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terça-feira, 24 de abril de 2012

Primo de Aécio Neves acusado de intermediar venda de sentenças ; Globo esconde

PIG Globo Esconde o parentesco de Aecio com bandido ,compartilhem o máximo para desmascarar esse "bom moço" e essa emissora tucana advinda da Ditadura
 Tancredo Tolentino, o Quedo: Primo de AÉCIO NEVES
 Tancredo Tolentino, o Quedo: Primo de AÉCIO NEVES
Conforme antecipado no blog onipresente, o Fantástico levou ao ar no domingo dia 22/04/2012, uma reportagem sobre uma quadrilha que vendia Habeas Corpus, liderada por Tancredo Tolentino, da cidade de Cláudio-MG, primo de AÉCIO NEVES.

Desembargador é suspeito de liberar traficantes em troca de dinheiro



O desembargador é Hélcio Valentim, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A Procuradoria Geral da República já apresentou denúncia contra ele no Superior Tribunal de Justiça.
Policiais federais interrogam um comerciante. O motivo são suspeitas de pagamento de suborno.
O desembargador é Hélcio Valentim, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Segundo as investigações, ele recebeu dinheiro para soltar traficantes de drogas. A Procuradoria Geral da República já apresentou denúncia contra ele no Superior Tribunal de Justiça.
As acusações: formação de quadrilha e corrupção passiva, que é quando um funcionário público se aproveita da função para receber vantagem indevida.
Também foram denunciados pelos mesmos crimes dois acusados, que foram interrogados em junho de 2011. Um é o advogado que defendia os criminosos e o outro, um comerciante que afirmou ter recebido o dinheiro do suborno e dado parte ao desembargador.
Julho de 2010, em um sítio, em Marilândia, no estado de Minas, policiais encontraram cerca de 60 quilos de pasta-base de cocaína. Parte estava em uma caminhonete, dirigida por Jesus Jerômino da Silva, preso em flagrante.
A polícia descobriu que Braz Correa de Souza era um dos chefes da quadrilha. Braz e Jesus ficaram em uma cadeia, em Divinópolis (MG), à espera do julgamento. Foi quando conversaram com o advogado Walquir Avelar Júnior. Segundo ele, os presos queriam comprar uma decisão judicial.
O passo seguinte, segundo o advogado, foi procurar o comerciante Tancredo Tolentino, conhecido como Quedo, que se dizia amigo do desembargador Hélcio Valentim.
“Nessa conversa com o Quedo, falou que eu precisaria dar cópia do processo. E ele me retornou dizendo que teria possibilidade, mas que tinha que aguardar o momento certo”, , revela Walquir.
No depoimento, acompanhando por um integrante da OAB, Walquir diz que o Tancredo Tolentino cobrou 150 mil reais para tirar os traficantes da cadeia.
Domingo, 6 de fevereiro de 2011, o advogado Walquir contou à Polícia Federal que orientado por Tancredo Tolentino, entrou com um pedido de habeas corpus, neste dia, para libertar Braz Correa de Souza e Jesus Jerômino da Silva. Naquele fim de semana, era Hélcio Valentim quem estava de plantão no Tribunal de Justiça de Minas.
Na decisão, o desembargador escreveu: “Até a sentença, ambos estarão presos há mais de 180 dias, prazo que a maioria dos julgadores tem por aceitável, mas que, mostro, é, um abuso do Estado”. Com essa justificativa, Hélcio Valentim mandou soltar imediatamente os acusados. Na denúncia contra o desembargador, a Procuradoria Geral da República, afirma que essa decisão não aconteceu por convicção pessoal, mas por interesse financeiro.
Tancredo Tolentino afirmou que, desse total, o desembargador recebeu R$ 40 mil.
Depois da sentença, Braz e Jesus sumiram. Foram condenados à revelia, sem a presença no julgamento. Um foi condenado a 15 anos, e o outro, a 9 anos. Hoje, são foragidos da justiça.
Segundo a Polícia Federal, o advogado Walquir, que é vereador na cidade de Oliveira, Minas, chegou a usar um email se identificando como “Apóstolo Salvador”.
Para o parente de um preso, Walquir escreveu em código, mas dá para entender bem do que se trata: “seu irmão pede a singela doação de R$ 130 mil para as obras de caridade de nossa igreja”. Continua o email: “Com este valor, ele ganhará a liberdade através de um habeas corpus no Tribunal de Minas, onde nossos irmãos, da nossa igreja, irão acolher nossas orações”.
De acordo com a Polícia Federal, a proposta que consta desse email não se concretizou. Mas outra, sim.
Leandro Zarur Maia, conhecido como Cabelinho, apontado como chefe de uma quadrilha que enviava cocaína de Mato Grosso para Minas, foi preso em junho de 2010 e aguardava julgamento.
Um vídeo da Polícia Federal mostra quando o pai do advogado Walquir sai de um banco com R$ 48 mil. O dinheiro está escondido na camiseta e, segundo as investigações, foi depositado a mando do traficante Cabelinho.
Walquir aparece e, depois, manda uma mensagem de texto para Tancredo Tolentino, o Quedo, informando que ‘chegaram 85 bilhetes’. Segundo a investigação, era uma referência ao dinheiro para a compra da sentença.
A Polícia Federal afirma que parte desse dinheiro foi parar nas mãos do desembargador Hélcio Valentim. Segundo as investigações, um dia antes da entrega da propina, ele esteve em uma cachaçaria para acertar todos os detalhes. Policiais fotografaram o desembargador com Tancredo Tolentino.
Quedo é dono da cachaçaria que fica na cidade de Cláudio, 140 quilômetros de Belo Horizonte. O encontro tinha sido marcado na noite anterior.
O que aconteceu nesse encontro? Quedo diz que mostrou ao desembargador a mensagem sobre a chegada do dinheiro. É que o revela em conversa com o advogado Walquir.
Quedo: Já mostrei para o cara. Estava do meu lado. Você acredita?
Walquir: Está tudo prontinho, aqui, contadinho, em espécie.
À Polícia Federal, Quedo confirmou que o "cara", seria o desembargador Valentim.
E como o suborno teria sido entregue? O advogado contou que foi até uma fazenda levando um envelope com R$ 45 mil.
Quedo confessou que ficou com R$ 5 mil e que entregou R$ 40 mil para Hélcio Valentim.
Três semanas depois da suposta entrega do dinheiro, Hélcio Valentim foi escalado para o plantão, com outro desembargador. Para a Polícia Federal, uma escrevente do Tribunal de Justiça disse que, na sexta-feira, 13 de maio de 2011, Hélcio Valentim passou uma orientação: o outro desembargador ficaria com as ações do sábado e ele, Hélcio, com as de domingo, dia 15.
O pedido de habeas corpus de Leandro Zarur Maia, o Cabelinho, foi protocolado no domingo, sob a alegação que ele estava preso além do tempo determinado por lei. No mesmo dia, o desembargador Hélcio Valentim decidiu soltar o criminoso.
Para a Procuradoria Geral da República, o desembargador decidiu novamente por interesse financeiro e não por convicção pessoal.
“A investigação foi muito bem feita. São provas contundentes dessa atuação criminosa”, afirma o procurador da República Eitel Santiago de Brito Pereira.
Imagens mostram Leandro, logo depois de ganhar a liberdade. Ele e o advogado Walquir estão juntos. O traficante vai embora de carro, com duas mulheres, e nunca mais foi visto. Condenado a nove anos de cadeia, é um foragido da justiça.
Ano passado, o advogado Walquir e o comerciante Quedo chegaram a ser presos. Hoje, aguardam em liberdade as decisões da justiça.
Procurado pelo Fantástico, Walquir Avelar Júnior se defendeu. Ele disse à Polícia Federal que sabia que o destinatário do dinheiro era o desembargador. Agora, desconversa.
Fantástico: A Polícia Federal tem uma imagem do pai do senhor retirando dinheiro de um banco e que esse dinheiro seria proveniente desse pagamento de suborno, de propina.
Walquir: Confirmei todos os depósitos que eu recebi, meus clientes, os honorários, confirmei tudo para a Polícia Federal. Acontece que eu nunca fui subornar, eu nunca tive nenhum contato direto com o desembargador Hélcio Valentim. Eu tinha um amigo em comum. Ele falou que poderia ajudar, de que forma eu não sei.
Esse amigo em comum é Tancredo Tolentino, o Quedo. Ele não nos atendeu nem retornou as ligações.
O Tribunal de Justiça de Minas afastou o desembargador Hélcio Valentim e abriu um processo administrativo contra ele.
O desembargador mineiro irá a julgamento? Vai virar réu no processo criminal? As respostas vão sair da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, que é formada pelos 15 ministros mais antigos do STJ.
O desembargador não quis dar entrevista e nos enviou uma resposta, em áudio.
“Sempre tive uma vida limpa, ao longo de uma carreira sólida. Decidi, em todos os casos, conforme as minhas convicções e o direito, com a devida fundamentação. Lamento profundamente os reflexos que esses fatos trazem na vida dos meus filhos. Nego todos eles com a reunião das minhas últimas forças”, declara o desembargador.
Procuramos os advogados de Hélcio Valentim.
Fantástico: Tem o depoimento do senhor Tancredo Tolentino na Polícia Federal dizendo que ele repassava dinheiro para o desembargador.
Leonardo Costa Bandeira, advogado do desembargador: Eu desconheço o conteúdo desse depoimento, em que circunstâncias ele foi produzido. Fato é que esses depoimentos vão ser reproduzidos na fase do processo. Aí nós vamos ter a oportunidade de demonstrar que isso definitivamente nunca existiu.
Quanto ao caso de Minas, os acusados podem ser condenados a 15 anos de cadeia. Quem tiver informações dos três traficantes, que sumiram depois da decisão do desembargador Hélcio Valentim, pode procurar a polícia.
No OniPresente
DO BLOG COntexto livre Atualização
Envolvimento de primo de Aécio com quadrilha de venda de "habeas corpus" para traficantes from Juan Hermano on Vimeo.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Campanha Aecio -2014 aparelha comunicação da LIGHT

A Light, empresa distribuidora de energia elétrica, tem como maior acionista a CEMIG, do governo de Minas. Depois das explosões de bueiros nas ruas do Rio de Janeiro, o que a empresa mais precisa é de técnicos, engenheiros e manutenção da rede. Certo?
Mas a turma do senador "carioca"Aécio Neves (PSDB/MG) resolveu criar uma nova diretoria para a área de... comunicação. Ora, a Light é concessionária de uma área exclusiva e não tem concorrentes. Por que precisaria de uma diretoria de comunicação para fazer propaganda?
Talvez seja pelo mesmo motivo que José Serra, quando era governador de São Paulo, fez uma enorme campanha publicitária da SABESP (empresa de água e saneamento básico) do Oiapoque ao Chuí. Serra era candidato a Presidente naquela época (na verdade ainda é). Aécio é candidato a Presidente hoje.
Para piorar o caso, o nome indicado não é um quadro técnico, é Ziza Valadares, ex-deputado estadual e ex-presidente do Clube Atlético Mineiro.
Só pode ter uma explicação: mesmo ainda impedida de publicar anúncios de campanha eleitoral, os gastos com propaganda tornam parte da imprensa mais dócil com o candidato. Além disso, publicitários bem remunerados para fazer as peças dessas empresas, podem resolver trabalhar "voluntariamente" na campanha eleitoral, se é que vocês me entendem.
Da rede Brasil Atual

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Aécio neves Tiro no povo,você pode estar na mira de Aecio

Os escritos assinados por Aécio, às segundas-feiras, começam a tomar um rumo mais claro.
No texto desta segunda-feira (09/04 – FSP) são atacadas as medidas de  incentivo à economia, adotadas pelo governo Dilma. Seu título: “tiros a esmo”.
Ele começa reconhecendo como positivas as desonerações tributárias e barateamento do crédito. Mas opõe restrições globais ao plano e sugere um receituário falido.
Primeiro, indica a antiga fórmula da redução da contribuição previdenciária patronal “sobre a folha de salários” (sic). Efeito: descapitalização do caixa do INSS. Ou seja, penalização de aposentados e pensionistas. Ônus do governo e bônus discursivo para a oposição.
Segunda reclamação: o aumento de repasses do governo ao BNDS, via incremento da dívida pública. Aécio não reclama do mecanismo de se fazer dívida para capitalizar o BNDES (até porque ele aumentou a de Minas Gerais... para capitalizar coisa alguma). Ele apenas pede transparência quanto ao seu “custo”. Como “economista” que é, e com o apoio dos que o ajudaram a endividar ainda mais o estado que governou, ele pode “abrir” o pseudo segredo para toda a sociedade. A questão é que não há segredo nenhum. Sua segunda crítica é o que se chama, em Minas Gerais, de “encheção de linguiça”.
Terceiro, ele associa a perda de competitividade industrial ao crescimento excessivo do gasto público e à elevada carga tributária que não é dirigida para a infraestrutura. Note-se a sutileza: ele não é contra a “elevada carga tributária”, mas o seu indevido uso em políticas de distribuição de renda, de garantia de renda mínima, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), Bolsa Família e outras iniciativas distributivas e redistributivas que, impactam positivamente, inclusive as economias locais e regionais. Além disso, ele tenta confundir conceitos; carga tributária e aumento de arrecadação são coisas distintas. A “carga”, se considerados os incentivos dados no governo Lula e ampliados agora no governo Dilma, é menor do que nos tempos de FHC.
O primeiro e o terceiro item é que interessam. O segundo (suas preocupações insinceras com a responsabilidade fiscal, já que não as praticou em Minas Gerais) é apenas para compor o raciocínio cartesiano de quem escreve seus artigos.
E o que sobra de seus conselhos? Corta na saúde, corta na educação, corta na assistência social, corta na previdência, para investir ainda mais em estradas, pontes, portos, armazéns, ciência e tecnologia etc. Ou seja, pobres, idosos, estudantes e profissionais da educação, doentes e profissionais da saúde, populações indígenas, quilombolas atingidas por barragens, acampadas e em luta por terra e trabalho, são um mero detalhe.
Esse discurso tem mais de 200 anos. Foi reciclado no início do século XX, adormeceu em Mont Pèlerin, depois da crise de 1929, foi retomado na década de 1970 e, desde então, tem levado a países, blocos regionais e corporações privadas a quebradeiras monumentais. A tentativa de reciclar o liberalismo seria uma comédia, não fosse uma tragédia.
Aécio não atira a esmo. Ele mira os pobres... para sacrificá-los em nome livre mercado e do estado mínimo.

Leia artigo de Aécio:
Anexo: Artigo Aécio - 09 abril.docx

do Minas sem censura

terça-feira, 3 de abril de 2012

Aécio neves (PSDB-MG) declara sua admiração pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO), acusado de colocar seu mandato a serviço de um bicheiro

No dia 06/03/2012, Demóstenes Torres (DEM-GO) proferiu um discurso no Senado Federal, no qual ele tentou, sem sucesso, se eximir das acusações de corrupção. Num aparte, o Senador Aécio Neves (PSDB-MG),que já havia mostrado admiração por José Arruda(DEM DF), saiu em defesa do colega e declarou todo o seu respeito e admiração por aquele que estava sendo acusado de colocar o mandato de senador a serviço das atividades criminosas de um bicheiro:
do Senado Federal
O Sr. Aécio Neves (Bloco/PSDB – MG) – Ilustre Senador Demóstenes, para nós que o conhecemos e o conhecemos em profundidade talvez soasse desnecessária sua presença hoje na tribuna do Senado Federal para tratar dessa questão. Compreendo a iniciativa de V. Exª de falar ao Brasil, de prestar os devidos esclarecimentos aos brasileiros, em primeiro lugar, porque V. Exª é uma figura nacional; aos goianos que, por duas vezes, o trouxeram a esta Casa; e, por último, a seus pares. A serenidade, Senador Demóstenes que V. Exª demonstra, acompanhada da clareza de seu pronunciamento e da firmeza com que se coloca perante seus Pares só confirmam o caráter de V. Exª e isso torna-se ainda mais relevante porque vem emoldurado pela unanimidade das manifestações dos seus Pares de todas as vertentes políticas. V. Exª é um homem digno, sempre agiu dessa forma em todos os cargos públicos que ocupou. E digo mais, V. Exª, Senador Demóstenes, é dos mais preparados e destemidos homens públicos deste País e, por isso mesmo, dos mais respeitados. Esteja seguro, V. Exª, a sua família, aqueles que como eu tanto o admiram, de que será desta forma que V. Exª continuará a ser visto pelos brasileiros, pelos goianos e pelos seus Pares: com respeito e enorme admiração.
Esta é a prática de Aécio Neves: quando a corrupção bate à porta do PT, ele levanta o discurso da “honestidade”, da “moralidade”, da “ética” e da “transparência”. Mas quando a corrupção está do seu lado, o discurso muda.
Para Aécio Neves, o senador Demóstenes Torres nem precisava tentar explicar as gravações feitas pela Polícia Federal e que revelaram suas negociações com um bicheiro. O ex-governador mineiro se dispôs a abrir mão das investigações e a absolver Demóstenes sem maiores problemas, pelo simples fato de ambos fazerem parte de partidos aliados.
A mesma coisa aconteceu quando um suplente de senador do Rio Grande do Norte, João Faustino (PSDB-RN), estava sendo investigado e chegou a ser preso pela Polícia Federal. Aécio Neves se mostrou indignado com as acusações de corrupção envolvendo seu aliado. Leia aqui.
Depois, quando as escandalosas denúncias de corrupção envolvendo o PSDB vieram a tona com o livro “A Privataria Tucana”, o senador mineiro também não deu importância e até pareceu conivente com as falcatruas do PSDB durante a gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso. Leia aqui.
Sua atuação como governador de Minas Gerais durante dois mandatos também não foi nenhum exemplo de transparência ou combate à corrupção: sua gestão guarda a triste marca de ser o período em que menos se apurou denúncias de irregularidades. Leia aqui.
Com uma prática política caracterizada pelo afago dos aliados encrencados, Aécio Neves não tem nenhuma credibilidade para empunhar a bandeira contra a corrupção.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Aécio, Alceu e os dois escândalos “Arco-Íris”

Então, Dr Alceu: tipifique sua conduta!
        Há dois escândalos sob o emblema da rádio Arco-Íris.
Um que envolve a denúncia apresentada pela oposição, pedindo investigação sobre os repasses de recursos públicos à citada rádio dos Neves e possíveis ilícitos nos planos tributário, administrativo e criminal. No informativo 52 do Movimento Minas Sem Censura refizemos a linha do tempo dos acontecimentos desde a queda na blitz do Leblon, a recusa ao bafômetro, a identificação do Land Rover como a “ponta do iceberg” que pode conter sonegação fiscal, ocultação de patrimônio e improbidade administrativa.
Mas, o inquérito sobre isso está nas mãos da promotoria que acompanha a dimensão do “Patrimônio Público”.
O segundo escândalo é exatamente esse. Dr. Alceu, chamado pelos deputados Sávio Souza Cruz e Rogério Correia por “aeceu”, simplesmente, ao justificar sua decisão de não acatar o pedido de abertura de inquérito sobre o caso, citou pedaço do decreto 43.245 (03/04/2003), numa clara tergiversação sobre o assunto.
A denúncia era sobre a condição de Andréa Neves, como personagem com poder decisório no Núcleo Técnico de Comunicação Social” - NCS- e pelo qual passavam as decisões sobre alocação de recursos destinados à publicidade do governo:
Art. 1º - Fica criado o Grupo Técnico de Comunicação Social, no âmbito da Secretaria de Estado de Governo, com a função de coordenar, articular e acompanhar a execução da política de comunicação social do Poder Executivo, bem como a alocação de recursos financeiros aplicados neste segmento na Administração Pública Direta e Indireta do Poder Executivo estadual, inclusive quanto ao patrocínio de eventos e ações culturais e esportivas. (grifo nosso, MMSC)
O Dr. Alceu agiu como defensor dos Neves na citada denúncia. Ele defendeu a tese de que o tal decreto não dava poder de alocação de recursos ao NCS, amputando esse artigo 1º da parte substantiva destacada acima, em negrito. Disse ele que o NCS tinha a “função de coordenar, articular e acompanhar a execução da política de comunicação social do Poder Executivo, nele vigorando o princípio da colegialidade (art. 2º)” (sic). E completa: “por essa “dicção” não haveria espaço para que o NCS deliberasse sobre a publicidade oficial em veículos específicos! Isso foi em julho de 2011.
Veja bem: o artigo 1º conceitua e define o NCS e sua função alocativa; mas é “lido” de forma leviana pelo Procurador-Geral, que amputa exatamente tais funções para justificar que Andréa Neves não teria exercido tal prerrogativa real do Núcleo. E o que é pior: introduz o artigo 2º, como mera manobra diversionista, inclusive acrescentando um tal “princípio da colegialidade” que nem sequer está no corpo do decreto.
Além de omitir parte de uma norma vigente, para sustentar sua peça de defesa dos Neves, Dr. Alceu ainda não se pronunciou sobre o “Pedido de Reconsideração” de sua decisão, feito por Correia, em agosto de 2011; razão pela qual o caso, na sua esfera, não foi encerrado, conforme blefou a assessoria do senador Aécio Neves.
Estranho é que, em 26 dezembro, no apagar das luzes de 2011, o governo, via o decretao 45842, alterou as funções do NCS, adequando-o, post factum, ao texto idealizado pelo Procurador Geral de Justiça, em julho do mesmo ano!
Então, Dr. Alceu teria prevaricado?

Má notícia para Tucanaiadas: Lula vence câncer e volta para continuar a luta por um país melhor


O Presidente Lula anunciou ao Brasil sua vitória pessoal contra o câncer e sua disposição de voltar ao palco político e continuar sua batalha mais dura e longa: a construção de um Brasil melhor e mais justo


Lula anuncia que retorna à política 'após ter vencido o câncer'
São Paulo, 28 mar (EFE).- O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que, 'após ter vencido o câncer', retorna à vida política porque 'o Brasil precisa continuar crescendo, precisa continuar se desenvolvendo'.

'Recebi a notícia mais importante que qualquer ser humano pode receber', declarou Lula em um vídeo gravado hoje mesmo, depois que os médicos não encontraram 'tumor visível' na laringe de Lula, que foi diagnosticado com a doença em outubro do ano passado.

Nas imagens, divulgadas por sua assessoria de imprensa, Lula agradece a Deus, à família, à dedicação da esposa Marisa, aos médicos e a todos os funcionários do Hospital Sírio Libanês, onde foi tratado, e de forma especial à presidente Dilma Rousseff, que também enfrentou um câncer, no sistema linfático.

'Com a sua experiência de ter vencido o câncer também, foi um alento, a cada vez que conversava comigo dizia: 'Força, presidente, que o senhor vai vencer', lembrou Lula.

Também agradeceu à 'força' que disse ter recebido 'de todo o povo', assim como à 'solidariedade' de 'todos aqueles que acreditam no futuro' do país.

Após ser diagnosticado com câncer em outubro, Lula foi submetido até dezembro a um ciclo de quimioterapia que reduziu em 75% o tumor maligno de três centímetros que os exames mostravam na laringe.

Os médicos complementaram o tratamento com 33 sessões de radioterapia, que começaram no último dia 4 de janeiro e concluíram no final de fevereiro, e cujo objetivo era eliminar os resíduos do tumor.

Apesar do sucesso do tratamento, Lula, que perdeu cerca de 10 quilos, teve que permanecer hospitalizado uma semana no início deste mês por uma pneumonia que seus médicos consideraram como uma reação normal em um paciente com o sistema imunológico enfraquecido.

Segundo um boletim médico divulgado hoje, o ex-presidente foi submetido a exames de ressonância nuclear magnética e laringoscopia que mostraram a 'ausência de tumor visível'.

Os médicos disseram que o ex-governante poderia normalizar suas atividades em 30 dias, mas logo após deixar o hospital, Lula seguiu diretamente para o Instituto Cidadania para gravar a mensagem.

Embora não tenha esclarecido como será seu retorno à política, o PT conta com sua participação nas campanhas de muitos de seus candidatos para as eleições municipais de outubro.

Agência EFE

sexta-feira, 23 de março de 2012

Assessores de Aécio Neves no Senado recebem jetom em estatais mineiras

Auxiliares do tucano engordam rendimentos em até 46% na função de conselheiros de empresas

Fábio Fabrini, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - Assessores do gabinete do senador Aécio Neves (PSDB-MG) estão engordando seus contracheques graças a cargos em estatais mineiras. Três servidores comissionados recebem, além do salário do Senado, remunerações por integrar conselhos de empresas do Estado, governado pelo tucano de 2003 a 2010 e agora sob o comando do aliado Antônio Anastasia (PSDB). Assim, turbinam os rendimentos em até 46%. Ninguém é obrigado a bater ponto no Senado e, nas estatais, são exigidos a ir a no máximo uma reunião por mês.
Nomeado assessor técnico de Aécio em fevereiro de 2011, o administrador Flávio José Barbosa de Alencastro recebe R$ 16.337. No Conselho de Administração da Companhia de Abastecimento de Minas (Copasa), ele tem direito a até R$ 5.852 por mês, totalizando R$ 22.190. A política de remuneração da Copasa, enviada à Comissão de Valores Mobiliários, diz que em 2011 foram reservados R$ 632.100 para o pagamento dos nove conselheiros. Metade é paga como parcela fixa mensal e o restante, conforme a participação nas reuniões. Alencastro foi eleito para o conselho em 15 de abril, menos de um mês após a nomeação no Senado.
Reuniões. Também assessora de Aécio, com salário de R$ 16.337, a jornalista Maria Heloísa Cardoso Neves recebe jetons de R$ 5 mil por mês da Companhia de Desenvolvimento Econômico de MG (Codemig) para participar, obrigatoriamente, de três reuniões anuais do Conselho de Administração. E, por vezes, de encontros extraordinários. Em 2011, foram três. Heloísa foi indicada em 2004, pelo então governador Aécio, e admitida pelo Senado em 2011. Ela diz que sua atribuição é, sobretudo, cuidar de estratégias de comunicação e projetos ligados à área.
Assistente parlamentar do senador, Maria Aparecida Moreira, trabalha como atendente no escritório político do tucano na capital, com salário de R$ 3.202 pago pelo Senado. A Companhia de Habitação (Cohab-MG) lhe garante R$ 1.500 mensais por integrar o Conselho de Administração. Segundo o órgão, os integrantes participam de “até uma reunião ordinária mensal”. A assessora está no conselho desde 2003 e no Senado desde agosto de 2011.
Questionado, Alencastro não se pronunciou. Heloísa Neves e Maria Aparecida disseram que não há irregularidade e que a documentação referente aos conselhos foi entregue ao Senado, sem objeções. A Casa não se pronunciou sobre o acúmulo de cargos.
Aécio informou, via assessoria, que não há vedação legal ou incompatibilidade entre as funções. Alegou que a acumulação indevida, prevista na Constituição, não se aplica a esses casos e que o STF, em medida cautelar, acolheu esse entendimento. Aécio disse que os funcionários cumprem carga horária regular no Senado.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Aécio Neves é contra o aborto e a favor de repasses de recursos do erário mineiro para sua rádio Arco-Íris, votem nele

Ministério Público investiga repasses a rádio ligada a Aécio Neves
Governo mineiro deu verbas de publicidade a emissora que pertence à família do ex-governador do Estado 
Assessoria de senador afirma que se trata do mesmo caso que já foi levantado pela oposição há um ano e arquivado 
 
PAULO PEIXOTO
DE BELO HORIZONTE
O Ministério Público de Minas Gerais abriu inquérito civil para investigar repasses feitos pelo governo mineiro entre 2003 e 2010 à rádio Arco-Íris, que pertence à família do senador Aécio Neves (PSDB-MG). 
No período dos repasses, Aécio era governador do Estado e sua irmã, Andréa Neves, também sócia na rádio, comandava o chamado Grupo Técnico de Comunicação, que apontava as diretrizes e planos de comunicação do governo mineiro. 
Aécio tornou-se sócio da rádio em dezembro de 2010. A rádio transmite a Jovem Pan em Belo Horizonte. 
A assessoria de Aécio informou se tratar do mesmo caso que, há um ano, levou a oposição na Assembleia Legislativa a pedir investigação à Procuradoria-Geral de Justiça, já arquivada. 
A oposição insiste na representação, levada agora à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. Afirma que pode ter havido ingerência na distribuição de verbas. 
CRITÉRIOS TÉCNICOS 
Em abril de 2011, quando a oposição tentou criar uma CPI na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o governo informou que usa critérios técnicos para programar a publicidade. 
Foram entregues documentos aos deputados afirmando que a Jovem Pan teve a sexta maior audiência "na maior parte de 2010", mas só foi a oitava rádio que mais recebeu em publicidade. 
Em abril do ano passado, a assessoria do governo de Minas Gerais, informou que a rádio Arco-Íris recebeu R$ 210.693 em verbas publicitárias naquele ano.
Do blog Aposentado invocado