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terça-feira, 11 de julho de 2017

Aécio Neves, que nunca ralou na vida, encabeça a lista dos 50 senadores que mataram a CLT

Aécio Neves, que nunca ralou na vida, encabeça a lista dos 50 senadores que mataram a CLT
Da Redação
Vejam como votaram os deputados 
Guarde o nome dos 50 senadores que permitiram que o trabalhador brasileiro ganhe menos que um salário mínimo mensal:
Aécio Neves (PSDB-MG)
Ana Amélia (PP-RS)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Airton Sandoval (PMDB-SP)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Benedito de Lira (PP-AL)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cidinho Santos (PR-MT)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Cristovam Buarque (PPS-DF)
Dalirio Beber (PSDB-SC)
Dário Berger (PMDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Elmano Férrer (PMDB-PI)
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Gladson Cameli (PP-AC)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
João Alberto Souza (PMDB-MA)
José Agripino (DEM-RN)
José Maranhão (PMDB-PB)
José Medeiros (PSD-MT)
José Serra (PSDB-SP)
Lasier Martins (PSD-RS)
Magno Malta (PR-ES)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
Omar Aziz (PSD-AM)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Raimundo Lira (PMDB-PB)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Roberto Muniz (PP-BA)
Roberto Rocha (PSB-MA)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Rose de Freitas (PMDB-ES)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Wellington Fagundes (PR-MT)
Wilder Morais (PP-GO)
Zeze Perrella (PMDB-MG)
Resumo do Congresso em Foco
1 – Gestante e lactante em ambiente insalubre
O texto aprovado pela Câmara dos Deputados prevê que a trabalhadora gestante deverá ser afastada automaticamente, durante toda a gestação, apenas das atividades consideradas insalubres em grau máximo. Para atividades insalubres de graus médio ou mínimo, a trabalhadora só será afastada a pedido médico.
2 – Serviço extraordinário da mulher
O projeto enviado ao Senado pelos deputados federais revoga o art. 384 da CLT. Esse artigo determina que a trabalhadora mulher deve ter 15 minutos de descanso obrigatório antes de iniciar o horário de serviço extraordinário, a chamada hora-extra.
3 – Acordo individual para a jornada 12 por 36
Para o relator na CAE, Temer deveria vetar também a alteração que permite que acordo individual estabeleça a chamada jornada 12 por 36, aquela em que o empregado trabalha 12 horas seguidas e descansa as 36 horas seguintes. Ferraço acredita que o texto aprovado pelos deputados sobre esse assunto “não protege suficientemente o trabalhador, que pode ser compelido a executar jornadas extenuantes que comprometam sua saúde e até sua segurança”.
4 – Trabalho intermitente
O relator recomenda veto aos dispositivos que regulamentam o chamado trabalho intermitente, aquele no qual a prestação de serviços não é contínua, embora com subordinação. Nesse tipo de trabalho, são alternados períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador. O melhor, para ele, seria regulamentar por Medida Provisória, estabelecendo os setores em que a modalidade pode ocorrer.
5 – Representantes dos empregados
O relator crê que uma MP poderia regulamentar a criação da comissão de representantes dos empregados nas empresas com mais de 200 funcionários. O PLC 38/2017 prevê que esses representantes não precisam ser sindicalizados e terão o objetivo de ampliar o diálogo entre empresa e empregados, mas não têm estabilidade do emprego.
6 – Negociação do intervalo intrajornada
O texto aprovado pelos deputados permite que trabalhador e empregador acordem, por meio de convenção coletiva ou acordo coletivo, “intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de 30 minutos para jornadas superiores a seis horas”. Para o relator a mudança precisa ser melhor analisada para não gerar “precarização das condições de trabalho, com consequências sobre a saúde e a segurança do trabalhador”.
Fonte:VIOMUNDO
Veja também:
Um discurso memorável contra a reforma trabalhista

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Aécio falou mentira no debate. Seu vice o desmente. PSDB votou contra microempreendedores em 2011

Na primeira pergunta do debate na Band sobre microempresas e microempreendedores, Aécio deu a entender que seu partido apoiou todas as iniciativas a favor do setor.

Não é verdade. Em 2011, em votação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o vice de Aécio, senador Aloysio Nunes (PSDB), representando o partido, votou contra o projeto que:

1) aumentou em 50% o limite de faturamento das micro e pequenas empresas para serem enquadradas no regime tributário do Simples Nacional (Supersimples).

2) aumentou de R$ 36 mil para R$ 60 mil por ano o teto para enquadramento como Microempreendedores individuais.

Aloysio Nunes (PSDB-SP) alegou que o estado de SP governado pelos tucanos perderia arrecadação do ICMS. Na hora da eleição tucano diz que critica os impostos, mas quando governa, fica contra desonerar.
Dos amigos do Lula

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Mercado prevê classe média no sufoco e carrinhos vazios, se Aécio ganhasse

Mercado prevê classe média no sufoco e carrinhos vazios, se Aécio Neves ganhasse
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN0HY1LW20141009
Agência de classificação de risco Fitch, que faz análises e previsões sobre o desempenho econômico de empresas, afirma que eventual eleição de Aécio Neves (PSDB) poderá ter maior impacto negativo para o Carrefour e Casino, dono do Grupo Pão de Açúcar.

Diz que ‘as políticas econômicas do PSDB incluem medidas para deter a inflação, "que vem sendo um importante suporte ao crescimento nominal de um dígito alto das vendas’ e que o gasto dos consumidores também poderá ser afetado por uma política fiscal mais rigorosa.

Traduzindo para o popular: a classe média, seja a chamada nova classe média, seja aquela que sempre foi remediada, que forma a massa do mercado de consumo interno, terá menos dinheiro no bolso, ficará na pindaíba com as medidas amargas prometidas por Aécio e com o "choque de gestão" tucano.

O resultado dessas políticas amargas é arrocho dos salários e aposentadorias, além de desemprego.

Com desemprego alto, com salários arrochados, as famílias teriam que apertar o cinto, comprar menos no supermercado, e ficarem com o prato mais vazio na mesa.

A notícia não fala, mas pela mesma lógica o setor de shopping centers e todo o segmento lojista também sofrerá o mesmo efeito. E o pior é que todas estas empresas vendendo menos, acabarão também demitindo empregados, piorando a situação.

É por isso que quem é trabalhador ou aposentado de classe média, micro-empresário, ou mesmo grande empresário do setor produtivo tem que ser louco para votar em Aécio
Fonte ForaPSDB

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Aécio não explica reforma econômica para não perder votos



O blogueiro Josias de Souza comenta o desempenho do senador Aécio Neves (MG), candidato do PSDB a presidente, na sabatina realizada nesta quarta-feira (16) pelo UOL, pela "Folha de S.Paulo", o SBT e a rádio Jovem Pan.
Na opinião de Josias, Aécio procura se apresentar como candidato da mudança, mas evita ser específico na apresentação de propostas, principalmente na área econômica, para não perder votos.
Na política, o tucano não tem como dizer que a articulação de um eventual governo seu será diferente do modelo atual.
Na área social, o candidato do PSDB promete manter os programas, mas fica evidente que faria mudanças no Mais Médicos. Aécio foge de perguntas sobre economia e compra de votos no governo FHC

Agora veja o que o Lider de seu partido Alvaro Dias acha dos programas sociais Agora a opinião de FHC e do PSDB sobre os aposentados

domingo, 11 de maio de 2014

Empresários produtivos se apavoram com ameaça de Aécio quebrar o Brasil

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi programado por FHC e Armínio Fraga com um discurso neoliberal bem ao agrado do setor financeiro e banqueiros, só que deu "bug" na hora de falar a industriais do setor produtivo.

Olhem só esta nota do jornalista Ilimar Franco:

Efeito ioiô
.
Os aliados de Aécio Neves estão preocupados com a consistência de seu discurso. Após criticar incentivos fiscais do BNDES, ele prometeu mantê-los diante da reação dos industriais na Abimaq. “Ele não pode adotar o discurso da Casa Das Garças”, resume um aliado. Ontem, foi a vez da presidente Dilma: “Tenho ouvido certas pessoas falarem contra (os subsídios), mas a agricultura sem crédito a custo adequado não se viabiliza".
O problema é que todo empresário do setor produtivo conhece Armínio Fraga, aquele que elevou a taxa básica de juros a 45% e levou muita empresa à falência no segundo governo FHC.

As tais "medidas amargas" prometidas por Aécio não causam só o desemprego do trabalhador. O efeito danoso é mais amplo. Causa o fechamento de empresas brasileiras também.

Desse jeito, além de cortar o "S" do Social no BNDES, Aécio ameaça cortar também o "D" de desenvolvimento, levando o Brasil a um retrocesso econômico como ocorreu no governo tucano.

Já tem muito empresário do setor produtivo "desertando" de apoiar Aécio, apavorados com suas propostas recessivas, com medo de voltar a quebrar o Brasil.

O governo FHC quebrou o Brasil três vezes com crises localizadas em outros países como no Japão, na Rússia e a na Argentina. Imagine diante de uma crise mundial do tamanho desta que atingiu os EUA, a Europa e até reduziu o crescimento chinês? Ia ser um tal de fazer acordo com FMI e vender a Petrobras a preço de banana para pagar dívidas, como fizeram com a Vale.

Por mais afinidade ideológica com o modelo neoliberal e concentrador de renda de Aécio, tem muito empresário reaça com muito mais confiança na competência e na política desenvolvimentista de Dilma para conduzir o Brasil. Vão fazer careta na hora de votar, inclusive por mero preconceito, mas quem é do setor produtivo vai acabar votando na Dilma, até por instinto de sobrevivência.

Empresários produtivos se apavoram com ameaça de Aécio quebrar o Brasil como FHC quase quebrou

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Aécio contra o Mercosul é caminho para desindustrializar o Brasil e dar adeus ao BRICS

Em entrevista a jornal argentino, candidato tucano a presidente, Aécio Neves se mostra ainda aliado ao Consenso de Washington
 
O senador Aécio Neves (MG), pré-candidato a presidente da República em 2014, em entrevista ao jornal La Nación, da Argentina, sinalizou que seu plano é esvaziar o Mercosul, e fazer outros tratados de livre comércio.
O tucano declarou: "Estamos muito preocupados com o que acontece hoje no Mercosul, que está muito engessado. Duvidamos se a união aduaneira é ainda o melhor caminho (...) Não devemos perder as alianças comerciais do Brasil com a Argentina, mas temos de transformar o Mercosul em uma área de livre comércio, que permita a cada Estado associado firmar acordos comerciais com outros países. (...) Temos de ter coragem de repensar e revisar o Mercosul. Neste sentido, a Aliança do Pacífico, constituída pelo México, Colômbia, Peru e Chile é um exemplo de dinamismo".
A declaração remete a antigas propostas dos anos 1990 como a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), projeto hegemônico dos EUA que, se implementado nos moldes entreguistas propostos, impediria o desenvolvimento nacional – e dos demais países do continente – por décadas.
Nas eleições de 2010, o então candidato tucano, José Serra, também disse a mesma coisa que Aécio diz agora. Os tucanos se deslumbram com o Chile. Porém, para haver acordos vantajosos é preciso haver sinergia nas trocas comerciais entre dois ou mais países. O Mercosul tem a sinergia da integração sul-americana, onde todos se desenvolvem juntos.
O Chile não tem grandes problemas em fazer acordos comerciais com grandes países industrializados porque exporta minérios, frutas, salmão, vinhos, celulose, metanol, produtos químicos e insumos agrícolas. Não tem nem um parque industrial a competir com outros países grandes, nem um mercado interno gigante e em expansão como o brasileiro. O Brasil deve ter soberania na dosagem de abertura em setores da economia, de acordo com o interesse nacional, em vez de submeter-se a tratados escritos por estrangeiros.
O ex-presidente Lula, apesar de ter encontrado o Brasil em situação delicada e dependente do FMI em 2003, resistiu às pressões, refutou a Alca, revigorou o Mercosul e pela via diplomática abriu mercados com todas as partes do mundo, ampliando as exportações brasileiras. A presidenta Dilma deu continuidade à sua política externa e, hoje, a Organização Mundial do Comércio (OMC) é conduzida por um brasileiro.
As propostas do tucanato podem enterrar toda a geopolítica exitosa construída nos últimos dez anos. E se voltar aquela política do governo FHC de submeter-se ao chamado Consenso de Washington, do qual o livre comércio imposto pelos países imperialistas faz parte, o Brasil acabará ficando para trás. E aí, adeus ao "B" dos Brics (sigla dos principais países emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Aécio torce pelo "apagão" e pelo "pibinho"

Paulo Bernardo, da pasta das Comunicações, defende a presidente Dilma dos ataques do tucano; para ele, o senador, que é apontado como o provável candidato do PSDB à eleição presidencial de 2014, reúne a velha guarda de economistas com uma receita velha: imposto alto, juros altos e corte de gasto, com os programas sociais indo para o vinagre
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, saiu em defesa da presidente Dilma Rousseff com um discurso agressivo contra o senador Aécio Neves (PSDB), que "torce pelo apagão no fornecimento de energia e pelo pibinho".
No 247 via Contexto livre

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Aécio e a velha roupagem neoliberal contra direitos trabalhistas

Atenção trabalhadores e trabalhadoras deste Brasil. Atenção usuários e usuárias de serviços públicos. Aécio foi ao armário e de lá retirou a mofada vestimenta neoliberal, como esteio para suas aspirações presidenciais. Vejam o trecho a seguir:

“Ao fim do ano eleitoral, o governo terá de se haver com os antigos desafios que se agravaram sem resposta: o peso dos impostos, o excesso de burocracia, juros ainda nas alturas, legislação trabalhista do século passado, inércia e incompetência para desatar o nó da infraestrutura, entre tantos outros que entravam o desenvolvimento nacional.”

Este é o último parágrafo de seu texto segundeiro. E diz tudo:

1)   a velha cantilena da carga tributária (coisa do século XIX: deixem livres “mercados” para cuidarem da geração de riquezas). 

2)   o estéril discurso do excesso de burocracia (forma envergonhada de defender mais desregulamentação).


4)   legislação trabalhista do século passado (férias, 1/3 de férias, 13º salário, licença maternidade, licença paternidade, ou seja, essas coisas jurássicas).
5)   desatar o nó da infraestrutura (“nó” este mais apertado pela Privataria Tucana).
Simples, não é?
Toda a receita que levou o mundo a quebrar várias vezes, nos últimos 15 anos, sustenta seu programa de governo para 2014.
Aliás, as quebradeiras na Grécia, Itália, França, Espanha, Portugal e Irlanda vão deixando um rastro desolador: desemprego em massa, arrocho salarial, precarização dos serviços de saúde e educação, dentre tantos outros “nós” que resultam de sua receitinha básica acima.
Enfim, foi dada a largada.
Ou esse debate é feito diretamente com a população ou ele irá despistar e – ensaboado – pela indústria do marketing eleitoral pode se colocar como uma alternativa moderna (SIC), quando na verdade nos faz lembrar Cazuza com seu museu de velhas novidades.
Ah, a argumentação que precede o último parágrafo é, como de sempre, leviana. Para Aécio, a crise financeira internacional não tem “pai”. Resta à sua vítima maior, o povo, pagar a conta.
É muita desfaçatez!

Anexo: Artigo Aécio 8 outubro.doc

Dom Minas sem censura

terça-feira, 13 de março de 2012

Crescimento? Entre Minas e o Brasil

Era esperado. Os rabiscos de Aécio (FSP, 12/03/2012) acusaram o valor “pífio” do PIB nacional. Ousa ele chamá-lo de “pibinho”. Se o crítico fosse qualquer outra pessoa, a crítica poderia ter até alguma legitimidade. Sendo Aécio, não.
A revista “Mercado Comum” há muito desmente a autoridade de Aécio Neves para falar em “pibinho”. É que a média do PIB mineiro, de 2003 a 2009, foi 3,3%, enquanto que a nacional foi 3,5%. Mesmo num quadro de exportações favoráveis de minério, Minas cresceu menos que o Brasil. Em 2010, quando festejaram o “PIB chinês” nas Gerais, foi o crescimento da demanda por ferro, na China, que puxou o tal crescimento. Ou seja, nem o subsolo do estado, nem a dinâmica da economia mineira dependiam da “mão de Midas” do pífio senador mineiro.
Saiu da FIEMG, em fevereiro de 2011, um diagnóstico dramático sobre a economia mineira. Reprimarização, ausência de infraestrutura estadual, de qualificação profissional, de política creditícia orientada estrategicamente e muito mais. Ou seja, os tucanos não fizeram – mais uma vez – o dever de casa.
Justiça seja feita: ele nunca se jactou da condição de diplomado em economia. E nem pode. Permanece o mistério sobre suas notas em seu histórico escolar e sobre sua frequência no curso. Mas, mesmo para alguém indigente em termos de teoria econômica, ao analisar o desempenho do PIB nacional, deveria citar o quadro de recessão e quebradeira na Europa, as dificuldades da China, do Japão, dos EUA etc.
Nesse sentido, não vamos polemizar com o besteirol de seus rabiscos hodiernos.
Apresentamos aqui um exemplo de ausência de projeto industrial e de desenvolvimento no estado pelo qual ele foi eleito governador e senador. Seu sucessor, diante de uma herança maldita (um estado quebrado e endividado), criou uma dita Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM) para financiar projetos de recuperação ambiental nas áreas de mineração, monitorar e fiscalizar a atividade minerária.
O parecer do deputado estadual Sávio Souza Cruz (PMDB), rejeitado pela maioria governista, era claro: a “invenção” era inconstitucional, pois invadia prerrogativa da União; era antijurídica porque se criava um imposto e não uma taxa, que tem natureza distinta; uma taxa não pode variar segundo a tonelagem de minério extraído (se é para fiscalizar, independe da quantidade do que é retirado do solo); a preocupação ambiental já estaria contemplada na Taxa de Fiscalização Ambiental (TFA). E assim por diante.
Fora a estranha exclusão da incidência da “taxa” sobre ouro, nióbio, água mineral, grafite e areia. Qual o critério para essas exclusões?
Com tudo isso, o governo do tucano espera arrecadar 500 milhões de Reais. Só que a Confederação Nacional da Indústria e a própria União vão questionar no STF a constitucionalidade da invenção tucana. O atual governador, doutor em direito administrativo, despreza o direito constitucional. O economista Aécio só pensa em arrecadar.
Aparentemente, taxar mineradoras é algo progressista. Em muitos casos, é, porém, nesse não. Uma política industrial para mineradoras, num estado que leva o nome de Minas Gerais, não pode se apoiar apenas na “vocação” de três séculos: só extrair e exportar. Ou seja, depois de oito anos de governo Aécio/Anastasia nada foi feito para incentivar, pressionar ou impor às mineradoras, projetos industriais para a agregação de valor em território mineiro, pelo menos de parte dos que extraem para exportação; Em outras palavras, o nióbio, por exemplo, poderia ser usado em plantas industriais locais, destinadas a componentes de indústrias de ponta nas áreas da aviação, da indústria aeroespacial, de tubulações para transporte de gás etc. No entanto, esse mineral raro é exportado a preço de banana para, depois, comprarmos as turbinas e outros componentes que os usam, pagando um absurdo pela importação.
De pibinho Aécio entende. Estamos aguardando que Aécio cresça.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Desindustrialização e “reprimarização” da economia - Da realidade brasileira à 'Matrix' de Aécio Neves

“Eu venho aqui (...) como companheiro da oposição para dizer que precisamos estar cada vez mais vigilantes contra o processo gravíssimo de desindustrialização da economia brasileira que já nos assusta a todos.”
(Aécio Neves – em ato de I de maio em São Paulo)
“Macaco senta no próprio rabo, para falar do rabo dos outros.”(Ditado popular)
Destacamos em epígrafe trecho da fala do ex-governador e atual senador Aécio Neves (PSDB) numa das comemorações do I Maio de 2010, em São Paulo. O tema da desindustrialização é sério e perpassou vários discursos, dos vários partidos e candidatos nas eleições de 2010, pelo Brasil afora. Menos o de Aécio, quando candidato ao senado. Tivesse ele a ousadia de mencionar o tema naquela época, talvez o balanço, não só da desindustrialização, mas de sua consequência imediata, a reprimarização da economia mineira, expusesse a “ilha da fantasia” que se forjou nas Alterosas, por obra de uma inigualável máquina de propaganda.
Com a palavra, Olavo Machado Júnior
Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG -   Olavo Machado, comparecendo a evento promovido pela Assembleia Legislativa , foi enfático: suas palavras iriam provocar um “choque de realidade” sobre a economia do estado.

Criticando “os discursos grandiosos” sobre a indústria regional, o insuspeito presidente da FIEMG traça um quadro dramático de Minas. Em termos bem sintéticos e esquemáticos, eis o diagnóstico que ele faz do estado governado por sete anos e três meses, pelo tucano Aécio Neves:
- Nos próximos 20 anos, o Mundo e o Brasil crescem, e Minas não está preparada disputar mercados. Falta investimento em inovação, infraestrutura, logística, em capacitação e formação profissional, ausência de política estadual de crédito etc, que geram perda de competitividade e consolidam nossa dependência da exportação de commodities (minério e produtos agrícolas).

- Das 120 mil empresas industriais do estado, 62 mil “não geram emprego algum na indústria”; 30 mil possuem “de 1 a 4 empregos”; 22 mil tem até 29 empregos formais; em suas palavras “mais de 90% desse universo imenso de empresas não apresentam produtividade, escala e inovação em processos e produtos para operar e concorrer globalmente”. E ressalta que os indicadores da economia brasileira demonstram a ampliação exponencial do consumo de massa, o que exigiria “um efetivo e consistente processo de desenvolvimento econômico e social”, para que Minas disputasse parcela desse mercado emergente.

- A produtividade da “nossa indústria” está 5% abaixo da média brasileira e 20% da paulista; e é inferior à média nacional em 69 setores, sendo que em 25 destes, essa menor produtividade ainda manifesta “comportamento de queda” nos últimos 10 anos. O Valor da Transformação Industrial – VTI – mineiro é 20% inferior à média nacional e 40% menor na relação com São Paulo. As gigantes estatais mineiras (CEMIG, COPASA, CODEMIG) fizeram compras “mínimas ou insignificantes” de fornecedores mineiros. A carga tributária estadual é “excessiva e concentrada”.

Enfim, as propostas da FIEMG para a superação desse quadro poderiam ter sido adotadas há oito anos, impactando a condição atual da competitividade da economia regional: readequação tributária, formação e capacitação profissional, política creditícia, incentivos estaduais e municipais diversos etc. Sua excelência, o senador Aécio Neves, ainda que não seja, de fato, um economista (na verdade é apenas bacharel) tinha e tem conhecimento desses números.

Sabe ele muito bem, portanto, o que significa desindustrialização. Ao falar desse fenômeno brasileiro, que é ameaça real, deveria mencionar a condição de “vanguarda” do estado por ele governado, no citado processo.
Da desindustrialização à reprimarização da economia mineira
A revista Mercado Comum , nº 216, traz “Os números da economia mundial, brasileira e mineira” de forma minuciosa, ampla, com análises qualificadas e opiniões de lideranças empresariais e políticas. Sem prejuízo dos justos destaques daquilo que é de responsabilidade federal e até mesmo mundial, como no caso dos artifícios cambiais da China, a revista apresenta uma unanimidade: Minas está aquém de si mesma, do Brasil e do mundo.

Analisando informações disponibilizadas por órgãos federais, pesquisas realizadas pela Fundação João Pinheiro -FJP- (do governo mineiro), pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional de Minas Gerais -CEDEPLAR-UFMG- e fontes exclusivas do meio empresarial, a citada publicação consolida o “choque de realidade” proposto Olavo Machado anteriormente.

O incomum conceito da “reprimarização” ganha significado agora: Minas apresenta uma disparidade enorme e crescente, quando se compara nossa pauta exportações e ali decresce o peso de produtos com valor agregado, na relação com os produtos primários (minério e agrícolas). Ou seja, a desindustrialização mineira tem como resultante a chamada “reprimarização”.

Mesmo o crescimento do PIB em 2010 (10,9%), festejado como prova do dinamismo da economia regional, tem explicações simples e diretas: a demanda por minério de ferro pela China. Não fosse esse fator exógeno, nada poderia ser motivo de tanta alegria.

Olavo Machado, agora em entrevista à referida edição da “Mercado Comum” responde pergunta que trata desse crescimento atípico: “Sempre me preocupei com avaliações feitas por média, uma vez que não contemplam toda a verdade dos fatos, inclusive suas distorções. Cada vez mais, devemos nos conscientizar de que são a microeconomia e economia local que nos dão a exata dimensão do que ocorre.”

Para o presidente da FIEMG, estados onde a economia é mais intensiva, ou seja, pouco diversificada, é que sofreram mais com a crise. “Este é o caso de Minas, impactado de forma ainda mais forte por duas razões principais: por ter sua indústria mais concentrada em commodities minerais e agrícolas, cuja demanda mundial retraiu-se na fase mais aguda da crise, e que tem participação na formação do PIB estadual maior do que a média brasileira (32% contra 28%)”.

Enfim, esta é a realidade mineira: se a ameaça de desindustrialização no Brasil é grande, regionalmente já se configura o fenômeno da reprimarização, como consequência de nosso processo específico da desindustrialização.

Portanto, se Aécio Neves está preocupado com um eventual fenômeno nacional, poderia ele levar ao Senado o debate, sob a ótica do estado governado pelas suas mãos, por mais de sete anos. Deveria ele também explicar a mágica da “Minas virtual”, que propagandeou um “déficit zero” nas contas do governo (equilíbrio entre receita e despesa), excluindo a incômoda “Dívida Pública Total” do estado: R$ 67.812.919.776,51 em 31/12/2010. Ou seja, um “papagaio” de 68 bilhões que, no calote de informações tucano, são excluídos dos balanços políticos de seu governo e de seu sucessor.

Os partidos que hoje compõem o bloco Minas Sem Censura já tem registrado nos anais da Assembleia Legislativa, ao longo dos últimos oito anos, esse quadro dramático. Atualmente, a força da realidade é tão grande, que nem o controle dos Neves sobre certas instituições do estado consegue segurar a verdade.

Como no filme “Matrix” (dos irmãos Wachowisk) os tucanos mineiros impuseram uma imagem virtual, por sobre a realidade mineira. Parafraseando Morpheus, o líder da resistência dos humanos contra as máquinas na citada trilogia, depois do tal choque de gestão e do déficit zero propagandeado por Aécio e sua turma, convidamos a todos e todas: “Bem vindos ao deserto do real”.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Bloco Minas sem Censura