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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Aécio Neves aparelha SEBRAE-MG com o cunhado

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O candidato á Presidência  Aécio Neves (PSDB-MG), que nas horas vagas também ocupa o cargo de senador, está tendo mais sorte do que seu correligionário paulista José Serra (PSDB-SP), cujo aparelhamento do SEBRAE-SP tem sido alvo de contestação no judiciário.
 O candidato á Presidência  Aécio Neves (PSDB-MG), que nas horas vagas também ocupa o cargo de senador, está tendo mais sorte do que seu correligionário paulista José Serra (PSDB-SP), cujo aparelhamento do SEBRAE-SP tem sido alvo de contestação no judiciário.Luiz Márcio Haddad Pereira Santos é cunhado de Aécio, e ocupa a Diretoria Técnica do SEBRAE-MG, órgão com forte influência do governo tucano mineiro. Ele é casado com a irmã do senador, Andréa Neves.
Em São Paulo, o superintende do SEBRAE é Bruno Caetano, ligado ao ex-governador José Serra, de quem já foi Secretário Estadual de Comunicação. Ele está sendo acusado de aparelhamento no órgão porque demitiu em massa 150 técnicos qualificados de carreira para contratar outros por critérios políticos, abrigando assessores ligados ao grupo de Serra. Essa denúncia já chegou até na Assembléia Legislativa de São Paulo, através de um discurso do deputado Itamar Borges (PMDB). Os dispensados reclamaram através da justiça trabalhista. Além de questionarem a dispensa coletiva e injustificada, alegam que o próprio regulamento do Sebrae para justificar demissões não foi observado. A 81ª Vara do Trabalho de São Paulo já concedeu liminar de reintegração imediata para 68 demitidos.
Enquanto isso, no SEBRAE mineiro, o aparelhamento com o cunhado do senador Aécio Neves não é questionado.
Não é o único caso de nepotismo em Minas envolvendo parentes do senador. A própria irmã, Andréa Neves, fez parte do Grupo Técnico de Comunicação do Governo de Minas Gerais quando o irmão era governador. Ela também é presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social de Minas Gerais (Servas), uma ONG que recebe a delegação e verbas do governo de Minas para fazer ações de assistência social.
Quando Aécio era governador, seu pai, ainda vivo na época, ocupava uma cadeira no Conselho de Administração de CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais).
Outro caso é o presidente da CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais), Oswaldo Borges da Costa Filho. É casado com Beatriz Faria Borges da Costa, filha do falecido banqueiro Gilberto de Andrade Faria, que foi o segundo marido da mãe de Aécio. Oswaldo é um dos sócios da BANJET, empresa de táxi-aéreo dona do jatinho no qual o senador tucano costumava viajar.
Ah, Luiz Márcio, o cunhado, também foi, nas eleições de 2002, segundo suplente do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu do "mensalão" tucano.
Com esse histórico de misturar questões de estado com negócios de família, o discurso do senador Aécio dizendo-se critico a aparelhamento do estado soa mais falso do que uma nota de três reais.

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