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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

ROMEU ZEMA "O NOVO" SE CERCA DE PESSOAS LIGADAS A AÉCIO NEVES

Provável líder do governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais pediu votos no tucano
ROMEU ZEMA "O NOVO"  SE CERCA DE PESSOAS LIGADAS A AÉCIO NEVES O governador de Minas Gerais, Romeu Zema Foto: O Tempo/Agência O Globo
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema Foto: O Tempo/Agência O Globo


O governador de Minas Gerais,Romeu Zema , está se cercando de pessoas ligadas ao senadorAécio Neves (PSDB). 
O secretário de Governo é o ex-prefeito de Juiz de Fora Custódio Mattos , que foi secretário de Desenvolvimento Social na gestão do tucano à frente do estado. 
Renata Vilhena , atual secretária de Reforma Administrativa, foi secretária de Planejamento de Aécio. 
Agora tudo leva a crer que o líder do governo na Assembleia Legislativa será o deputado tucano Luiz Humberto Carneiro , que pediu votos em Aécio nas eleições passadas e já foi chamado por ele de “companheiro”.

Da Época

domingo, 13 de março de 2016

Geraldo Alckmin e Aécio Neves chegam à Paulista sob vaias e gritos de “corruptos” e "ladrão de merenda"

Enquanto manifestantes gritavam “ladrão de merenda”, apoiadores usavam buzinas
Geraldo Alckmin e Aécio Neves chegam à Paulista sob vaias e gritos de “corruptos” e
Manifestantes gritavam "ladrão de merenda" e "corruptos" para governador e senador Caroline Apple/R7
O governador Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves, ambos do PSDB, foram vaiados na chegada à avenida Paulista neste domingo (13). Enquanto os manifestantes gritavam “ladrão de merenda” e “corruptos”, apoiadores dos políticos usavam buzinas para abafar os protestos.
Mais cedo, Alckmin recebeu, na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes, uma comitiva formada por senadores e deputados da oposição. Em entrevista coletiva concedida na sede do executivo paulista, Alckmin falou que "é preciso virar a página".
— Precisamos virar essa página. Precisamos de uma solução rápida para retomar o crescimento.


Geraldo Alckmin e Aécio Neves chegam à Paulista... por psdbcensuradopeloyoutube>

do Portal R7 via Os Amigos do Lula  De outro ângulo

Manifestantes hostilizaram Aecio Neves e Geraldo Alckmin durante passagem deles pela Avenida Paulista

Publicado por Pedro Venceslau em Domingo, 13 de março de 2016
Para evitar censura mais um vídeo cópia do primeiro

Enquanto manifestantes gritavam “ladrão de merenda”, apoiadores usavam buzinasGeraldo Alckmin e Aécio Neves chegam à...
Publicado por Fora Aécio Neves em Domingo, 13 de março de 2016

domingo, 6 de março de 2016

Delcídio Amaral (PT) ameaça delatar Aécio Neves (PSDB) e aí Moro?

 Delcídio Amaral (PT) ameaça delatar Aécio Neves (PSDB) e aí Moro?
O jornalista Ricardo Noblat, de O Globo, noticiou em seu blog que o senador Delcídio Amaral (PT-MS) ameaçou delatar Aécio Neves (PSDB-MG).
Delcídio foi o primeiro senador da República a ser preso durante o mandato. Isso só foi possível porque o STF, o MPF e a PF entenderam ser um caso flagrante de obstrução da Lava Jato.
Leia o que diz Noblat:
“Delcídio ainda não assinou a delação. Mas os principais pontos dela foram esboçados por ele. São 28 pontos. Um se refere a Aécio Neves, senador e candidato derrotado na eleição presidencial de 2014.
Resultado do esforço de Delcídio em tocar barata voa no Senado: o relator do seu processo de cassação foi trocado. O próximo será um amigo seu. Cresce a legião de senadores favorável ao arquivamento do processo.”

O senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), que era relator da cassação de Delcídio, foi retirado do caso.
Hoje o Painel da Folha noticiou um acordo geral postergando a perda de mandato do petista.
Delcídio será o primeiro senador da República a cumprir mandato de tornozeleira eletrônica.
Com Reaçonaria , Noblat e Midiapop

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

'É um terço SP, um terço nacional e um terço Aécio'

:
Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o lobista Fernando Moura afirmou que Furnas era uma estatal controlada pelo hoje senador Aécio Neves (PSDB-MG) no governo Lula, e que o esquema de propina se assemelhava ao instalado na Petrobras: "É um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio"; ele disse ainda que, em conversa com o então ministro José Dirceu para a escolha de nomes para a diretoria de estatais, o nome de Dimas Toledo foi apresentado: "Ele me respondeu: 'Esse foi o único cargo que o Aécio pediu pro Lula. Então você vá lá conversar com o Dimas e diga para ele que vamos apoiar [a indicação de seu nome]'"; em nota, o PSDB definiu como "declaração requentada e absurda" a citação a Aécio e uma "velha tentativa de vincular o PSDB aos crimes cometidos no governo petista"
247 Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o lobista Fernando Moura afirmou que Furnas era uma estatal controlada pelo hoje senador Aécio Neves (PSDB-MG) no governo Lula, e que o esquema de propina se assemelhava ao instalado na Petrobras: "É um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio."
Ele citou uma reunião que teria ocorrido em 2002 para a escolha de nomes para a diretoria de diversas estatais.
Renato Duque teria sido indicado ao então ministro José Dirceu, segundo ele. Para Furnas, o lobista disse que citou o nome de Dimas Toledo. "Ele (Dirceu) perguntou qual era minha relação com o Dimas Toledo e eu respondi que o achava competente, profissional. Então ele me respondeu: 'Não, porque esse foi o único cargo que o Aécio pediu pro Lula. Então você vá lá conversar com o Dimas e diga para ele que vamos apoiar [a indicação de seu nome]'".
Moura relata ainda que Dimas Toledo, ao assumir a diretoria, afirmou a que "em Furnas era igual", referindo-se a esquema de propina. "Ele disse: 'Não precisa nem aparecer aqui. Vai ficar um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio'".
O lobista presta seu terceiro depoimento na Lava Jato após mentir sobre o suposto envolvimento de Dirceu no esquema. Ele havia isentado o ex-ministro, depois falou que foi ameaçado e agora reafirmou as acusações.
Em nota, a assessoria de imprensa do PSDB definiu como "declaração requentada e absurda" a citação a Aécio e uma "velha tentativa de vincular o PSDB aos crimes cometidos no governo petista". "O PSDB jamais fez qualquer indicação para o governo do PT. O senador Aécio Neves não conhece o lobista, réu confesso de diversos crimes, e tomará todas as providências cabíveis para desmontar mais essa sórdida tentativa de ligar lideranças da oposição aos escândalos investigados pela Operação Lava Jato", acrescentou.
O advogado de Dimas Toledo, Marco Moura, afirmou, em nota, que as informações de Moura são "absolutamente inverídicas".
Leia aqui reportagem de Juliana Coissi sobre o assunto.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Aécio Neves protesta contra a corrupção estacionando carro em local proibido


Aécio Neves protesta contra a corrupção estacionando carro em local proibido
O senador tucano foi flagrado estacionando um carro da rádio Arco Íris – pertencente a sua família – em uma vaga para deficientes físicos na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, pouco antes da manifestação contra a “corrupção” do governo. Em 2012, Aécio foi parado por dirigir sem carteira de habilitação em um veículo da mesma empresa, que é investigada por receber repasses quando era governador de Minas Gerais

Por Redação
O senador Aécio Neves (PSDB) compareceu neste domingo (16) à manifestação de Belo Horizonte (MG), que tinha como uma das principais bandeiras o fim da corrupção. Para chegar até a Praça da Liberdade, local onde ocorreu a concentração do protesto, o ex-candidato à presidência da República utilizou um carro da rádio Arco Íris – empresa que pertence a sua família -, e não deu lá o melhor exemplo pela causa, como figura pública que é. Ele estacionou seu Toyota Hilux em uma vaga exclusiva para deficientes físicos.
Não é a primeira vez que Aécio infringe as leis de trânsito. Em 2012, ganhou repercussão o episódio em que o senador foi parado pela polícia por dirigir sem carteira de habilitação. Na ocasião, constatou-se que o veículo que ele conduzia também pertencia à rádio de sua família. A rede Minas Sem Censura, então, entrou com uma representação no Ministério Público e passou a investigar as verbas repassadas à empresa ao longo dos governos tucanos no estado.
Na lista de patrimônios da companhia, consta o veículo que Neves utilizou neste domingo (placa HHH 0211). Ao todo, a rádio possui 12 carros registrados no DETRAN/MG, sendo seis deles considerados veículos de luxo. Na representação, configura-se a tese de que houve ocultação de patrimônio e que os carros de luxo são utilizados para a “satisfação pessoal” dos sócios e familiares da empresa, invalidando a necessidade do repasse das altas verbas governamentais que ocorreram ao longo do governo Aécio. “Não aceitamos tanta impunidade, tanta mentira, tanta corrupção”, disse o senador no protesto pouco depois de parar o carro em local proibido.
Da Revista Forum

domingo, 28 de junho de 2015

Governos tucanos de Minas blindaram 'amigos' em roubo ao Banco do Brasil

Polícia mineira conclui investigação que indicia parentes diretos da mulher-forte do 'choque de gestão' de Aécio e Anastasia. Empresa já é denunciada por golpe em outro banco público, a CEF
 
Um inquérito da Divisão Especializada em Investigação de Fraudes, da Polícia Civil, que investiga o roubo de R$ 22,7 milhões de agências do Banco do Brasil em Minas Gerais por meio da empresa de transporte de valores Embraforte, em 2013, aponta uso político da Polícia Civil mineira pelo então governo do PSDB daquele estado para blindar criminosos "amigos".
O delegado Cláudio Utsch, que assumiu e concluiu o inquérito, indiciou e pediu a prisão dos donos da Embraforte, Marcos André Paes de Vilhena e seus dois filhos – Pedro Henrique Gonçalves de Vilhena e Marcos Felipe Gonçalves de Vilhena. São respectivamente irmão e sobrinhos de Renata Vilhena, chefe da Secretaria de Planejamento e Gestão, entre 2006 e 2014. Trata-se da poderosa secretária estadual do "choque de gestão" dos governos tucanos de Aécio Neves e Antônio Anastasia. Ela também foi secretária adjunta de Logística e TI do Ministério do Planejamento do governo Fernando Henrique Cardoso.
"O poder de Renata esteve sempre pronto a auxiliar o irmão, e como é cediço*, tempos atrás a Deif (Divisão Especializada em Investigação de Fraudes) fora usada para atender interesses do grupo político do qual faz parte a ex-secretária", diz o inquérito. O problema, segundo o delegado, seria interferências políticas para atrapalhar as investigações.
*Cediço: indiscutível, claro, notório, conhecido de todos etc. (nota da edição)
Desde que o Banco do Brasil deu queixa do roubo a investigação na Polícia Civil não andou. Só em abril deste ano o novo titular da Deif (Cláudio Utsch) assumiu o caso e concluiu a investigação, em junho.
Entre as evidências de "blindagem" dos investigados, Utsch relata o que considera manobras para atrasar a investigação, "orquestradas por meio da influência de Renata Vilhena". Uma delas teria sido tirar a investigação da Deif e levar para a Delegacia de Crimes Cibernéticos, que não tem nada a ver com as características do caso. Outra foi a retirada de peças importantes do inquérito pelo antigo delegado do caso.
A Embraforte prestou serviços de transporte de valores ao Banco do Brasil de 2006 a 2014 nas cidades mineiras de Belo Horizonte, Varginha e Passos. O Banco do Brasil descobriu uma fraude nos caixas eletrônicos abastecidos pela empresa, que colocava menos dinheiro do que declarava. Flagrados, os donos reconheceram o ocorrido mas colocam a culpa nos empregados. Estes disseram ter cumprido ordens que vinham de cima, inclusive sob coação.
O inquérito afirma que a Embraforte roubou R$ 22,7 milhões do Banco do Brasil por meio de depósitos com valores inferiores que os incluídos no sistema da empresa. O esquema foi descoberto pelo próprio banco, uma vez que as investigações pararam em algum gabinete da Polícia Civil.
Utsch pediu também o afastamento de seu antecessor nesta investigação, o delegado César Matoso, acusando-o de ter agido como um "advogado de defesa" dos Vilhena. "A autoridade policial, travestindo-se de advogado de defesa de criminosos, e em parceria com os advogados de defesa, produziu tais peças! Jamais tais oitivas poderão ser consideradas como interrogatórios de criminosos que cometeram graves crimes de colarinho branco", descreve, no inquérito.
As peças referidas são depoimentos dos investigados de forma completamente anormal e suspeita. Em vez de o escrivão taquigrafar diretamente no PCNet, sistema oficial da Polícia Civil próprio para isto, o fez num programa de edição de texto comum, como se fosse um rascunho, abrindo a possibilidade de seu conteúdo ser alterado antes de ser lavrado como o depoimento oficial. Não bastasse, o próprio delegado César Matoso fez o serviço de passar o "rascunho" para o PCNet oficial, uma atitude bastante suspeita.
A Embraforte é alvo de outro inquérito na Polícia Federal por ocorrência semelhante na Caixa Econômica Federal. Casas lotéricas deram queixa de furto de dinheiro pela empresa. Parte do dinheiro recolhido nas lotéricas pelos carros-forte não era depositada no banco de destino, apesar dos controles apontarem exatidão nas operações.
Os negócios da Embraforte não ficam apenas nos bancos públicos do Brasil. Outra denúncia contra os donos da empresa foi apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) por trabalho escravo dentro da sede da empresa. Em 2012, fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego encontraram 115 empregados submetidos a jornadas extenuantes, em alguns casos com duração superior a 24 horas, e a condições degradantes de trabalho.
De certa forma, aplicavam na iniciativa privada conceitos que guardam alguma semelhança com aquilo que "choque de gestão tucano" propõe ao serviço público.
Da Rede Brasil Atual 
 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Do tempo em que o Brasil aumentava impostos e pedia socorro ao FMI

Nos últimos debates realizados entre os presidenciáveis, a candidata à reeleição a Presidenta Dilma Rousseff (PT) trouxe à tona as graves crises enfrentadas pelo país durante a gestão do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. O fato é negado pelo adversário Aécio Neves (PSDB). E o tempo todo ele a chama de leviana e mentirosa. Este vídeo, porém, de 1998, mostra um pronunciamento de FHC, poucos dias antes de ser reeleito, admitindo que iria tomar medidas duras para conter os efeitos da crise. Entre as alternativas anunciadas, estava o aumento de impostos e o pedido de socorro ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
fhc e áecio
No discurso transmitido pelo Jornal da Band, apresentado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, o ex-presidente aparece defendendo o corte de gastos. “O prejuízo tem que parar. o Estado tem que caber dentro dos recursos que a sociedade lhe dá e tem que utilizá-lo da melhor forma possível”, alertou. “Se não formos capazes de diminuirmos as despesas na velocidade e no volume necessários, como estamos propondo, talvez sejamos obrigados a uma discussão aberta sobre aumento de impostos”, complementou FHC.
Pela primeira vez, ele assumiu que recorreria à ajuda do FMI. “Não temos e não teremos medo de tratar de nossos ajustes com abertura em relação ao mundo. Dialogar intensamente com parceiros e com as instituições internacionais”, afirmou na ocasião. Esse acordo de apoio financeiro significou um empréstimo de US$ 41,5 bilhões. Deste total, US$ 18 bilhões foram recursos do próprio FMI e outros US$ 9 bilhões, do Bird (Banco Mundial) e BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), sendo US$ 4,5 bilhões de cada um deles. Além disso, houve no acordo um montante de US$ 14,5 bilhões da cooperação de vários países da União Européia, Estados Unidos, Japão e Canadá. Foi uma das vezes que o Brasil quebrou nas mãos dos tucanos. E que Aécio, que era presidente da Câmara Federal, nega.
Assista ao vídeo abaixo, ele é elucidativo e educativo: FOnte:Revista Forum

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Marajá fantasma? Aos 17 anos, Aécio Neves já tinha cargo em Brasília, mas morava no Rio

A biografia oficial de Aécio Neves na Câmara dos Deputados registra forte indício de que ele foi funcionário fantasma da casa no período de 1977 a 1981.

Eis a prova:

Aos 17 anos, Aécio Neves  já tinha cargo em Brasília, mas morava no Rio
http://www2.camara.leg.br/a-camara/conheca/historia/Ex_presidentesCD_Republica/aecio.html

- Aécio nasceu em março de 1960;

- Foi secretário de Gabinete Parlamentar na Câmara dos Deputados, no período de 1977 a 1981 (o "prodígio" conseguiu o "emprego" com 17 anos);

Detalhe: neste período seu pai era Deputado Federal pela ARENA, o partido da ditadura.

O problema é que neste período ele estava estudando, bem longe de Brasília, no Rio de Janeiro, conforme reportagem da revista época:

Aécio Neves Garoto do RIo
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR81182-6009,00.html
- Estudou o último ano do ensino médio (idade em torno de 17 anos) no Rio de Janeiro. Segundo outras fontes, foi no colégio particular da elite carioca, São Vicente de Paula;

- depois estudou engenharia durante 3 anos na PUC do Rio de Janeiro, onde viveu dos 11 aos 22 anos;

- aos 22 anos (1982/1983), voltou para Belo Horizonte, para se formar em Economia pela PUC mineira e virar assessor do avô. Formou-se em 1984.

Com estas informações, constata-se que era impossível Aécio bater o ponto na Câmara Federal em Brasília e estudar no Rio de Janeiro ao mesmo tempo, no período de 1977 até 1981.
Fonte:Os Amigos do Lula

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Veja vídeo sobre FHC e nunca mais vote no PSDB e no Aécio Neves


No vídeo acima a imprensa internacional e a mídia alternativa mostram como FHC quebrou o Brasil, engavetou a corrupção em seu governo, dilapidou os bens nacionais com a Privataria Tucana, que foi a “maior roubalheira da América Latina”, foi culpado pelo apagão de energia e não fez programas sociais. Mostra que vários presidentes latino-americanos que privatizaram as estatais na década de 90 estão presos, FHC não, chamado de estelionatário, junto com tucanos que querem voltar ao poder. E claro, explicita o quanto nossa velha mídia é partidária a favor dos governos do mercado financeiro, mesmo sem confessar.
Veja vídeo sobre FHC e nunca mais vote no PSDB e no Aécio Neves
Fonte;Blog do Tarso

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Aécio não explica reforma econômica para não perder votos



O blogueiro Josias de Souza comenta o desempenho do senador Aécio Neves (MG), candidato do PSDB a presidente, na sabatina realizada nesta quarta-feira (16) pelo UOL, pela "Folha de S.Paulo", o SBT e a rádio Jovem Pan.
Na opinião de Josias, Aécio procura se apresentar como candidato da mudança, mas evita ser específico na apresentação de propostas, principalmente na área econômica, para não perder votos.
Na política, o tucano não tem como dizer que a articulação de um eventual governo seu será diferente do modelo atual.
Na área social, o candidato do PSDB promete manter os programas, mas fica evidente que faria mudanças no Mais Médicos. Aécio foge de perguntas sobre economia e compra de votos no governo FHC

Agora veja o que o Lider de seu partido Alvaro Dias acha dos programas sociais Agora a opinião de FHC e do PSDB sobre os aposentados

terça-feira, 6 de maio de 2014

Dívida de Minas cresce para R$ 79,11 bilhões




Valor da Dívida Consolidada Líquida tem alta 12,27% em 2013 sobre os R$ 70,46 bilhões de 2012, acima da inflação e da evolução das receitas no período

A dívida do Estado não para de crescer e será uma herança amarga para o governador que vai tomar posse em 1º de janeiro do ano que vem. A chamada Dívida Consolidada Líquida (DCL) de Minas fechou o ano de 2013 em R$ 79,11 bilhões, com crescimento, bem acima da inflação do período, de 12,27% sobre os R$ 70,46 bilhões de 2012.
Essa trajetória ganha contornos ainda mais preocupantes por causa do crescimento sensivelmente menor da Receita Corrente Líquida (RCL), que expressa a capacidade do Estado de fazer caixa para pagar despesas em geral e os juros e amortizações da própria dívida. Em 2013, a RCL de Minas foi de R$ 43,14 bilhões, com crescimento de 6,86% sobre 2012, pouco mais da metade do percentual de evolução da dívida.

Membro da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia Legislativa, o deputado Ulysses Gomes (PT) diz que o crescimento explosivo da dívida revela a falácia do 'choque de gestão' e do 'déficit zero' alardeado pelos ex-governadores Aécio Neves e Antonio Anastasia, que estiveram à frente do Executivo mineiro nos últimos 11 anos.
"O tal "déficit zero" propagado pelo governo do Estado jamais existiu. Some-se aos valores da dívida consolidada líquida a enorme dívida social, com a recusa de completar os repasses constitucionais de recursos para a saúde e educação, durante os governos Aécio e Anastasia, de 2003 a 2013", denuncia o deputado do Bloco Minas Sem Censura (PT-PMDB-PRB).
Gomes cita que a aplicação a menor de 2002 a 2013 na área de educação soma R$ 8,31 bilhões. Já na saúde, segundo ele, o déficit acumulado no mesmo período é de R$ 7,64 bilhões.

De acordo com os dados oficiais obtidos pelo Minas Sem Censura, a Dívida Consolidada Líquida era de R$ 34,69 bilhões em dezembro de 2002, no fim do governo Itamar Franco. A partir da posse de Aécio até o fim do ano passado, portanto, o crescimento da DCL do Estado foi de espantosos 140,15%.

Para o vice-presidente da ALMG, deputado Adelmo Leão Carneiro (PT), uma nova bomba-relógio, decorrente de uma irresponsabilidade da gestão de Aécio Neves em Minas está prestes a ser detonada, agravando ainda mais o caixa do Estado. Trata-se, segundo Adelmo, do recente julgamento no STF da inconstitucionalidade da Lei 100, arquitetada e sancionada por Aécio em 2007, efetivando 98 mil trabalhadores sem concurso público.

"Não sabemos os valores, mas tememos os custos previdenciários decorrentes das contribuições não recolhidas à Previdência Social, já que não há um fundo disponível para fazer frente a isso. Ou seja, o dinheiro terá que sair do Orçamento do Estado", diz o deputado.
Publicidade enganosa

O engodo do 'déficit zero' e do 'choque de gestão' foi desmontado no livro 'Dívida Pública do Estado de Minas Gerais: A Renegociação Necessária', publicado pelos economistas Fabrício Augusto de Oliveira e Claudio Gontijo em 2012. Segundo os autores, "o governo, com base em um conceito de pouco significado econômico, o de 'resultado orçamentário', lançou uma cortina de fumaça sobre a situação, obliterando os desequilíbrios reais de suas contas, provocados pelos encargos dessa dívida, e vendeu a imagem de competência de sua administração com a implementação do choque de gestão".

Os economistas mostram que os resultados orçamentários positivos de 2003 a 2011 apresentados por Aécio e Anastasia foram possíveis graças ao truque de incluir na coluna das receitas as operações de crédito, ou seja, novas dívidas contraídas que terão de ser pagas no futuro. Se essas operações forem excluídas, o Estado, na verdade, teve, por exemplo, déficits de R$ 1,006 bilhão em 2010 e de R$ 1,031 bilhão em 2011. Aliás, no período de 2003 a 2011, houve déficit em cinco dos oito anos da era do 'choque de gestão' e do 'déficit zero'.
O livro "Dívida Pública do Estado de Minas Gerais", revela também que um dos principais fatores de aumento do estoque da dívida é o não pagamento da totalidade dos juros e amortizações, o chamado serviço da dívida. Esse saldo não pago é incorporado anualmente ao saldo devedor e acrescido de juros.

O deputado Adelmo diz que, para não prejudicar a campanha eleitoral do PSDB, o governo de Minas tem fugido do debate sobre a dívida do Estado. Adelmo teve que deixar a presidência da Comissão Especial da Dívida criada na ALMG para assumir a vice-presidência da Casa e lamenta que os trabalhos da comissão estejam atualmente paralisados.

"Nós iniciamos um grande debate, envolvemos os Legislativos de outros Estados e até o Senado Federal. Mas, como na época do Aécio no governo, eles querem passar a impressão de que está tudo bem", diz o deputado.

Em audiência na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia, realizada no último dia 14 de abril, representantes do governo do Estado minimizaram a situação, dizendo que o endividamento está sob controle e dentro dos limites legais. O assessor da Secretaria de Estado de Fazenda Donizete Rosa disse, por exemplo, que a relação entre a Dívida Consolidada Líquida e a Receita Corrente Líquida subiu para 183,38%, mas ainda está abaixo do limite estabelecido para o ano, de 206,85%.
Fonte:Pautando Minas

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Aécio fecha pacto com banqueiros e escala o "Sr. Desemprego" para a Fazenda


Aécio fecha pacto com banqueiros e escala o "Sr. Desemprego" para a Fazenda
Mal das pernas nas pesquisas, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) não consegue empolgar nem banqueiros e gestores do setor financeiro, tradicionais eleitores dos tucanos. Não porque não gostem das promessas do candidato, mas porque não vê nele chances de vitória.

Em janeiro deste ano, o jornal Valor Econômico fez um levantamento junto à turma do mercado financeiro e apurou que eles não estavam dispostos em apostar dinheiro financiando campanhas de Aécio ou Eduardo Campos, já que não acreditam que tenham chances de vitória, diante do favoritismo de Dilma.

Pois Aécio tenta reverter pelo menos a disposição para financiarem sua campanha, prometendo que, se eleito, dará o que os banqueiros pedem. "Estou preparado para medidas impopulares", disse.

Traduzindo no popular: os banqueiros terão muita teta para mamar no governo tucano. Não precisa dizer que o dinheiro drenado a mais para eles quem pagará a conta é povo com seu sacrifício. Isso se o tucano ganhasse, é claro.

A cartada de Aécio para seduzir a banca a abrir a carteira foi dizer que colocará no Ministério Fazenda o "Sr. Desemprego".

Sim, porque disse que colocará no comando da economia o ex-presidente do Banco Central no governo FHC, Armínio Fraga. É um neoliberal de carteirinha, daqueles que tem receitado por aí que é preciso aplicar receitas que acabam jogando milhões de trabalhadores no desemprego e arrochando os salários para fazer a "economia ir bem". Como pode a economia ir bem se o povo for mal? Pois essa tucanada acha normal isso.

No governo FHC foi assim, o desemprego era tratado apenas como consequência, e não como meta a ser reduzida. A meta era só pagar juros escorchantes, vender patrimônio público a preço de banana, sucatear o SUS e as escolas, arrochar aposentadorias e o funcionalismo, e submeter a classe média para baixo a todo tipo de sacrifício.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Dilma ironiza apoio de Aécio ao Bolsa Família: “Chamavam de Bolsa Esmola”


Dilma ironiza discurso pró-Bolsa Família de Aécio: “Chamavam de Bolsa Esmola”. Tucano prometeu que, se for eleito para a presidência em 2014, manterá o programa social
Aecio neves FHC bolsa familia


Em entrevista para rádios pernambucanas, na manhã desta quarta-feira (18), a presidenta Dilma Rousseff ironizou a declaração do senador Aécio Neves (PSDB), candidato tucano à Presidência da República. “É sempre bom ver que eles reconhecem alguma coisa, porque durante muito tempo o Bolsa Família foi chamado de Bolsa Esmola.”
Aécio Neves prometeu manter, caso eleito, os programas Bolsa Família e Mais Médicos. Porém, na última terça-feira (17), foi lançada a cartilha que norteará o programa do PSDB para o pleito eleitoral de2014.  O documento explica que “a superação da pobreza não pode se limitar a uma única ação (Bolsa Família).”
Dilma respondeu aos tucanos lembrando o Pronatec, programa federal para cooperar no aperfeiçoamento profissional de pessoas de baixa renda. “Já estamos formando 850 mil pessoas nos cursos do Pronatec. São pessoas que conseguem um emprego e aos poucos saem do Bolsa Família”, afirmou a presidenta.
O programa Mais Médicos também foi alvo de “críticas ácidas e sem fundamento”, lembrou Dilma Rousseff. Em Pernambuco, dos 185 municípios do estado, 134 solicitaram profissionais do Mais Médicos, segundo a presidenta.

 Relembre o que o PSDB pensa do Bolsa Família
Álvaro Dias e o preconceito do PSDB contra o Bolsa Família e contra os pobres. from forapsdb on Vimeo.

sábado, 28 de setembro de 2013

E aí, Aécio Neves, vamos conversar?

Do Blog do Rovai  - 28/09/2013

por Renato Rovai   
Caro senador Aécio Neves, imagino que o senhor não conheça este escriba e talvez nem a Revista Fórum, apesar de a revista já circular há 12 anos e de eu ter lhe encontrado recentemente no Aeroporto de Congonhas. Sentamos frente a frente no saguão e vossa excelência me olhou umas quatro ou cinco vezes de soslaio. Eu fiz de conta que não percebia e me mantive concentrado no tablet. Depois pegamos o mesmo ônibus que nos levou ao avião. Íamos para o Rio de Janeiro. Aliás, parece que vossa excelência gosta muito da capital carioca. Eu também sou fã. E se tivesse as mesmas condições econômicas que o senhor não resistiria a viver boa parte do meu tempo por lá. Mas o que me motiva a escrever este post não é o Rio. E outra coisa.


E aí, Aécio Neves, vamos conversar?  

Assisti a uma recente inserção de TV do seu partido e vi que vossa excelência está aberta ao diálogo. Diz algo assim: “Sou Aécio Neves, vamos conversar”. Achei ótima a iniciativa. E por este simples blogue, lhe digo: “Sou o Renato Rovai e aceito o convite”. Quero conversar com vossa excelência.


E aproveito para lhe dizer que irei lhe enviar oficialmente essa solicitação de conversa. Acho que vou falar em entrevista, porque talvez a sua assessoria não entenda o espírito da coisa. Mas que fique claro, será um bate-papo. Aliás, um papo reto (o senhor tem usado este termo) transmitido pela web. No qual farei algumas perguntas sobre temas que me parecem muito importantes. Na sequência, seguem alguns temas das perguntas. Ah, claro, vou abrir para os internautas poderem falar com o senhor. É assim que funciona na lógica do papo reto. As pessoas não ficam com esse lenga-lenga do script televisivo, onde tudo é meio que combinado antes. Por isso não posso lhe garantir que tratarei apenas dos temas abaixo. Mas, confio no seu espírito democrático. E na sua boa intenção e sinceridade ao nos convidar para conversar. E fazer um papo reto.


Pautas para a conversa.


- As privatizações no governo Fernando Henrique e o custo delas para o Brasil







- Os motivos que levaram o PSDB a ser contra o Bolsa Família no início do governo Lula



- O silêncio da mídia mineira em relação ao governo de Minas, denunciado como censura econômica por vários jornalistas e movimentos sociais



- O que o senhor achou daquele texto em espaço editorial, assinado por Mauro Chaves, no jornal O Estado de S. Paulo, cujo título era “Pó parar, governador


- Qual a sua real opinião sobre o ex-governador José Serra. É verdade que o senhor e ele têm dossiês impressionantes um contra o outro?.


Listei apenas 10 pontos iniciais. Mas como na internet não há limite de tempo, podemos ficar horas conversando. Papo reto, senador. Sem papas na língua. Que tal?


Então, só pra finalizar, vou imitá-lo..


E aí, senador Aécio Neves, vamos conversar?

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Aécio Neves preferia tirar o sapato nos EUA

 Aécio Neves preferia tirar o sapato nos EUA
Aécio Neves não gostou da decisão da presidente Dilma Rousseff de cancelar a visita oficial a Barack Obama, o chefão da espionagem internacional. “Todos nós já demonstramos a nossa indignação em relação à espionagem havida. Ela é inadmissível. Mas seria muito mais adequado que a presidente dissesse isso objetiva e claramente ao presidente americano e aproveitasse a viagem não apenas para enfrentar esta questão, mas para defender os interesses da economia e, até mesmo, de determinadas empresas. Era a oportunidade de a presidente ter uma agenda afirmativa em defesa dos interesses do país. Ela opta mais uma vez por privilegiar o marketing”, afirmou o cambaleante presidenciável tucano.

O anúncio do cancelamento da visita foi feito nesta terça-feira. Em nota oficial, a presidenta Dilma afirmou que “o governo brasileiro tem presente a importância e a diversidade do relacionamento bilateral, fundado no respeito e na confiança mútua”. Mas, de forma altiva, enfatizou: “As práticas ilegais de interceptação das comunicações e dados de cidadãos, empresas e membros do governo brasileiro constituem fato grave, atentatório à soberania nacional e aos direitos individuais, e incompatível com a convivência democrática entre países amigos... Tendo em conta a proximidade da programada visita de Estado a Washington – e na ausência de tempestiva apuração do ocorrido, com as correspondentes explicações e o compromisso de cessar as atividades de interceptação – não estão dadas as condições para a realização da visita na data anteriormente acordada”.

De imediato, o presidente nacional do PSDB reagiu à decisão. Para Aécio Neves, ela é pura jogada de “marketing”. Ele preferia os tempos de FHC, quando o ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, tirava os sapatinhos para ser apalpado quando chegava aos aeroportos dos EUA, num gesto de subserviência patético. No triste reinado dos tucanos, o Brasil adotou a política do chamado “alinhamento automático” com o império. Ela quase resultou na assinatura do acordo neocolonial da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e na cessão da base militar de Alcântara (MA) para as forças armadas dos EUA. Foi também neste período que a espionagem ianque foi aceita sem alardes e objeções.
O senador mineiro várias vezes já disse e escreveu que discorda da política externa mais altiva dos governos Lula e Dilma, que garantiu maior projeção internacional ao país. Ele costuma rotulá-la “terceiro mundista” e “bolivariana”. Para ele, o Brasil deveria retomar a política do “alinhamento automático” com os EUA, rompendo as relações privilegiadas com os países do Brics e os esforços da integração latino-americana. No seu sonho presidencial, cada dia mais distante, Aécio Neves talvez também gostaria de tirar os sapatinhos nos aeroportos dos EUA.

Altamiro Borges
No Justiceira de Esquerda

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Aécio contra o Mercosul é caminho para desindustrializar o Brasil e dar adeus ao BRICS

Em entrevista a jornal argentino, candidato tucano a presidente, Aécio Neves se mostra ainda aliado ao Consenso de Washington
 
O senador Aécio Neves (MG), pré-candidato a presidente da República em 2014, em entrevista ao jornal La Nación, da Argentina, sinalizou que seu plano é esvaziar o Mercosul, e fazer outros tratados de livre comércio.
O tucano declarou: "Estamos muito preocupados com o que acontece hoje no Mercosul, que está muito engessado. Duvidamos se a união aduaneira é ainda o melhor caminho (...) Não devemos perder as alianças comerciais do Brasil com a Argentina, mas temos de transformar o Mercosul em uma área de livre comércio, que permita a cada Estado associado firmar acordos comerciais com outros países. (...) Temos de ter coragem de repensar e revisar o Mercosul. Neste sentido, a Aliança do Pacífico, constituída pelo México, Colômbia, Peru e Chile é um exemplo de dinamismo".
A declaração remete a antigas propostas dos anos 1990 como a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), projeto hegemônico dos EUA que, se implementado nos moldes entreguistas propostos, impediria o desenvolvimento nacional – e dos demais países do continente – por décadas.
Nas eleições de 2010, o então candidato tucano, José Serra, também disse a mesma coisa que Aécio diz agora. Os tucanos se deslumbram com o Chile. Porém, para haver acordos vantajosos é preciso haver sinergia nas trocas comerciais entre dois ou mais países. O Mercosul tem a sinergia da integração sul-americana, onde todos se desenvolvem juntos.
O Chile não tem grandes problemas em fazer acordos comerciais com grandes países industrializados porque exporta minérios, frutas, salmão, vinhos, celulose, metanol, produtos químicos e insumos agrícolas. Não tem nem um parque industrial a competir com outros países grandes, nem um mercado interno gigante e em expansão como o brasileiro. O Brasil deve ter soberania na dosagem de abertura em setores da economia, de acordo com o interesse nacional, em vez de submeter-se a tratados escritos por estrangeiros.
O ex-presidente Lula, apesar de ter encontrado o Brasil em situação delicada e dependente do FMI em 2003, resistiu às pressões, refutou a Alca, revigorou o Mercosul e pela via diplomática abriu mercados com todas as partes do mundo, ampliando as exportações brasileiras. A presidenta Dilma deu continuidade à sua política externa e, hoje, a Organização Mundial do Comércio (OMC) é conduzida por um brasileiro.
As propostas do tucanato podem enterrar toda a geopolítica exitosa construída nos últimos dez anos. E se voltar aquela política do governo FHC de submeter-se ao chamado Consenso de Washington, do qual o livre comércio imposto pelos países imperialistas faz parte, o Brasil acabará ficando para trás. E aí, adeus ao "B" dos Brics (sigla dos principais países emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
 

domingo, 9 de junho de 2013

“Hoje, o meu dia mais triste: desisti de ser professor do Estado”

Carta enviada pelo professor Juvenal Lima Gomes, da rede pública estadual de Minas Gerais.


"Hoje tive o dia mais triste como professor. Não estou me referindo a nenhuma indisciplina ou necessariamente a baixo rendimento escolar de meus alunos.  

SOLICITEI A MINHA DISPENSA NA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS  e fui surpreendido pelos meus alunos.     
Como sou muito exigente, muitas vezes coloco fardos pesados sobre meus alunos. Acreditava que a minha saída na transição dos bimestres seria encarada apenas como mais uma das tantas mudanças corriqueiras que ocorrem na Escola.

Estava enganado. Fui surpreendido pelo choro mais desolador que já vi em toda a minha vida. Minha maior tristeza foi pensar que eu poderia ser responsável por esse choro.
Jamais pensei que meus  ALUNOS DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS  fossem chorar por minha saída.
Preocupado com o que eu diria paraeles como motivo, preferi a verdade.  ESTOU SAINDO PORQUE NÃO CONSIGO ME SUSTENTAR NA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS.  Como são crianças, muitas não entenderam o que eu queria dizer e me responderam novamente com o choro mais desolador que já vi ou causei em toda a

minha vida.

 “PROFESSOR NÃO NOS ABANDONE”! 
A criança não entende a opção que nós professores fazemos quando abandonamos a sala de aula. Uma de minhas alunas gritou: “Vou me mudar para a escola onde o senhor vai continuar como professor”. Nessa hora engasguei o choro e me perguntei como poderia ser isso? Se a maioria de nós no Brasil e na  REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS  não dispomos de recursos para bancar o ensino privado.
Algumas crianças se puseram na porta e tentavam impedir minha saída, sem palavras e assustado com o choro e o pedido de que não as “abandonasse”, restou-me recolher na solidão de meu objetivo racional e deixar a sala com crianças chorosas como nunca vi a se despedirem com o olhar que jamais esquecerei, do professor que  NÃO CONSEGUIU SE SUSTENTAR NA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS.      
Eu poderia recolher-me na vaidade, em pensar que sou um bom professor e que vou conseguir o melhor para mim.
Entretanto, sei que hoje a exemplo do que ocorreu comigo,  DEZENAS DE OUTROS PROFESSORES DEIXARAM A REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS POR NÃO CONSEGUIREM SE SUSTENTAR, ASSIM COMO TAMBÉM DEZENAS DE CRIANÇAS CHORARAM AO SE DESPEDIREM DE SEUS PROFESSORES.  
Resta-me na revolta implorar a todos os mineiros e brasileiros que lerem essa carta.
PELO AMOR DE DEUS! NÃOACREDITEM NA EDUCAÇÃO FAZ DE CONTA DO GOVERNO DE MINAS GERAIS. O ESTADO FAZ DE CONTA QUE REMUNERA SEUS PROFESSORES, PROFESSORES INFELIZMENTE FAZEM DE CONTA QUE ENSINAM, ALUNOS FAZEM DE CONTA QUE APRENDEM E ATORES GLOBAIS FAZEM DE CONTA QUE FALAM DA MELHOR EDUCAÇÃO DO PAÍS.
O episódio dessa carta ocorreu NO DIA 18 DE ABRIL DE 2013 NA ESCOLA ESTADUAL BARÃO DO RIO BRANCO EM BELO HORIZONTE. Infelizmente ocorreu também em dezenas de Escolas do Estado de Minas Gerais.  
ENQUANTO O GOVERNO DE MINAS PAGA MILHARES DE REIAIS A ATORES GLOBAIS PARA MENTIREM SOBRE A EDUCAÇÃO NO HORÁRIO NOBRE, NOSSAS CRIANÇAS CHORAM OS SEUS PROFESSORES QUE ESTÃO SAINDO PORQUE NÃO CONSEGUEM MAIS SE SUSTENTAR NO ESTADO.     
Prof. Juvenal Lima Gomes     
EX-PROFESSOR DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS"


O que você pensa desta carta? Qual a sua opinião a respeito da remuneração dos professores? Quais soluções poderiam ser implantadas para possibilitar uma melhor remuneração e um melhor nível na educação pública? Por que existe o foco propagandístico no Governo usando da verba pública? Trata-se de um desperdício e de uma forma de manipulação dos cidadãos com o dinheiro dos próprios?

Lígia Ferreira é analista de sócio-mecanismos.

Com informações de Géledes e Pragmatismo Político. via Folha politica