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terça-feira, 15 de março de 2016
De novo,Delcídio afirma em delação que Aécio recebeu propina de Furnas
Cade o Moro?A lei é para todos, ou só contra petistas?
Em um dos termos de sua delação premiada, o senador Delcídio do Amaral
(PT-MS) afirmou que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG),
recebeu propina de Furnas, empresa de economia mista subsidiária da
Eletrobras.
A declaração de Delcídio confirmou depoimento prestado pelo doleiro Alberto Youssef, que também afirmou que Aécio recebia propina de Furnas, mas não houve abertura de inquérito para investigar o caso.
O senador afirmou que Dimas possui "vínculo muito forte" com Aécio e que sua indicação para o cargo teria partido do tucano, junto ao Partido Progressista, na época da gestão Fernando Henrique Cardoso.
Questionado, Delcídio afirma não saber se a irmã de Aécio, Andréa Neves, também estava envolvida em Furnas.
Disse, porém, que na gestão de Aécio em frente ao governo de Minas, a irmã era "uma das grandes mentoras intelectuais dele e estava por trás do governo".
PARAÍSO FISCAL
O senador também afirma, em outro trecho de sua delação, que ouviu de Janene que Aécio era "beneficiário de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato".
A sede seria, segundo Delcídio, em Liechtenstein, e a operação financeira teria sido estruturada por um doleiro do Rio de Janeiro. A fundação estaria em nome da mãe ou do próprio Aécio.
Ainda sobre o tucano, Delcídio relatou um caso na CPI dos Correios, que investigou o mensalão, no qual Aécio teria atrasado o envio de dados do Banco Rural para fazer uma "maquiagem" nas informações.
"A maquiagem consistiria em apagar dados bancários comprometedores que envolviam Aécio Neves, Clésio Andrade, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Marcos Valério e companhia", afirmou.
Ele contou que o então secretário-geral do PSDB, Eduardo Paes, foi enviado por Aécio para lhe pedir um aumento no prazo para envio das quebras.
"Ficou sabendo que os dados eram maquiados porque isso lhe fora relatado por Eduardo Paes e o próprio Aécio Neves", disse Delcídio.As informações são da Folha
A declaração de Delcídio confirmou depoimento prestado pelo doleiro Alberto Youssef, que também afirmou que Aécio recebia propina de Furnas, mas não houve abertura de inquérito para investigar o caso.
O senador afirmou que Dimas possui "vínculo muito forte" com Aécio e que sua indicação para o cargo teria partido do tucano, junto ao Partido Progressista, na época da gestão Fernando Henrique Cardoso.
Questionado, Delcídio afirma não saber se a irmã de Aécio, Andréa Neves, também estava envolvida em Furnas.
Disse, porém, que na gestão de Aécio em frente ao governo de Minas, a irmã era "uma das grandes mentoras intelectuais dele e estava por trás do governo".
PARAÍSO FISCAL
O senador também afirma, em outro trecho de sua delação, que ouviu de Janene que Aécio era "beneficiário de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato".
A sede seria, segundo Delcídio, em Liechtenstein, e a operação financeira teria sido estruturada por um doleiro do Rio de Janeiro. A fundação estaria em nome da mãe ou do próprio Aécio.
Ainda sobre o tucano, Delcídio relatou um caso na CPI dos Correios, que investigou o mensalão, no qual Aécio teria atrasado o envio de dados do Banco Rural para fazer uma "maquiagem" nas informações.
"A maquiagem consistiria em apagar dados bancários comprometedores que envolviam Aécio Neves, Clésio Andrade, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Marcos Valério e companhia", afirmou.
Ele contou que o então secretário-geral do PSDB, Eduardo Paes, foi enviado por Aécio para lhe pedir um aumento no prazo para envio das quebras.
"Ficou sabendo que os dados eram maquiados porque isso lhe fora relatado por Eduardo Paes e o próprio Aécio Neves", disse Delcídio.As informações são da Folha
domingo, 13 de março de 2016
Geraldo Alckmin e Aécio Neves chegam à Paulista sob vaias e gritos de “corruptos” e "ladrão de merenda"
Enquanto manifestantes gritavam “ladrão de merenda”, apoiadores usavam buzinas
Manifestantes gritavam "ladrão de merenda" e "corruptos" para governador e senador
Caroline Apple/R7
Mais cedo, Alckmin recebeu, na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes, uma comitiva formada por senadores e deputados da oposição. Em entrevista coletiva concedida na sede do executivo paulista, Alckmin falou que "é preciso virar a página".
— Precisamos virar essa página. Precisamos de uma solução rápida para retomar o crescimento.
Geraldo Alckmin e Aécio Neves chegam à Paulista... por psdbcensuradopeloyoutube>
do Portal R7 via Os Amigos do Lula De outro ângulo
Manifestantes hostilizaram Aecio Neves e Geraldo Alckmin durante passagem deles pela Avenida Paulista
Publicado por Pedro Venceslau em Domingo, 13 de março de 2016
Enquanto manifestantes gritavam “ladrão de merenda”, apoiadores usavam buzinasGeraldo Alckmin e Aécio Neves chegam à...
Publicado por Fora Aécio Neves em Domingo, 13 de março de 2016
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sábado, 12 de março de 2016
MP deve denunciar Aécio Neves por corrupção em Furnas
Informação foi publicada pela jornalista Vera Magalhães, na coluna Radar; "Quem viu os depoimentos [do senador Delcídio Amaral] não tem dúvida de que o Ministério Público Federal pedirá abertura de inquérito contra Aécio. Citações anteriores a ele foram arquivadas por Rodrigo Janot"; Vera é casada com o também jornalista Otávio Cabral, que fez a última campanha presidencial do senador mineiro; até agora, Aécio já foi citado por cinco delatores da Lava Jato e Janot vem sendo questionado por, supostamente, blindar o presidente nacional do PSDB.
12 de Março de 2016 às 06:49
Quem informa é a jornalista Vera Magalhães, na coluna Radar:
O que Delcídio falou
Há
duas menções a Aécio Neves na delação premiada de Delcídio do Amaral
(PT-MS). Na mais detalhada delas, o senador aponta intervenção do
tucano, então governador de Minas, para ocultar dados da quebra de
sigilo do Banco Rural, que demoraram a ser enviados à CPI dos Correios,
em 2005. A outra diz respeito a um suposto esquema do tucano em Furnas.
Agora vai?
Quem
viu os depoimentos não tem dúvida de que o Ministério Público Federal
pedirá abertura de inquérito contra Aécio. Citações anteriores a ele
foram arquivadas por Rodrigo Janot.
Numa terceira nota, Vera, que é
casada com Otávio Cabral, que atuou na campanha de Aécio, ela publica a
versão do senador, que diz desconhecer tais citações de Delcídio e "a
que interesses elas servem". Sobre Furnas, ele diz ser denúncia
"requentada".Até agora, Aécio já foi citado por cinco delatores delatores da Lava Jato e Janot vem sendo questionado por, supostamente, blindar o presidente nacional do PSDB.
sexta-feira, 11 de março de 2016
DELCÍDIO PODE FALAR DE NEGOCIAÇÕES COM AÉCIO NEVES NA CPI DO 'MENSALÃO'
Segundo a colunista Mônica Bergamo, o senador Delcídio do Amaral (PT) já
revelou a interlocutores que pode dar detalhes à Justiça sobre
negociações feitas entre ele e o tucano Aécio Neves na CPI dos Correios,
em 2006, que investigou o chamado mensalão; na ocasião, o PSDB de Minas
Gerais entrou no foco porque tinha adotado esquema semelhante para
financiar campanhas eleitorais; assessoria do tucano nega
247 - Segundo
a colunista Mônica Bergamo, o senador Delcídio do Amaral (PT) já
revelou a interlocutores que pode dar detalhes à Justiça sobre
negociações feitas entre ele e o tucano Aécio Neves na CPI dos Correios,
em 2006, que investigou o chamado mensalão.
Na ocasião, o PSDB de Minas Gerais entrou no foco porque tinha adotado esquema semelhante para financiar campanhas eleitorais.
A assessoria do tucano, que era governador de Minas Gerais no período,
nega: "Aécio Neves nunca tratou de assuntos relacionados à CPI dos
Correios com o senador Delcídio do Amaral e nem sequer estava no
Congresso Nacional na época" (leia aqui).
quarta-feira, 9 de março de 2016
E agora Moro? Delcídio do Amaral cita Aécio Neves em suposta delação premiada
Documento que supostamente traz a delação de Delcídio do Amaral tem citações a Aécio Neves. Há poucos dias, o senador mineiro expressava “repúdio e indignação” e afirmava que chegamos ao “fundo do poço” diante da matéria da IstoÉ que mencionava Lula e Dilma no mesmo documento. E agora, o que o tucano tem a dizer?
Depois de ser citado por vários delatores
da Lava Jato, como o doleiro Alberto Yousseff e o transportador de
valores Carlos Alexandre Rocha, o Ceará, como responsável por um esquema
de propinas em Furnas e também como o ‘mais chato’ cobrador de recursos da UTC, Aécio Neves (PSDB-MG) aparece em mais uma suposta delação: a do senador Delcídio Amaral (PT-MS).
As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo
nesta quarta-feira. Questionado sobre as supostas declarações de
Delcídio, disse que não iria comentar pela falta de “informação
concreta”.Há poucos dias, o senador mineiro expressava “repúdio e indignação” e afirmava que chegamos ao “fundo do poço” diante da matéria da IstoÉ que mencionava Lula e Dilma no mesmo documento.
Em seguida, Aécio Neves comemorou a ação da Operação Lava Jato na casa de Lula, quando o ex-presidente foi levado em condução coercitiva para prestar depoimento em Congonhas.
O senador Aécio Neves (AE)
“Como será a reação deste [Aécio] que é um dos campeões em citações de delatores, um dos quais disse que ele é o mais chato cobrador de propinas? Tudo isso não o impede de falar em corrupção como se fosse Mujica ou o Papa Francisco”, escreve Nogueira.
“Aécio não hesita em atirar pedras quando a imprensa amiga, por meio de vazamentos da Lava Jato, menciona Lula, Dilma e o PT. Saca a pistola como se fosse Billy the Kid. Mas e quando, como agora, é seu nome que circula na lama? Aí então deve-se ter “extremo cuidado” com acusações que sequer foram averiguadas”, afirma.
“É uma das aberrações nacionais que Aécio encontre espaço em jornais e revistas de magnatas amigos para falar em corrupção depois de fazer uma pista de aeroporto particular com dinheiro público, se recusar a enfrentar um teste de bafômetro numa noite bêbada, investir recursos do contribuinte em suas rádios e transformar Furnas num cofre para sua conta bancária”, conclui.
Delcídio cita Aécio Neves em delação
Publicado por Enio Verri em Quarta, 9 de março de 2016
"O mais chato" Delação contra Aécio foi arquivada e principal testemunha não foi ouvida
Mais um episódio vexaminoso de parcialidade
explícita na Lava Jato: mensageiro de doleiro delatou Aécio Neves, mas
investigação foi arquivada a pedido do MPF sem depoimento do
intermediário da propina
Alberto Yousseff fez entrega de propina. Quem recebeu disse que era para Aécio. Lava Jato não quis confirmar
Miranda: – Rapaz, esse dinheiro estava sendo muito cobrado e tal.
Ceará: – Por quem, doutor?
Miranda: – Aécio Neves.
Ceará: – Vocês dão dinheiro aqui para a oposição?
Miranda: – Ceará, aqui a gente dá dinheiro pra todo mundo.
Segundo Ceará, Miranda disse que Aécio era "o mais chato para cobrar" e que estava em cima dele atrás desse dinheiro.
Com base nesta delação, o Ministério Público abriu um procedimento criminal. É óbvio que o próximo passo da investigação deveria ser ouvir o interlocutor de Ceará, a principal testemunha, identificado como Antonio Carlos D’Agosto Miranda, diretor superintendente da UTC no Rio.
Porém, do pedido de arquivamento feito pelo próprio Ministério Público consta que Miranda não foi ouvido.
A decisão do ministro do STF Teori Zavascki, acatando o pedido de arquivamento pelo MPF, descreve apenas duas outras oitivas tomadas nesta investigação: a do doleiro Alberto Youssef e a de Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC.
Não ouviram Miranda!
Eis o trecho da sentença de arquivamento. Dois pontos, abre aspas:
Após a homologação, em conformidade com o procedimento adotado em situações semelhantes, os depoimentos prestados pelo colaborador, referentes a agentes públicos com foro por prerrogativa de função, foram autuados como petições individuais e autônomas ocultas, tendo sido enviados à Procuradoria-Geral da República para análise das providências pertinentes. O presente feito se refere ao Termo de Colaboração n. 12, em que CARLOS ALEXANDRE DE SOUZA ROCHA menciona que teria ouvido que o repasse, de forma oculta e disfarçada, pelo grupo empresarial UTC, de vantagem pecuniária indevida, seria em favor do Senador AÉCIO NEVES DA CUNHA:
[...]
Este depoimento inicial foi tomado em 1°.7.2015.
Entretanto, em 11.9.2015, ALBERTO YOUSSEF prestou novas declarações (além das anteriores já noticiadas) dizendo que:
‘Indagado sobre os fatos relatados por CARLOS ALEXANDRE DE SOUZA ROCHA (‘CEARÁ’), no Termo de Colaboração n. 12, afirmou: Que, em relação à entrega de dinheiro para a UTC no Rio de Janeiro em 2013, o declarante confirma que fazia o ‘caixa dois’ da empresa; Que se recorda que fez a entrega de valores em espécie para a UTC no Rio de Janeiro; Que o maior destino do dinheiro proveniente do ‘caixa dois’ da UTC, operacionalizado pelo depoente, era o Rio de Janeiro; Que CEARÁ fez algumas dessas entregas; Que os valores eram entregues a RICARDO PESSOA ou a MIRANDA na UTC no Rio de Janeiro; Que, no entanto, o declarante não sabia os destinatários finais dos valores transportados a pedido da UTC; Que nunca ouviu falar de CEARÁ, RICARDO PESSOA ou MIRANDA sobre possível entrega de valores a AÉCIO NEVES; Que MIRANDA, inclusive, era uma pessoa muito reservada’.
Em 17.11.2015, RICARDO RIBEIRO PESSOA prestou depoimento complementar ( leia o anexo) em que relatou "QUE, lido o Termo de Colaboração n. 12 de CARLOS ALEXANDRE DE SOUZA ROCHA, conhecido como ‘CEARÁ’, confirma que a filial da UTC no Rio de Janeiro fica na Avenida Nilo Peçanha; QUE confirma que quem recebia dinheiro de caixa dois da UTC no Rio de Janeiro era ANTONIO CARLOS D'AGOSTO MIRANDA, conhecido como MIRANDA; QUE; no entanto, nega que a UTC tenha repassado valores em espécie para AÉCIO NEVES; QUE MIRANDA não sabia quem eram os destinatários finais dos valores que lhe eram entregues; QUE MIRANDA apenas se encarregava de guardar o dinheiro; QUE o próprio colaborador pegava o dinheiro com MIRANDA e levava ao destinatário final; [...]’.
Como se vê, os elementos indicativos iniciais não se confirmaram com a oitiva especialmente do colaborador RICARDO RIBEIRO PESSOA, na medida em que ele foi peremptório que não entregou valores espúrios, direta ou indiretamente, para o senador AÉCIO NEVES. Esta circunstância impõe que se arquive o presente expediente, diante da não confirmação de dados mínimos que autorizem o prosseguimento da apuração em sede própria de inquérito.
Assim, a Procuradora-Geral da República em exercício manifesta-se pelo ARQUIVAMENTO do presente feito, com a expressa ressalva do disposto no art. 18, CPP.
Ponto, fecha aspas.
Nota-se que um depoimento de Miranda, caso confirmasse o diálogo com Ceará, poderia complicar não só o senador tucano, mas colocar em risco o próprio acordo de delação premiada de Ricardo Pessoa. E bastou a palavra deste para levar ao arquivamento, procedimento completamente oposto aos demais investigados na Lava jato.
Para piorar, os dois depoentes deram um drible no Ministério Público ao dizerem apenas não terem entregado dinheiro diretamente à pessoa de Aécio Neves, mas não disseram a quem entregaram. Nem sequer declararam explicitamente não se tratar de algum emissário do tucano, para dirimir a suspeita.
Também não há a descrição de nenhum procedimento para identificar o dia da viagem de Ceará ao Rio e cruzar os telefonemas recebidos por Miranda para identificar oficialmente quem era o "chato" que estava cobrando insistentemente a propina. Nem para identificar no controle da portaria do edifício quem foi o emissário do "chato" que visitou a UTC na data.
Mais um episódio vexaminoso de parcialidade explícita, garantindo a impunidade dos intocáveis tucanos e seus operadores.
Assista o depoimento de Ceará à Lava Jato:
Abaixo, cópia do pedido de arquivamento do processo pelo MPF:
segunda-feira, 7 de março de 2016
O DCM apresenta seu novo documentário: A Lista de Furnas
Documentário do DCM sobre A LISTA DE FURNAS por psdbcensuradopeloyoutube
O DCM apresenta o documentário sobre a Lista de Furnas que prometemos entregar em mais um projeto de crowdfunding.
Com direção do talentoso documentarista e produtor Max Alvim, ele é baseado nas matérias de Joaquim de Carvalho, um dos melhores repórteres do Brasil, colaborador dileto do Diário.
Está ali toda a gênese e as imbricações de um dos grandes escândalos do país — e um dos que mais sofreram tentativas de ser abafado.
O momento do lançamento é oportuno. No sábado, 27 de fevereiro, ficou-se sabendo que o ex-deputado federal Roberto Jefferson e mais seis pessoas foram indiciados pela Delegacia Fazendária (Delfaz) por crime de corrupção ativa e lavagem de dinheiro na estatal mineira.
O Ministério Público Estadual (MPE) levou dez anos para se mexer. Entre os envolvidos estão empresários, lobistas e políticos. Ficou faltando muita gente. Entre as ausências, a de Dimas Toledo, ex-presidente da empresa indicado por Aécio. Dimas não foi indiciado por ter mais de 70 anos e, portanto, contar com o benefício da prescrição.
O que o documentário do DCM traz:
. O que é, para que servia e quem produziu a Lista: os 156 políticos e os respectivos valores recebidos na campanha eleitoral de 2002 do caixa 2 de empresas que prestaram serviços para Furnas.
. Os principais nomes do esquema: gente como José Serra, então candidato a presidente, Geraldo Alckmin, candidato a governador de São Paulo, Aécio Neves, candidato a governador de Minas Gerais, e Sérgio Cabral, candidato a senador pelo Rio de Janeiro, além de candidatos a deputado, como, Alberto Goldman, Walter Feldman e Gilberto Kassab por São Paulo; Eduardo Paes, Francisco Dornelles e Eduardo Cunha pelo Rio de Janeiro; Dimas Fabiano, Danilo de Castro e Anderson Adauto por Minas Gerais.
. O protagonismo de Aécio: além de receber diretamente para sua campanha R$ 5,5 milhões (13,1 milhões em valores corrigidos pelo IGP-M), há outros dados que confirmam seu papel central no caso.
São antigas as relações de sua família com as empresas públicas na área de energia. O pai, Aécio Cunha, depois de integrar durante seis anos a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, se tornou conselheiro de Furnas, ao mesmo tempo em que era conselheiro da Cemig, a estatal de energia de Minas Gerais.
“Furnas sempre foi território de Minas no governo federal”, afirma José Pedro Rodrigues de Oliveira, ex-coordenador do Programa Luz para Todos.
O doleiro Alberto Youssef, em delação premiada, falou de Aécio. O lobista Fernando Moura detalhou que era “um terço (PT) São Paulo, um terço nacional, um terço Aécio”.
A batalha para desacreditar a Lista de Furnas: quem divulgou que ela poderia ser falsa foi o PSDB de Minas Gerais, com base em pareces de peritos contratos e num laudo da Polícia Federal feitos em cima de uma das cópias divulgadas por Nilton Monteiro, o homem que confessou atuar como operador do caixa 2.
Uma matéria na Veja, plantada por Aécio, deu força para a ideia da falsidade. Quando essa tese prosperava, o lobista Nílton Monteiro entregou à Polícia Federal o documento original, que foi periciado. A conclusão foi a de que se tratava de um documento autêntico, assinado por Dimas Toledo e sem indício de montagem.
Esperamos, com esse documentário, ter conseguido jogar luzes sobre uma história que caminhava para o esquecimento. Agradecemos a todos os leitores que contribuíram para que ele pudesse ser realizado
FONTE:DCM
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domingo, 6 de março de 2016
Delcídio Amaral (PT) ameaça delatar Aécio Neves (PSDB) e aí Moro?
O jornalista Ricardo Noblat, de O Globo, noticiou em seu blog que o senador Delcídio Amaral (PT-MS) ameaçou delatar Aécio Neves (PSDB-MG).
Delcídio foi o primeiro senador da República a ser preso durante o mandato. Isso só foi possível porque o STF, o MPF e a PF entenderam ser um caso flagrante de obstrução da Lava Jato.
Leia o que diz Noblat:
“Delcídio ainda não assinou a delação. Mas os principais pontos dela foram esboçados por ele. São 28 pontos. Um se refere a Aécio Neves, senador e candidato derrotado na eleição presidencial de 2014.
Resultado do esforço de Delcídio em tocar barata voa no Senado: o relator do seu processo de cassação foi trocado. O próximo será um amigo seu. Cresce a legião de senadores favorável ao arquivamento do processo.”
O senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), que era relator da cassação de Delcídio, foi retirado do caso.
Hoje o Painel da Folha noticiou um acordo geral postergando a perda de mandato do petista.
Delcídio será o primeiro senador da República a cumprir mandato de tornozeleira eletrônica.
Com Reaçonaria , Noblat e Midiapop
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