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terça-feira, 31 de maio de 2016
Golpista Aécio Neves elogia ex-presidente do PSDB preso por corrupção
No vídeo, o senador Aécio Neves (PSDB), elogia o ex-deputado Nárcio
Rodrigues que foi secretário de Anastasia e é interlocutor de Aécio
O ex-deputado federal e ex-secretário de Estado Nárcio Rodrigues (PSDB), cujo filho dedicou o voto na sessão do golpe, foi preso ontem sob suspeita de desvio de R$ 14 milhões de recursos
públicos em obras da Fundação HidroEx, dedicada à pesquisa sobre
recursos hídricos e sediada em Fruta], reduto eleitoral do político.
Nárcio Rodrigues é ex-presidente do PSDB de Minas Gerais e um dos principais articuladores políticos do senador Aécio Neves... Leia também: Os tucanos no governo do PT
Dos Amigos do Lula
domingo, 29 de maio de 2016
Delação de Léo Pinheiro, da OAS, envolve Aécio Neves
A delação premiada de um dos principais investigados na Lava Jato, o executivo Léo Pinheiro, da OAS, atingirá o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), e um dos esteios do governo provisório de Michel Temer, o ministro Geddel Vieira Lima; Aécio deve ser acusado de cobrar vantagens indevidas nas obras da Cidade Administrativa de Minas Gerais; Geddel será envolvido por suas relações históricas com a empreiteira de origem baiana; megadelação da Odebrecht também estaria sendo finalizada
247 – A delação premiada de um dos principais investigados na Lava Jato, o executivo Léo Pinheiro, da OAS, atingirá o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), e um dos esteios do governo provisório de Michel Temer, o ministro Geddel Vieira Lima, que é quem, na Secretaria de Governo, administra as relações com parlamentares.
Aécio deve ser acusado de cobrar vantagens indevidas nas obras da Cidade Administrativa de Minas Gerais.
Geddel, por sua vez, será envolvido por suas relações históricas com a empreiteira de origem baiana. A megadelação da Odebrecht também estaria sendo finalizada.
Leia, abaixo, informação de Lauro Jardim a respeito:
Quem imagina que a Lava-Jato caminha para o fim, que bote as barbas de molho.
A delação premiada da Odebrecht deve envolver entre 45 e 50 executivos e ex-executivos do grupo.
A colaboração da OAS reunirá um time de quinze executivos da empreiteira baiana.
Em ambos os casos, as estrelas dos depoimentos são os ex-presidentes Marcelo Odebrecht (à esquerda) e Léo Pinheiro.
De acordo com o que está sendo negociado, a OAS incluirá Geddel Vieira Lima e Aécio Neves na roda.
A propósito, a delação da Odebrecht está caminhando muito bem, obrigado.
Ou seja, a metralhadora ponto 10, a que José Sarney se referiu, está prestes a disparar.
terça-feira, 24 de maio de 2016
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Caiu a ficha do PSDB", diz Romero Jucá sobre a Operação Lava Jato, ex presidente Transpetro""Quem não conhece o esquema do Aécio?"
Audio de Ministro ROMERO JUCÁ ! "Caiu a ficha... por psdbcensuradopeloyoutube
"Caiu a ficha do PSDB", diz Romero Jucá sobre a Operação Lava Jato
Em conversa gravada, ex-presidente da Transpetro diz: "Quem não conhece o esquema do Aécio?"

Na conversa gravada que ocorreu em março deste ano entre o atual
ministro Romero Jucá (PMDB-PR) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio
Machado, o então senador peemedebista afirma que "caiu a ficha" de
líderes do PSDB sobre o potencial de danos que a Operação Lava Jato pode
causar em vários partidos. As informações são da Folha de S. Paulo.
"Todo mundo na bandeja para ser comido", diz Jucá.
Na conversa, Sérgio Machado - que foi do PSDB antes de se filiar ao PMDB
- diz que "o primeiro a ser comido vai ser o Aécio [Neves (PSDB-MG)", e
acrescenta: "O Aécio não tem condição, a gente sabe disso, porra. Quem
que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de
campanha do PSDB...".
"É, a gente viveu tudo", completa Jucá, sem avançar nos detalhes.
De acordo com a reportagem, na gravação, Machado tenta refrescar a
memória de Jucá: "O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição,
para eleger os deputados, para ele [Aécio] ser presidente da Câmara?"
Não houve resposta de Jucá. Aécio presidiu a Câmara dos Deputados entre
2001 e 2002.
Machado prossegue, afirmando que a "situação é grave" porque "eles", em
referência à força tarefa da Lava Jato, "querem pegar todo mundo". Jucá
concorda, ironizando o plano. "Acabar com a classe política para
ressurgir, construir uma nova casta, pura", afirma.
O atual ministro do Planejamento falou ainda sobre as dificuldades que o
PMDB vinha enfrentando para "a solução Michel", que seria a posse do
vice-presidente no lugar de Dilma Rousseff. O único empecilho, segundo
Jucá, era o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "Só Renan
que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel
é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha. O Eduardo Cunha está
morto, porra", afirma Jucá no diálogo, que foi gravado.
"O Renan reage à solução do Michel. Porra, o Michel, é uma solução que a
gente pode, antes de resolver, negociar como é que vai ser. 'Michel,
vem cá, é isso e isso, isso, vai ser assim, as reformas são essas'",
disse Jucá ao ex-presidente da Transpetro.
Machado fala ainda: "O Renan é totalmente 'voador'. Ele ainda não
compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o
Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele [Renan].
Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor para ele. Ele
não compreendeu isso não".
Jucá então completa, segundo da Folha de S. Paulo: "Tem que ser um boi
de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro
lado da margem".
De acordo com a reportagem, o senador também afirmou a Machado que havia
conversado com "generais", os "comandantes militares", e que eles
haviam dado "garantias" ao PMDB a respeito da transição e estavam
"monitorando" o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).
A assessoria de Aécio Neves (PSDB-MG) afirma que ele "desconhece e
estranha os termos dessa conversa". "Ele foi eleito presidente da Câmara
em 2001 por maioria absoluta dos votos em uma disputa que contou com
outros nove candidatos, tendo sido essa eleição amplamente acompanhada
pela imprensa".
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terça-feira, 10 de maio de 2016
Senadores golpistas: Aécio Neves, recordista em citações na Lava-Jato
De uso de dinheiro público para um aeroporto privado a
recebimento de propina, a lista de ilegalidades do senador mineiro é
extensa
O senador Aécio Neves
(PSDB) é praticamente campeão nas citações das delações premiadas da
Operação Lava Jato. Ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da
República, Rodrigo Janot, pediu a abertura de dois inquéritos sobre o senador mineiro com base em depoimentos e investigações prévias.
De acordo com as delações do doleiro Alberto Youssef e de Delcídio do Amaral, Neves teria recebido propina de
um esquema de corrupção operado em Furnas.
Furnas é uma empresa de economia mista e que opera nos Estados de Minas
Gerais, Goiás, Mato Grosso, Espírito Santo, Tocantins, Paraná, Distrito
Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia, São Paulo, Rio
Grande do Norte e Ceará.
Para receber o dinheiro ilegal, Aécio usaria uma conta no paraíso fiscal do principado europeu de Lienchestein. O dinheiro desviado iria para a conta aberta em nome da mãe do senador, e da qual Aécio seria o beneficiário.
Outra acusação é de que Aécio teria
interferido junto à CPI dos Correios para obstruir as investigações em
2005. O senador teria enviado um emissário a Delcídio,
que presidia a Comissão Parlamentar de Inquérito pedindo que o envio
das informações da quebra do sigilo bancário no Banco Rural fossem
postergadas. Nesse ínterim, segundo o delator, Aécio teria tido tempo
para maquiar as contas e esconder o rastro dos desvios feitos no banco.
Aécio também foi citado na delação do
Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará, um dos entregadores de
dinheiro de Yousseff. Ceará afirma que por meio de um diretor da empresa
de engenharia UTC teria entregue R$ 300 mil a Aécio. O senador ambém aparece na delação de Léo Pinheiro, executivo da OAS.
O Ministério Público Federal ingressou com ação civil pública, em
2015, para cobrar, do governo de Minas Gerais, o repasse de R$ 9,5
bilhões para a área de saúde. O valor atualizado corresponde a R$ 14,2
bilhões. De acordo com a ação, este valor deixou de ser investigo pelos
tucanos Aécio Neves e Antônio Anastasia, entre 2003 e 2012, no estado.
A
Procuradoria da República de Minas alega que os ex-governadores, hoje
senadores pelo PSDB, descumpriram emenda que obriga aplicação mínima de
12% do orçamento na saúde. A ação informa que os governos tucanos
deixaram de aplicar R$ 9,5 bilhões no Sistema Único de Saúde em Minas
Gerais.
Escândalos Aéreos
Em seu mandato como governador de Minas Gerais, Aécio Neves gastou R$ 14 milhões em dinheiro público na construção de um aeroporto privado na fazenda de seu tio-avô na cidade mineira de Cláudio. Mesmo tendo sido construído com o dinheiro público, a família do senador mantém as chaves do aeroporto, que não é reconhecido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A pista recebia semanalmente familiares de Aécio e outras aeronaves de pequeno e médio porte cujo pouso tem de ser autorizado pela família do senador.
Em seu mandato como governador de Minas Gerais, Aécio Neves gastou R$ 14 milhões em dinheiro público na construção de um aeroporto privado na fazenda de seu tio-avô na cidade mineira de Cláudio. Mesmo tendo sido construído com o dinheiro público, a família do senador mantém as chaves do aeroporto, que não é reconhecido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A pista recebia semanalmente familiares de Aécio e outras aeronaves de pequeno e médio porte cujo pouso tem de ser autorizado pela família do senador.
Na prática, o aeroporto servia ao próprio senador, que utilizava a pista de pouso ao menos 6 vezes ao ano.
Aécio também esteve envolvido em outro “escândalo aéreo”.
O Ministério Público de Minas Gerais investiga o tucano, ex-governador
de Minas Gerais, por ter usado aeronaves oficiais 124 vezes para ir ao
Rio de Janeiro enquanto era governador do estado, entre 2003 e 2010.
Contas de campanha
O PT pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que sejam investigados os fortes indícios de compra de nota fiscal, de utilização de empresas de fachada e uso de caixa dois na campanha do candidato Aécio (PSDB) à Presidência da República em 2014.
O PT pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que sejam investigados os fortes indícios de compra de nota fiscal, de utilização de empresas de fachada e uso de caixa dois na campanha do candidato Aécio (PSDB) à Presidência da República em 2014.
O PT pediu especial atenção para a
empresa VTG Marketing e Relacionamento LTDA, localizada em Alphaville
Industrial (Barueri-SP), que recebeu R$ 55 mil da campanha e emitiu uma
nota fiscal como prêmio em dinheiro, cobrando uma taxa administrativa, a
indicar que se tratou de compra de nota fiscal e uso de caixa dois.
Nepotismo
Durante sua carreira política em Minas Gerais, Aécio colecionou um currículo extenso de ações nepotistas. Fernando Quinto Rocha Tolentino, primo de Aécio, foi assessor do diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagem (DER/MG). Guilherme Horta, outro primo, assessor especial do então governador. Já a prima Tânia Guimarães Campos foi secretária de agenda do governador. Frederico Pacheco de Medeiros, outro primo, foi secretário-adjunto de estado de Governo. Tancredo Augusto Tolentino Neves, tio, diretor da área de apoio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Andréia Neves da Cunha, irmã, diretora-presidente do Serviço de Assistência Social de Minas Gerais (Servas).
Durante sua carreira política em Minas Gerais, Aécio colecionou um currículo extenso de ações nepotistas. Fernando Quinto Rocha Tolentino, primo de Aécio, foi assessor do diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagem (DER/MG). Guilherme Horta, outro primo, assessor especial do então governador. Já a prima Tânia Guimarães Campos foi secretária de agenda do governador. Frederico Pacheco de Medeiros, outro primo, foi secretário-adjunto de estado de Governo. Tancredo Augusto Tolentino Neves, tio, diretor da área de apoio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Andréia Neves da Cunha, irmã, diretora-presidente do Serviço de Assistência Social de Minas Gerais (Servas).
Da Redação da Agência PT de Notícias
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segunda-feira, 2 de maio de 2016
Finalmente Investigações da Lava Jato chegam ao senador Aécio Neves
| Janot pede investigação contra Aécio e ministro do TCU./Foto: Pedro França/Agência Senado |
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedidos para investigar o senador Aécio Neves (PSDB-MG),e o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União.
A medida foi tomada com base na delação do senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS), preso em novembro de 2015 por tramar contra a Operação Lava Jato. Em fevereiro deste ano, o ex-líder do governo no Senado fez delação e foi solto.
Em sua delação, o senador afirmou que Aécio Neves atuou para maquiar dados do Banco Rural na CPI dos Correios. Presidida por Delcídio em 2005, a comissão investigou o mensalão, esquema que utilizava as empresas do empresário Marcos Valério para lavagem de dinheiro. Além disso, o delator também disse ter ouvido que o tucano mantém conta no paraíso fiscal de Liechtenstein.
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O delator admitiu ter "segurado a barra" para que não viesse à tona a movimentação financeira das empresas de Marcos Valério no Banco Rural que "atingiriam em cheio" o atual presidente do PSDB e seus aliados, como o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP). Segundo Delcídio o tema foi tratado na sede do governo mineiro, por volta de 2005 e 2006, quando Aécio governava o Estado e ainda lhe teria oferecido o avião do governo de Minas para ir ao Rio, o que foi aceito pelo senador.
Delcídio Amaral afirmou, também em relação a Aécio, que "sem dúvida" o presidente nacional do PSDB recebeu propina em um esquema de corrupção na estatal de energia Furnas que, segundo o delator, era semelhante ao da Petrobrás, envolvendo inclusive as mesmas empreiteiras.
O ex-líder do governo tem experiência no setor elétrico, conhece o ex-diretor de Engenharia de Furnas Dimas Toledo, apontado como o responsável pelo esquema de corrupção, e disse ter ouvido do próprio ex-presidente Lula, em uma viagem em 2005, que Aécio o teria procurado pedindo que Toledo continuasse na estatal.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Relator do golpe contra Presidenta Dilma, Antonio Anastasia fez pedaladas quando foi governador de Minas; VEJA!
A pergunta é a seguinte: o que vale para Chico, não vale para Francisco?
A Presidenta Dilma Rousseff está sofrendo um processo de impeachment por ser acusada de praticar “pedaladas fiscais” por atraso de pagamento a bancos públicos - no caso para garantir garantir às
pessoas mais necessitadas desse país o Plano Safra (2015), o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa
Família (2014) e outros programas sociais , sem que tivesse sido registrado prejuízo para os bancos
ou para o Tesouro.
Já o relator do impeachment, senador Anastasia (PSDB/MG), pupilo de Aécio Neves, quando foi
governador de Minas Gerais, recorreu várias vezes às “pedaladas fiscais”, tendo feito inclusive um
Termo de Ajustamento de Conduta por não ter conseguido entregar os recursos constitucionais de
saúde e educação.
A pergunta é a seguinte: o que vale para Chico, não vale para Francisco?
Seria Cômico se não fosse golpe!
governador de Minas Gerais, recorreu várias vezes às “pedaladas fiscais”, tendo feito inclusive um
Termo de Ajustamento de Conduta por não ter conseguido entregar os recursos constitucionais de
saúde e educação.
A pergunta é a seguinte: o que vale para Chico, não vale para Francisco?
Seria Cômico se não fosse golpe!
FONTE: Conversa Afiada via Clickpolítica conforme sugestão do Leitor Abel
Resumo das pedaladas de Antonio Anastasia do PSDB
O
senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) foi posto em um dilema ao ser
escolhido relator da comissão de impeachment no Senado. Encarregado de
analisar as acusações que pesam contra a presidente Dilma Rousseff sobre
as chamadas “pedaladas fiscais”, o tucano corre o risco de admitir que
cometeu crime durante o período em que foi governador de Minas Gerais.
Pois, nesse período, praticou atos idênticos aos que constam na peça
acusatória da presidente. Entre 2011 e 2014 foram editados 972 decretos
de suplementação orçamentária.Resumo das pedaladas de Antonio Anastasia do PSDB
É o que atestam relatórios do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Segundo os documentos, mesmo sem cumprir as metas fiscais estabelecidas nas Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDOs) de 2011, 2012 e 2013, o então governador editou decretos de suplementações orçamentárias para aumento de despesas primárias. Exatamente o mesmo expediente adotado pelo governo federal.
Pedaladas gerais
A diferença primordial entre as medidas adotadas pelo governo federal e o Executivo mineiro na gestão de Antonio Anastasia fica por conta dos valores. Enquanto a acusação contra a presidente Dilma Rousseff se refere a seis decretos de 2015 que somam R$ 2,5 bilhões, os de Anastasia somam, em apenas três anos, R$ 63,3 bilhões. Apenas as suplementações orçamentárias que levam em conta o “excesso de arrecadação”, mesmo com o descumprimento das metas fiscais, somaram R$ 6,4 bilhões.
Em 2011, o orçamento previsto era de R$ 44,9 bilhões, com autorização para aumento de gastos até 18,5% a partir de outubro (10% antes disso). Segundo relatório do TCE-MG, neste ano “os créditos suplementares totalizaram, em valores brutos, R$ 18,285 bilhões”. “Desse montante, R$ 6,221 bilhões oneraram o percentual de 18,5%. O restante dos créditos suplementares – R$ 12,063 bilhões – foi aberto para atender os créditos excluídos do percentual autorizado”, acrescenta o documento.
O mesmo ocorre nos anos seguintes. Em 2012, com orçamento previsto de R$ 51,4 bilhões e autorização para suplementações que onerem os gastos em até 10%, o Executivo estadual editou decretos que somam R$ 22,5 bilhões. Valor quase igual aos R$ 22,4 bilhões de 2013, quando foram previstas receitas de R$ 68,1 bilhões – e os mesmos 10% de possibilidade de suplementações que aumentassem gastos.
Vale ressaltar que os limites foram ultrapassados em todos estes anos mesmo com as leis orçamentárias excluindo do aumento de gastos as despesas com pessoal e encargos sociais, dotações referentes ao pagamento da dívida pública, gastos com recursos vinculados e diretamente arrecadados, despesas com precatórios e sentenças judiciais, créditos para reserva de contingência e contrapartidas de convênios e recursos constitucionalmente vinculados aos municípios.
Apropriação de recursos previdenciários
Enquanto Dilma é acusada de ter atrasado repasses a bancos federais, o governo mineiro, sob a gestão do hoje senador Antonio Anastasia se apropriou definitivamente de recursos previdenciários dos servidores públicos estaduais. Isto foi feito por meio da Lei Complementar 131, sancionada pelo então governador em 6 de dezembro de 2013.
Por meio do texto, o Executivo extinguiu o superavitário Fundo de Previdência do Estado de Minas Gerais (Funpemg) e se apropriou dos mais de R$ 3 bilhões que estavam em suas contas.
Os recursos foram usados para integrar o deficitário Fundo Financeiro de Previdência (Funfip), no qual o governo era obrigado a fazer aportes mensais de R$ 700 milhões. O deficit do Funfip, na ocasião, ultrapassava R$ 8 bilhões.
Investimentos mínimos constitucionais
As “pedaladas” cometidas pelo relator da comissão de impeachment do Senado vão além. Em abril de 2012, o então governador de Minas firmou com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) o chamado Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), por meio do qual a corte de contas admitiu que o Executivo aumentasse gradativamente os investimentos em Saúde e Educação, já que não estavam sendo cumpridos os mínimos constitucionais de 12% e 25%, respectivamente.
O acordo levou o Ministério Público Estadual (MPE) de Minas a entrar, ainda em 2012, com ação na Justiça para anular o TAG. “Importante destacar que, em exercícios anteriores, o mesmo Tribunal de Contas do Estado, nos processos anuais de aprovação de contas de Governadores,
já apontava para a necessidade de cumprimento dos índices constitucionais”, afirma a ação civil pública, citando documentos da corte de contas. “Determinadas despesas, como repasses financeiros para a COPASA (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) ou pagamentos de natureza previdenciária, são comumente relacionados, anualmente, como se fossem gastos com saúde ou educação, respectivamente, gerando inevitável discussão jurídica a respeito de tal possibilidade”, acrescenta o MPE.
Suspeição
O senador Anastasia é membro do partido derrotado nas últimas eleições. Mais que isso, um partido que desde o primeiro momento se mostrou inconformado.
Apenas quatro dias depois do segundo turno das eleições presidenciais de 2014, o PSDB solicitou uma auditoria das urnas. Este foi o primeiro ato do PSDB de contestação e inconformidade ao resultado do pleito. Um ano depois o partido admitiu que não houve fraude.
Em dezembro de 2014, a sigla protocolou no TSE um pedido de cassação do registro da candidatura e da diplomação de Dilma Rousseff e, do seu vice, Michel Temer. Foram além, pediram também que o tribunal diplomasse os candidatos derrotados, Aécio Neves e Aloysio Nunes. Sem sucesso, os derrotados passaram a apostar no quanto pior melhor. Dificultaram o andamento dos trabalho legislativos no Congresso Nacional e, mais tarde, quando o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, declarou que não fazia mais parte da base do Governo, membros do partido apoiaram as pautas-bombas de Cunha com o nítido interesse de prejudicar o executivo.
Flávio Henrique Costa Pereira, advogado do PSDB, é um dos que assina o pedido de impeachment com os juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Junior, e a advogada Janaina Paschoal.
O PSDB sempre teve posição pública e prévia sobre o processo de impeachment, é adversário declarado da presidenta e tem evidente interesse no desfecho da votação.
Lava jato
Além dos vícios mencionados, há de se levar em conta também o interesse no fim da Operação Lava Jato e do combate à corrupção. O desejo no impeachment da presidenta Dilma também é o desejo, por parte de muitos políticos investigados por corrupção, de que as investigações sejam paralisados e diversos inquéritos sejam arquivados para salvar corruptos e corruptores.
O senador Antonio Anastasia recebeu, na eleição de 2014, doações de empreiteiras e de um banco citados na Operação Lava Jato. Foi dele a campanha mais cara do país entre todos os candidatos ao Senado em 2014, com R$ 18,1 milhões em doações.
A campanha de Anastasia arrecadou R$ 2 milhões das empreiteiras Andrade Gutierrez, UTC, OAS, Odebrecht, Queiroz Galvão e do banco BTG Pactual, todos citados na Lava Jato. Só o BTG Pactual doou R$ 1 milhão diretamente ao seu comitê.
Outra coincidência também é que quatro das empreiteiras citadas acima construíram a Cidade Administrativa do governo de Minas Gerais, com o custo de mais de R$ 1 bilhão.
Anastasia chegou a ser incluído em um dos inquéritos da operação, suspeita de lavagem de dinheiro. A investigação foi aberta em março de 2015 porque o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho havia dito em depoimento que entregara, em 2010, a mando do doleiro Alberto Youssef, R$ 1 milhão a uma pessoa que parecia ser o senador.
Sete meses depois, o inquérito foi arquivado pelo ministro Teori Zavascki, do STF. O magistrado acolheu pedido da Procuradoria Geral da República, que avaliou não haver elementos suficientes para manter a investigação. A Polícia Federal pediu a reabertura da investigação com base em documentos que poderiam envolver Anastasia em supostos pagamentos feitos pelo governo de Minas às construtoras OAS e UTC, mas Zavascki manteve o arquivamento.
Fonte: Pedaladasdoanastasia
Vejam Também : Geraldo Alckmin pedalou mais que Dilma. Existe impeachment na terra dos tucanos? Senador Tucano Cassio Cunha Entrega que FHC fez pedaladas
O Perfil de alguns defensores do Golpe contra Presidenta Dilma
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Tucanos negociam recuo de Delcídio em acusação contra Aécio Neves e querem que senador acuse Dilma
Aécio tenta fazer Delcídio negar denúncias sobre Aécio Neves envolvido na Lava Jato e atacar Dilma
Com o aval do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), a oposição
decidiu patrocinar a ida na próxima terça-feira, 26, do ex-líder do
governo no Senado Delcídio Amaral (sem partido-MS) ao Conselho de Ética
da Casa para confrontá-lo publicamente em relação às acusações que o
parlamentar fez sobre o principal líder tucano.
A estratégia, que vem sendo negociada nos bastidores entre membros do PSDB e pessoas ligadas a Delcídio, é que o ex-líder do governo recue no colegiado das afirmações feitas por ele em delação premiada contra Aécio e, se possível, aproveitar para que ele faça acusações públicas contra a presidente Dilma Rousseff às vésperas da votação do afastamento dela pelo Senado.
A ação dos tucanos foi colocada em prática nesta terça-feira,
19, durante reunião do conselho em que, pela quinta vez, Delcídio se
ausentou para fazer a sua defesa pessoalmente do processo por quebra de
decoro parlamentar. Inicialmente indignados com a sucessão de licenças
médicas, os senadores pretendiam recusar a concessão de novo prazo para
que o ex-petista se defendesse. O jogo virou quando o líder do PSDB,
Cássio Cunha Lima (PB), entrou na reunião para se posicionar a favor de
que Delcídio fosse ouvido.
"Ele pode faltar quantas vezes for, não lhe pode ser negado o direito de defesa e de se manifestar", defendeu Cunha Lima. O senador participava da reunião de líderes com Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, para decidir detalhes sobre o processo de impeachment de Dilma, mas, mesmo sendo suplente no conselho, dirigiu-se ao colegiado para fazer a defesa por mais prazo ao acusado.
A manifestação de Cunha Lima causou um efeito manada no restante do conselho. Até mesmo os senadores mais favoráveis à cassação de Delcídio, como Lasier Martins (PDT-RS), recuaram da tentativa de recusar ouvi-lo e resolveram dar mais prazo ao senador. Após a fala de Cunha Lima, o tucano Ataídes Oliveira (TO), que já havia votado contra a concessão de novo prazo a Delcídio, mudou seu voto.
Delcídio foi preso no fim do ano passado sob acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Posteriormente, ele fez um acordo de delação premiada, implicando Aécio e Dilma, e se livrou da cadeia.
Se não fosse a intervenção de Cunha Lima, o conselho iria dispensar o depoimento de Delcídio e intimar a defesa para alegações finais. Comportamento diferente também foi visto na defesa do senador. Nas reuniões anteriores, os advogados apenas apresentavam licenças médicas e a sugestão de nova data para convocação partia do conselho. Pela primeira vez, a defesa garantiu o interesse do senador em comparecer à comissão já na próxima semana.
Paralisado
Apesar de Delcídio ter direito a se defender no processo, não existe obrigação jurídica para que ele compareça ao Senado pessoalmente, podendo enviar suas considerações por escrito. Ainda assim, o colegiado seguiu concedendo novos prazos e o processo está parado na mesma fase há um mês.
A primeira vez que Delcídio foi convocado para depoimento no conselho foi em 23 de março. Na data, nem ele nem qualquer advogado chegou a comparecer à reunião. Nas três reuniões seguintes, o senador faltou.
Aécio foi citado por delatores
O nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG), um dos principais líderes da oposição ao governo Dilma, foi citado durante as investigações da Operação Lava Jato por quatro delatores. O doleiro Alberto Youssef disse ter ouvido do ex-deputado José Janene (que morreu em 2010) que Aécio dividiria a arrecadação de propina de uma diretoria de Furnas com o PP. Em julho de 2015, o operador de valores Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, disse - em depoimento ligado à sua delação premiada - ter levado R$ 300 mil a um diretor da UTC no Rio e que o dinheiro seria destinado ao senador do PSDB. Os dois casos foram arquivados pelo ministro do STF Teori Zavascki por insuficiência de informações.
Em fevereiro deste ano, o lobista Fernando Moura, em depoimento ao juiz Sergio Moro, disse ter ouvido relato de uma suposta divisão de propina proveniente da estatal Furnas para Aécio. Em sua delação premiada, o ex-líder do governo no Senado Delcídio Amaral disse que o tucano - na época governador de Minas - atuou para maquiar as contas do Banco Rural durante CPI dos Correios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A estratégia, que vem sendo negociada nos bastidores entre membros do PSDB e pessoas ligadas a Delcídio, é que o ex-líder do governo recue no colegiado das afirmações feitas por ele em delação premiada contra Aécio e, se possível, aproveitar para que ele faça acusações públicas contra a presidente Dilma Rousseff às vésperas da votação do afastamento dela pelo Senado.
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| A manchetinha na uol |
"Ele pode faltar quantas vezes for, não lhe pode ser negado o direito de defesa e de se manifestar", defendeu Cunha Lima. O senador participava da reunião de líderes com Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, para decidir detalhes sobre o processo de impeachment de Dilma, mas, mesmo sendo suplente no conselho, dirigiu-se ao colegiado para fazer a defesa por mais prazo ao acusado.
A manifestação de Cunha Lima causou um efeito manada no restante do conselho. Até mesmo os senadores mais favoráveis à cassação de Delcídio, como Lasier Martins (PDT-RS), recuaram da tentativa de recusar ouvi-lo e resolveram dar mais prazo ao senador. Após a fala de Cunha Lima, o tucano Ataídes Oliveira (TO), que já havia votado contra a concessão de novo prazo a Delcídio, mudou seu voto.
Delcídio foi preso no fim do ano passado sob acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Posteriormente, ele fez um acordo de delação premiada, implicando Aécio e Dilma, e se livrou da cadeia.
Se não fosse a intervenção de Cunha Lima, o conselho iria dispensar o depoimento de Delcídio e intimar a defesa para alegações finais. Comportamento diferente também foi visto na defesa do senador. Nas reuniões anteriores, os advogados apenas apresentavam licenças médicas e a sugestão de nova data para convocação partia do conselho. Pela primeira vez, a defesa garantiu o interesse do senador em comparecer à comissão já na próxima semana.
Paralisado
Apesar de Delcídio ter direito a se defender no processo, não existe obrigação jurídica para que ele compareça ao Senado pessoalmente, podendo enviar suas considerações por escrito. Ainda assim, o colegiado seguiu concedendo novos prazos e o processo está parado na mesma fase há um mês.
A primeira vez que Delcídio foi convocado para depoimento no conselho foi em 23 de março. Na data, nem ele nem qualquer advogado chegou a comparecer à reunião. Nas três reuniões seguintes, o senador faltou.
Aécio foi citado por delatores
O nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG), um dos principais líderes da oposição ao governo Dilma, foi citado durante as investigações da Operação Lava Jato por quatro delatores. O doleiro Alberto Youssef disse ter ouvido do ex-deputado José Janene (que morreu em 2010) que Aécio dividiria a arrecadação de propina de uma diretoria de Furnas com o PP. Em julho de 2015, o operador de valores Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, disse - em depoimento ligado à sua delação premiada - ter levado R$ 300 mil a um diretor da UTC no Rio e que o dinheiro seria destinado ao senador do PSDB. Os dois casos foram arquivados pelo ministro do STF Teori Zavascki por insuficiência de informações.
Em fevereiro deste ano, o lobista Fernando Moura, em depoimento ao juiz Sergio Moro, disse ter ouvido relato de uma suposta divisão de propina proveniente da estatal Furnas para Aécio. Em sua delação premiada, o ex-líder do governo no Senado Delcídio Amaral disse que o tucano - na época governador de Minas - atuou para maquiar as contas do Banco Rural durante CPI dos Correios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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