Valerioduto tucano, é o escândalo de corrupção que ocorreu na campanha
para a eleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - um dos fundadores, e
presidente do PSDB nacional - ao governo de Minas Gerais em 1998, e que
resultou na sua denúncia pelo Procurador Geral da República ao STF, como
"um dos principais mentores e principal beneficiário do esquema
implantado", baseada no Inquérito n.o 2280 que a instrui, denunciando
Azeredo por "peculato e lavagem de dinheiro"
Foi esquema de
financiamento irregular—com recursos públicos e doações privadas
ilegais— montado pelo empresário Marcos Valério.
Em denúncia
apresentada dia 20 de novembro de 2007 ao Supremo Tribunal Federal, o
Procurador Geral da República denunciou que o esquema criminoso, que
veio a ser chamado pela imprensa de "mensalão tucano", foi "a origem e o
laboratório" do episódio que ficou conhecido como Mensalão.
"A
inicial penal em exame limitar-se-á a descrever os delitos que tiveram o
comprovado envolvimento do Senador da República Eduardo Azeredo e do
Ministro de Estado Walfrido dos Mares Guia, bem como os crimes
intimamente a eles vinculados."
Antonio Fernando denunciou 15
políticos por peculato e lavagem de dinheiro e afirmou que o esquema
montado pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza para injetar
dinheiro público na campanha do tucano Eduardo Azeredo (PSDB-MG) foi "o
laboratório" do mensalão nacional - cuja denúncia foi aceita pelo STF,
em quase sua totalidade, em agosto de 2007. As investigações atingem o
secretário do governador mineiro tucano Aécio Neves, pré-candidato do
PSDB à presidência da república em 2010.
Há uma série de telefonemas
entre Eduardo Azeredo, Marcos Valério, Cristiano Paz e a empresa
SMP&B, demonstrando intenso relacionamento do primeiro (Eduardo
Azeredo) com os integrantes do núcleo que operou o esquema criminoso de
repasse de recursos para a sua campanha.p.26
Em 3 de novembro de
2009, Azerevo começou ser julgado no Supremo Tribunal Federal. Em 3 de
dezembro de 2009, por cinco votos contra três, o plenário do Supremo
Tribunal Federal decidiu abrir ação penal contra o senador Eduardo
Azeredo (PSDB-MG) e torná-lo réu por envolvimento em um suposto esquema
de caixa dois durante sua campanha para reeleição ao governo de Minas
Gerais, em 1998.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mensal%C3%A3o_mineiro
Revista revela beneficiários do 'Valerioduto Tucano'
Novos
documentos entregues à Polícia Federal de Minas Gerais sobre o caso do
valerioduto tucano revelam pagamentos de propina a caciques do tucanato e
ao ministro do Supremo, Gilmar Mendes e Editora Abril. A revelação está
em reportagem da revista Carta Capital. O valerioduto tucano operou
durante a campanha de reeleição do então governador de Minas Gerais,
Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998.
A reportagem de Leandro Fortes
mostra que receberam volumosas quantias do esquema, supostamente ilegal,
personalidades do mundo político e do judiciário, além de empresas de
comunicação. Na lista constam o ministro Gilmar Mendes, do STF, o
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os ex-senadores Artur
Virgílio (PSDB-AM), Jorge Bornhausen (DEM-SC), Heráclito Fortes (DEM-PI)
e Antero Paes de Barros (PSDB-MT), os senadores Delcídio Amaral (PT-MS)
e José Agripino Maia (DEM-RN), o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) e
os ex-governadores Joaquim Roriz (PMDB) e José Roberto Arruda (ex-DEM),
ambos do Distrito Federal, entre outros.
Também aparecem pessoas que
atuaram no processo de privatização dos anos FHC, como Elena Landau,
Luiz Carlos Mendonça de Barros e José Pimenta da Veiga.
Os documentos
reúnem declarações, planilhas de pagamento e recibos comprobatórios e
foram entregues na quinta (26) à Superintendência da Polícia Federal em
Minas Gerais. Todos têm assinatura reconhecida em cartório do empresário
Marcos Valério de Souza, que depois seria acusado (pelo próprios
tucanos, inclusive) como operador de esquema parecido envolvendo o PT, o
suposto "mensalão", que começa a ser julgado pelo STF no próximo dia 2
de agosto.
A papelada chegou à PF pelo criminalista Dino Miraglia
Filho, advogado da família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, que
seria ligada ao esquema e foi assassinada em um flat de Belo Horizonte
em agosto de 2000.
Segundo a reportagem revista, Gilmar Mendes teria
recebido R$ 185 mil do esquema. Fernando Henrique Cardoso, em parceria
com o filho Paulo Henrique Cardoso, R$ 573 mil. A editora Abril, quase
R$ 50 mil.
http://carosamigos.terra.com.br/index/index.php/politica/2322-revista-revela-beneficiarios-do-valerioduto-tucano