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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Senadores Aécio Neves (PSDB), Aloysio Nunes (PSDB), Ronaldo Caiado (DEM) se unem para impedir que Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney sejam presos:

Aécio Neves, Aloysio Nunes, Ronaldo Caiado, Cristovam Buarque e outros senadores se unem para impedir que Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney sejam presos

Senadores Aécio Neves (PSDB), Aloysio Nunes (PSDB), Ronaldo Caiado (DEM)  se unem para impedir que Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney sejam presos:
Senadores se unem para barrar prisões. Da esquerda para a direita: Aécio Neves, Aloysio Nunes, Ronaldo Caiado. Em pé, Romero Jucá, um dos investigados que pode ser preso
Depois de políticos do PMDB planejarem o golpe para se livrar das investigações a qual a presidenta Dilma não interferia,um encontro de senadores, de diferentes partidos, no gabinete do tucano Tasso Jereissati (CE), nesta quinta-feira, deixou claro que o Senado não está disposto a chancelar o pedido de prisão do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e do ex-presidente da República, José Sarney (PMDB-AP). As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.
Os senadores reforçam a necessidade de ter acesso ao teor das gravações para saber se há “algo mais” e rechaçam endossar o pedido da Procuradoria Geral da República, se ele for autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) apenas com base nos trechos já divulgados das gravações feitas por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.
Renan adotou o discurso que agrada o espírito de corpo da Casa: de que não há crime emitir opiniões e que se tenta cometer uma “barbaridade” contra ele e a instituição. Apesar de a maioria não querer aprovar uma prisão dos colegas, os senadores dizem que há uma “perplexidade” diante da situação.
O encontro, ocorrido durante um almoço, reuniu os colegas Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB; Cássio Cunha Lima (PB), líder do PSDB no Senado; a senadora Ana Amélia (PP-RS); Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), líder do governo interino de Michel Temer; Waldemir Moka (PMDB-MS); Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM no Senado; e até o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que se considera ‘independente’.
De acordo com o relato de participantes, os senadores discutiram a situação e a falta de informação sobre o que realmente há de indícios contra Renan, Jucá e Sarney e que o Senado está numa situação muito “constrangedora”.
Alguns senadores pretendem individualmente reforçar junto ao Ministério Público e ao Supremo Tribunal Federal (STF) a importância de divulgar as informações, conforme pedido já feito pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES).
O líder do PSDB, Cássio Cunha Lima, disse que estuda entrar até com um habeas data para reforçar o pedido. Segundo o tucano, foi apenas uma conversa sobre os acontecimentos.
informações de O Globo via Pragmatismopolitico

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dilma pede no debate da Band para ver mentira de Aécio no TCE-MG e site sai do ar. #MelhorcomDilma13

Tela do TCE-MG tribunal de contas de minas  fora do ar durante e depois do debate na Band.
Tela do TCE-MG fora do ar durante e depois do debate na Band.

No debate da Band, Dilma disse que Aécio teve ressalva na aprovação de contas de Minas, por desviar verbas da saúde no valor de 7.6 bilhões.

Aécio tentou dizer que era mentira.

Dilma insistiu e falou que o telespectador poderia comprovar que era verdade, entrando no site do TCE-MG (Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais).

Estranhamente o site do TCE-MG saiu do ar.

O órgão tem forte influência dos tucanos mineiros, aliados de Aécio.

Vale lembrar que os tucanos tem histórico de engavetamento, e esconder escândalos.

Os aliados de Aécio Neves tem fama histórica por tentar calar a imprensa.

VEJA O LINK DO SITE:

http://www.tce.mg.gov.br/

Fora do ar até depois do fim de debate. (Com a dica do TV Tudo)

Mas esta notícia confirma que Aécio mentiu e Dilma falou a verdade:

http://noticias.r7.com/eleicoes-2014/minas-gerais/justica-mantem-minas-como-reu-em-acao-de-uso-indevido-de-r-3-bi-na-gestao-aecio-29072014
 ATUALIZAÇÃO
Quando os tucanos Aécio Neves e Antônio Anastasia governavam Minas Gerais, eles não investiam nem mesmo o mínimo obrigatório em saúde e educação, estabelecido pela Constituição Federal.
O Tribunal de Contas do Estado teve que fazer um Termo de Ajustamento de Gestão para obrigar o governo de Minas Gerais a  investir o mínimo constitucional em saúde (12% da arrecadação de impostos) e em educação (25% da arrecadação de impostos). 
A prova de que o governo de Aécio negligenciou a saúde e a educação está aí embaixo. Aécio não fez o que diz!
TCE-MG Acordao – Tribunal Pleno Processo n_ 862943 Natureza_ Termo de Ajustamento degestao.pdf

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Aécio usa dinheiro público para manter rádio da família, mas se recusa informar o valor

Até a Folha reconhece que o governo Dilma e Lula são transparente

Aécio usa dinheiro público para manter rádio da família, mas se recusa informar o valor

 O candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves desconversou nesta terça-feira ao ser questionado sobre os gastos do governo de Minas Gerais com publicidade em rádios controladas pela família do tucano.

De acordo com reportagem da “Folha de S. Paulo”, o  governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP), (Antes era Anastasia do PSDB, que deixou o cargo para concorrer a vaga de senador), se recusou a divulgar números e despesas realizadas para veicular publicidade oficial  (dinheiro público) em três rádios e um jornal controlados pela família de Aécio.

“Não tenho ciência desses números, mas estimulo o governo de Minas, se tiver condições, de prestar as informações”, disse o tucano em entrevista coletiva na capital paulista.

 Segundo informações da Folha, que tem divulgado umas notinhas escondidas na página do jornal depois que este blog passou a divulgar a biografia suja do candidato tucano, o  governador  de Minas Gerais se recusou várias vezes nos últimos anos a divulgar informações sobre despesas que realizou para veicular publicidade oficial em três rádios e um jornal controlados pela família do presidenciável tucano Aécio Neves, que governou o Estado de 2003 a 2010.

Embora reconheça que as empresas da família receberam verbas de publicidade no período em que Aécio era governador, o que não é vedado pela legislação, o governo estadual, que continua sob controle de aliados do tucano, diz não ser possível saber quanto cada veículo recebeu.

Aécio e sua família controlam a rádio Arco Íris, retransmissora da Jovem Pan em Belo Horizonte, e as rádios São João e Colonial, de São João del Rei, além do semanário Gazeta de São João del Rei . Aécio é sócio da Arco Íris com a irmã mais velha, Andrea, e a mãe, Inês Maria Neves Faria.

Em 2011, o PT pediu que o Ministério Público investigasse a publicidade nas empresas da família. O governo mineiro informou à Folha na época que a rádio Arco Íris recebera R$ 210.693 no ano anterior e disse que faria um levantamento detalhado sobre os gastos desde 2003, mas jamais ofereceu esses dados.

Em junho deste ano, a Folha voltou a questionar o Estado, com base na Lei de Acesso à Informação. Não houve resposta. O governo só respondeu após um segundo pedido de informações. Não dispomos, de pronto, das informações tal como solicitadas, por tipo de mídia e por veículo de comunicação , disse, por escrito. O sistema não é organizado dessa forma .

PADRÕES

O governo diz ter condições de saber quanto gasta com as agências que cuidam dos seus anúncios, mas não os valores repassados a cada veículo que os divulga. Mesmo assim, o governo afirma que não houve favorecimento às empresas da família de Aécio e que os repasses nunca destoaram dos padrões de mercado. Procurada, a assessoria da campanha do PSDB preferiu não se manifestar.

As respostas do governo mineiro contrastam com o padrão adotado pelos petistas no governo federal. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República divulga na internet todos os pagamentos de órgãos da administração direta a veículos de comunicação desde 2009.

Em 2012, após pedido apresentado pela Folha com base na Lei de Acesso, o governo do Estado de São Paulo forneceu informações detalhadas sobre pagamentos feitos desde 2007. O governo federal não divulga os gastos das empresas estatais, assim como os governos estaduais.

AUMENTO DE 300%

Os gastos de Minas Gerais com publicidade oficial aumentaram em 300% durante o governo Aécio. Entre 2003 e 2010, último ano do seu segundo mandato, houve um salto de R$ 24 milhões para quase R$ 96 milhões, em valores corrigidos pela inflação.

A investigação aberta pelo Ministério Público Federal a pedido do PT em 2011 não chegou a lugar nenhum.

O caso foi conduzido pelo então procurador-geral de Justiça, Alceu Marques, que encerrou a apuração afirmando não ter encontrado nenhuma irregularidade, mesmo sem ter analisado os valores. Atualmente, ele é o secretário de Meio Ambiente do governo mineiro.

sábado, 19 de julho de 2014

Tiririca tem mais propostas que Aécio Neves. E agora Florentina ?

Tiririca tem mais propostas que Aécio Neves. E agora Florentina ?

Enquanto Aécio Neves Luta contra o vento,  o Deputado Tiririca segue apresentando projetos importantes.

por MarceloMarrakett
Realmente acho que o PSDB não tem propostas reais para governar o país. Em discurso no 5º Prêmio Top Etanol, Aécio afirmou que o setor é vítima da incapacidade do governo federal na condução da política macroeconômica.
“O setor de etanol, construído ao longo de 40 anos pelo esforço, dedicação e pela pesquisa de inúmeros brasileiros, foiabandonado pelo atual governo, que optou ir na contramão do mundo, que busca energia alternativas, não poluentes e renováveis. O setor vive um impasse e precisa de uma resposta”, afirmou Aécio Neves.
Não sei em que país esse senhor vive, porém acho que ele deveria buscar informações antes de proferir caquinhas a céu aberto.
Por solicitação da Presidência da República foi elaborado um documento sobre o setor do Etanol, O governo federal está implementando uma estratégia, concertada com o setor privado, a academia e o setor civil, objetivando estimular, de forma competitiva e sustentável, a economia da bioenergia no Brasil. Quem quiser saber mais sobre o assunto Click no Link http://www.cdes.gov.br/documento/492122/bndes-etanol-como-vetor-de-desenvolvimento-desafios-e-oportunidades-.html e o arquivo será salvo em seu computador.
Já o deputado e palhaço Tiririca (PR-SP) que não sabia o que um deputado fazia… preocupado com seus companheiros circenses, quer que moradores de trailers também possam ser beneficiados pelo Minha Casa, Minha Vida – programa habitacional do governo federal para a população de baixa renda, para financiar residências itinerantes.
O projeto foi aprovado na semana passada pela Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) e agora segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Como tem caráter terminativo, o tema, se receber o aval da CCJ, será encaminhado diretamente ao Senado.
Parabéns Tiririca!
Via http://pocos10.com.br

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Dilma baixa conta de luz. Cadê o Aécio Neves ?

 Dilma baixa conta de luz. Cadê o Aécio , Alckmin e outros Tucanos
Foi publicada hoje no Diário Oficial da União a Lei 12.783, de 11 de janeiro de 2013, que prorroga as concessões das empresas de geração de energia e reduz as tarifas para os consumidores. Sancionada pela presidente Dilma Rousseff, ela faz parte do pacote de iniciativas do governo para aquecer a economia, afastando os riscos de maiores impactos da crise mundial do capitalismo. A lei beneficiará empresas e residências, com cortes de até 20% nas contas de luz.
Conforme esclarece a reportagem da Agência Brasil, "para terem o contrato de geração renovado, as concessionárias devem atender a requisitos estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em relação a tarifas e qualidade do serviço. A agência também disciplinará o repasse, para a tarifa final paga pelo consumidor, de investimentos necessários para manter a qualidade e continuidade da prestação do serviço pelas usinas hidrelétricas".
A mídia rentista, que tentou sabotar a medida e até apostou num racionamento de energia, terá de ser mais hábil agora para atacar o corte das contas de luz - sob o risco de perder ainda mais a sua já frágil credibilidade. Já a oposição demotucana recuou na última hora e aprovou o projeto, temendo um novo desgaste eleitoral. Quem mais se expôs contra a medida foi o cambaleante presidenciável do PSDB, o senador Aécio Neves. Em férias nos EUA, ele não vai falar nada sobre a redução das tarifas?

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A Petrobrax de Aécio Petrobrás, privatização, FHC e Aécio Neves

A Petrobrax de Aécio
Petrobrás, privatização, FHC e Aécio Neves

                              (17/12/2012)
         Tanto empurraram, que ele está indo. Aécio usou o tema “Petrobrás” para sua apologia, ainda subliminar, da privatização da empresa e de seu elogio ao livre mercado.
         Seu texto semanal resgata o pobre método de comparação aleatória de números, tentando demonstrar que a companhia está em grave crise financeira, em face de um suposto aparelhamento partidário nos anos do governo Lula. O mote foi a audiência pública no Senado, na qual a presidenta da empresa, Graça Foster, expôs a situação da estatal. Lógico que Aécio pinçou alguns números e desenha um cenário pessimista.
         Outra versão, a da empresa, traça um quadro distinto. Quem quiser comparar vá ao link  http://www.agenciapetrobras.com.br/materia.asp?id_editoria=8&id_noticia=974628.
         Mas o bacharel Aécio insiste em seu blá-blá-blá. Sua “arte de manipular números” é tosca. Falar de cifras fracionadas (20,1 bilhões) ou números inteiros, mas “exatos” (171 bilhões) é tão velho quanto andar para a frente, como técnica de manipulação.
         Ao final, ele revela o eixo de sua prédica: “O estilo estatizante, intervencionista e populista de governar traz, em sua raiz, o conflito entre a necessidade e a conveniência, com sistemática prevalência do último sobre os interesses do país.”
         Probleminha de lógica formal: falta a ele provar que o tal “estilo estatizante” é contrário aos “interesses do país”. Pois não há estilo estatizante no governo Dilma e os interesses do país, na ótica aeciana, nunca são revelados. Mas nós os revelamos: são os das grandes petrolíferas mundiais, de olho em fatias do mercado que a Petrobrás disputa aqui e no mundo. 
Aécio é a reedição da “Petrobrax”, nome que um “sócio” de FHC, ex-presidente da empresa, queria lhe infringir, como mecanismo de sua venda às gigantes mundiais do setor.
         A ciência econômica de buteco, de nosso trôpego senador, desconhece a retração brutal da economia no mundo, que joga o PIB da China, de 11%, para 7%; que quebrou a Grécia, a Irlanda, a Itália, a Espanha, pressiona a França, a Alemanha e a Inglaterra e que, anos antes, por causa do tal livre mercado, quase levou o planeta à bancarrota com o calote financeiro que explode com a bolha imobiliária dos EUA. E que isso tudo impacta a Petrobrás também.
         Ou seja, as dificuldades da Petrobrás derivam, segunda sua análise, de problemas internos e não da agiotagem financeira internacional e dos mesmos interesses privados que ele tenta representar e defender, ainda que de forma velada.
         Ele omite dados importantes: que a demanda mundial de gasolina cresce em média 15% , e a do Brasil chega a 49%; a de diesel é de 29% internacionalmente e aqui foi a 43%; a produção de petróleo no mundo sobe 12% e do Brasil 73% etc.
         Em se tratando de petróleo, faz-se necessário planejar e investir, pensando em décadas e não em anos. Como FHC apostou na desvalorização da empresa, para sua privatização, o governo Lula teve de cuidar de investimentos estruturais, visando a Petrobrás de 2030. Essa combinação entre curto e longo prazo gera alguns indicadores problemáticos mesmo. Aécio, no entanto, escolhe o curto prazo para sua pregação religiosa da lógica privatista.
         Como um boneco de ventríloquo dos tais “mercados”, seu ghost writer lhe despeja um texto completamente irresponsável, sem a comparação das devidas grandezas e a segmentação de dados de curtíssimo prazo.
         A dita “grande” imprensa há muito tenta desqualificar a empresa, fazendo questionamentos de encomenda, oriundos das concorrentes mundiais da Petrobrás. O blog “Fatos e Dados” os responde um a um ( http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/ ). O textículo do nosso senador parisiense é uma cópia mal feita de tais tentativas.
Anexo: artigo Aécio - 17 setembro.doc
Fonte Minas sem censura

sábado, 29 de outubro de 2011

A pedra no calo de Aécio

Lucas figueiredo e Aecio neves
Blog do jornalista Lucas Figueiredo compra briga com o todo poderoso senador e ex-governador mineiro, e sente na pele o poder da contraofensiva aecista na web; diz o repórter premiado que "em Minas Gerais, é proibido falar de Aécio"
Mal acostumado com a passividade da imprensa mineira, o senador Aécio Neves parece enfim ter encontrado um repórter com o qual se incomodar. A pedra no sapato do senador se chama Lucas Figueiredo, e o jornalista mineiro já vem recebendo, via internet, o troco das críticas que tem publicado contra Aécio em seu blog. Na verdade, o domínio http://lfigueiredo.wordpress.com sofre o que o jornalista gosta de chamar de “forte ataque da guerrilha pró-Aécio Neves na web”.
Jornalista premiado, com passagem pelos principais veículos de imprensa do país, além de autor de livros igualmente bem-sucedidos, Figueiredo resolveu noticiar, de forma crítica, a posição do senador e ex-governador mineiro na votação que define a distribuição dos royalties do pré-sal. Para o jornalista, o tucano Aécio Neves teria defendido os interesses do Rio de Janeiro em detrimento dos interesses de Minas Gerais.
A polêmica se explica: ao dizer que Aécio atuou como “quarto senador fluminense” na questão dos royalties do petróleo, Figueiredo incomodou o ex-governador e político mais popular de Minas por várias razões. A primeira é que há, na imprensa do estado, um quase pacto de silêncio, ou mesmo apoio, em relação a quase tudo que Aécio diz ou faz. A segunda é que as críticas trazem de volta um temor que existia pelo menos desde a campanha eleitoral do ano passado: a de que Aécio não conseguiria, como parlamentar, o mesmo destaque e a quase unanimidade que obteve no executivo mineiro. Por fim, até as fontes que enfeitam a Praça da Liberdade (antiga residência de Aécio quando governador) sabem da sua admiração pelo Rio, para onde viaja frequentemente, sobretudo nos fins de semana – só que os aecistas nem de longe gostam de ouvir falar nisso.
Sobre a votação dos royalties do pré-sal, por sinal, o jornalista Ancelmo Góis voltou a chamar o senador mineiro de “menino do Rio”, em uma notinha na famosa coluna que assina n’O Globo. Em pronunciamento um mês antes da votação dos royalties (veja video abaixo), Aécio afirma na tribuna do Senado: “Não se pode pensar em alterar as regras de distribuição dos royalties promovendo a retirada de recursos de estados e municípios produtores (…)”
Para azar do senador, uma reportagem do jornal Estado de Minas, publicada apenas dois dias depois da votação, diz que o projeto aprovado 19 de outubro fará com que, já no próximo ano, “a fatia de Minas nos recursos do pré-sal seja aumentada de R$ 91,5 milhões para R$ 757 milhões” – um acréscimo de 726%.
Pouco tempo depois da publicação dos primeiros posts, o blog de Lucas Figueiredo começou a receber alguns comentários “inusitados”, como o jornalista diz em tom de brincadeira. Em um dos posts, Lucas tenta identificar internautas que, anonimamente, fizeram comentários críticos ao blog e favoráveis a Aécio. “Percebi ali um esquema organizado nas redes sociais e blogs para conter qualquer crítica”, diz Figueiredo, em entrevista ao Brasil 247.
Nascido em Belo Horizonte há 43 anos, ele trabalhou em jornais como Folha de S. Paulo, Estado de Minas, O Estado de São Paulo e Correio Braziliense, além de ter feito colaborações em revistas como a Rolling Stone, Playboy e Superinteressante, entre outras. Ganhou três vezes o Prêmio Esso, o mais importante do jornalismo brasileiro. Publicou também livros com relativo sucesso – para os padrões brasileiros –, como Morcegos Negros, Ministério do Silêncio e Olho por Olho, pelo qual conquistou o segundo lugar no Prêmio Jabuti, o principal da literatura nacional.
As críticas ao jornalista centram-se em dois pilares: um é de que ele seria um antiaecista convicto e que, por isso, suas posições jornalísticas a respeito deveriam ser recebidas com mais ceticismo. O outro pilar, derivado do primeiro, lembra que Lucas Figueiredo trabalhou na campanha do candidato derrotado ao governo mineiro no ano passado, o ex-ministro e ex-senador Hélio Costa (PMDB) – o vencedor do pleito, como se sabe, foi o ex-vice de Aécio, Antonio Anastasia, que saiu do traço nas pesquisas e, sobretudo graças ao apoio aecista, ganhou no primeiro turno.
Ao 247, o jornalista respondeu às duas críticas: “Em primeiro lugar, trabalhei, sim, alguns meses, como coordenador de imprensa, na campanha do Hélio Costa. E daí? E minhas décadas de jornalismo trabalhando em outros veículos?”. Sobre ser antiaecista, Lucas Figueiredo foi mais enfático: “Não sou, não quero e não serei, até porque tenho outras preocupações no momento”, afirma o jornalista, que está escrevendo um novo livro para a Editora Record. “Escrevo sobre o Sarney, critico a Dilma, o Lula, o FHC, o PCdoB, os tucanos e o PT”, continua Figueiredo. “E ninguém me acusa disso ou aquilo. Sobre o Aécio, ao menos aqui em Minas, parece que é proibido falar.”

Do Blog Contexto Livre

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Royalties do pré-sal: Aécio esquece Minas e defende o Rio

do BLOG contexto livre
3 DE AGOSTO DE 2010 – Candidato a senador por Minas Gerais, Aécio Neves defende publicamente a distribuição dos royalties do pré-sal de modo mais igualitário, diminuindo a fatia que caberia aos estados produtores em benefício das demais unidades da federação. Na ocasião, Aécio disse: “A nova produção deve ser distribuída equanimente entre todos os estados brasileiros com o critério da população e da renda. Não adianta nada você criar um país com várias divisões. Se você concentra apenas nos estados produtores, vamos ter uma educação diferenciada nesses estados, uma saúde diferenciada nesses estados. O pré-sal é uma grande oportunidade de o Brasil ser mais igual e investirmos mais, principalmente em educação e saúde.”
29 DE SETEMBRO DE 2010 – Aécio encerra sua campanha ao Senado, segundo ele, tomado pelo sentimento de responsabilidade com Minas. Naquele dia, no programa de TV, aos 24 segundos (veja abaixo), o candidato disse: “Vi renascer em mim, ainda mais fortes, os sentimentos de Minas, que têm sempre me acompanhado. O sentimento de afeto, o sentimento de respeito pelos mineiros. O sentimento de responsabilidade para com Minas”.

28 DE SETEMBRO 2011 – Um ano depois daquela fala, eleito e empossado, Aécio já não defendia Minas Gerais na questão da divisão dos recursos do pré-sal. Naquele dia, o tucano subiu à tribuna do Senado e defendeu, sim, os interesses do Rio de Janeiro. No vídeo da TV Senado, aos 29 segundos (assista abaixo), Aécio afirma: “Não se pode pensar em alterar as regras de distribuição dos royalties promovendo a retirada de recursos de Estados e municípios produtores, uma vez que esse direito foi e é assegurado pela Constituição a esses Estados. (…) Digo isso porque não será tirando de nenhum Estado produtor – especial do Rio de Janeiro – recursos que nós vamos redefinir ou refundar a Federação no Brasil”.

19 DE OUTUBRO DE 2011 – Na quarta feira, finalmente o Senado votou o projeto dos royalties do pré-sal. Foi um duro embate. Aécio atuou como aliado do Rio, fazendo às vezes de quarto senador fluminense, deixando Minas, na prática, com apenas dois representantes.

Aecio neves defendendo o Rio
Ao final, a despeito do esforço de Aécio, venceram os Estados não produtores.
Fica a dúvida: o que terá acontecido com aquele “sentimento de responsabilidade com Minas”?