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quinta-feira, 20 de março de 2014

Padre João abre fogo contra Aécio Neves por querer amordaçar a internet

 Padre João abre fogo contra Aécio Neves por querer amordaçar a internet
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O deputado Padre João (PT-MG) terminou seu pronunciamento na Câmara nesta quarta-feira denunciando a censura brava que ocorre em Minas e que não foi tentada na internet:
O deputado Padre João (PT-MG) terminou seu pronunciamento na Câmara nesta quarta-feira denunciando a censura brava que ocorre em Minas e que não foi tentada na internet:
Neste último minuto, Sr. Presidente, eu queria trazer uma situação: um candidato ou pré-candidato à Presidência da República, no caso, o Senador Aécio Neves, quer colocar uma mordaça no Google e na Internet como um todo, não bastasse a mordaça que coloca na imprensa mineira, que não publica uma palavra, uma linha que o desagrade ou ao Governo de Anastasia .
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Ele quer, como pré-candidato, repito, colocar a mordaça no Google, na Internet como um todo, proibindo consultas em seu nome. Isso é um absurdo!
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Ele, com essa postura, externa para o Brasil e para o mundo a figura autoritária que é, porque, em Minas, o único jornalista que publicava alguma coisa nesse sentido está preso; está preso há mais de 2 meses. Preso! Não tem um inquérito, não tem nada, por quê? Grande parte do Ministério Público e do TJ, que sempre foi submisso ao Governo, e a própria mídia — o jornal Estado de Minas, Hoje em Dia, O Tempo — estão a serviço do Governo.
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Então, é uma vergonha! E, agora, já como pré-candidato ele quer também colocar essa mordaça no próprio Google. Imagina o que esse cara não seria capaz de fazer enquanto Presidente? Ainda bem que o povo brasileiro sabe.
Antes disso, Padre João agradeceu e reconheceu os esforços do Ministério da Previdência ao editar portaria que resolveu uma luta que ele travava junto a pescadores artesanais, que tinham dificuldade para conseguir uma declaração de que usavam uma embarcação miúda para ter direito a benefícios, já que em Minas só havia um posto da Marinha em todo estado para emitir este documento.

domingo, 16 de março de 2014

Investigação sobre contrato de Aécio Neves com Valério no mensalão tucano está parado desde 2005

Um inquérito aberto em 2005 para investigar contratos do governo tucano de Aécio Neves (2003-2006) com as agências de publicidade do empresário Marcos Valério está parado nas gavetas do Ministério Público mineiro.

 Investigação sobre contrato de Aécio Neves PSDB com Valério no mensalão tucano está parado desde 2005

O pente-fino da Promotoria seria em todas as operações que as duas agências de Valério (SMPB e DNA) mantinham com o governo de Minas, na primeira gestão do senador e pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.Quase nove anos desde a instauração do inquérito, não há conclusão, e o caso, na prática, nem sequer andou.O mensalão tucano envolveu o governo de Minas, em 1998, quando era comandado por Eduardo Azeredo.
Segundo a Procuradoria Geral da República, houve desvio de R$ 3,5 milhões de estatais mineiras para a campanha eleitoral de Azeredo, que tentava se reeleger.
Em razão desses escândalos, o Ministério Público recomendou, em julho de 2005, a suspensão de todos os contratos de órgãos públicos do Estado com a SMPB e DNA. Assim fez o governo Aécio.
Entre 2004 e 2005, a gestão do atual senador pagou ao menos R$ 27 milhões às agências de Valério (hoje condenado e preso pelo mensalão do PT) pelos contratos vigentes até então.
A Promotoria pediu ao Executivo cópias de toda a documentação desses contratos, inclusive notas fiscais, para análise.No entanto, caixas e caixas de documentos enviados ao Ministério Público ficaram praticamente intactas.
A promotora Elizabeth Villela, que assumiu recentemente a responsabilidade por esse inquérito, disse que no último dia 15 de janeiro remeteu a papelada ao Conselho Superior do Ministério Público mineiro, que solicitou o envio de todos os inquéritos instaurados até 2007 e que estavam sem andamento.As informações são da Folha

sexta-feira, 14 de março de 2014

Justiça impede Aécio de censurar a internet

Aécio Neves entre com ação judicial secreta para censurar Google e Facebook. Ação já foi perdida em primeira instância



Justiça negou pedido de Aécio Neves para censurar buscas na internet (aBr)
Aécio Neves quer proibir, nos sites de busca e nas redes sociais, links, perfis, páginas, tudo o que eventualmente faça menção a ligações entre ele e o “uso de entorpecentes” e à ação em que foi acusado de não aplicar o mínimo constitucional na Saúde durante sua gestão como governador de Minas Gerais.
Está movendo, sob sigilo, duas ações judiciais em São Paulo contra aos sites de busca e o Facebook.
Resumindo: quer impor a censura prévia na rede.

Na primeira ação, já perdida em primeira instância, Aécio quer suprimir menções a um eventual “desvio de verbas”, pelo fato de o Ministério Público tê-lo acusado de “maquiar” as contas estaduais contabilizando recursos aplicados em saneamento básico para completar aparcela constitucional obrigatória para a Saúde.
Na segunda, iniciada em dezembro passado, diz a Folha, “o tucano pede providências contra “comunidades e perfis” em redes sociais que “atribuem ao político a condição de usuário de entorpecentes”.
Como o processo, a pedido dos advogados de Aécio, corre em segredo de Justiça, não é possível saber se ele também pede providências contra o Estadão, que publicou artigo de amigo de José Serra, Mauro Chaves, com o famoso “Pó pará, governador”. Até então os hábitos privados de Aécio, verdadeiros ou não, ficavam no âmbito de sua vida pessoal.
Da mesma forma que foi no Uol, através da coluna de Juca Kfouri, que se soube de seu currículo como estapeador de mulheres.
Os advogados do Google disseram, na ação, que Aécio “parece sensível” demais às críticas sobre sua atuação”.
É aquele famoso ditado: “quem foi mordido por cobra até de minhoca tem medo”.

Claro que Aécio vai perder, porque estamos numa democracia e ele tem todo o direito de processar os autores do que considera – e pelo volume de menções na rede, o povo não – mentiroso e ofensivo.
Aécio, além de autoritário, teve um ato de burrice, porque permite imaginar o que faria como presidente da República em matéria de liberdades.
Fernando Brito, Tijolaço

 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O discurso de Gleisi rebatendo Aécio: Lula salvou o plano Real do fracasso



A senadora Gleisi Hoffmann rebateu críticas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e FHC, demonstrando como Lula salvou a estabilidade da moeda brasileira em 2003, quando assumiu a presidência.

FHC havia deixado a economia em ruínas no fim de seu mandato em 2002, sob intervenção do FMI para não decretar a falência do Brasil, com inflação saindo de controle indo para 2 dígitos, juros nas alturas, o PIB chegou a cair para o 16a. economia no mundo, chegando a ficar atrás do México, Espanha, Holanda, Coréia do Sul, Austrália.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Assessor de confiança e braço direito de Aécio Neves é réu do mensalão tucano

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves tem entre os seus assessores de confiança um dos principais personagens do mensalão tucano.

O jornalista e publicitário Eduardo Guedes, 52, um dos réus do processo, atua nos bastidores e na etapa inicial da campanha do político como um de seus mais próximos conselheiros.

Antigo colaborador das campanhas eleitorais dos tucanos em Minas Gerais, Guedes é também um dos sócios da Pensar Comunicação Planejada, empresa contratada para prestar consultoria de comunicação ao PSDB, presidido por Aécio Neves.

Na peça em que pede a condenação do ex-governador de Minas e atual deputado Eduardo Azeredo (PSDB) a 22 anos de prisão, a Procuradoria-Geral da República afirma que Guedes determinou à Copasa, a Comig e ao Bemge, órgãos estaduais, que dessem R$ 3,5 milhões (R$ 9 milhões nos valores de hoje) a SMP&B para patrocínio de evento esportivo.

À época, Guedes era secretário-adjunto de Comunicação do governo mineiro. Segundo as investigações, ele agiu a pedido de Azeredo.

O valor dos repasses, de acordo com a Procuradoria, acabou sendo desviado pelo esquema. Com esse dinheiro, o empresário Marcos Valério, da SMP&B, forjou empréstimos fraudulentos para justificar o seu uso na campanha à reeleição de Azeredo, em 1998, afirma a Procuradoria.

Esquema semelhante foi usado por Valério, anos depois, motivo pelo qual o empresário acabou condenado no STF (Supremo Tribunal Federal).

Os ofícios assinados por Guedes determinando os repasses são o que os juristas chamam de "ato de ofício", que comprovaria o crime.

Sob acusação de peculato (desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro, o processo contra o jornalista tramita na primeira instância da Justiça mineira.

Guedes tem a confiança do presidenciável e de sua irmã, Andrea Neves, responsável pela imagem política do senador. O jornalista já foi casado com Heloísa Neves, auxiliar de Andrea e atual assessora de imprensa de Aécio.

Em 2005, quando estourou o escândalo, ele era subsecretário de Comunicação do governo de Aécio. Foi exonerado, mas logo voltaria a trabalhar com ele.

Em 2010, Guedes atuou na campanha que elegeu Antônio Anastasia governador e que levou Aécio ao Senado. Desde 2011, quando o mineiro assumiu o papel de presidenciável, ele tem participado das campanhas de comunicação do partido.

Em 2012, em Brasília, Guedes dividiu as atenções com Aécio em ato de marketing político do PSDB. Na ocasião, palestrou sobre "como fazer uma campanha competitiva". Na Uol

domingo, 9 de fevereiro de 2014

PSDB monta circo para desqualificar provas do Mensalão Tucano

Como vem ocorrendo desde 2003, quando o PSDB assumiu o Governo de Minas, novo “evento midiático”, esta sendo minuciosamente organizado através da máquina de comunicação governamental, comandado por Andréia Neves. Aguarda-se apenas a decisão de um juiz a respeito de denúncia apresentada pela 11ª Promotoria de Combate ao Crime Organizado e Investigações Criminais do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
O intuito é apresentar a imprensa Nilton Monteiro, o delator dos esquemas criminosos montados pelos tucanos, seja através da “Lista de Furnas” ou no “Mensalão Tucano”, como um mega falsário no sentido amplo, sem detalhar quais falsificações são a ele atribuídas, tudo na tentativa de criar no imaginário popular a impressão de que tudo que foi por ele apresentado é falso.
A desconstrução da imagem de Monteiro interessa a outras importantes autoridades mineiras, além dos integrantes do PSDB.
Encontram-se envolvidos no esquema por ele denunciado, integrantes do Ministério Público, Poder Judiciário, Polícia Civil, peritos, advogados, veículos da imprensa, grandes empresários e em especial o senador Aécio Neves, que embora tenha junto com sua irmã Andréa sido um dos beneficiados em diversos esquemas criminosos, a exemplo da “Lista de Furnas” e “Mensalão Tucano”, não foram até agora investigados nem responsabilizados pelos crimes praticados.
Evidente que não produzirá qualquer efeito jurídico esta suspeita investigação, conduzida principalmente por promotores, delegados e peritos acusados de integrar o esquema criminoso, e sua posterior denúncia que se aceita, será trazida a público através de pesado esquema midiático. O descrédito é evidente, principalmente pelo quadro de peritos que atuaram na análise dos documentos periciados.
Uma das principais peritas que prestou este serviço é esposa do principal acusado o Delegado Marcio Naback. 
Para se ter uma idéia dos interesses em jogo, segue abaixo uma lista das pessoas citadas em práticas criminosas nos diversos documentos, agora colocados sob suspeita: 
Senadores: Clésio Andrade e José Sarney.  Ministro do Superior Tribunal de Justiça: Doutor Paulo Medina.  Deputado Federal: Eduardo Brandão de Azeredo. Secretário de Governo do Estado de Minas Gerais: Danilo de Castro. Ex-governador do Estado de Minas Gerais: Newton Cardoso. Ex-Ministro do Turismo: Walfrido dos Mares Guia. Ex-deputado federal e ex-presidente do PSDB de Minas Gerais: Vittorio Medioli. Desembargadores (as): Elias Camilo, Heloisa Combat,1- ........................, Marcos Lincom, Marcelo Rodrigues, Mota e Silva, Renato Martins, Selma Marques, Tarcísio Martins Costa e Wanderley Paiva. Ex-Procurador Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais: Jarbas Soares Júnior. Presidente da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig: Djalma Moraes. Promotores de Justiça:Adriano Botelho Estrela, Elaine de Oliveira Godoi, Jaqueline Ferreira Moisés, Rita de Cássia Rolla Mendes, Mário Drumond da Rocha e Roney Oliveira. Juízes (as) de Direito: Luzia Divina, Sebastião Mattos Mozine, Marcos Henrique Caldeira Brant, Rosimeire das Graças Couto, Ricardo Torres de Oliveira, Tiago Pinto e Wauner Batista Ferreira Machado.Serventuário do TJMG: Luiz Carlos Eloy. Delegados (as) de Polícia: Ada do Carmo Martins, Gilberto Nascimento, Márcio Nabak e Ricardo Luiz Ferreira. Advogados: Antônio Velloso Neto, Arésio Antonio Almeida Damaso e Silva, Ary Oswaldo Campos Pires, Bruno Giusto, Castelar Modesto Filho (ex-procurador do Estado de Minas Gerais), Décio Freire, ElcivalMoreira, Francisco Américo França, Felipe Amodeo,  Francisco Américo França, José Inácio Francisco Muniz, Joaquim Engler Filho, José Arthur de Carvalho, Lívia Novak, Marcos Moura, Mariela Gracia Amodeo, Mário Genival Tourinho, Milton José da Costa, Milton José Simões, Baeta da Costa, Obregon Gonçalves, Raimundo Cândido Júnior, Ricardo Drumond da Rocha, Rogério Marcoline de Souza, Sidney Safe e Wander Tanure. Peritos e peritas: Alessandro Ricart Ramos, Áurea Helena Lima, Cleber Fernandes, Daniela Venâncio Mendes,  Eduardo Vaz de Mello, Eliane Agnetti, Flávia Cunha Moretzohn Quintão, Glaucia Vidal, Glaura Malheiros Trindade, Liliam Ramires, Luciana Nabak, Márcia Regina da Rocha, Marco Antônio Fonseca Paiva, Maurício Brandão Ellis e Mauro Ricart Ramos. Ex-policial aposentado: Ronald Quintão Jones. Lobista: Andréa Cássia Vieira de Souza. Empresários: André Vom Rodrigues, o ex-diretor da Samarco Aquiles Gonçalves Freire, Antônio Pontes Fonseca, Cleber Marques Paiva, Evandro Torquete, Fernando Sarney,  o diretor da Samarco Itamar Antônio da Silva, o ex-presidente da Samarco José Tadeu de Moraes, Luciano Duarte Penido e Roberto da Cunha Vieira Filho. Nomes ligados a empresas estatais: Rodrigo Campos Botelho (diretor da Cemig); José Antônio Talavera, o diretor Financeiro da Alston (o nome não é mencionado) e Oswaldo Borges (no BDMG e MGS). Ex-Secretário de Estado da Administração: Cláudio Roberto Mourão da Silveira, Guilherme da Silveira Mourão (filho de Cláudio Mourão). Ex-Secretário de Estado da Defesa Social: Maurício Campos. Ex-presidente de Furnas Centrais Elétricas S/A: Dimas Fabiano Toledo. Ex-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig: Carlos Eloy.Funcionários da SAMARCO: Aquiles Gonçalves Coelho, Itamar Antônio da Silva, José Luciano Duarte Penido (ex-presidente da empresa), José Tadeu de Moraes, Paulo José Barros Rabelo, Francisco Auderico França. Padre: Wagner Portugal  Instituto Del Picchia: Celso Mauro Ribeiro Del Picchia e José Del Picchia Filho. Jornais e Revistas: O Estado de Minas, O Tempo, revista VEJA e Correio Braziliense. Sociedade do investigado: Paulo César de Farias, o ex-empresário e deputado federal Sérgio Naya e Dimas Fabiano Toledo. Os irmãos Perrela.  
Outros nomes citados de participantes do caso, porém sem especificação de funções: Cleiton Melo de Almeida, Regina Cortez, Roberto da Cunha Vieira Filho e Rodolfo Guerra.
1-.............................., deixamos de citar o nome deste desembargador porque estamos proibidos pela Justiça de fazê-lo.
Dando um voto de confiança e considerando ser verdadeiro como divulgado, que as investigações desenvolvidas pela 11ª Promotoria de Combate ao Crime Organizado e Investigações Criminais do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foram isentas e tiveram uma duração de três anos, espera-se que na denúncia já apresentada constem como integrantes da quadrilha os dirigentes da OAB-MG, delegados, escreventes e diversas outras pessoas que produziram os documentos que apontam as irregularidades cometidas.
O principal denunciante Dr. Joaquim Hengler que agora alega não ter dito e nem assinado nada, informando tratar-se de documentos falsos, esqueceu de incluir entre os documentos falsos os produzidos pelos dirigentes da OAB-MG, uma vez que a primeira peça produzida o investigando e apontando o esquema criminoso montado foi da OAB-MG ao investigá-lo.
Embora já venha a quase um ano divulgando que as investigações comprovaram a falsificação de documentos apresentados por Nilton Monteiro, a Secretaria de Defesa Social mantêm o acusado em regime de total isolamento, como um preso político, sem apresentar a imprensa as cópias das investigações, perícia e outras provas que comprovam a falsificação alegada.
Devido ao fato de até agora ter sido solicitado apenas de maneira informal por Novojornal o acesso as perícias, que fundamentam as notícias distribuídas através do sitio da Secretaria de Defesa Social, desta vez no intuito de documentar o fato, encaminhamos solicitação por e-mail ao Secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz, pedindo acesso às perícias que comprovam a falsificação noticiada e ao acusado que encontra-se a quase um ano preso e incomunicável. Até o fechamento desta reportagem nada nos foi respondido.

Documentos que fundamentam a matéria:
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte:Novo Jornal.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Dilma em Lisboa e as contas de Aécio

Por Altamiro Borges

Desde sábado (25), a mídia tucana – que no ano passado recebeu mais de R$ 1,4 bilhão em verbas de publicidade do governo federal – não para de falar na tal escala da presidenta Dilma Rousseff em Portugal e do seu jantar em Lisboa. Jornalões e emissoras de rádio e tevê despejam uma overdose de futricas sobre o assunto. De nada adiantou o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, explicar que a escala foi determinada pela aeronáutica por motivos técnicos de segurança e que as despesas foram bancadas pelos integrantes da comitiva presidencial. De nada adiantou, também, a própria Dilma ter explicado que ela e sua comitiva pagaram a conta no restaurante. O governo alimenta cobras, despejando verbas publicitárias na mídia tucana, e sofre as consequências do seu denuncismo seletivo e da sua escandalização da política. Deve ser masoquismo!

Com base neste novo bombardeio da mídia, o seu fiel dispositivo partidário (PSDB, DEM e PPS) tenta fazer a farra com objetivos eleitoreiros. Os tucanos até ingressaram com pedido de apuração dos gastos da viagem no Conselho de Ética da Presidência da República, que nesta quarta-feira (29) considerou a solicitação improcedente. O ridículo pedido – que se soma às queixas patéticas contra o cartão de natal da presidenta e ao seu pronunciamento de final de ano na tevê – só demonstra o desespero do PSDB, que não tem propostas e conta com um cambaleante presidenciável. Por falar nele, Aécio Neves também expressou “indignação com os excessos” da presidenta Dilma em Lisboa. Haja cinismo! O mineiro é famoso por suas noitadas no Rio de Janeiro, com voos subsidiados pelo Senado. Até os bafômetros da cidade maravilhosa conhecem as suas baladas!

Em março de 2013, o Estadão publicou curiosa notinha sobre o “indignado” tucano. “Representante de Minas, o senador Aécio Neves fez para o Rio de Janeiro 63% das viagens bancadas pela verba de transporte aéreo (VTA) do Senado. Desde o início do mandato, ele pagou com dinheiro público 83 voos, dos quais 52 começaram ou terminaram na capital fluminense. Na maioria dos casos, ele embarca rumo ao Aeroporto Santos Dumont, o mais próximo da zona sul da cidade, onde passou parte da juventude, cursou a faculdade, mantém parentes e costuma ser visto em eventos sociais. O Senado pagou R$ 33,2 mil pelos voos a partir do Rio ou para a capital fluminense. Dos 25 que aterrissaram ali, 22 foram feitos de quinta a sábado; dos 27 que decolaram, 22 saíram entre domingo e terça”.

Ainda segundo a reportagem do jornal serrista, “as passagens de Aécio pelo Rio costumam aparecer em colunas e redes sociais que, não raro, registram sua presença em baladas e eventos cariocas nos fins de semana. Em tom bem-humorado, em 27 de agosto a imprensa do Rio registrou a participação do senador numa celebração do ‘PC (Partido do Chope)’, num bar em Copacabana, três dias antes. O Senado pagou R$ 939 pelo voo entre São Paulo e a cidade naquele dia, uma sexta-feira, e mais R$ 172 pelo trecho Rio-Belo Horizonte na segunda-feira seguinte. De 24 para 25 de novembro de 2011, quinta para sexta, o tucano foi fotografado em casa noturna de São Paulo deixando o aniversário do piloto Dudu Massa, na companhia de uma socialite. No sábado, foi para o Rio com passagem que custou R$ 420 ao Senado”.


A notinha do Estadão, jornal comprometido com o paulista José Serra nas sangrentas bicadas tucanas contra o mineiro Aécio Neves, logo caiu no esquecimento. Não foi manchete nos jornalões e nem motivo de comentários venenosos nos telejornais. Já a notícia sobre a escala da presidenta Dilma em Lisboa virou o principal tema da atualidade. Ela deu brecha até para Aécio Neves, “quarto senador do Rio de Janeiro”, como já é conhecido, mostrar sua indignação. Até agora, pelo menos, o grão-tucano FHC não seguiu a trilha da mídia seletiva e evitou tratar do tema do momento. Ele parece não se embriagar tão facilmente como seu pupilo mineiro e sabe que toda ação gera uma reação.

Como antidoto a uma possível recaída do ex-presidente, o jornalista Paulo Moreira Leite até relembrou, “em nome do bom senso e da memória”, uma reportagem publicada pela Agência Brasil sobre a viagem de FHC a Lisboa, em 2002. O texto relata que “Fernando Henrique Cardoso cumpre agenda privada hoje em Portugal. Durante a manhã ele fará um passeio turístico acompanhado de dona Ruth Cardoso, do embaixador do Brasil em Portugal, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do senador eleito pelo Ceará, Tasso Jereissati (PSDB). Não há compromissos oficiais no período da tarde”. Na época, a mídia amiga não fez qualquer estardalhaço. Neste caso, dinheiro gasto em publicidade oficial foi bem aplicado!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Aécio Neves aparelha SEBRAE-MG com o cunhado

O candidato á Presidência  Aécio Neves (PSDB-MG), que nas horas vagas também ocupa o cargo de senador, está tendo mais sorte do que seu correligionário paulista José Serra (PSDB-SP), cujo aparelhamento do SEBRAE-SP tem sido alvo de contestação no judiciário.
 O candidato á Presidência  Aécio Neves (PSDB-MG), que nas horas vagas também ocupa o cargo de senador, está tendo mais sorte do que seu correligionário paulista José Serra (PSDB-SP), cujo aparelhamento do SEBRAE-SP tem sido alvo de contestação no judiciário.Luiz Márcio Haddad Pereira Santos é cunhado de Aécio, e ocupa a Diretoria Técnica do SEBRAE-MG, órgão com forte influência do governo tucano mineiro. Ele é casado com a irmã do senador, Andréa Neves.
Em São Paulo, o superintende do SEBRAE é Bruno Caetano, ligado ao ex-governador José Serra, de quem já foi Secretário Estadual de Comunicação. Ele está sendo acusado de aparelhamento no órgão porque demitiu em massa 150 técnicos qualificados de carreira para contratar outros por critérios políticos, abrigando assessores ligados ao grupo de Serra. Essa denúncia já chegou até na Assembléia Legislativa de São Paulo, através de um discurso do deputado Itamar Borges (PMDB). Os dispensados reclamaram através da justiça trabalhista. Além de questionarem a dispensa coletiva e injustificada, alegam que o próprio regulamento do Sebrae para justificar demissões não foi observado. A 81ª Vara do Trabalho de São Paulo já concedeu liminar de reintegração imediata para 68 demitidos.
Enquanto isso, no SEBRAE mineiro, o aparelhamento com o cunhado do senador Aécio Neves não é questionado.
Não é o único caso de nepotismo em Minas envolvendo parentes do senador. A própria irmã, Andréa Neves, fez parte do Grupo Técnico de Comunicação do Governo de Minas Gerais quando o irmão era governador. Ela também é presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social de Minas Gerais (Servas), uma ONG que recebe a delegação e verbas do governo de Minas para fazer ações de assistência social.
Quando Aécio era governador, seu pai, ainda vivo na época, ocupava uma cadeira no Conselho de Administração de CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais).
Outro caso é o presidente da CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais), Oswaldo Borges da Costa Filho. É casado com Beatriz Faria Borges da Costa, filha do falecido banqueiro Gilberto de Andrade Faria, que foi o segundo marido da mãe de Aécio. Oswaldo é um dos sócios da BANJET, empresa de táxi-aéreo dona do jatinho no qual o senador tucano costumava viajar.
Ah, Luiz Márcio, o cunhado, também foi, nas eleições de 2002, segundo suplente do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu do "mensalão" tucano.
Com esse histórico de misturar questões de estado com negócios de família, o discurso do senador Aécio dizendo-se critico a aparelhamento do estado soa mais falso do que uma nota de três reais.