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domingo, 31 de dezembro de 2017
E AGORA? Empresa de Luciano Huck e Accioly era a ponta pra esquema de propina de Aécio Neves
Matéria do jornal O Globo, deste sábado (23), diz que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) encontraram novos indícios que, de acordo com os investigadores, o senador tucano Aécio Neves, recebeu R$ 50 milhões, repassados pela Odebrecht (R$ 30 milhões) e pela Andrade Gutierrez (R$ 20 milhões). A propina teria sido para atuar em nome de empreiteiras na construção da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia.
De acordo com o jornal, a Odebrecht sustenta a acusação com comprovantes bancários, entregues nos últimos meses, que, segundo a empresa, comprovam depósitos para o senador tucano, por meio de uma conta de offshore em Cingapura, que havia sido citada por um de seus ex-executivos, Henrique Valladares, em depoimento à PGR.
A identificação do titular da conta ainda não foi revelada, mas Valladares diz que está vinculada ao empresário Alexandre Accioly, padrinho de um dos filhos de Aécio. O que o jornal não cita é que, de acordo com informações da mídia, Accioly era sócio de Luciano Huck na rede de academias Body Tech, como pode ser lido aqui.
Aécio nega as acusações. Accioly rejeita com veemência a afirmação do delator, o único que sustentava, até aqui, seu envolvimento.
ANDRADE GUTIERREZ REFORÇA SUSPEITA
Nos últimos meses, no entanto, ex-integrantes da Andrade Gutierrez levaram à Lava-Jato informações que miram novamente em Accioly: em depoimento à PF, o ex-executivo e delator da empreiteira, Flávio Barra, confirmou o repasse de R$ 20 milhões a Aécio por meio de um contrato com a Aalu Participações e Investimentos, empresa controladora da rede de academias Bodytech.
Segundo o relato de Barra, a empresa, que leva as iniciais dos dois sócios, firmou um contrato de R$ 35 milhões com a Andrade para mascarar propina paga pela empreiteira ao tucano, em 2010. O valor seria uma contrapartida pela defesa, por parte de Aécio, então governador de Minas, da participação da Andrade no consórcio de construção da Usina. O delator não soube dizer por que a empresa transferiu R$ 15 milhões além do valor previamente acertado.
Ao GLOBO, Accioly confirmou o repasse, mas negou se tratar de propina, e sim investimento da Andrade Gutierrez na rede de academias. Segundo ele, a Andrade nunca recebeu dividendos e “permanece como acionista” da holding controladora da Bodytech, por meio de uma Sociedade em Conta de Participação (SCP) com a empresa Safira Participações, que pertence ao grupo mineiro.
A Andrade, por sua vez, negou a alegação de Accioly. Em nota, informou que “não é e nunca foi sócia na rede de academias” e que sua relação com o empresário se restringiu à aquisição, em 2010, de uma “opção de compra futura de ações” que jamais teria sido exercida e, por isso, perdeu a validade.
As duas empresas foram informadas sobre a apresentação de versões contraditórias entre si, mas mantiveram o posicionamento original. A relação entre Andrade e a holding que controla a Bodyech não é explicitada nas demonstrações contábeis das empresas, o que contraria recomendações do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
Na segunda semana de abril deste ano, mesma época em que foi tornada pública a íntegra da delação da Odebrecht, vinculando o nome de Accioly a pagamentos para Aécio, a Andrade fez uma alteração na Junta Comercial elevando o capital social da Safira de R$ 5 mil para R$ 35 milhões. É o mesmo valor repassado em 2010 para Accioly. A Andrade não quis informar se o dinheiro investido foi devolvido, nem comentar as razões da alteração contratual.
Em seu depoimento, Barra afirmou ter tido conhecimento da relação do contrato com um pagamento a Aécio alguns anos depois da assinatura e disse não ter sido responsável por operacionalizar o repasse. Também colaborador e ex-executivo da Andrade, Rogério Nora citou em depoimento o nome de Sérgio Andrade, um dos sócios da empreiteira, como o responsável por tratar deste assunto diretamente com Aécio.
Apesar de ter firmado acordo de leniência em 2016 e ter 11 ex-executivos entre colaboradores da Lava-Jato, a Andrade Gutierrez não havia apresentado às autoridades episódios de corrupção envolvendo o ex-governador de Minas. O tema passou a integrar uma nova rodada de conversas com a PGR e faz parte do recall do acordo, atualmente em negociação, e é considerado sensível pela empresa, por envolver um dos sócios do grupo.
Revista Forum Com informações do Globo via centralpolitico
sábado, 30 de dezembro de 2017
Jânio de Freitas: Aécio Neves é recordista de arrecadação no mercado de subornos
O jornalista Jânio de Freitas faz uma importante análise na Folha sobre as denúncias envolvendo Aécio, Odebrecht, Andrade Gutierrez e o empresário Alexandre Accioly. Para o colunista, os R$ 50 milhões em propina das duas empreiteiras com ajuda do amigo são o maior caso de propina direta, já que os R$ 51 mi de Geddel Vieira Lima em espécie foram fruto de diferentes arrecadações.
As informações que situam o senador Aécio Neves como recordista de arrecadação no mercado de subornos –e nem por isso contêm todo o seu histórico– têm múltiplos efeitos. Pessoais, claro, mas também políticos, com decorrências agravantes na cisão do PSDB e desgastantes para Geraldo Alckmin e sua candidatura.
Tomar R$ 50 milhões em um único ataque é um feito que não consta nem no currículo de Geddel Vieira Lima, cujas embalagens diferentes indicam que os seus R$ 51 milhões em dinheiro vieram de vários achacados.
Os R$ 30 milhões tomados da Odebrecht e os R$ 20 milhões da Andrade Gutierrez, em troca de fortalecê-las na licitação para a hidrelétrica de Santo Antônio, começam por derrubar a defesa de Aécio e sua irmã Andréa para os R$ 2 milhões tomados de Joesley Batista. O caixa tão fornido destrói a mentira de que Aécio precisava de “um empréstimo” para pagar sua defesa no que eram as primeiras denúncias.
Ainda no plano pessoal, o detalhamento das operações, feito pelas duas empreiteiras até com alguns recibos de depósito, lança no caldeirão o mais próximo e, há muito se diz, o mais confiável amigo de Aécio. Alexandre Accioly, controlador (ao menos aparente) de negócios bem sucedidos, apenas raspara na Lava Jato.
Os repórteres Bela Megale e Thiago Herdy, de “O Globo”, encontraram agora citações a Accioly como receptador de Aécio e contas, para isso, em Cingapura e nas Ilhas Marshall, Oceania.
(…)
Menos obscuras, como componentes do golpe em Furnas, as relações de Aécio e seu protegido Dimas Toledo ampliam-se nos relatos dos milhões por Santo Antonio. A gravidade desta transação, com a persistente presença dos dois amigos de fé, suscita a expectativa de que afinal se desvendem outros casos já bastante citados e nunca publicáveis, por falta de provas.
Esse é o Aécio Neves que a cúpula do PSDB prestigiou, há três semanas, contra o cofundador do partido Tasso Jereissati, na disputa entre os aecistas e os desejosos de reabilitar o desmoralizado peessedebismo.
Como presidente incumbido da restauração que não fará, Alckmin significou uma proteção para Aécio Neves, então já assoberbado com acusações. Ao menos em favor da própria face, o novo “presidente” precisava ter dito ou feito algo que marcasse a sua e a nova propensão do partido na discussão, intensa, sobre o caso Aécio no peessedebismo. Alckmin, é de seu hábito, preferiu omitir-se.
DO DCM
(…)
Ministro do STF diz que há mais provas contra Aécio do que contra quase todos os presos do Brasil
Num dos trechos de sua entrevista à BBC, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, lamentou a impunidade do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e apontou o excesso de provas contra o político mineiro: a gravação, o pedido de dinheiro, a entrega com a mala e até a ameaça de matar o primo.
Barroso disse ainda que, dos 650 mil detentos brasileiros, poucos estão presos com tantas provas como havia no caso Aécio.
A esse respeito, confira texto postado pelo deputado Rogério Correia, do PT de Minas Gerais:
O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, deu entrevista à BBC Brasil. Em certo momento, ele surpreende e mostra claramente o incômodo com a impunidade do senador Aécio Neves. Embora sem citar diretamente o nome do ex-governador mineiro (nem precisava...), Barroso não deixa dúvida: “Há 650 mil presos no sistema penitenciário brasileiro. Poucos estão presos com tanta prova quanto há nesse caso”, disse o ministro. “Não é um sentimento pessoal, político, não é populismo. É prova.”
Enquanto isso, procuradores da Lava Jato em Curitiba, aliados ao juiz do caso (ambos, por sinal, não investigaram nem fizeram nada em relação a Aécio e sua turma), preferem perseguir o líder em todas as pesquisas. Depois de três anos de investigação, não conseguiram apresentar uma única prova convincente.
Do Plantão Brasil
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
Delator: A viagem do dinheiro de Aécio Neves até um paraíso no meio do oceano Pacífico
Da Redação do Viomundo
Se o empresário Alexandre Accioly de fato fez o papel de laranja para o senador Aécio Neves, escolheu um dos refúgios fiscais mais obscuros do planeta, as ilhas Marshall, no Pacífico.
Trata-se de uma república associada aos Estados Unidos, que é dependente de Washington e de serviços financeiros concedidos à distância — Majuro, a capital, fica a mais de 15 mil quilômetros de São Paulo.
Segundo o ex-executivo da Odebrecht, Henrique Valladares, a empreiteira usava uma empresa de fachada em Antigua, no Caribe, para fazer pagamentos de propina.
Ao menos uma transferência, de U$ 67.350, foi feita através da agência do banco suiço UBS, em Cingapura, para a empresa Embersy Services Limited, em Majuro, que seria do empresário amigo de Aécio.
Accioly nega.
Accioly também é muito próximo de Luciano Huck, cuja candidatura ao Planalto em 2018 está em banho maria. Ambos montaram com outros sócios a rede de academias Bodytech.
No depoimento que fez depois de fechar acordo de delação premiada, Valladares descreveu como foi organizado o pagamento:
“Eu tinha ido para aquele restaurante, Gero, com a minha esposa para jantar. E estavam lá Aécio Neves sentado com Accioly, mais o cara que faz o Manhattan Connection… o Diogo Mainardi. Estavam reunidos na mesma mesa. Na despedida, o governador Aécio Neves disse a mim: ‘Olha, Henrique, o Dimas Toledo [então diretor de Furnas], nosso amigo comum, vai lhe procurar’. Simplesmente isso. E se despediu de mim. Então, (um dia) o Dimas me traz um papelzinho com o nome do Accioly, eu sabia que era amigo do governador. Eu me recordo que é em Cingapura a conta. Não é Suíça, não é Bahamas, é Cingapura”.
Majuro, a capital das ilhas Marshall, fica num atol. A Embersy é uma empresa de papel, que existe apenas nos registros da Trust Company da Repúblicas das Ilhas Marshall, cujo endereço é Trust Company Complex, Ajeltake Road, Ajeltake Island, Majuro, Marshall Islands, MH96960.
A Trust Company, por sua vez, é representada no mundo pela IRI, International Registries Inc., baseada em Reston, na Virgínia. Mas desde 2012 a IRI tem um escritório correspondente no Rio de Janeiro, além de várias outras cidades do mundo.
A IRI foi a responsável por tornar as ilhas Marshall o segundo maior país em registro de navios de carga, depois do Panamá.
Como vantagem para armadores e empresários, as ilhas Marshall oferecem em alguns casos 0% de pagamento de impostos, abertura de empresas em um dia e — o melhor de todos — tudo pode ser feito eletronicamente, sem necessidade de reconhecimento oficial em consulado ou embaixada.
Para uma empresa de capital de 250 mil dólares, que queira emitir 5.000 ações, o custo das taxas é de menos de 400 dólares.
Segundo a IRI, as leis financeiras das ilhas Marshall foram modeladas nas de um dos refúgios fiscais internos dos Estados Unidos, o estado de Delaware.
Mas, nas ilhas Marshall, as regras garantem a confidencialidade absoluta dos nomes de donos, sócios, sócios com limitações, diretores, gerentes e representantes. Ou seja, dificilmente autoridades das ilhas Marshall vão conectar o nome de Accioly oficialmente à Embersy, a empresa que recebeu o pagamento denunciado pelo delator.
Ao todo, Aécio Neves, identificado como Mineirinho no Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, teria recebido R$ 50 milhões das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez para fazer lobby em nome delas.
Não se sabe quanto do dinheiro teria passado pela Embersy.
Recentemente, as ilhas Marshall foram colocadas na lista da União Europeia de refúgios fiscais cujas regras não permitem combater a evasão pela absoluta falta de transparência.
Da lista também fazem parte a Samoa Americana, Bahrein, Barbados, Granada, Guam, Coreia do Sul, Macau, Mongolia, Namíbia, Palau, Panamá, Santa Lúcia, Samoa, Trinidad e Tobago, Tunísia e Emirados Árabes Unidos.
Para a Oxfam, a lista foi politicamente diluída e deveria incluir um número muito maior de destinos do dinheiro dos ricos. A lista da Tax Justice Network também é muito mais ampla.
Apesar dos recentes vazamentos de dados de refúgios fiscais, como os Panama Papers, um grande número de jurisdições ainda oferece serviços para esconder dinheiro em troca de valores relativamente ínfimos.
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sábado, 23 de dezembro de 2017
ODEBRECHT CONFIRMA PROPINA DE R$ 50 MILHÕES A AÉCIO
Investigadores da PGR e da Polícia Federal encontraram novos indícios de que o senador Aécio Neves recebeu propina para atuar em nome de empreiteiras na construção da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia; tema de inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), a acusação contra o tucano foi relatada por ex-executivos da Odebrecht em acordos de colaboração premiada; de acordo com os executivos da Odebrecht, Aécio recebeu R$ 50 milhões, repassados pela Odebrecht (R$ 30 milhões) e pela Andrade Gutierrez (R$ 20 milhões); Odebrecht sustenta a acusação com comprovantes bancários, entregues nos últimos meses, que comprovam depósitos para Aécio por meio de uma conta de offshore em Cingapura
Minas 247 - A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) encontraram novos indícios que, de acordo com os investigadores, reforçam a suspeita de que o senador Aécio Neves recebeu propina para atuar em nome de empreiteiras na construção da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia.
Tema de inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), a acusação contra o tucano foi relatada por ex-executivos da Odebrecht em acordos de colaboração premiada. E teve impacto direto na delação de outra empreiteira, a Andrade Gutierrez, que foi obrigada a esclarecer sua participação no episódio. De acordo com os executivos da Odebrecht, Aécio recebeu R$ 50 milhões, repassados pela Odebrecht (R$ 30 milhões) e pela Andrade Gutierrez (R$ 20 milhões).
A Odebrecht sustenta a acusação com comprovantes bancários, entregues nos últimos meses, que, segundo a empresa, comprovam depósitos para o senador tucano, por meio de uma conta de offshore em Cingapura, que havia sido citada por um de seus ex-executivos, Henrique Valladares, em depoimento à PGR. A identificação do titular da conta ainda não foi revelada, mas Valladares diz que está vinculada ao empresário Alexandre Accioly, padrinho de um dos filhos de Aécio e integrante do grupo mais restrito de amigos do tucano. Aécio nega as acusações. Accioly rejeita com veemência a afirmação do delator, o único que sustentava, até aqui, seu envolvimento.
As informações são de reportagem de Bela Megale e Thiago Herdy em O Globo.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
SÓCIO DE EMPRESA INVESTIGADA PELA PF REPASSOU APARTAMENTO PARA MÃE DE AÉCIO
PF está investigando uma transação considerada suspeita envolvendo o empresário José Antônio Fichtner, sócio de uma empresa investigada por corrupção no governo Sérgio Cabral, no Rio, e a família do senador Aécio Neves (PSDB-MG); suspeita envolve a compra, em 2010, de um apartamento feito por Fichtner em uma área nobre de Florianópolis, de um casal espanhol que exigiu que o pagamento fosse efetuado no exterior; quatro anos depois, o empresário vendeu o imóvel para a mãe do senador por R$ 500 mil; Aécio foi chamado para prestar explicações acerca do negócio
Minas 247 - A Policia Federal está investigando uma transação considerada suspeita envolvendo o empresário José Antônio Fichtner, sócio de uma empresa investigada por corrupção no governo Sérgio Cabral, no Rio, e a família do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Suspeita envolve a compra, em 2010, de um apartamento feito por Fichtner em uma área nobre de Florianópolis, de um casal espanhol que exigiu que o pagamento fosse efetuado no exterior. Quatro anos depois, o empresário vendeu o imóvel para a mãe do senador por R$ 500 mil. Aécio foi chamado para prestar explicações acerca do negócio.
Segundo o jornal Folha de São Paulo, transação foi descoberta durante uma ação de busca e apreensão feita por agentes federais em endereços ligados a Aécio Neves.Em meio a operação, os policiais encontraram o contrato de compra do imóvel em nome da mãe do parlamentar mineiro, Inês Maria. Na casa do senador, em Brasília, foi encontrada uma procuração dada por Fichtner a um advogado do escritório Andrade & Fichtner, que está sob investigação, para efetuar a compra do apartamento.
Agora, os investigadores querem desvendar a relação que Aécio teria com Fitchner para manter em sua residência a procuração usada na transação do imóvel que teria sido transferido para sua mãe quatro anos depois.
sábado, 9 de dezembro de 2017
Tucano confessa que medidas de Temer seriam iguais de Aécio se vencesse
Ele foi um radical militante de esquerda, homem de confiança do guerrilheiro Carlos Mariguella durante o período da ditadura militar. Hoje, Aloysio Nunes Ferreira Filho, 72 anos, é a principal voz do PSDB em defesa do presidente Michel Temer (PMDB) e a favor da permanência do partido no governo. Vice-presidente da legenda, senador eleito por São Paulo e ministro das Relações Exteriores, ele sustenta que não faz sentido o desembarque dos tucanos neste momento, ao contrário do que apregoam outras lideranças do partido. Nem a declaração do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), de que o partido não faz mais parte do governo, fez com que Aloysio mudasse o tom:
— Eu, Aloysio, não vou sair do governo antes do prazo para desincompatibilização, a menos que o presidente Temer peça o ministério, óbvio.
Nesta entrevista ao GaúchaZH no amplo gabinete do Itamaraty, ele explica esse momento de alta tensão entre governo e PSDB. Também fala o que pensa sobre Lula, Luciano Huck, Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin. Como chanceler, adianta as negociações sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia que, segundo ele, está prestes a ser fechado. Bem-humorado, mostrou as obras de arte espalhadas pelo gabinete e revelou que pretende concorrer às eleições no próximo ano, o que ainda depende de conversas no partido.
— Mesmo porque, faço política há muitos anos. A essas alturas, o que eu faria?
O PSDB está ou não está no governo Temer?
Isto aqui, o que é (sinaliza para o gabinete)? Isto aqui é um quiosque de lanchonete? Você está sentada na sala de quem? Do ministro de Relações Exteriores, tucano, vice-presidente do partido, senador do partido. É claro que o PSDB está no governo.
Então que loucura foi essa dos últimos dias, em que cada um disse uma coisa?
Loucura! (risos) Você usou a palavra certa. Acontece o seguinte: quando o PSDB, tendo apoiado o impeachment, resolveu dar sustentação o governo Temer, elaborou um conjunto de pontos programáticos que foram submetidos ao Temer. Foi uma condição para apoio ao governo. Ter cargos não é condição para apoiarmos. Mas ele, Temer, poderia convidar quem quisesse dos nossos quadros. Isso aconteceu. Eu não estou aqui porque o PSDB me indicou. Até acho que para o Ministério das Relações Exteriores não cabe esse tipo de indicação política, pela abrangência do ministério, que trata de questões de longo prazo. Não tenho ninguém contratado por mim, não faço obra, não atendo prefeito.
Leia também: Caminhoneiros começam a paralisação nacional
Mas por que a pressão pelo rompimento?
Temer está cumprindo escrupulosamente a linha programática, que, aliás, já estava na campanha do Aécio Neves, em 2014. Por que vamos romper com o governo? Para quê? Em nome do quê? Só se você não estivesse de acordo com o que o governo está fazendo.
Temer está cumprindo escrupulosamente a linha programática, que, aliás, já estava na campanha do Aécio Neves, em 2014. Por que vamos romper com o governo?
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
MARQUETEIRO DE AÉCIO GASTOU R$ 504 MIL COM EMPRESA DE PERFIS FALSOS EM 2014
Reportagem publicada pela BBC Brasil levanta a suspeita de que o senador Aécio Neves (PSDB) foi beneficiado pela subcontratação de empresa especializada em administrar perfis falsos nas redes sociais, com o objetivo de influenciar as eleições de 2014; marqueteiro de Aécio, Paulo Vasconcelos, gastou meio milhão de reais com a empresa Facemedia, que também trabalhou para o Comitê Nacional do PSDB e outros políticos ligados ao PMDB, destaca o Jornal GGN

Do GGN - Uma reportagem publicada pela BBC Brasil nesta sexta (8) levanta a suspeita de que Aécio Neves (PSDB) foi beneficiado pela subcontratação de empresa especializada em administrar perfis falsos nas redes sociais, com o objetivo de influenciar as eleições de 2014. O marqueteiro de Aécio, Paulo Vasconcelos, gastou meio milhão de reais com a empresa Facemedia, que também trabalhou para o Comitê Nacional do PSDB e outros políticos ligados ao PMDB.
A matéria foi feita com base em uma investigação jornalística que chegou aos funcionários da empresa Facemedia, contratados para gerenciar os perfis falsos. Em média, cada um cuidava de cerca de 20 "personas" que eram criadas pela equipe do empresário Eduardo Trevisan.
A agência PVR, de Paulo Vasconcelos, o marqueteiro da campanha presidencial de Aécio, pagou R$ 504 mil para a Facemedia entre março e julho de 2014, diz a BCC. A despesa consta em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeira), de julho deste ano.
Não se sabe exatamente para qual cliente de Vasconcelos a Facemedia trabalhou. Questionada, a PVR disse que contratou os serviços de Trevisan para fazer "monitoramento e análise do ambiente político" nas redes. Além do PSDB, Vasconcelos também fazia assessoria para a J&F. Tanto Aécio quanto a JBS aparece em mensagens postadas pelos perfis falsos, mas os envolvidos negam que o senador tucano tenha sido beneficiado.
Leia a íntegra da matéria do GGN.
dO bRASIL 247
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