
Apesar de os fatos descritos terem ocorrido antes, o caso só veio a tona
depois da denúncia do mensalão petista (2005). Foi quando o nome do
empresário Marcos Valério Fernandes de Souza começou a ser citado como
um dos operadores do esquema petista.
Valério também seria um dos personagens centrais do suposto esquema mineiro.
Segundo a acusação, duas estatais (Copasa e Comig) e um banco público
(Bemge) repassaram, com aval de Azeredo, R$ 3,5 milhões em patrocínio a
três eventos esportivos promovidos pela SMPB, uma das agências de
Valério.
Para disfarçar o uso desse dinheiro na campanha do PSDB, Valério teria
feito empréstimos fraudulentos de R$ 11 milhões no Banco Rural, o mesmo
que apareceria depois no mensalão petista.
Para alguns, o mensalão tucano teria servido de modelo para o esquema petista.
Azeredo, hoje deputado federal, acabou perdendo a disputa de 1998 pelo
governo mineiro para o ex-presidente Itamar Franco (PMDB).
trâmite
trâmite
O julgamento do suposto desvio de recursos públicos em Minas está
dividido em duas ações penais e um inquérito, que corre em segredo de
Justiça.
A primeira ação penal é contra Azeredo. A segunda é contra o hoje
senador Clésio Andrade (PMDB-MG), então candidato a vice na chapa tucana
de 1998.
A defesa de Azeredo tem até a próxima sexta-feira, 22, para pedir diligências (providências do relator). Barroso poderá aceitá-las ou não.
A defesa de Azeredo tem até a próxima sexta-feira, 22, para pedir diligências (providências do relator). Barroso poderá aceitá-las ou não.
Depois, o relator abrirá prazo para as alegações finais da defesa de Azeredo e do Ministério Público Federal.
Caso ele não requeira novas provas, poderá então elaborar o relatório e enviá-lo ao revisor, Celso de Mello.
Com o voto feito, o revisor encaminha o caso ao presidente do Supremo,
que definirá a data em que a ação será posta na pauta do plenário. O
mandato de Joaquim Barbosa na presidência do Supremo termina em novembro
de 2014. O próximo presidente será Ricardo Lewandowski.
A ação contra Andrade está pendente no Ministério Público, por conta de
uma testemunha que ainda não foi ouvida. Será preciso que o órgão defina
se a substituirá ou se desistirá para que Barroso dê continuidade ao
andamento da ação.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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sexta-feira, 28 de junho de 2013
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quarta-feira, 26 de junho de 2013
CQC Mensalão Tucano: Azeredo é Pai e Aécio Neves Tio do mensalão do PSDB
Guga Noblat estraga a festa de 25 anos do PSDB e 16 anos de impunidadeO repórter do CQC foi à festa de comemoração do partido para conversar sobre um
assunto indigesto: o mensalão tucano.
entrevista Ministros do STF Gilmar Mendes(O homem mais querido do PSDB),Ayres Brito, Dias Tofolli ,deputados ,o ex presidente do Partido Sergio Guerra e o garoto do Rio Aécio Neves PSDB de Minas seria o tio ou um primo de 2º grau do mensalão do PSDB , já que a campanha dele na época seria financiada pelo caixa dois .
O vídeo Acima foi censurado pelo PSDB e sua turma veja abaixo o vídeo integral
Mensalão Tucano - CQC from forapsdb on Vimeo.
Ato para o Julgamento do Mensalão Tucano
https://www.facebook.com/events/565537313498069/?ref=2
O Link ABAIXO ,vamos moralizar a política de VERDADE, a lei é feita para todos
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N30265
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domingo, 23 de junho de 2013
Mensalão Tucano: juíza força prescrição dos crimes
Via Isto É via Blog Gilson sampaio
Marmelada mineira
Crimes do mensalão tucano podem prescrever em função das decisões burocráticas incomuns que a juíza do Tribunal de Justiça de Minas Gerais impõe ao processo envolvendo integrantes do PSDB
Josie Jeronimo
Há
dois anos e meio, a Justiça de Minas Gerais recebeu a denúncia do
chamado mensalão mineiro, esquema de desvio de recursos públicos que
abasteceu o caixa de campanha de políticos do PSDB local e, tal qual o
do PT, também era operado pelo publicitário Marcos Valério. De lá para
cá, o processo transcorre em ritmo lento e os crimes imputados aos
principais envolvidos caminham para a prescrição. É uma situação bem
diferente da que se verificou no julgamento contra a cúpula petista, que
já se encontra em fase de apresentação de recursos no STF. No processo
mineiro, nem todas as testemunhas foram ouvidas e muitas não foram
sequer intimadas. Dos 130 mandados expedidos até agora, apenas 75
chegaram às mãos dos destinatários. Contrariando o trâmite usualmente
adotado pela Justiça, testemunhas que moram em oito cidades vizinhas a
Belo Horizonte estão sendo ouvidas por carta precatória. Depoentes do
município de Nova Lima, a 20 quilômetros da capital, por exemplo, foram
acionados por correspondência, em vez de comparecer a audiências no
Fórum Lafayette, no bairro Barro Preto, região central de Belo
Horizonte.
OS RÉUS AGRADECEM
Esquema de desvio de recursos públicos que abasteceu o caixa de campanha de políticos do PSDB local, operado por Marcos Valério, só será julgado depois das eleições de 2014
Os
advogados que atuam no processo atribuem a morosidade à atuação da
titular da 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a
juíza Neide da Silva Martins. Utilizando métodos ultrapassados, a
magistrada imprime ao julgamento do mensalão tucano uma dinâmica
burocrática. Considerada ríspida no trato com advogados, Neide não
aceita conversas de bastidor, chamadas ironicamente de “embargos
auriculares”. Mas cedeu à pressão dos defensores e permitiu que
arrolassem oito testemunhas por fato contido na denúncia do Ministério
Público, em vez de oito por réu, como ocorre normalmente. Com isso, o
rol de depoentes ultrapassou a marca de 100 pessoas, entre eles uma
testemunha que mora nos Estados Unidos.
Sem
pressa aparente para concluir o processo, Neide decidiu reservar apenas
um dia da semana para analisar o caso. Nos outros, debruça-se sobre
outros processos sob sua batuta. Para tornar o trâmite ainda mais lento,
audiências de instrução são escassas e costumam ser desmarcadas no
decorrer da tramitação. Na última sessão, do dia 7 de junho, a juíza
estava afônica e cancelou a reunião. Formada em letras antes de cursar
direito, Neide também aplica aos advogados do mensalão mineiro uma
cartilha de padronização de texto, dando margem para os defensores
ganharem mais prazo ao reformar peças fora das normas de estilo ditadas
pela magistrada.
A
burocrática condução do mensalão mineiro pela magistrada já produziu
até folclores. No ano passado, Neide suspeitou que o advogado Leandro
Bemfica, representante de Eduardo Guedes – ex-secretário do governo
Eduardo Azeredo e responsável pela produção do programa nacional do PSDB
–, estava piscando para uma testemunha. O objetivo seria o de conduzir o
conteúdo do depoimento. A juíza arguiu o advogado, que saiu-se com
esta: “Eu pisquei porque estamos apaixonados”, justificou. A juíza
aceitou a explicação esdrúxula e seguiu com o depoimento. No esquema
mineiro, Guedes tinha atuação semelhante à de Luiz Gushiken, ex-ministro
absolvido no mensalão. À ISTOÉ, o advogado justificou a provocação
atribuindo a história a um “incidente de audiência”. Ele afirma que a
demora no julgamento prejudica seu cliente, profissional da área de
comunicação. “Nós temos o maior interesse que seja julgado logo, porque
meu cliente está sofrendo danos profissionais”, afirmou. Durante a
semana, a ISTOÉ procurou a juíza por meio da assessoria do TJMG. Ela
informou que não poderia falar sobre o processo, pois a ação ainda está
em curso, e não respondeu às perguntas enviadas pela reportagem.
A
lentidão do processo do mensalão mineiro se tornou cômoda para os
advogados de defesa, pois parte dos réus pode ter a pena prescrita antes
mesmo da sentença. Dependendo do tipo de pena, da idade dos réus e da
necessidade de novas diligências provocadas por depoimentos de
testemunhas, a possibilidade de prescrição de punição no mensalão
mineiro é real. A expectativa é de que o processo só seja concluído após
as eleições de 2014. Com base na denúncia do Ministério Público, o
criminalista Guilherme San Juan Araújo analisou, a pedido da ISTOÉ, a
situação dos 13 réus. San Juan verificou que, da maneira como transcorre
o processo, dificilmente Cláudio Mourão – que no esquema petista
poderia ser comparado ao tesoureiro Delúbio Soares – cumprirá pena. Como
Mourão completará 70 anos em abril de 2014, automaticamente o prazo de
prescrição – de crimes como peculato e lavagem de dinheiro – é reduzido à
metade. Assim, se Mourão for condenado depois dessa data, os crimes
imputados a ele já estarão prescritos. Isso já ocorreu com Walfrido
Mares Guia, que fez 70 anos em 2013. Outros réus, como Eduardo Brandão,
também podem se beneficiar do calendário, se, em recurso, a sentença for
reformada. Os réus agradecem.
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