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sexta-feira, 12 de agosto de 2016
FHC negocia com Emílio Odebrecht para livrar Aécio Neves e José Serra da delação de Marcelo
"Recentemente, Emílio Odebrecht, presidente do conselho da maior empreiteira do País que leva o sobrenome da família, recebeu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para uma conversa delicada. FHC falou sobre a possibilidade de um abrandamento da denúncia envolvendo José Serra e Aécio Neves", informa o jornalista Maurício Dias, da Carta Capital; "Emílio, delicada e amavelmente, respondeu mais ou menos assim: 'Temos 52 executivos. Se quiséssemos, não teríamos condições de influenciá-los'”
Por Maurício Dias, na coluna Rosa dos Ventos (Carta Capital) – Recentemente, Emílio Odebrecht, presidente do conselho da maior empreiteira do País que leva o sobrenome da família, recebeu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para uma conversa delicada.
Encontro posterior ao vazamento de trechos das delações premiadas dos executivos da empresa e, principalmente, a de Marcelo Odebrecht, filho de Emílio, preso em Curitiba pela Operação Lava Jato.
FHC falou sobre a possibilidade de um abrandamento da denúncia envolvendo os Golpistas José Serra e Aécio Neves.
Emílio, delicada e amavelmente, respondeu mais ou menos assim: “Temos 52 executivos. Se quiséssemos, não teríamos condições de influenciá-los”.
E arrematou: “Se não temos condições aqui dentro, imagine lá fora”.
DO Brasil247
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Estatal mineira cobra família de Aécio Neves por obra elétrica que ele fez em sua fazenda
Estatal mineira cobra família de Aécio Neves por obra elétrica que ele fez em sua fazenda
Aécio fazia "gato" na fazenda?
Relatório da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) aponta que a
obra em uma rede de energia elétrica que corta uma fazenda da família do
senador Golpista Aécio Neves (PSDB) foi realizada quando ele era governador sem
que a estatal cobrasse dos proprietários pelo custo, avaliado na época
em R$ 240 mil.
Ainda segundo o relatório, regras da própria estatal teriam sido descumpridas.
O documento, assinado por Eduardo Ferreira, superintendente de Auditoria Interna da Cemig, trata de mudança no traçado da linha de distribuição de energia Cláudio/Carmópolis entre as torres 18 e 22, em 2007.
A auditoria diz que a obra teve que ser realizada porque benfeitorias foram construídas na fazenda, localizada na cidade de Cláudio (MG), ao longo da linha pré-existente.
Assim, os proprietários deveriam pagar pelo custo. O relatório traz fotos das benfeitorias, como cercas e casas de alvenaria para animais.
"Após a realização de apurações detalhadas e do levantamento de toda a documentação, foi averiguada pela auditoria uma falha de procedimento nessa obra, pois os proprietários não chegaram a ser cobrados pelo seu valor, apesar de serem responsáveis pela execução do desvio", diz a Cemig em nota à Folha.
Na época da obra, a Cemig era presidida por Djalma Morais, aliado de Aécio.
Cobrada desde setembro de 2015, a família do senador tucano pagou R$ 417 mil à vista para a empresa na última terça (26) –quando a Folha já apurava a questão. O valor é o custo reajustado de acordo com o recomendado pelo departamento jurídico da Cemig.
A assessoria do tucano afirmou que sua família não reconhece a legalidade da cobrança, mas a efetuou para que não haja "uso político".
O relatório traz imagens de satélite mostrando que em 2002 não havia construções na área da linha original e que, em 2007, as benfeitorias estavam no local.
"Verifica-se que as benfeitorias foram construídas embaixo da LD [linha de distribuição] original. A prática da Cemig estabelece que, no caso da necessidade de desvio para restabelecer segurança do local, prejudicada devido a interferência do consumidor, este deve arcar com os custos da obra", diz a Cemig.
O responsável pela aprovação do estudo de viabilidade, Wellington Soares, disse aos auditores que orientou o projetista a não atribuir os custos aos donos do terreno "seguindo demanda que teria recebido de seu superior" –mas sem dar detalhes.
Com a auditoria, a direção da Cemig pediu análise jurídica da cobrança. O parecer concluiu que houve a prescrição judicial em 2010, mas que a dívida podia ser cobrada administrativamente.Na Folha
Leia mais sobre o tucano: O ministro das Cidades, Bruno Araújo, condecorou o diretor da Odebrecht Claudio Melo Filho com a Medalha do Mérito Legislativo em novembro de 2012. Depois, Serra recebeu R$ 34,5 milhões de caixa dois
Dos Amigos do Lula
Ainda segundo o relatório, regras da própria estatal teriam sido descumpridas.
O documento, assinado por Eduardo Ferreira, superintendente de Auditoria Interna da Cemig, trata de mudança no traçado da linha de distribuição de energia Cláudio/Carmópolis entre as torres 18 e 22, em 2007.
A auditoria diz que a obra teve que ser realizada porque benfeitorias foram construídas na fazenda, localizada na cidade de Cláudio (MG), ao longo da linha pré-existente.
Assim, os proprietários deveriam pagar pelo custo. O relatório traz fotos das benfeitorias, como cercas e casas de alvenaria para animais.
"Após a realização de apurações detalhadas e do levantamento de toda a documentação, foi averiguada pela auditoria uma falha de procedimento nessa obra, pois os proprietários não chegaram a ser cobrados pelo seu valor, apesar de serem responsáveis pela execução do desvio", diz a Cemig em nota à Folha.
Na época da obra, a Cemig era presidida por Djalma Morais, aliado de Aécio.
Cobrada desde setembro de 2015, a família do senador tucano pagou R$ 417 mil à vista para a empresa na última terça (26) –quando a Folha já apurava a questão. O valor é o custo reajustado de acordo com o recomendado pelo departamento jurídico da Cemig.
A assessoria do tucano afirmou que sua família não reconhece a legalidade da cobrança, mas a efetuou para que não haja "uso político".
O relatório traz imagens de satélite mostrando que em 2002 não havia construções na área da linha original e que, em 2007, as benfeitorias estavam no local.
"Verifica-se que as benfeitorias foram construídas embaixo da LD [linha de distribuição] original. A prática da Cemig estabelece que, no caso da necessidade de desvio para restabelecer segurança do local, prejudicada devido a interferência do consumidor, este deve arcar com os custos da obra", diz a Cemig.
O responsável pela aprovação do estudo de viabilidade, Wellington Soares, disse aos auditores que orientou o projetista a não atribuir os custos aos donos do terreno "seguindo demanda que teria recebido de seu superior" –mas sem dar detalhes.
Com a auditoria, a direção da Cemig pediu análise jurídica da cobrança. O parecer concluiu que houve a prescrição judicial em 2010, mas que a dívida podia ser cobrada administrativamente.Na Folha
Leia mais sobre o tucano: O ministro das Cidades, Bruno Araújo, condecorou o diretor da Odebrecht Claudio Melo Filho com a Medalha do Mérito Legislativo em novembro de 2012. Depois, Serra recebeu R$ 34,5 milhões de caixa dois
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Andrade Gutierrez tenta se antecipar à Lava Jato e mira Aécio Neves
A gestão do Golpista Aécio Neves (PSDB) no governo de Minas Gerais (2003-2010) é
peça de um quebra-cabeça que uma auditoria interna da empreiteira
Andrade Gutierrez tenta montar. De acordo com reportagem do jornal Folha
de S.Paulo ontem, a empresa vem tentando se adiantar às investigações
da Operação Lava-Jato e vai apurar pagamentos de propina e
irregularidades envolvendo as obras da Cidade Administrativa, que abriga
a sede do governo, em Belo Horizonte.
Para tentar se antecipar à Lava Jato e evitar ser pega de surpresa, a
empreiteira Andrade Gutierrez criou uma auditoria interna para apurar
pagamentos de propina a agentes públicos, além de outras irregularidades
envolvendo obras realizadas.
Entre os primeiros alvos da auditoria da empresa, que fez acordo de
leniência com os investigadores, está a Cidade Administrativa, obra do
arquiteto Oscar Niemeyer que abriga a sede do governo de Minas, em Belo
Horizonte.
Inaugurada em 2010, a obra é a mais cara da gestão de oito anos do
ex-governador e hoje senador tucano Aécio Neves (2002-2010), custando R$
1,26 bilhão.
Segundo executivos da empresa, a apuração está dividida em duas etapas: antes e depois de a obra se iniciar.
A Cidade Administrativa apresenta, porém, uma dificuldade que outras
obras delatadas, como a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e
estádios de futebol não tinham: a maioria dos envolvidos no projeto não
trabalha mais na Andrade Gutierrez.
Já é tido como certo entre os executivos do grupo que será um
funcionário ou ex-funcionário até agora fora do grupo de delatores da
empreiteira o responsável por falar sobre a obra mineira.
ALVO
A sede do governo mineiro se tornou alvo de apuração após advogados da
empresa serem avisados por procuradores da Lava Jato que o grupo
precisará complementar seu acordo de delação com informações sobre a
obra.
O comunicado aconteceu há cerca de três semanas, mas até o momento nenhum colaborador falou sobre o tema.
Como a Folha revelou em junho, o sócio da OAS Léo Pinheiro acordou nas
tratativas da delação que negocia com a Procuradoria-Geral da República
que falará sobre pagamento de propina para auxiliares de Aécio Neves
quando ele foi governador.
O repasse estaria associado à construção de um dos três prédios que
integram a sede do governo, chamado Gerais. O tucano nega qualquer
irregularidade.
A OAS integrou um consócio em conjunto com Odebrecht e Queiroz Galvão
para erguer a obra. Já a Andrade participou de um consórcio com a Via
Engenharia e a Barbosa Mello para fazer o edifício Minas. Ambos são
anexos ao Palácio do Governo.
OUTROS FOCOS
A auditoria interna também apura informações de outras obras, como a
Ferrovia Norte-Sul, um projeto cuja história de corrupção começa em
1987, com o acerto das empresas que ganhariam a licitação. O tema já foi
citado na delação da Camargo Corrêa, que mencionou pagamento de propina
para executar a construção.
Segundo executivos ouvidos pela Folha, serão levantadas informações de
todas as construções que estiverem sob a mira da Lava Jato.
Representantes dos delatores nos acordos homologados em maio deste ano
relataram que a Cidade Administrativa não foi alvo de questionamento nos
depoimentos prestados à Lava Jato.
Dos Amigos do Lula
Dos Amigos do Lula
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Derrotado em 2014, Golpista Aécio Neves vai ao Palácio do Planalto usurpado pelo golpista Temer e dispara: “Precisava respirar esse ar”
O senador, que chegou a apoiar uma auditoria na contagem dos votos das eleições de 2014 por não aceitar a derrota, entrou essa semana no palácio que almejava trabalhar para um encontro com Golpista Michel Temer
Da Revista Fórum -
O senador Golpista Aécio Neves (PSDB-MG) se reuniu, na última quarta-feira (27), com o Golpista usurpador interino Michel Temer no Palácio do Planalto – sede oficial do gabinete do presidente da república – em Brasília. O tucano, que já almejou trabalhar lá ao se candidatar para as eleições presidenciais de 2014, demonstrou que ainda sente essa vontade.
“Precisava respirar esse ar”, teria afirmado o candidato derrotado pela presidenta eleita legitima pelo voto popular Dilma Rousseff há pouco mais de um ano e meio ao ser questionado sobre o motivo de sua presença no Palácio.
Aécio Neves demorou para aceitar o resultado das eleições. Na mesma semana em que foi constatada a vitória de Dilma, o tucano apoiou uma auditoria e uma recontagem de votos por não acreditar que havia perdido. Feita a auditoria e confirmada a vitória da petista, Aécio passou a apoiar projetos de impeachmet e a comparecer em manifestações contra o governo.
*Com informações da Coluna do Estadão via nao deu no Jornal nacional
terça-feira, 12 de julho de 2016
Relatório da PF revela relação da Andrade Gutierrez com Aécio Neves
Relatório com análise de mensagens do ex-presidente da empreiteira Otávio Azevedo destaca conversas sobre valores destinados a uma associação presidida pela irmã do senador, Andrea Neves, e troca de mensagens com Oswaldo Borges, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, apontado como tesoureiro informal do tucano
Em relatório anexado ao inquérito da empreiteira Andrade Gutierrez, a Polícia Federal analisou as informações contidas em celulares apreendidos com o ex-presidente da construtora, Otávio Marques de Azevedo. No documento, a PF destaca conversas sobre valores destinados a uma associação presidida pela irmã do senador Aécio Neves, Andrea Neves, e troca de mensagens com Oswaldo Borges, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, e apontado como tesoureiro informal do tucano.
Aécio atualmente é alvo de dois inquéritos do Supremo Tribunal Federal no âmbito da operação Lava Jato. Em sua delação, Otavio Marques de Azevedo não delatou qualquer tipo de pagamento de propina ou fraudes praticadas em licitações à época que o tucano era governador de Minas Gerais.As conversas com Borges, apontado como um tesoureiro informal do senador tucano, são de agosto de 2014, em meio a campanha presidencial na qual o senador golpista Aécio Neves concorreu com a presidenta Dilma Rousseff. Em 27 de agosto, Oswaldo pergunta a Otávio se era possível “falar na quinta às 19h em Sp”.
Dois dias depois, Otavio responde: “Já foi feito”. Oswaldo agradece no mesmo dia: “Obrigado Otavio. Com vc funciona!!!rsrs”.
“Destaca-se mensagens de Otávio Marques e Oswaldo Borges da Costa e Otávio Marques e +556981266901 analisadas em conjunto pois é possível que estejam relacionadas à doações eleitorais”, informa o relatório da PF. Ainda segundo o agente federal Di Bernardi, autor do relatório, as “mensagens aparentemente contradizem o Termos de Declaração de Otávio no tocante a forma como se davam as doações eleitorais”.
“Observa-se que tanto na mensagem para Manoel Araujo como na mensagem para Oswaldo Borges, Otávio encaminha, praticamente no mesmo horário do dia 29/08/2014, a mensagem “Já foi feito”, sendo que ambos agradecem. Informações em fontes abertas associam Oswaldo Borges da Costa Filho à Aécio Neves (seria genro do padrasto de Aécio108)”, completa o relatório.
Andrea Neves
Apontada como braço-direito do senador, Andrea Neves aparece no relatório da Polícia Federal por ter presidido a associação civil Servas – Serviço Voluntário de Assistência Social. No dia 22/11/2012, Otávio recebe mensagem de Jose Augusto Figueira, então suplente do conselho de administração da Oi e presidente da Oi Futuro.
Na mensagem, Figueira informa a Otávio que ele possui saldo de R$ 1,5 milhões e que “para o Servas reservara, 160 ou 320 mil e que aguarda retorno asap”. Além de apontar a existência da associação mineira, presidida entre 2003 e 2014 por Andrea Neves, a Polícia Federal salienta que dada a proximidade das datas é possível que o assunto Servas tenha relação com uma reunião realizada um dias antes.
Essa reunião, conforme revelam mensagens analisadas pela PF, foi agenda no dois dias antes da conversa sobre o Servas. Em mensagem do dia 20, interlocutor identificado como Major Braga (Aécio) enviou a seguinte informação para o ex-presidente da Andrade Gutierrez: “Boa noite Dr Otávio! A pedido do Senador Aécio Neves preciso falar com o senhor! Obrigado, Major Braga”.
Minutos depois, Major Braga envia outra mensagem: “Dr Otávio, Senador Aécio Neves pede para avisar que irá dormir na residência da mãe dele, Sra. Ines Maria. Reunião amanhã transferida para o endereço, Rua Prefeito Mendes Moraes, nr 1100 / Cobertura – RJ”.
As informações são do jornal O Estado de São Paulo via os Amigos do Lula; Leia mais aqui em Lava Jato chega no ninho tucano, com delações contra Aécio e Serra
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quarta-feira, 6 de julho de 2016
Odebrecht e OAS delatam Aécio Neves com prazer
Informação é da colunista Mônica Bergamo; segundo ela, tanto Marcelo Odebrecht como Léo Pinheiro, ex-presidentes da Odebrecht e da OAS, avaliam que o senador golpista Aécio Neves (PSDB-MG) tocou fogo no circo imaginando que a Lava Jato atingiria apenas o PT – e não todo o sistema político brasileiro, levando junto as empreiteiras; Pinheiro já mencionou a cobrança de propina de 3% nas obras da Cidade Administrativa de Minas Gerais e Marcelo também citará Aécio em seu acordo; o tucano José Serra também estaria sendo delatado, mas com maior parcimônia, segundo a colunista
Minas 247 – A jornalista Mônica Bergamo informa que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do PSDB, está sendo delatado "com prazer" pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, as duas maiores do País.
"De acordo com integrante da equipe que acompanha as delações, tanto executivos da Odebrecht quanto Léo Pinheiro, da OAS, acham que Aécio colocou fogo na Operação Lava Jato porque imaginava que ela só atingiria o PT. Pouco teria se importado com as empreiteiras", diz ela. "Recados enviados inclusive por Marcelo Odebrecht, que dizia ser amigo do tucano, teriam sido desprezados pelo mineiro."
Tanto Marcelo Odebrecht como Léo Pinheiro, ex-presidentes da Odebrecht e da OAS, avaliam que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) tocou fogo no circo imaginando que a Lava Jato atingiria apenas o PT – e não todo o sistema político brasileiro, levando junto as empreiteiras.
Pinheiro já mencionou a cobrança de propina de 3% nas obras da Cidade Administrativa de Belo Horizonte, nova sede do governo mineiro, e Marcelo também citará Aécio em seu acordo.
O tucano José Serra também estaria sendo delatado, mas com maior parcimônia, segundo a colunista, porque não teria incentivado a destruição das construtoras, como teria sido o caso de Aécio.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
Durante governo do PSDB:Investigação aponta fraude de R$ 20.000.000,00 em escolas técnicas de Minas
| Narcio Rodrigues, Anastasia e Aécio |
Uma investigação da Controladoria-Geral de Minas Gerais apontou dano aos
cofres públicos de aproximadamente R$ 20 milhões na implantação das
escolas técnicas Uaitecs durante a gestão do tucano Antonio Anastasia
(2011-2014), atual senador.
O programa estava sob responsabilidade do então secretário de Ciência e
Tecnologia e ex-presidente do PSDB de Minas Narcio Rodrigues, preso há
um mês na Operação "Aequalis".
Segundo três relatórios da controladoria obtidos pela Folha, houve
sobrepreço na compra de equipamentos e móveis, pagamentos por serviços
não realizados e não utilização de equipamentos comprados.
Lousas eletrônicas que tinham o preço de tabela de R$ 5 mil foram
compradas, segundo o órgão, por R$ 12 mil. Só nesse equipamento, o
prejuízo apontado é de quase R$ 2 milhões.
Há, ainda, indício de fraudes nas contratações de empresas para prestação de serviços como marketing e fonoaudiologia.
A Controladoria-Geral, órgão do governo do Estado, analisou três termos
de cooperação técnica feitos de 2011 a 2013 pela Secretaria de Ciência e
Tecnologia, a Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa de MG) e a
Fundação Renato Azeredo –ligada à Uemg (Universidade Estadual de Minas
Gerais).
O objetivo seria avaliar a execução das despesas dos termos. Em todos os
casos, a Fundação Renato Azeredo teria recebido pagamentos de "taxa de
administração" sem cumprir os serviços.
Com a apuração encerrada, o órgão pedirá a abertura de processo
administrativo disciplinar e também a responsabilização de empresas
envolvidas nas possíveis irregularidades.
Atualmente, o Ministério Público também investiga indícios de
superfaturamento nas Uaitecs. As unidades de ensino prestam
gratuitamente cursos de educação profissional.
'AEQUALIS'
Ex-deputado federal, Narcio Rodrigues foi preso por suspeita de desvio
de dinheiro público em outra obra de sua gestão : o projeto "Cidade das
Águas", desenvolvido pela Fundação Hidroex na cidade de Frutal (MG).
Ele e mais seis pessoas estão no Complexo Penitenciário Nelson Hungria,
em Contagem, na Grande BH. Rodrigues foi um dos coordenadores políticos
das campanhas eleitorais estaduais de Anastasia em 2010 e do tucano
Pimenta da Veiga, derrotado no pleito de 2014.
Em delação premiada ao Ministério Público de Minas Gerais, o português
Firmino Rocha afirmou que a empresa em que trabalhava pagou a ele
propina de R$ 1,5 milhão, que teria sido usada em financiamento de
campanhas eleitorais.Da Folha
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PSDB
Aécio Neves ajuda Golpista Michel Temer a salvar Eduardo Cunha
Com ajuda de Aécio, Temer busca salvação para Eduardo Cunha. Presidente interino acionou pessoalmente o senador do PSDB para cumprir a missão de salvar a pele do correligionário
Segundo informações da Folha de S. Paulo desta quinta (30), esse foi o motivo da visita de Cunha ao Palácio do Jaburu, no último domingo. Mas edição de O Globo diz que Temer conversou com Aécio sobre o assunto já na semana passada.
A ideia, de acordo com fontes anônimas ouvidas pelos dois jornais, é que a antiga oposição ao governo Dilma Rousseff deixe de tentar eleger um sucessor para Cunha e apoio o nome sugerido pelo PMDB. Este nome, claro, deve agradar a Cunha e aliados – uma maneira de manter a influência do presidente afastado da Casa pelo Supremo Tribunal Federal.
Se conseguir fazer valer a demanda, Temer também evitará uma disputa “fraticida” em sua base em torno da presidência da Câmara – indesejável para um presidente interino que aguarda o desfecho do processo de impeachment.
Segundo O Globo, “Temer explicou a Aécio que desejava ajudar na eleição de um presidente da Câmara que não trabalhe pela cassação do mandato de Cunha. O nome que melhor se encaixa nesse perfil, na análise do Planalto, é o do deputado Rogério Rosso (PSD).”
“Segundo relatos, Temer demonstrou preocupação com Cunha, que tem buscado a ajuda do governo para não ter o mandato cassado”, acrescentou o periódico.
Aécio, de acordo com os jornais, sinalizou que o bloco formado por PSDB, PPS, PSB e DEM só deixaria de entrar na disputa atual pelo sucessor de Cunha caso o PMDB apoio um nome indicado por eles para presidir a Câmara no mandato 2017-2018.
A negociação ainda sofre resistência de parte do próprio PSDB, que teme associar sua imagem à eventual salvação de Eduardo Cunha – que precisa manter o mandato para ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Caso contrário, seus inquéritos na Lava Jato, entre outros, serão remetidos à primeira instância.
Pela edição da Folha, uma ala do PSDB está “desconfortável” não só com o pedido para abrir mão da disputa pela presidência da Câmara agora, mas com a pressão para salvar o mandato de Cunha no plenário caso o parlamentar renuncie. Ao O Globo, um tucano não identificado disse que o partido não apoia essa parte da negociação.
Na próxima semana, a antiga oposição ao governo Dilma se reúne para debater o desfecho da história.
“A ideia é ter um acordo o mais breve possível, já que a renúncia de Cunha à presidência da Câmara está prevista para o próximo mês. Interlocutores de Cunha dizem que ele está disposto a apresentar sua renúncia em 11 de julho, antes da votação do relatório sobre o processo de cassação do seu mandato na Comissão de Constituição de Justiça”, endossou o jornal.
Se Cunha renunciar à presidência, seus processos no Supremo deixariam de ser apreciados pelo plenário – prerrogativa de presidente da Câmara – e passariam para a Segunda Turma, presidida por Gilmar Mendes.
Além disso, ele ganha a chance de angariar votos a seu favor para quando seu processo de cassação chegar ao plenário. Seus aliados dizem que sem a renúncia, é impossível votar contra a cassação, dado o prejuízo com a população em pleno ano eleitoral para muitos deputados que querem concorrer ou emplacar aliados em prefeituras.
Resta saber o que Temer ganha – ou deixa de perder – salvando a pele de Eduardo Cunha.
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