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domingo, 20 de setembro de 2015

Tesouraria de Aécio Neves foi montada em escritório de fornecedora da Cemig

Pega mal: campanha de Aécio teve primo tesoureiro oficial acumulando cargo de diretor de estatal em governo tucano e, ainda por cima, usou imóveis emprestados da Engeform, fornecedora desta mesma estatal
Lula Marques/Agência PT/fotos públicas
Tesouraria de Aécio do PSDB foi montada em escritório de fornecedora da Cemig
Engeform doou para a campanha presidencial de Aécio Neves no ano passado a quantia de R$ 200 mil
Como se não bastasse ter como tesoureiro oficial de campanha um primo (Frederico Pacheco de Medeiros) e que se manteve durante a campanha eleitoral no cargo de diretor da Cemig, a estatal de eletricidade do governo de Minas, o comitê do tucano onde o tesoureiro dava como endereço não era nenhuma sede do PSDB. Foi um imóvel de fornecedores da Cemig.

O imóvel na Rua Iguatemi 192, conjunto 192, no Itaim Bibi, na capital paulista, pertence à Patrymonyal Participações Ltda, segundo a própria prestação de contas do tucano declarando a doação do valor equivalente ao aluguel. Esta empresa tem como sócios a Engeform Construções e Comércio Ltda e seus donos, conforme documento da Junta Comercial do Estado de São Paulo.


A Engeform é fornecedora da Cemig. Conforme o Diário Oficial de Minas Gerais, a empresa executou um contrato de “implantação do reforço para a região metropolitana de Belo Horizonte”. Inclusive teve um aditivo em maio de 2013, elevando o valor de R$ 35,96 milhões para R$ 36,4 milhões.

Convenhamos que não pega bem essa espécie de “ação entre amigos” misturando primo de Aécio Neves tesoureiro acumulando cargo de diretor de estatal em governo tucano e, ainda por cima, usar imóveis emprestados de empresas fornecedoras. E ainda tem o fato de a Engeform ter doado para a campanha presidencial de Aécio Neves no ano passado a quantia de R$ 200 mil.

Mas nem todas as gentilezas dos fornecedores da Cemig à campanha de Aécio foram declaradas. Representação apresentada à Justiça Eleitoral pela coligação “Com a Força do Povo”, da candidatura de Dilma Rousseff, apontou notícia de irregularidades. Uma delas é justamente sobre os imóveis cedidos em comodato pela Patrymonial Participações Ltda, no referido endereço da Rua Iguatemi.

Segundo a representação, analisando a prestação de contas do comitê financeiro nacional da campanha tucana constata-se o pagamento de taxas condominiais dos conjuntos números 113, 114, 213 e 214. Contudo, não foram localizados comprovantes de pagamento de aluguel referente aos conjuntos 213 e 214, mesmo que em forma de recursos estimados, sendo possível, então, a ocorrência de recursos não contabilizados em relação ao aluguel dessas salas.

Mesmo nos conjuntos 113 e 114, que tiveram aluguéis contabilizados por estimativa, o valor declarado foi equivalente a R$ 3,3 mil mensais cada conjunto, muito abaixo do mercado. Na prestação de contas, no mesmo prédio, o PSDB aluga o conjunto 212 pelo valor mensal de R$ 20 mil. Conclui-se que deixaram de ser contabilizados cerca de R$ 100 mil.

Por fim, embora conste comprovante do pagamento de aluguel do conjunto 212, não foram localizados lançamentos de pagamentos de despesas condominiais – indicando, uma vez mais, possível caixa 2.

Esta representação não percebeu e não mencionou que o conjunto 192, declarado como endereço da tesouraria, também não aparece contabilizado. Parece até piada justamente o “quartel general” da tesouraria não aparecer contabilizado.

Ainda bem que o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional o financiamento empresarial de campanha nesta semana. Assim acaba com essa mistura entre o público e o privado, de primo “aparelhado” em estatal usar escritório de fornecedor como tesouraria, enquanto a sede oficial do partido fica sendo só uma fachada.
Da rede Brasil Atual 

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Mais parentes: Aécio governador indicou o pai, aos 76 anos, para conselho da Cemig

Mais parentes: Aécio governador indicou o pai, aos 76 anos, para conselho da Cemig
Quando tinha 18 anos, Aécio Neves foi nomeado funcionário, supostamente "fantasma", no gabinete do pai deputado. Quando Aécio Neves foi governador, o pai foi nomeado Conselheiro da Cemig aos 76 anos. Os casos envolvendo a parentada do tucano não param de pipocar.

Na ata da reunião do dia 4 de junho de 2003, primeiro ano de governo de Aécio em Minas, seu pai Aécio Ferreira da Cunha, com 76 anos na época, foi um dos escolhidos para integrar o conselho Conselho de Administração da CEMIG (Companhia Energética de MG). A empresa é controlado pelo Estado de MG.

O pai do tucano foi um dos oito “eleitos pelo acionista Estado de Minas Gerais”.

A remuneração paga para o comparecimento a uma reunião mensal, conhecido como jeton, é atualmente de R$ 6.090,91.

O pai de Aécio Neves trabalhou no conselho entre 2003 e 2009 — mesmo período em que o tucano era governador do estado. (de O Dia)
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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Que vergonha, Aécio: ANEEL desmente na TV propaganda enganosa da CEMIG


Essa notícia o novelão tucano chamado Jornal Nacional da TV Globo escondeu.

Os tucanos mineiros quiseram dar uma de malandros e colocaram na TV uma propaganda enganosa da Cemig (empresa de eletricidade controlada pelo governo de Minas), culpando o governo federal pelo aumento na conta de luz que a empresa é que exigiu.

A propaganda mentia, dizendo que a Cemig apenas cumpria a tarifa determinada pela ANEEL (Agencia Nacional de Energia Elétrica) do "governo federal".

A verdade é outra. A Cemig pede aumento e a ANEEL apenas autoriza o valor máximo que a Cemig pode cobrar, com base em cálculos de custos, para não haver abuso. A Cemig pode cobrar qualquer tarifa abaixo do máximo, se quiser.

No reajuste deste ano a Cemig pediu absurdos 29,74% de aumento. A ANEEL autorizou no máximo 14,24%, sendo que a Cemig poderia aplicar um reajuste menor, até este limite autorizado.

O desmentido se espalhou rapidamente nas redes sociais.

Ontem a Aneel veiculou na TV mineira propaganda de esclarecimento público desmentindo as informações falsas da Cemig. Vexame total dos tucanos. Se tivessem ficados quietos, não teriam dado esse tiro no pé.

Serviu para os cidadãos desavisados conhecerem como a tucanada é de fato, antes de serem enganados nas urnas.

Até o canal esportivo ESPN comentou:
O SBT também noticiou, apesar de ter feito uma matéria que poderia ser melhor editada para ficar mais clara: O novelão tucano da TV Globo chamado Jornal Nacional, nem pensar em veicular alguma notícia que vá contra os interesses eleitorais do seu amado candidato Aécio Neves (PSDB-MG). Para quem não viu a propaganda enganosa da Cemig, é esta abaixo:

sábado, 12 de abril de 2014

Pagamento de sócia da Cemig a doleiro reforça defesa de CPI ampliada



Em sintonia com a agenda política oposicionista liderada por Aécio Neves (PSDB-MG) visando fazer uma CPI exclusivamente sobre a Petrobras, a revista Época desta semana publicou uma reportagem levantando suspeita de que pagamentos à consultoria "de fachada do doleiro Alberto Youssef", seriam para pagar propina a políticos e funcionários públicos.
Pagamento de sócia da Cemig a doleiro reforça defesa de CPI ampliada

Em um trecho, diz o texto: "Seguindo o caminho do dinheiro de Youssef, a PF e uma possível CPI chegarão não apenas ao passado da Petrobras, mas também ao presente. Em 19 de setembro de 2012, a Investminas, do empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, conhecido como PP, depositou R$ 4,3 milhões na conta da MO Consultoria – empresa de fachada usada pelo doleiro Youssef".A Investminas Participações não tem nada a ver com a Petrobras, mas tem tudo a ver com a Cemig (estatal mineira de eletricidade)...Leia a matéria completa e veja os documentos aqui

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Bomba: Pagamento a doleiro Alberto Youssef por sócia da CEMIG complica Aécio.



Na ânsia de atacar a Petrobras, a revista Época, sem querer deu um tiro de canhão em Aécio Neves (PSDB-MG).

A revista apontou um pagamento da empresa Investminas Participações a uma empresa que a revista diz ser de fachada do doleiro Alberto Youssef.

Acontece que a Investminas não tem negócios com a Petrobras. Teve com a CEMIG.

E as datas dos acontecimentos são devastadoras para Aécio Neves (PSDB-MG), pelas suspeitas que a revista Época levantou:

11-07-2012: CEMIG tem 49% da empresa Guanhães Energia e a Investminas tem os outros 51%. A CEMIG é sócia também da LIGHT (distribuidora de eletricidade no RJ), e vota para a Light comprar os 51% da Investminas.

28-08-2012: LIGHT anuncia a compra dos 51% da Guanhães, pagando R$ 26,6 milhões pelo negócio.

19-09-2012: A Investminas depositou R$ 4,3 milhões na conta da MO Consultoria – empresa de fachada usada pelo doleiro Youssef, segundo as palavras da revista Época.

O jornal Estadão vai além. Diz que a MO Consultoria "seria uma espécie de central de distribuição de valores para políticos ligada ao doleiro Alberto Youssef".

A CEMIG é estatal mineira, hoje sob domínio tucano, que também controla a LIGHT. Há 12 anos que a principal liderança do tucanato mineiro é Aécio Neves.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,empresa-de-ex-ministro-pagou-r-4-3-milhoes-a-doleiro-preso-pela-pf,1151739,0.htm

sábado, 2 de novembro de 2013

Minas Gerais: a tarifa de energia mais cara do Brasil

Atendendo a requerimento do deputado Sávio Souza Cruz, a Assembleia de Minas realizou uma audiência pública para discutir o alto valor da tarifa cobrada pela Cemig. Em suas considerações finais, o deputado Sávio detalha e mostra a participação de cada tributo na composição da conta de energia elétrica paga pelo consumidor. Somados, os tributos federais não chegam a 20% do único tributo estadual: o ICMS, conforme revela Sávio. De acordo com o deputado, o ICMS chega a representar uma porcentagem que varia entre 42% e 47% do valor total da conta de energia em Minas Gerais.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Caso Renova. Aécio tenta apagar rastro de R$ 4,5 bilhões

Investigações colocam em evidência a utilização de R$ 4,5 bilhões do patrimônio mineiro para financiar implantação na Bahia de fábrica da Alstom
Marco Aurélio Carone
Diante do escândalo do Cartel Alstom/Siemens, começa a naufragar o projeto megalomaníaco de Poder desenvolvido pelo grupo de Aécio Neves que não encontrou limite de atuação na área de energia, ao utilizar-se do Patrimônio Público do Estado de Minas Gerais para elegê-lo presidente da República em 2014.
Alstom e Siemens, réus confessos no escândalo do Metrô e transporte sobre trilhos em São Paulo, tradicionais e principais financiadoras do PSDB paulista, cooptadas através de seus ex-dirigentes a integrar o projeto político de Aécio Neves através do esquema montado pela CEMIG, estão sendo vasculhadas pelo CADE e Ministério Público.
Evidente que se encontram na CEMIG as maiores irregularidades envolvendo a prática de Cartel, porém a cooptação dos dirigentes das multinacionais visando evitar maiores fiscalizações ocorreram através de tentáculos no denominado “Burgo dos Neves”, formado por empresas subsidiarias integrais da CEMIG e da Light. 
 
Diante do vazamento seletivo de participação apenas no esquema de corrupção montado na área de transporte sobre trilhos pela Alstom/Siemens em São Paulo e DF, o governador paulista Geraldo Alkimin e o ex José Serra, cientes da armadilha e contrariados com o abandono dos companheiros do PSDB nacional mandou um recado direto a Aécio Neves ao informar que o Cartel não atuou só em São Paulo, no Metrô, sua atuação estendeu-se também para as empresas de energia de diversos Estados, recomendando que sejam também elas investigadas. 
 
Na matéria, “Parte I: Cartel Siemens/Alstom nasceu em Minas Gerais”, abordamos a até então pouco explicável indicação pelo ex-governador hoje senador Aécio Neves do ex-presidente da Alstom José Luiz Alquéres, investigado pela prática de Cartel pelo CADE, para presidir a Light, empresa adquirida pela CEMIG. 
 
Repetindo á prática adotada na CEMIG, foi através da Light, para evitar rastro, que Aécio promoveu uma série de aquisições, sendo uma delas a empresa Renova especializada em energia eólica. Como em relação a outras empresas, através da Renova alianças e acordos comerciais foram celebrados apenas no intuito de gerar caixa para sua campanha, poder na política e economia dos demais Estados da Federação e a “boa vontade” das grandes corporações multinacionais.  
 
Novojornal noticiou o fato em dezembro de 2012 na matéria; “CEMIG: Consumidor mineiro financia "Império da Energia", mostrando que a CEMIG vinha há anos criando empresas denominadas subsidiarias integrais utilizando seu crédito, receita e patrimônio sem levar em conta os riscos e a viabilidade econômica das mesmas. 
 
Anteriormente em julho de 2012 o Governo de Minas anunciava; “com investimento de R$ 1,2 bilhão fora inaugurado, no Sudoeste da Bahia, o Complexo Eólico Alto Sertão I, um empreendimento da Renova Energia, empresa do Grupo Cemig especializada na geração de energia renovável. Considerado o maior do gênero na América Latina, o complexo eólico irá gerar 294 MW de energia, o que representa um incremento de 29,4% na matriz eólica do país, atualmente na ordem de 1 GW.

Localizado nos municípios baianos de Caetité, Guanambi e Igaporã é composto por 14 parques, que tiveram sua energia comercializada para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). São 184 aerogeradores de 1,6 MW e cada parque irar gerar até 30 MW. A energia gerada pelo Complexo Alto Sertão I é suficiente para garantir o consumo de uma cidade com 540 mil residências ou cerca de 2,16 milhões de habitantes, considerando quatro pessoas por residência”.
 
Ao mesmo tempo que em julho de 2012  o Governo de Minas anunciava o investimento de R$ 1,2 bilhão na Renova, o jornal "Brasil Econômico" noticiava; 
 
“Uma das principais parcerias do setor energético no Brasil foi anunciada nesta quarta-feira pela Renova Energia e a francesa Alstom. As companhias assinaram a carta de intenções durante evento para clientes e fornecedores em São Paulo”. 

"A parceria consolida a nossa posição de liderança nesse segmento e vai gerar desenvolvimento para a região, disse ao Brasil Econômico, Marcos Costa, presidente da Alstom Brasil e vice-presidente de Global Power Sales na América Latina”.

“Jerôme Pécresse, presidente mundial do setor de energias renováveis da Alstom, afirmou que a parceria coloca a companhia em uma posição diferenciada no mercado de energia na América Latina. "Esta é uma parceria ambiciosa, o maior acordo onshore da Alstom para a área eólica mundialmente. Nossa intenção é que seja um relacionamento duradouro." 

“A previsão é de que os aerogeradores comecem a ser entregues a partir de 2015, processo previsto para ser concluído entre três e quatro anos. Para a Renova, a parceria trará vantagens competitivas e financeiras, já que os geradores da Alstom sairão da fábrica a alguns quilômetros dali, o que significa menor custo com logística, maior rapidez na entrega e na manutenção”.
 
Em fevereiro de 2013 a revista "Veja" noticiou: “Renova fecha acordo de € 1 bi com Alstom e faz aposta alta em eólicas”. A matéria informava ainda que; “mesmo sem linhas de transmissão suficientes para fazer com que a energia saia dos parques eólicos, empresa fecha contrato incomum no setor: a compra de maquinário antes mesmo que haja demanda”. 

“A notícia não só surpreende pelo volume do investimento (o maior anunciado pela Renova até hoje), que dimensiona o tamanho da aposta da empresa no setor eólico brasileiro, como também é uma prática incomum no mercado de energia, geralmente as empresas só contratam maquinários para atender a demanda já vendida. O acordo com a Alstom contempla também a prestação de serviços de operação e manutenção, mas não impede que, para outros projetos, a Renova contrate outros fornecedores ou que a Alstom venda para outras companhias de energia os maquinários”. 
 
Á exemplo da ferrovia do Aço, obra bilionária construída no período do Golpe Civil Militar de 1964, sinônimo de desperdício de dinheiro público, o Complexo Eólico Alto Sertão está sendo construído a um custo de R$4,5 bilhões para gerar energia mesmo sem a existência de linhas de transmissão para venda do produzido. 
 
Fontes do mercado de energia já haviam denunciado que a aquisição de parte do capital da Renova ocorrido coincidentemente após a saída de Alqueres da Light, ocasião que recebeu uma indenização de R$ 30 milhões, visou apenas dar a empresa garantias para celebração de financiamentos bilionários inclusive perante o BNDES para compra sem qualquer licitação de equipamentos da francesa Alstom, uma vez que Renova é uma empresa privada. 
 
Até a compra da participação acionaria pela Light os geradores de energia do parque eólico da empresa Renova eram da marca GE sendo substituídos pelos da Alstom, viabilizando a construção de uma fábrica da multinacional francesa em Camaçari na Bahia. Segundo as mesmas fontes a comprovação de que a lucratividade da empresa Renova passou a ser uma questão secundária, para não gerar desconfiança e repercussão, a principal cláusula do acordo de acionistas celebrado entre Renova e Light, foi à retirada de suas ações da Bolsa de Valores. 
 
Diante das investigações e da proporção que ganhou o escândalo do Cartel Alstom/Siemens o grupo de Aécio tenta agora apagar o rastro de R$ 4,5 bilhões criado com garantias do patrimônio público do Estado de Minas Gerais para em tese beneficiar apenas a Alstom. 
 
Documento que fundamenta a matéria:
 

sábado, 6 de julho de 2013

Aécio na Bolsa de NY: investidores comemoram os lucros ganhos com a CEMIG

Aécio parece ser mais compromissado com aqueles que tem muitas ações na Cemig e não querem ter seus lucros diminuídos, mesmo se for em detrimento dos interesses da população brasileira e dos capitães da indústria, que há anos pediam tarifas de energia mais baratas.
Como se sabe os acionistas das companhias transmissoras de energia elétrica são poderosos, muito ricos, estrangeiros e brasileiros, que não tem compromisso com o Brasil por serem rentistas.
Os tucanos realmente trabalham para o capital privado. A verdade é que o governo do FHC — o Neoliberal — jamais deveria ter alienado bens públicos e estratégicos para o País, como o fizeram com a Telebras e a Vale do Rio Doce. Deu no que deu: tarifas altíssimas, descumprimento de contratos e liderança de reclamações nos Procons.


OBS PSDB censurou todos os vídeos do Youtube sobre o assunto

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Conta de luz da Cemig (do Aécio Neves) que teve desconto sera reajustada em 11,23% em abril

O deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP),  entregou na tarde desta terça-feira, 29, à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação movida pelo partido. O PSDB acusa a presidente Dilma Rousseff de ter feito campanha antecipada no pronunciamento da semana passada em cadeia de rádio e TV no qual anunciou a redução da conta de energia.

Logo após entregar a representação contra a presidente Dilma, a CEMIG, aparelhada por políticos do PSDB, que tem como chefe Aécio Neves, anunciou: "Conta da Cemig que teve desconto deverá ser reajustada em abril"

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira a proposta de abertura de audiência pública revisar a tarifa da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A proposta prevê um reajuste de 11,23% para consumidores residenciais, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Cemig. Na prática, caso esse reajuste seja aprovado, o consumidor sentirá menos o desconto anunciado pelo governo - que foi de 18,14% -, passando para, efetivamente, 8,8%. Aqui no Terra

Como vocês podem notar, Dilma fez uma opção em reduzir a conta de luz e perder o apoio das empresas de eletricidade para sua reeleição. Ganha apoio popular e de parte do empresariado que precisa da redução do custo Brasil para se tornar mais competitivo. Alckmin e Aécio fizeram a opção de angariar apoio financeiro dos bancos de investimento e das companhias elétricas para financiar suas campanhas (Para governador e presidente). É apenas um jogo do PSDB para financiar suas campanhas.Ou não?
Os Amigos do Lula

sábado, 26 de janeiro de 2013

Boicote tucano a redução nas contas de luz faz cair máscara do 'choque de gestão'


Boicote tucano a redução nas contas de luz faz cair máscara do 'choque de gestão'

Enquanto Dilma tenta garantir aumento da produção industrial, os governos estaduais do PSDB parecem trabalhar para garantir lucros maiores aos acionistas (Foto: Rubens Chaves/Folhapress)
O anúncio feito pela presidenta Dilma Rousseff de que as tarifas de energia elétrica terão redução acima do prometido em setembro passado(Veja o pronunciamento CLICANDO AQUI), foi um novo balde de água fria nas pretensões dos que criticam a renegociação dos contratos das concessionárias e a exigência de novos investimentos em infraestrutura. 
A redução do custo da eletricidade entrará em vigor hoje (24), anunciou à noite a presidenta em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. Para os consumidores residenciais, o corte será de 18,5%, acima dos 16,2% estimados em setembro do ano passado, quando foi anunciada a proposta de renovação antecipada das concessões do setor elétrico.
“Neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. Hoje, podemos ver como erraram feio, no passado, os que não acreditavam que era possível crescer e distribuir renda. Os que pensavam ser impossível que dezenas de milhões de pessoas saíssem da miséria. Os que não acreditavam que o Brasil virasse um país de classe média”, disse. 
Para as indústrias, o corte será de até 32%, superando os 28% projetados anteriormente. A diminuição do custo da energia será possível com a renovação antecipada e onerosa de concessões elétricas que venceriam de 2015 a 2017 e pela redução ou fim de encargos sobre o setor. Além de ampliar a competitividade da indústria nacional e estimular a economia, o corte maior na conta de luz dará um alívio à inflação 
As companhias estaduais em que os governadores são do PSDB,  Cesp (Geraldo Alckmin), Cemig (Aécio Neves e Antonio Anastasia) e Copel (Beto Richa), optaram por não renovar suas concessões de geração.
O PSDB foi fundado em 1988, e no ano seguinte lançou a expressão "choque de capitalismo" como plano de governo. O resultado deste choque não foi muito feliz nos oito anos neoliberais do governo de Fernando Henrique Cardoso. Depois, os governadores tucanos passaram a falar em "choque de gestão", cuja ideia seria um governo que administrasse bem os recursos públicos, com custos menores. Há controvérsias se o discurso batia com a realidade.
Agora a presidenta Dilma Rousseff apresentou um plano de redução nas tarifas de energia elétrica, visando tanto a aumentar a competitividade da indústria e gerar melhores empregos, como a aliviar o bolso do cidadão na conta de luz. O plano é simples: usinas hidrelétricas construídas há muitos anos e que estão com a concessão de sua exploração vencendo puderam renovar mediante redução da tarifa sobre a energia gerada. Isso porque os custos para construção da usina já foram amortizados ao longo dos anos e não justifica mais continuarem embutidos na tarifa. 
A maioria das empresas concessionárias aderiram. Os governadores tucanos que controlam as empresas estaduais detentoras da concessão de algumas destas usinas resolveram boicotar e não aderiram. A decisão tucana serve para beneficiar os lucros dos acionistas, em detrimento da população. 
A situação é análoga à de um cidadão que compra a casa própria financiada em 20 anos. Ele paga o financiamento para cobrir o custo da casa, além dos encargos financeiros. Depois de pagos os 20 anos, seu orçamento familiar fica livre daquela despesa. A antecipação feita por Dilma equivale a quitar com um ou dois anos de antecedência, para ficar livre do custo do financiamento. A decisão dos tucanos equivale a querer impedir a quitação para os banqueiros ganharem mais com o financiamento nas condições antigas. 
Outra alegação desastrada dos tucanos é dizer que, se a tarifa de energia cair, a arrecadação do ICMS dos estados sobre essa energia também cai. Ora, então nenhum ganho sobre preços poderá mais ser repassado à população, sob risco de desequilibrar as contas do governo estadual? Assim, o governador Geraldo Alckmin comprova que aquelas visitas ao chamado "impostômetro" foram mais falsas que uma nota de três reais. Choque de gestão de verdade não seria atrair maior produção industrial, com energia mais barata? É isso que a presidenta Dilma está fazendo.
Brasil Atual

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Aécio torce pelo "apagão" e pelo "pibinho"

Paulo Bernardo, da pasta das Comunicações, defende a presidente Dilma dos ataques do tucano; para ele, o senador, que é apontado como o provável candidato do PSDB à eleição presidencial de 2014, reúne a velha guarda de economistas com uma receita velha: imposto alto, juros altos e corte de gasto, com os programas sociais indo para o vinagre
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, saiu em defesa da presidente Dilma Rousseff com um discurso agressivo contra o senador Aécio Neves (PSDB), que "torce pelo apagão no fornecimento de energia e pelo pibinho".
No 247 via Contexto livre

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Dilma baixa conta de luz. Cadê o Aécio Neves ?

 Dilma baixa conta de luz. Cadê o Aécio , Alckmin e outros Tucanos
Foi publicada hoje no Diário Oficial da União a Lei 12.783, de 11 de janeiro de 2013, que prorroga as concessões das empresas de geração de energia e reduz as tarifas para os consumidores. Sancionada pela presidente Dilma Rousseff, ela faz parte do pacote de iniciativas do governo para aquecer a economia, afastando os riscos de maiores impactos da crise mundial do capitalismo. A lei beneficiará empresas e residências, com cortes de até 20% nas contas de luz.
Conforme esclarece a reportagem da Agência Brasil, "para terem o contrato de geração renovado, as concessionárias devem atender a requisitos estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em relação a tarifas e qualidade do serviço. A agência também disciplinará o repasse, para a tarifa final paga pelo consumidor, de investimentos necessários para manter a qualidade e continuidade da prestação do serviço pelas usinas hidrelétricas".
A mídia rentista, que tentou sabotar a medida e até apostou num racionamento de energia, terá de ser mais hábil agora para atacar o corte das contas de luz - sob o risco de perder ainda mais a sua já frágil credibilidade. Já a oposição demotucana recuou na última hora e aprovou o projeto, temendo um novo desgaste eleitoral. Quem mais se expôs contra a medida foi o cambaleante presidenciável do PSDB, o senador Aécio Neves. Em férias nos EUA, ele não vai falar nada sobre a redução das tarifas?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Aécio Neves, o aparelhamento da Light e a falta de energia

Por: Helena Stephanowitz 
Quando Aécio Neves (PSDB-MG), hoje senador, era governador de Minas Gerais, usou a Cemig para comprar o controle da Light, distribuidora de eletricidade no Rio.
Pelo visto, Aécio aproveitou seu cargo para dar umas “boquinhas” para seus amigos: o ex-deputado Raul Jungmann, de Pernambuco, José Carlos Aleluia, da Bahia, o engenheiro David Zylbersztajn, ex-genro de Fernando Henrique Cardoso,  aparelhando a empresa com políticos compadres do DEM, PSDB e PPS. Resultado: privataria tucana e apagão!
Talvez seja esse o motivo de o senador Aécio ser contra a Cemig baixar a conta de luz.
Os demotucanos são uma mãe para banqueiros e investidores. Primeiro privatizaram a Light na bacia das almas, dizendo que a iniciativa privada iria investir na empresa. Depois do apagão do racionamento de 2001, depois de subir tarifas, depois que tiraram o lucro sem investir, o então governador, Aécio, comprou de volta o controle da empresa sucateada, ao preço que o Grupo Andrade Gutierrez quis vender.
Light, 3ª pior do Brasil Aécio Neves, o aparelhamento da Light e a falta de energia

Mas os problemas não acabaram. A empresa continua sucateada: como se pode observar na imagem de um jornal do Rio de Janeiro, a Light é a terceira pior empresa entre 33 do Brasil no ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Bueiros explodiram nas ruas. Sempre faltando luz em diversos bairros do Rio e, agora, até nos aeroportos. É nisso que dá o choque de gestão demotucano.

http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/aecio-neves-o-aparelhamento-da-light-e-a-falta-de-energia

domingo, 30 de dezembro de 2012

Jungmann de PE, Aleluia da Bahia, Zylbertajn (ex-genro de FHC), todos aparelhados na Light por Aécio Neves

Aécio provoca Apagão na Light, aparelhando com políticos demotucanos do racionamento
Aécio Neves provoca Apagão na Light, aparelhando com políticos demotucanos do racionamento
http://www.light.com.br/web/institucional/empresa/conselho/teconselho.asp?mid=8687942772267230
Aécio arrumou uma boquinha na Light para políticos demotucanos que moram na Bahia e em Pernambuco, mesmo a empresa sendo no Rio. O ex-genro de FHC, David Zylbersztajn (PSDB-RJ), que está em todas, também está lá.
Aécio Neves (PSDB-MG), quando era governador, usou a CEMIG para comprar o controle da Light (distribuidora de eletricidade no Rio).

Aparelhou a empresa com políticos compadres do DEM, PSDB e PPS. Resultado: Privataria Tucana e APAGÃO!
Light  terceira pior no ranking do Apagão

Está explicado Aécio ser contra a CEMIG baixar a conta de luz.

Os demotucanos são uma mãe para banqueiros e investidores. Primeiro privatizaram a Light na bacia das almas, dizendo que a iniciativa privada iria investir na empresa. Depois do apagão do racionamento de 2001, depois de subir tarifas, depois que tiraram o lucro sem investir, Aécio Neves (PSDB-MG), quando era governador, comprou de volta o controle da empresa sucateada, ao preço que o Grupo Andrade Gutierrez quis vender.

Mas os problemas não acabaram. A empresa continua sucateada, a terceira pior entre 33 do Brasil no ranking da ANEEL. Bueiros explodiram nas ruas. Vive faltando luz em diversos bairros do Rio e, agora, até nos Aeroportos. É nisso que dá o choque de gestão demotucano.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Esquema da Lista de Furnas poderia ter migrado. Explicaria Aécio ser contra a conta de luz barata

Deu na Agência Senado:

A Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), aprovou, nesta quarta-feira (12), requerimento do deputado Jilmar Tatto (PT-SP), líder da Maioria na Câmara dos Deputados, para que o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, seja convidado a prestar esclarecimentos sobre o suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro para abastecer campanhas políticas do PSDB, no início dos anos 2000, conhecido como “Lista de Furnas”.
Os tolos, a oposição e o PIG vão dizer que o escândalo é antigo, que é retaliação e blá-blá-blá. Será? Independentemente de implicações criminais, o assunto nunca foi explicado, e há um processo em curso no Ministério Público do Rio de Janeiro, porém sem atingir quem tem foro privilegiado (os políticos graúdos). FHC tem mais de 70 anos, idade em que o prazo de prescrição de crimes cai pela metade. Portanto, muito provavelmente, o código penal não o incomodará mais, na maioria dos casos. Poderia falar à nação sobre sua experiência acumulada nesses esquemas, para contribuir com melhorias nos costumes políticos.

Porém, há outro assunto atualíssimo: o que teria a ver a Lista de Furnas com a batalha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e dos governadores tucanos contra a conta de luz barata?

Vamos supor que houvesse alguma "Lista da Cemig", "Lista da Cesp", "Lista da Copel", já que os tucanos perderam o comando sobre Furnas, mas mantém o comando das empresas dos estados que governam.

Se a conta de luz cai, o povo fica com mais dinheiro no bolso, em vez do dinheiro ir para as empresas. Sobra menos dinheiro para pagar fornecedores, que poderiam financiar campanhas tucanas (pode até ser no caixa 1, mesmo). Tem ou não tem sentido?

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Empresários denunciam Aécio por sabotar redução na conta de luz

Empresários denunciam Aécio neves por sabotar redução na conta de luz
http://www.fiesp.com.br/wp-content/uploads/2012/11/450x275mm.pdf
A FIESP (Federação da Indústrias de São Paulo) finalmente iniciou uma campanha publicitária na imprensa para cobrar de senadores e deputados a aprovação da Medida Provisória da presidenta Dilma para diminuir a conta de luz.

Apesar de não citar nomes, o alvo principal do anúncio tem nome e endereço: o senador Aécio Neves (PSDB/MG). O tucano é o principal lobista contra a redução na conta de luz, porque diminui os lucros distribuídos pela CEMIG aos acionistas privados com quem ele tem o rabo preso por compromissos.

A campanha publicitária iniciou após a presidenta Dilma chamar as falas a FIESP. Os empresários reclamavam que o custo da energia elétrica no Brasil estava prejudicando a competitividade da indústria nacional. Dilma montou o marco regulatório da renovação antecipada da concessão das usinas hidrelétricas que estão vencendo, de forma a reduzir a tarifa. Passou a enfrentar resistência de parlamentares ligados as empresas geradoras de eletricidade, a maioria estatais sob controle de governadores tucanos. Os empresários da indústria, os maiores beneficiados, estavam quietos, diferente do que fizeram na época da CPMF. Com a pressão da Presidenta, se mexeram.
Do Blog Amigos do Lula

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Dilma vai responder a ataques de Aécio que é contra redução da Energia

dilma aecio Energia: Dilma vai responder a ataques de Aécio neves contra a redução da conta de ernegia eletrica
A presidente Dilma Rousseff decidiu responder aos ataques que vem recebendo nos últimos dias do senador mineiro Aécio Neves, virtual presidenciável do PSDB, na polêmica discussão sobre a Medida Provisória 579, que prevê a redução das tarifas de energia elétrica a partir de janeiro.
Ao sair em defesa da Cemig (Centrais Elétricas de Minas Gerais), Aécio acusou o governo federal de quebra de contratos e ameaçou recorrer ao Supremo Tribunal Federal, em entrevista concedida ao jornal "Valor":
"No caso da Cemig e no que diz respeito a esta questão do contrato assinado, nós não vamos aderir e vamos judicializar a questão. Se o governo impuser um rolo compressor nesta matéria nós vamos ao STF e acho quer vamos ganhar".
Para o governo, o senador mineiro está politizando uma questão técnico-financeira ao afirmar que a iniciativa vai reduzir investimentos e capacidade de fornecimento, além de provocar desconfiança internacional, apenas com o objetivo de se posicionar para a disputa sucessória de 2014.
"O que nós condenamos é o intervencionismo e a ausência de diálogo do governo com os Estados e com as companhias de energia e, no caso da Cemig em especial, a quebra de contrato", disse o ex-governador mineiro Aécio na entrevista que irritou o Planalto.
Talvez ainda nesta quarta-feira, no máximo amanhã, o Palácio do Planalto vai responder que Aécio defende os interesses das empresas de energia em detrimento dos consumidores e de outros setores da economia.
O prazo dado pelo governo para as empresas de energia elétrica aceitarem as condições da MP para a prorrogação dos contratos com receita menor, permitindo a redução das tarifas, termina no próximo dia 4 de dezembro. O relator do texto que está tramitando no Congresso Nacional é Renan Calheiros (PMDB-AL), candidato a assumir a presidência do Senado no próximo ano.
Ainda ontem escrevi aqui que é preciso ter calma, porque 2014 está muito longe. Mas, pelo jeito, o pessoal do Fla-Flu permanente anda com pressa, com cada um querendo garantir sua posição em campo desde já.
Ricardo Kotscho 
do blog contexto livre

sábado, 10 de novembro de 2012

Aecio e eletricas contra a redução da conta da energia elétrica

 Aécio Neves é lobista das elétricas?

Por Altamiro Borges
As poderosas empresas de energia elétrica ganharam um novo aliado na luta contra as medidas do governo para reduzir as contas de luz. Em audiência pública realizada no Senado nesta semana, Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano, criticou a iniciativa da presidenta Dilma. “Cito sempre o ex-governador de Minas e ex-presidente Juscelino Kubitscheck, que dizia que energia cara é aquela que você não tem. E se você retira a capacidade de investimento destas empresas vai faltar energia mais adiante”, afirmou.

Segundo o Valor, o senador do PSDB afirmou que as medidas do governo irão afugentar os investimentos das multinacionais e poderão causar “um colapso no nosso complexo sistema de energia”. Neste sentido, ele defendeu mais tempo para a aprovação da Medida Provisória 579, que prevê mudanças nas regras de concessão do setor. O seu discurso se encaixa perfeitamente no tom terrorista destas empresas nos últimos dias. Até parece coisa de lobista, que recebeu bilionários recursos para as suas campanhas eleitorais.
Ofensiva da mídia privatista
Na mídia “privada” também está em curso uma ofensiva para derrotar a MP 579. Todo dia os jornalões e tevês divulgam matérias contra a redução das tarifas de energia. Multinacionais e “analistas de mercado” são sempre as fontes destas “reporcagens”. A última do noticiário apocalíptico da imprensa é que as empresas do setor elétrico sujeitas à renovação das concessões terão de efetuar baixas contábeis bilionárias, que reduzirão o seu patrimônio líquido e comprometerão a distribuição de dividendos aos acionistas.
Com a retomada do crescimento econômico nos últimos anos, as empresas de energia ganharam fortunas. Os contratos de concessão vencem em 2015 e 2017 e elas, agora, não aceitam rediscutir os seus lucros estratosféricos. Isto explica a fúria das corporações empresariais, que contam com o apoio da mídia “privada” e do senador Aécio Neves. Na defesa do capital, o presidenciável tucano explicita suas posições neoliberais. E ainda tem gente que acredita que ele é um político “moderado”, um “mineiro conciliador”.
do Blog do Miro

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Há algo de sério com a Cemig

 
 
Há algo de sério ocorrendo com a Cemig (Centrais Elétricas de Minas Gerais). É dela a responsabilidade direta pelo “apagão” que afetou imensas regiões do país nos últimos dias.
Nos últimos anos, enquanto a estatal paulista CESP definhava, a Cemig tornava-se uma potência energética. Essa expansão, aparentemente, está sendo feita à custa de perda de qualidade e de um novelo acionário.
Como estatal, ela tem limitações para os financiamentos do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). Para contornar esse empecilho, assim como os controles burocráticos do Tribunal de Contas, passou a criar uma série de empresas satélites, em um novelo societário incompreensível.
É o caso da Taesa, seu braço de transmissão responsável pelo “apagão”.
* * *
A aquisição da Taesa foi feita através do fundo Coliseu, administrado pelo Banco Modal. O fundo tem mais de 50% do controle da Taesa, mas seu “funding” é da própria Cemig. Ou seja, o controle da fato da Taesa é da Cemig.
* * *
Há pouco tempo, a falta de segurança nas linhas de transmissão da Cemig provocou uma tragédia em Bandeira do Sul, Minas Gerais, com a morte de 16 jovens em um caminhão de carnaval.
Agora, o caso do “apagão” que, na sexta-feira passada, propagou-se pelas regiões Norte e Nordeste.
Segundo informou ontem o Ministro interino das Minas e Energia, Márcio Zimmerman, o equipamento havia passado por manutenção uma semana antes. Ele possui uma chave de proteção, que deveria ter sido reativada após a manutenção e não foi.
Depois da manutenção, o sistema deveria ter sido submetido a testes operacionais, que certamente identificariam o esquecimento da chave. Também não houve os testes.
Com isso o equipamento desligou e o problema propagou-se por todo o sistema elétrico.
* * *
Não se ficou nisso. Constatado o “apagão”, a empresa demorou mais de quatro horas para providenciar o religamento. Segundo Hermes Chipp, diretor-geral do Operacional Nacional do Sistema Elétrico (ONS), houve falha nos três caminhos principais de religamento da energia.
É um conjunto inadmíssivel de falhas continuadas. Primeiro, uma falha humana. Depois, uma falha nos procedimentos básicos, que se sucede ao fim de cada processo de manutenção. Finalmente, uma demora injustificada para religar.
* * *
Tudo isso ocorre em um momento em que a própria Cemig encabeça um movimento de resistência à nova política energética.
Afim de reduzir o custo da energia, o Ministério das Minas e Energia decidiu que, na prorrogação das concessões, as concessionárias não poderia embutir na tarifa de energia a amortização do investimento – mesmo porque, devido à sua idade, as usinas já estavam amortizadas.
A Cemig reagiu alegando que essa cláusula impediria a substituição de máquinas, podendo acarretar problemas futuros. Recusou-se a renovar as concessões das usinas de São Simão, Jaguara e Miranda, e ameaçou entrar na Justiça contra as mudanças.
De repente, não mais que de repente, estoura um problema que deixa sem energia parte relevante do país. E a causa foi um acúmulo de erros humanos e operacionais, que nada têm a ver com investimentos.
Luis Nassif
No Advivo via Contexto Livre

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CEMIG "é uma das piores energia do Brasil", segundo o "Estadão"

 CEMIG Energia Cara e de Baixa Qualidade
Insuspeito, por sua linha editorial, o veículo de imprensa destacado, que declarou apoio ao PSDB nas últimas eleições, fez um balanço dos problemas de fornecimento de energia no Brasil. O jornal Estado de São Paulo, neoliberal por decisão filosófica, em 20/10 publicou matéria de Luciano Pacheco, com o sincero título: Energia Cara e de Baixa Qualidade.
Transcreve-se, literalmente:
"No caso da indústria, o problema é ainda mais grave e vai além dos blecautes: muitas vezes, interrupções de curta duração e variações na tensão de fornecimento geram impactos tão ou mais significativos na produção industrial do que apagões de várias horas."
Consequências:
  1. perdas diretas na produção
  2. Queima e quebra de equipamentos
  3. Redução de vida útil de tais equipamentos
  4. Desgates na retomada de seu funcionamento
  5. E, no caso de grande plantas industriais, os desligamentos não programados ainda trazem prejuízos adicionais.
Os relatórios sobre desligamentos "curtos" só consideram eventos acima de três minutos de duração. Logo, os números estão subestimados. Em Minas, num prazo 4 meses foram 72 ocorrências no critério delimitado anteriormente. Mas, segundo técnicos da própria CEMIG, desligamentos com menos de três minutos são muito mais intensos do que se imagina; registra Pacheco que "falhas de milisegundos podem significar desligamentos, e consequentemente, prejuízos."
Estamos falando aqui da energia distribuída para as empresas. O usuário doméstico está fora dessas estatísticas.
Isso sem falar em outros problemas: uma empresa que causar sobrecarga e, portanto, paralisação de fornecimento de energia, tem de ressarcir à distribuidora. Mas a recíproca não é verdadeira.
A ANEEL cogita baratear as tarifas de energia de quem se notabiliza por essas falhas. É mais uma forma de pressão. As tarifas de CEMIG deveriam cair pela metade.