Google+

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Aécio Neves é denunciado de novo, agora por lavagem de dinheiro

leader Senator Aecio Neves speaks during the senate impeachment trial of Brazilian suspended President Dilma Rousseff at the National Congress in Brasilia. President Michel Temer reeled on May 18, 2017 from a report that he authorized payment of hush money to a jailed politician in a scandal threatening to plunge Latin America's biggest country into political meltdown. In another blow for the veteran leader of the center-right PMDB party, his key ally Senator Aecio Neves from the PSDB party was targeted by anti-graft police early
Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, abriu nesta quinta-feira, 22, mais uma investigação contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), desta vez por lavagem de dinheiro; segundo a Procuradoria-Geral da República, o novo inquérito deve apurar suposto recebimento pelo senador afastado de mais de R$ 60 milhões em propina, por meio de notas fiscais frias da JBS; na primeira investigação aberta no STF com base nas delações da JBS, Aécio é acusado dos crimes de corrupção e obstrução da Justiça, por solicitar R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista
Agência Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio decidiu hoje (22) abrir um novo inquérito relacionado ao senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) pelo crime de lavagem de dinheiro. O pedido de abertura foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), após o parlamentar já ter sido denunciado por corrupção.
Agência Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio decidiu hoje (22) abrir um novo inquérito relacionado ao senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) pelo crime de lavagem de dinheiro. O pedido de abertura foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), após o parlamentar já ter sido denunciado por corrupção.
De acordo com a PGR, o novo inquérito deve apurar suposto recebimento pelo senador afastado de mais de R$ 60 milhões em propina, por meio de notas fiscais frias da JBS.
Denúncia anterior

Na primeira denúncia, Aécio é acusado dos crimes de corrupção e obstrução da Justiça. A procuradoria acusa o senador afastado de solicitar R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos delatores da JBS.
Sobre a acusação de obstrução da Justiça, Janot sustenta que o senador afastado tentou embaraçar as investigações da Operação Lava Jato, na qual também é investigado, ao “empreender esforços” para interferir na distribuição dos inquéritos dentro da Polícia Federal. Ao fim, o procurador solicitou ao STF que Aécio e sua irmã sejam condenados ao pagamento de R$ 6 milhões por danos decorrentes dos casos citados de corrupção.
Após ser denunciado, a defesa do senador afastado disse que recebeu “com surpresa a notícia” da denúncia. “A defesa lamenta o açodamento no oferecimento da denúncia e aguarda ter acesso ao seu teor para que possa demonstrar a correção da conduta” de Aécio.
Fonte falando verdades

Rogério Correia, que há 13 anos investiga: Como funcionava e quem blindava a turma de Aécio; sob a Lei Kandir, Minas perdeu R$ 135 bi em arrecadação

Rogério Correia (à esquerda): “Todos sabiam das denúncias contra o Aécio, só que preferiram ignorá-las solenemente e blindar o senador de forma absurda”. No topo, da esquerda para a direita: ministro Gilmar Mendes, juiz Sérgio Moro, PGR Rodrigo Janot. Na coluna à direita, de cima para baixo: ex-PGR Roberto Gurgel, ex-procurador de MG  Alceu José Torres Marques, Danilo de Castro. No pé, Oswaldo Borges da Costa, Oswaldinho, e Danilo de Castro com Antonio Anastasia.
Rogério Correia (à esquerda): “Todos sabiam das denúncias contra o Aécio, só que preferiram ignorá-las solenemente e blindar o senador de forma absurda”. No topo, da esquerda para a direita: ministro Gilmar Mendes, juiz Sérgio Moro, PGR Rodrigo Janot. Na coluna à direita, de cima para baixo: ex-PGR Roberto Gurgel, ex-procurador de MG  Alceu José Torres Marques, Danilo de Castro. No pé, Oswaldo Borges da Costa, Oswaldinho, e Danilo de Castro com Antonio Anastasia.
por Conceição Lemes
Ao disputar a presidência da República, em 2014, Aécio Neves, queridinho da Globo, Veja, Isto É, Época, Estadão, Folha, recebeu apoio maciço da grande mídia, que prontamente incorporou o slogan dos marqueteiros dele — “o homem preparado para governar o Brasil”.
Neto do doutor Tancredo, bonitão, tucano.
Um perfeito menino do Rio, com “brasão” tatuado no braço.
Um príncipe.
No início da noite de 17 de maio, assim que caiu na rede a reportagem de O Globo, revelando grampos-bomba, ele começou a se transformar:
* Joesley Batista, dono da JBS, havia gravado uma conversa de 30 minutos com o senador e presidente nacional do PSDB, pedindo-lhe R$ 2 milhões.
*O dinheiro vivo, entregue a um primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, foi depositado na conta de empresa do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).
Na manhã do dia seguinte, 18 de maio, ao olhar-se no espelho, ele viu um sapo.
O primo Fred e a irmã, Andrea Neves, tinham sido presos em suas casas, na Grande Belo Horizonte.
Andrea é considerada operadora do irmão nas irregularidades investigadas pela Lava Jato. Fred foi o administrador financeiro da campanha de Aécio à presidência.
O seu gabinete no Senado, a casa em Brasília, o apartamento no Rio de Janeiro e o em Belo Horizonte foram alvo de busca apreensão pela Polícia Federal (PF).
O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento imediato de atividades parlamentares, mandou apreender o passaporte e o proibiu de ter contato com outros investigados.
No final da tarde, menos de 24 horas após a denúncia vir a público, Aécio pediu o afastamento da presidência do PSDB. Em comunicado oficial, disse:
“Me dedicarei diuturnamente a provar a minha inocência e de meus familiares para resgatar a honra e a dignidade que construí ao longo de meus mais de 30 anos de vida dedicada à política e aos mineiros, em especial”.
A cada dia, novas denúncias são divulgadas. Aguarda-se para breve a delação de Oswaldo Borges da Costa, o Oswaldinho, principal operador de Aécio, inclusive na Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).
O príncipe virou irremediavelmente cururu. Aquele que, quando morre, nem formiga come.
Pesquisa da CUT/Vox Populi divulgada na segunda-feira passada (06/06) sobre intenção de voto para presidência da República em 2018 aponta nessa direção. Aparece com zero por cento de intenção de voto.
“Aécio ludibriou os brasileiros”, disse há alguns dias o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
“Judiciário, Ministério Público, imprensa e mesmo boa parte dos eleitores tinham conhecimento das denúncias envolvendo o senador Aécio”, rebate o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), em entrevista exclusiva ao Viomundo.
“Eu mesmo entreguei a essas instituições — em alguns casos várias vezes — documentos demonstrando improbidade administrativa, corrupção, truculência contra os que dele discordavam, entre outros crimes do senador Aécio”, atenta Rogério.
“Assim como eu sempre passei amplamente à grande imprensa essas denúncias”, frisa.
“Só que todos preferiram ignorá-las solenemente e blindar Aécio de forma absurda”, põe o dedo na ferida.

Segue a íntegra da nossa entrevista:

Viomundo –Nos últimos 13 anos, o senhor remou contra a maré na Assembleia Legislativa. Foi praticamente uma voz solitária, persistente, contra os malfeitos de Aécio Neves, Antônio Anastasia e o PSDB de Minas. Tem ideia de quantas representações fez contra as gestões deles ao Ministério Público Estadual (MPMG) e ao Ministério Público Federal (MPF)?
Rogério Correia – Nossa! Muitas, a maioria contra o Aécio. No levantamento que acabamos de fazer, a pedido de vocês, do Viomundo, nós elencamos uma porção delas. Mas há muito mais coisas.
Eu não coloquei, por exemplo, os parentes do Aécio que trabalharam nos seus governos para não dizerem que é um problema pessoal.
Não incluí também a perseguição implacável aos que ousassem discordar ou denunciar Aécio, tornando-se seus “inimigos”. Desse modus operandi de Aécio resultaram, por exemplo:
*Tentativa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) de cassar o meu mandato.
*Prisão do jornalista Marco Aurélio Carone e o fechamento do jornal dele, o Novo Jornal.
* No mesmo dia da prisão do Carone,  houve invasão da casa do jornalista Geraldo Elísio – o Picapau –, com busca e apreensão de computador, pen-drives e documentos.
*Perseguição ao lobista Nílton Monteiro, que atuou nos bastidores tucanos e também foi preso.
*25 processos contra a Beatriz Cerqueira, coordenadora do SindUTE-MG e da CUT-MG, para intimidar a sua atuação sindical.
Viomundo – Conhece o Aécio?
Rogério Correia — Eu mal o conheço. Nós nos cumprimentamos umas poucas vezes em atividades institucionais. O meu problema em relação a ele não é pessoal.
Devido à minha persistência em denunciar os malfeitos dele, muitos brincam comigo: “isso é caso de amor (risos). Não é, claro! (risos, de novo)”.
O meu problema é com o que representam politicamente o aecismo e o PSDB mineiro. Eles provocaram o desmonte do Estado de Minas!
Esse processo começou com Eduardo Azeredo [1995 a 1999] e Fernando Henrique Cardoso [na presidência da República, 1995 a 2003].
Todo o setor financeiro de Minas foi entregue a empresas privadas, preferencialmente de amigos. Venderam o Bemge, o Credireal, a Minas Caixa. Venderam a Cemig. Até o Mineirão foi entregue à iniciativa privada dos amigos.
A Lei Kandir [Lei complementar nº87, de 13 de setembro de 1996], do governo Fernando Henrique, liquidou Minas!
Viomundo – Por quê?
Rogério Correia – Nós paramos de cobrar imposto de empresa exportadora. Em consequência, a mineradora explora minério de Minas e não paga imposto para Minas. Isso nos sufocou de tal maneira que o Estado perdeu o seu potencial de crescimento.
Da edição da Lei Kandir até hoje, Minas deixou de receber R$135 bilhões de impostos das empresas exportadoras de minério.
Hoje, a União cobra-nos uma dívida de R$ 80 bilhões! Se fizéssemos o acerto de contas, Minas seria credora de R$ 55 bilhões.
Importante: não foi só o Estado que deixou de receber, todos os municípios também.
Viomundo – E o Aécio?
Rogério Correia – Veio depois, com a história do choque de gestão. Como Minas estava quebrada, era preciso “enxugar” o serviço público, ele partiu para o desmanche da saúde, educação, segurança pública.
Anastasia [secretário de Planejamento nos dois governos Aécio] foi inventor do choque de gestão, Aécio, o político que comandava o esquema.
Leia-se: administração pseudomoderna, nitidamente neoliberal, que “enxugou” o Estado, liquidou com a Educação, a Saúde e Segurança Pública. Hoje, nós temos poucos soldados. Professores mal remunerados, sem plano de carreira. A saúde, em descalabro.
Em 2015, ao tomar posse, o Pimentel [governador Fernando Pimentel] assumiu um Estado completamente quebrado, endividado, sem recurso para investir. Esse é o resultado dos governos do PSDB em Minas.
Viomundo – Como ele conseguiu isso?
Rogério Correia – Por meio da blindagem absurda, que fez com que essa política do tucanato mineiro prevalecesse como se fosse pensamento único.
Além disso, toda a corrupção, o esquema de propinas, o jogo violento bem condizente com as características do próprio Aécio.
Ele conseguiu juntar uma tropa de choque parecida com a que o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, o ACM, tinha na Bahia — aqui, o deputado Sávio Souza Cruz o apelidou de “Aecinho Malvadeza” — e o ex-governador Sérgio Cabral [atualmente, preso em Bangu], no Rio de Janeiro. Uma junção terrível.
A coisa ficou tão grave que Aécio conseguiu ser candidato a presidente da República e perder a eleição em Minas. Se ele não tivesse sido derrotado aqui, seria o presidente da República.
Viomundo – Por que perdeu aí?
Rogério Correia — As pessoas foram vendo que os os dois governos do Aécio [2003 a 2010] e o do Anastasia [2011 a 2014] eram uma farsa, apesar de toda a blindagem.
Viomundo – Considerando que a maioria das denúncias que o senhor fez  foi ignorada, arquivada pelas instituições que deveriam investigá-las, pensou alguma vez em desistir?
Rogério Correia – Nunca!
Viomundo – O que levou a persistir?
Rogério Correia – Alguém já disse: é possível você enganar uma pessoa a vida inteira ou enganar todo mundo durante algum tempo; já enganar todo mundo durante todo o tempo não é possível. Eu pensava comigo: um dia isso vai acabar. Espero ter contribuído, pelo menos, um pouco para isso acontecer.
Viomundo – Antes de o Aécio assumir o governo de Minas, como era a situação?
Rogério Correia — Eu já fazia oposição ao Eduardo Azeredo, quando ele era prefeito de Belo Horizonte [1990 a 1993], e eu, vereador.
Em1999, eu assumi a cadeira de deputado estadual na ALMG e Itamar Franco, o governo de Minas (1999 a 2003).
Itamar já denunciava os tucanos. Ele interrompeu o ciclo neoliberal do Azeredo, enfrentou o Fernando Henrique…
Mas, ao assumir o governo de Minas em 2003, Aécio retomou o ciclo neoliberal com muito mais força. Aí, a minha oposição aos tucanos se ampliou.
Viomundo – Ao longo desses 13 anos, a chamada grande imprensa, Judiciário, Ministério Público ignoraram solenemente as suas denúncias contra o governador e o senador Aécio Neves. Agora, se dizem “surpresos”, “traídos”, “espantados”. O que acha dessa reação?
Rogério Correia – (risos) Todos tinham conhecimento desse conjunto de denúncias que você está publicando hoje. Eu mesmo entreguei a essas instituições os documentos demonstrando as irregularidades, como improbidade administrrativa, corrupção, truculência desmedida contra os que dele discordassem.  Assim como sempre passei amplamente à imprensa essas denúncias. Só que preferiram blindá-lo absurdamente.
Viomundo – Nesse processo de blindagem quem destacaria?
Rogério Correia – Para começar, o seu núcleo político-operacional:
Antonio Anastasia: inventor do choque de gestão.
Andrea Neves: comandava com mão de ferro a imprensa mineira. A “Goebbels” das Alterosas. De 2003 a 2010, comandou o poderoso e estratégico Grupo Técnico de Comunicação, por onde passava toda a verba de publicidade do governo de Minas destinada à mídia. Em troca, mantinha sob silêncio absoluto os fatos negativos referentes ao irmão.
Danilo de Castro: por enquanto está aparecendo pouco, mas era o secretário de governo; fazia as articulações com deputados, Judiciário e Ministério Público.
Frederico Pacheco de Medeiros: Homem de confiança de Aécio na Cemig, onde foi diretor de 2011 a 2015. Articulador da venda de 1/3 das ações da estatal mineira à empreiteira Andrade Gutierrez , Fred foi ainda coordenador financeiro da campanha de Aécio à presidência da República em 2014. Assim como Andrea, está preso desde 18 de maio.
Oswaldo Borges da Costa Filho, o Oswaldinho: principal operador de Aécio,  é casado com uma das filhas do banqueiro Gilberto Faria, que foi casado com dona Inês Maria, mãe de Aécio. Presidiu a Codemig. A equipe dele é que arrecadava o dinheiro de propina da Cidade Administrativa. Em 2014, Aécio cruzou o Brasil em campanha a bordo do jatinho particular do Oswaldinho. Muita coisa ainda vai aparecer dele, que pode ser preso.
Viomundo – E institucionalmente?
Rogério Correia – Influência enorme tanto no MP quanto no TCE.
Viomundo – E o Ministério Público Estadual?
Rogério Correia – Enorme influência também. Entre os procuradores-gerais de Justiça,  o pior foi o dr. Alceu José Torres Marques, que ficou lá 2009 a 2012. Alceu não era engavetador. Era pior. Era o arquivador. Se fosse contra o Aécio, matava no peito. Era só mandar para ele. Brincávamos que era o Aeceu.
Viomundo – O dr. Alceu também impediu promotores de investigarem o Aécio?
Rogério Correia – Sim. O Alceu tirou  da mão do promotor João Medeiros o processo da Rádio Arco-Íris  e arquivou. O promotor recorreu ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que não lhe deu ouvidos, porque lá também o aecismo tem voz predominante.
No Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), desde Itamar Franco, tinha um primo do Aécio chamado Tolentino que arrumava as coisas para os tucanos lá.
Não podemos nos esquecer da blindagem parlamentar-institucional. Aécio tinha controle absoluto da Assembleia Legislativa.
Viomundo – Via irmã Andrea?
Rogério Correia – Não, via Danilo de Castro, que recheava a base aliada de emendas, favores. Como Aécio tinha ampla maioria, ele não permitia que se criasse uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Mesmos singelos requerimentos para pedir notícias, esclarecimentos, dados — por exemplo, sobre o volume de recursos publicitários aprovados para a Rádio Arco-Íris – não eram aprovados. E quando aprovados, a presidência da Assembleia Legislativa não encaminhava e eles eram arquivados.
A partir daí, eles passaram a ter também um domínio no PSDB nacional. Eles montaram um esquema tão forte aqui que conseguiram sobrepor-se ao PSDB de São Paulo.
Viomundo – Qual a explicação para isso?
Rogério Correia — Eles unificaram as elites aqui. Conseguiram uma unidade tão grande que saíram de Minas para o plano nacional, sempre em nome de Minas.
Só que não foi Minas. Foram as elites mineiras, o setor financeiro, o capital financeiro. Sobrepor isso a São Paulo era algo impensável. Eles conseguiram.
Viomundo – Quando o senhor diz “eles”, está se referindo ao núcleo político-operacional de Aécio?
Rogério Correia – Sim. O Aécio também tinha — não sei se mantém agora – tentáculos em Brasília, no Supremo Tribunal Federal, no Ministério Público Federal. Tanto que até agora o pau que deu em Chico não estava dando em Francisco.
No STF, frequentemente ele está tirando retratinhos com o Gilmar Mendes, pra lá e pra cá. Já o namorico com o Moro é recente…
Na verdade, o Aécio sempre teve um esquema nacional de muita proteção. Se esse sistema de proteção fosse só em Minas, ele já teria caído.
Agora, isso não se deve só ao esquema de blindagem. Tem a ver também com o fato de o Aécio ter sido escolhido pelas elites. Tem a ver com o modelo político e econômico que o Aécio e o grupo dele defendem para o Brasil.
Eles defendem os interesses dos mais ricos, das elites brasileiras. Essa unidade político-ideológica das elites, da direita, propiciou que ele crescesse tanto em Minas quanto no restante do País.
Viomundo – Voltando à blindagem do Aécio. No MPF, ela é muito evidente, tanto com o Gurgel quanto com o Janot, concorda?
Rogério Correia – Concordo. O Janot só agora começou a agir. Veja bem. Quando a gente entrava com uma representação aqui, no MPF de Minas, contra o Aécio, ela ia para Brasília, porque ele tem foro privilegiado. Só que lá o procedimento não andava. Já aqui, eles não faziam nenhuma força para sequer separar o que tinha que ir para Brasília de outros elementos que podiam ser investigados pelo MPF, em Minas.
Por exemplo, a denúncia que fizemos contra o Aécio e Andrea por ocultação de patrimônio decorrente da Rádio Arco-Íris (veja quadro).
Nós protocolamos aqui, em Belo Horizonte, ela foi para Brasília. Eu e os deputados Sávio Souza Cruz e Antônio Júlio fomos até a Procuradoria Geral da República.
O PGR era o Roberto Gurgel, antecessor do Janot. Ele deixou na gaveta durante dois anos e dois meses. Depois, quando estava para sair, ele arquivou.
Nós também estivemos na PGR, em Brasília, por causa da Lista de Furnas (veja quadro). Na primeira vez, em 2014, deixamos todos os documentos no gabinete do doutor Janot.
Na segunda vez, em 31 de janeiro de 2015, entregamos, pessoalmente, nas mãos dele. Na ocasião, ele nos disse que “estranhou o fato de o processo da Lista de Furnas só ter chegado agora [31 de janeiro de 2015] à PGR, a partir da intervenção dos deputados petistas”.
Só que, em 25/01/2012, a procuradora criminal Andréa Bayão Pereira, na época no MPF/RJ, concluiu seu trabalho sobre a Lista de Furnas, comprovando o esquema de caixa 2.
E o Janot simplesmente ignorou a denúncia dela, que naquela altura já trabalhava com ele no MPF, em Brasília.
Viomundo – E a blindagem da mídia?
Rogério Correia – Uma ou outra vez a gente conseguia furar o bloqueio da grande mídia, mas a grosso modo a blindagem em relação ao Aécio era absoluta.
A Andrea comprava o silêncio da mídia mineira. Só que essa mídia, além do silêncio em relação aos malfeitos do Aécio, atacava os adversários do Aécio.
A gente era vítima da “sua imprensa”, que se prestava o papel de injuriar, caluniar, quem não concordasse com Aécio Neves.
Nessa blindagem, incluem-se rádios e TVs de Minas. Uma blindagem absoluta, mesmo. Tanto que o dia em que a Andrea foi presa o Sindicato dos Jornalistas considerou o dia da liberdade de imprensa em Minas. Fizeram até festa.
Viomundo – E os órgãos de repressão?
Rogério Correia – Também faziam parte do esquema de blindagem do Aécio.
Nós tivemos a prisão do Carone, a prisão do Nilton Monteiro, a invasão da casa do “Picapau”, o fechamento do NovoJornal,
O Carone só não morreu, porque, felizmente, o secretário de Defesa Social à época, a meu pedido, transferiu-o de uma cela na Gameleira, onde estava tendo um infarto, para um hospital.
Eles torturavam  física e psicologicamente o Carone para que ele me denunciasse, dizendo que eu teria feito parte da falsificação da Lista de Furnas. Só que a lista é 100% verdadeira!
Às vezes eles recorriam também ao Ministério Público, ao Tribunal de Justiça, para intimidar os adversários.
Há 25 processos contra a Bia Cerqueira, presidente do SindUTE e da CUT/MG. Eles diziam que a Bia favorecia eleitoralmente os adversários do Aécio.
O que ela fazia com os sindicalistas, no período eleitoral, era chamar a atenção, fazer debates, chamar todos os candidatos para ver a posição que tinham em relação à educação.
Como o PSDB é inimigo da educação pública, eles tentavam impedir o sindicato de dizer as posições de cada candidato. Nós demos um flagrante com TV e tudo em 3 policiais P2, que estavam nas costas dela, tentando coagí-la a reprimir a greve.
Viomundo – O Aécio já mandou recado ao Pimentel, via deputado federal petista Gabriel Guimarães, para fazer o senhor maneirar nas denúncias contra ele. E, aí?
Rogério Correia — Nós não vamos dar trégua. Não adianta o Aécio ligar pra deputado do PT, governador, senador, nem para o papa. Aliás, o Papa Francisco não iria atendê-lo.
Crédito da tabela abaixo: Conceição Lemes, Viomundo; o aeroporto de Montezuma fica próximo e não “nas terras” do pai de Aécio, falecido; Aécio e Andrea herdaram a fazenda. O Viomundo fez um minidocumentário lá.
Conceição Lemes, Viomundo; o aeroporto de Montezuma fica próximo e não “nas terras” do pai de Aécio, falecido; Aécio e Andrea herdaram a fazenda
denuncias Aecio Neves do psdb
Na fotomontagem, algumas das idas de deputados ao Ministério Público de Minas Gerais e à Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, para denunciar malfeitos do senador Aécio Neves
FONTE:Site Deputado Rogerio Correa

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Primo de Aécio entrega R$ 1,5 mi de dono da JBS

Frederico foi preso no dia 18 de maio durante a Operação Patmos

Primo de Aécio entrega R$ 1,5 mi de dono da JBS A defesa de Frederico Pacheco, primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), fez um depósito judicial nesta terça-feira, 13, no valor de R$ 1,5 milhão em agência da Caixa Econômica Federal no bairro Luxemburgo, zona sul de Belo Horizonte. Frederico foi preso no dia 18 de maio durante a Operação Patmos.

Os recursos depositados seriam parte dos R$ 2 milhões repassados pela JBS ao senador, conforme delação premiada de Joesley Batista, um dos donos da empresa. Frederico Pacheco foi um dos encarregados de transportar os recursos. Mendherson Souza Lima, que trabalhava para o senador Zezé Perrella (PMDB-MG), também teria participado do transporte do dinheiro.

No mês passado, a PF apreendeu duas sacolas com um total de R$ 480 mil na casa da sogra de Mendherson, em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte. O mandado de busca e apreensão foi anexado ao inquérito que investiga Aécio, no dia 26. Frederico e Mendherson estão presos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

A informação sobre o valor depositado na Caixa foi repassada pelo advogado de Mendherson, Antonio Velloso Neto. A operação foi acompanhada pela Polícia Federal.

‘Lavagem’

Para o advogado, o depósito realizado hoje mostra que não houve lavagem de dinheiro com o uso de conta-corrente de empresa do filho do senador Perrella, Gustavo Perrella.

Conforme as investigações da PF, parte dos R$ 2 milhões teria sido depositada na conta da Tapera Participações e Empreendimentos Agropecuários, que tem como dono Gustavo. "Não existe essa história de lavagem de dinheiro. Mendherson nunca lavou dinheiro na empresa do Perrella e nunca lavou dinheiro para ninguém", afirmou Velloso. "É a comprovação absoluta de que o dinheiro não está mais em circulação."

O advogado de Frederico Pacheco não atendeu ligações telefônicas nem respondeu a questionamentos feitos pela reportagem por mensagem. À época da prisão de Frederico e Mendherson, a defesa de AécioNeves afirmou que os R$ 2 milhões seriam um empréstimo para pagar seus advogados nas investigações da Operação Lava Jato

Fonte: http://www.opopular.com.br/editorias/politica/primo-de-a%C3%A9cio-entrega-r-1-5-mi-de-dono-da-jbs-1.1292781

sexta-feira, 2 de junho de 2017

PGR denuncia Aécio Neves ao STF por corrupção passiva e obstrução de Justiça

Também foram denunciados, mas somente por corrupção passiva, a irmã e o primo do senador do PSDB-MG, e um ex-assessor do senador Zeze Perrella (PMDB-MG). Os três estão presos.


PGR denuncia Mineirinho Aécio Neves (PSDB/MG... por psdbcensuradopeloyoutube

do G1 
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nesta sexta-feira (2) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o senador Aécio Neves (PSDB/MG) pelos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça (leia a íntegra da denúncia).
Janot pediu, ainda, "a decretação da perda da função pública para os condenados detentores de cargo, emprego público ou mandato eletivo, principalmente por terem agido com violação de seus deveres para com o Estado e a sociedade."
Também foram denunciados, mas somente por corrupção passiva, a irmã de Aécio, Andrea Neves; o primo, Frederico Pacheco; e o ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrela (PMDB-MG) Mendherson Souza Lima.
Na denúncia, Janot pede que Aécio e Andrea Neves sejam condenados a pagar R$ 6 milhões a título de reparação por danos morais decorrentes de corrupção (R$ 4 milhões) e reparação por danos materiais (R$ 2 milhões) causados pelas condutas deles.

A denúncia é baseada nas investigações da Operação Patmos, em razão da qual Aécio foi afastado do mandato parlamentar, e Andrea Neves, Pacheco e Souza Lima foram presos. Eles foram citados nas delações premiadas de executivos da JBS. O senador se diz "vítima de uma armação".
Um dos elementos da investigação é uma gravação do empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, que registrou com um gravador escondido uma conversa entre ele e o senador.
No diálogo, Aécio pede ao empresário R$ 2 milhões a fim de pagar um advogado para defendê-lo na Operação Lava Jato.
A Polícia Federal filmou, com autorização do STF, a entrega por Ricardo Saud, diretor da JBS, de uma parcela de R$ 500 mil ao primo de Aécio, Frederico Pacheco, que posteriormente repassou o dinheiro a Mendherson de Souza Lima, assessor do senador Zeze Perrella (PMDB-MG). Pacheco e Souza Lima foram presos na Operação Patmos. 

A denúncia contra Aécio Neves será analisada pelo relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, que vai notificar os acusados a apresentarem defesa. Depois, em prazo não definido, levará o caso à Primeira Turma do STF, que decidirá se Aécio vira réu pela acusação.
Aécio é alvo de oito inquéritos no Supremo. Um deles é a investigação aberta a partir da delação dos executivos e donos da JBS, na qual o senador foi denunciado.
Há outros cinco inquéritos abertos para investigá-lo a partir das delações dos executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht, todos no âmbito da Operação Lava Jato, e mais dois instaurados a partir das delações do senador cassado Delcídio do Amaral, que estão sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

PF apreende anotação escrita 'Cx 2' no apartamento de Aécio Neves

O senador Aécio Neves e o Juiz da Lava Jato Sergio Moro se divertindo em evento da Istoé


A Polícia Federal apreendeu no apartamento do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), no Rio, uma anotação manuscrita em que estava escrito "Cx 2".
"Diversos documentos acondicionados em saco plástico transparente, dentre eles 01 papel azul com senhas, diversos comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição 'Cx 2'", informa relatório da PF incluído no inquérito com base na delação da JBS em supostos atos ilícitos.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) apura se Aécio Neves, o presidente Michel Temer e o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) cometeram crimes de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.
Aécio foi alvo da operação Patmos, desdobramento da Lava Jato, no dia 18 de maio. 
Fonte:Folha De São Paulo

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Delator diz que JBS pagou R$ 43 milhões a partidos para apoiarem Aécio Neves em 2014

Delator diz que JBS pagou R$ 43 milhões a partidos para apoiarem Aécio Neves ptb solidariedade DEM PMDB PMN Pt do B PTN PTC PEN PSL PSC PSDC PSDB
Delator diz que JBS pagou R$ 43 milhões a partidos para apoiarem Aécio Neves ptb solidariedade DEM PMDB PMN Pt do B PTN PTC PEN PSL PSC PSDC PSDB

Ao menos 12 partidos políticos receberam dinheiro da JBS em troco de apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB/MG) à Presidência da República, em 2014. A holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista repassou às legendas R$ 43,170 milhões a pedido do então candidato.

A informação consta no acordo de delação premiada do diretor de Relações Institucionais do grupo J&F, Ricardo Suad.

No documento da Procuradoria Geral da República (PGR),  Saud diz que “Aécio orientou que a propina fosse distribuída para a compra de partidos políticos que integrassem a coligação (de Aécio) à Presidência da República”.

Assim, atendendo ao pedido do tucano, Saud conta aos procuradores que o PTB foi o que mais recebeu: R$ 20 milhões. Do montante, segundo o delator, R$ 17,950 milhões se referem a doações oficiais aos diretórios dos estados. Os repasses foram feitos entre 23/6/2014 a 14/04/2014. Outros R$ 2,050 milhões em espécie foram entregues a um interlocutor da legenda.

Com R$ 15,270 milhões, o Solidariedade foi o segundo que mais embolsou recursos no esquema. Do total, R$ 11 milhões foram doados oficialmente ao diretório nacional, presidido pelo deputado federal Paulinho da Força.

De acordo com o executivo da JBS, “orientado por Aécio, Paulinho da Força procurou Joesley Batista no antigo escritório da J&F e ajustou os pagamentos”. Assim, Paulinho teria recebido “R$ 4 milhões por meio de liquidação de notas fiscais”. O restante do dinheiro destinado ao Solidariedade foi distribuído para representantes de empresas dos ramos de transporte, material de construção e elétrica.

Para o PMDB, partido que compunha chapa com a então candidata Dilma Rousseff (PT), rival de Aécio, foram R$ 1,5 milhão, em doação oficial em 24/10/2014.

Já o DEM foi destinatário de R$ 2 milhões. Conforme a delação de Ricardo Saud, inicialmente a quantia acordada por Aécio para a direção do partido teria sido de R$ 10 milhões. Mas o tucano mudou de ideia e “autorizou a redistribuição”, o que deixou o representante do DEM “indignado”.

Ao diretório nacional do antigo PTdoB, rebatizado de Avante mas ainda presidido pelo deputado Luis Tibé, foram repassados R$ 1 milhão, em doação oficial em 11/9/2014. Menos de uma semana mais tarde, o PMN foi agraciado com R$ 1,3 milhão, de forma oficial.

PSC, PSL e PEN receberam, respectivamente, R$ 100 mil, R$ 150 mil e R$ 500 mil, todas de forma oficial. Já para o PTC foram dois repasses: R$ 400 mil para o diretório nacional, em doação oficial em 11/9/2014, e R$ 250 mil para o comitê financeiro regional de Minas, também em doação oficial feita quatro dias depois.

O PTN também foi contemplado em dose dupla. Foram R$ 250 mil para o diretório de Minas e R$ 400 mil para o nacional, ambas registradas. Ainda segundo o delator, R$ 50 mil foram doados ao PSDC.

Danilo de Castro

Homem forte nos governos do PSDB em Minas, o ex-deputado Danilo de Castro também foi citado na delação de Ricardo Saud.

Ainda no anexo dedicado a Aécio Neves, o delator contou aos procuradores que Danilo de Castro foi indicado pelo tucano para interceder a favor dos interesses do grupo em Minas.De acordo com Saud, “Aécio prometeu a Joesley Batista” liberar créditos de ICMS de duas empresas do grupo no valor total de R$ 24 milhões.

Segundo o delator, cinco ou quatro reuniões para agilizar a liberação dos recursos foram realizadas entre o executivo e Danilo, “que telefonava para a SEFAZ-MG (Secretaria de Estado de Fazenda de Minas) e pedia a liberação dos créditos”. Apesar das tratativas, os recursos não foram liberados.Leia também: A amizade de Temer com os Batista levou Junior Friboi para o PMDB
Fonte:Dos Amigos do Lula

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Imagens da mala de dinheiro para Michel Temer e Aécio Neves

A delação da JBS, a mais dura em três anos de Lava-Jato, merece este título em grande parte devido às cenas a seguir. Nelas, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), destacado pelo presidente Michel Temer para tratar com Joesley Batista dos interesses de seu grupo empresarial, é flagrado pegando R$ 500 mil em propina — a primeira parcela de um montante prometido de R$ 480 milhões.

As cenas também são devastadoras para o presidente do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves. A Polícia Federal filmou o primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, pegando, a mando de Aécio, R$ 1,5 milhão em propina — três quartos dos R$ 2 milhões que Aécio pediu, sem saber que era gravado, para Joesley. As cenas abaixo mostram esta entrega, ocorrida em 28 de abril deste ano.



                              A entrega de dinheiro para o indicado por Temer
Imagens da mala de dinheiro para Michel Temer e Aécio Neves


              A primeira entrega de dinheiro ao primo de Aécio Neves

Mala de dinheiro a Aecio neves do PSDb e Temer do PMDB

As filmagens da PF mostram que, após receber o dinheiro, Fred repassou, ainda em São Paulo, as malas para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG). Mendherson levou de carro a propina para Belo Horizonte. Fez três viagens — sempre seguido pela PF. As investigações revelaram que o dinheiro não era para advogado algum. O assessor negociou para que os recursos fosse parar na Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo Perrella, filho de Zeze Perrella. As cenas abaixo mostram a primeira entrega, ocorrida em 12 de abril deste ano.Imagens publicadas no blog do Lauro Jardim via blog Amigos Do Lula

STF finalmente afasta Aécio Neves do Senado

PGR pede prisão de Aécio Neves e decisão irá a plenário do STF; senador é afastado

STF finalmente afasta Aécio Neves do Senado ronaldo fenomeno butijão dizendo que votou no Aecio Neves
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu afastar do cargo o senador mineiro Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e que aparece, segundo reportagem, em gravação pedindo R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS, que negociam delação premiada.

Também foi afastado, a pedido da Procuradoria-Geral da República, o deputado Rocha Loures (PMDB-PR), um dos assessores mais próximos do presidente Michel Temer e que teria sido filmado recebendo uma mala de R$ 500 mil.

Há também um mandado de prisão preventiva contra Andrea Neves, irmã do senador, e contra o procurador da República Ângelo Goulart Vilela, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A Procuradoria chegou a pedir a prisão de Aécio, mas o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, encaminhou o caso para deliberação do plenário do STF.

Residências de Aécio em Brasília, Rio e Belo Horizonte estão sendo alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta (18). Também são alvos da operação o senador Zezé Perrella (PMDB-MG), o deputado Rocha Loures (PMDB-PR) e Altair Alves, conhecido por ser braço direito do deputado Eduardo Cunha.

Policiais federais chegaram às 6h na casa de Aécio em Brasília, que fica no Lago Sul, uma das regiões mais nobres da cidade. O advogado de Aécio, José Eduardo Alckmin, está no local, mas ainda não há confirmação de que o senador esteja lá.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, telefonou para o presidente do senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), pouco antes das 6h para informá-lo de que era preciso fazer a operação. Acertaram que a polícia legislativa acompanharia os policiais federais.

A PF está fazendo buscas no Congresso e na casa do coronel João Baptista Lima Filho, ligado a Temer.
Dos Amigos do Lula

Andrea Neves, irmã do senador e presidente do PSDB Aécio Neves, é presa em Belo Horizonte (MG)


Polícia Federal confirma prisão preventiva de Andrea Neves, irmã de Aécio Neves, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Ela foi presa no condomínio em que reside na capital mineira. Ao contrário do que se dizia, Andrea Neves não estava no exterior.

Há um pedido de prisão preventiva de Aécio Neves (PSDB-MG) requisitado pelo procurador-geral Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal (STF). O relator da Lava Jato no STF Edson Fachin decidiu submeter o pedido ao plenário da Corte. A análise do caso ainda não foi pautada na agenda do Supremo pela presidente do Tribunal, Cármen Lúcia

Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, teve o afastamento do cargo de senador por Minas Gerais determinado em decisão de Fachin na manhã desta quinta-feira (18).

A cúpúla do PSDB se reúne às 10h30 no gabinete do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) para avaliar a permanência de Aécio na presidência da sigla,
Dos Amigos do Lula

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Bomba atômica: JBS delata Temer, Aécio Neves e compra do silêncio de Cunha

Acima Aécio Neves(PSDB), Michel Temer (PMDB) com o Juiz da Lava jato Sergio Moro em evento da ISTOÈ
Acima Aécio Neves(PSDB), Michel Temer (PMDB)
com o Juiz da Lava jato Sergio Moro em evento da ISTOÈ
 


Donos da JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista foram ao STF fazer uma denúncia explosiva ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato; eles têm gravações de Michel Temer dando aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e deputado cassado, hoje condenado e preso; já o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley; o dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal, segundo denúncia feita pela Globo







247 - Donos da JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista fizeram nesta quarta-feira 17 uma denúncia explosiva ao ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, noticiou a Rede Globo.
Os empresários disseram ter gravações de Michel Temer dando aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e deputado cassado, hoje condenado e preso.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) também foi gravado, pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal.
O Plantão da Globo
Vejam a transcrição das falas do Aecio Neves
Transcrição de Audio entre Aecio Neves e... por psdbcensuradopeloyoutube Vejam a escuta do Michel Temer Vídeo da Escuta de Temer misteriosamente censurado pelo Youtube vejam outra cópia no Facebook

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Marcelo Odebrecht entrega registro de condomínio para confirmar jantar com Aécio Neves

p>
O empresário Marcelo Odebrecht entregou à Operação Lava Jato documentos para corroborar suas declarações ao Ministério Público Federal. Um deles é o registro da portaria do condomínio onde mora, em São Paulo, que aponta o número da placa do carro do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a entrada do veículo em 26 de maio de 2014, às 20h50. As informações são do Estado de S. Paulo.

O empreiteiro tenta confirmar um jantar, naquela data, no qual teria acertado com o tucano ‘pagamentos mensais para o PSDB’. Segundo Marcelo Odebrecht, o encontro ocorreu ‘antes da campanha presidencial de Aécio Neves de 2014 se tornar oficial’.
Marcelo Odebrecht entrega registro de condomínio para confirmar jantar com Aécio Neves 
“Pelo que me recordo foi no montante de R$ 500 mil, para bancar os gastos pré-campanha, sendo que coube a Benedicto Junior acertar os detalhes como estes pagamentos se dariam. Posteriormente, doamos de forma oficial para o Aécio Neves, por conta de sua campanha a presidente de 2014, aproximadamente R$ 5 milhões”, informou o executivo no anexo de sua delação premiada.
Marcelo Odebrecht entrega registro de condomínio para confirmar jantar com Aécio Neves (PSDB/MG)
“Eu acertei com ele um valor de gastos pré-campanha, entendeu? Depois, a gente tentou recuperar como foi operacionalizado, mas nem eu nem Júnior (Benedicto), a gente se lembra. Aparentemente, pode ter sido até por doação oficial ao PSDB ou por caixa 2. Mas foram para gastos pré-campanha, e a gente bancou assim durante 10 meses valores que eu…, mas foi algo entre… Mas aí é que está o detalhe, eu me lembrava que eram R$ 500 mil por mês por 10 meses e aí a gente só conseguiu achar… não consegue. Eram valores relevantes pré-campanha para 2014 e que foram operacionalizados ou pagos ao PSDB, antes da abertura do comitê dele, ou por caixa 2”, relatou.

“Esse foi o valor que eu acertei com o Aécio, era um momento que não tinha aberto o comitê e o PSDB precisava disso para gastos pré-campanha, questão de pesquisa essas coisas todas. Depois a gente fez uma doação oficial a Aécio, num montante mais ou menos equivalente ao montante para Dilma (Rousseff), que era mais ou menos 5 milhões. Deve ter feito também alguma contribuição que eu não me lembro mais, por volta de 2, 3 milhões no Comitê do PSDB para ele. Do ponto de vista oficial, a gente equilibrou o valor de Aécio com o valor de Dilma.”
Fonte:Dos Amigos do Lula

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Em MG, Anastasia e Aécio Neves receberam os maiores repasses, diz Odebrecht e Dallagnol e Juiz Sergio Moro insistem em falar que PSDB não participou do esquema

Em MG, Anastasia e Aécio Neves receberam os maiores repasses, diz Odebrecht e Dallagnol e Juiz Sergio Moro insistem em falar que PSDB não participou do esquema
O Dengo e o Mineirinho rindo da justiça que Sergio Moro só persegue o Lula e eles livres para roubarem

A lista apresentada pelo delator e ex-executivo Benedicto Junior apontou que, entre os mineiros, o senador Antonio Anastasia (PSDB) é o que teria recebido o maior repasse por meio de caixa 2; de acordo com a planilha da empreiteira, foram R$ 5,47 milhões em oito parcelas ao longo de 2010, quando o tucano disputou e venceu a reeleição para governador de Minas; o segundo maior favorecido seria senador Aécio Neves (PSDB), que ganhou o apelido de “Mineirinho”; o parlamentar teria recebido R$ 5,25 milhões em cinco transferências, em 2010

Minas 247 - A lista apresentada pelo delator e ex-executivo Benedicto Junior cita nominalmente 40 mineiros em uma uma relação de 187 políticos. O relatório apontou repasses de caixa 2 que teriam sido feitos entre 2008 e 2014 a vários políticos. Entre os mineiros, o senador Antonio Anastasia (PSDB) é o que teria recebido o maior repasse por meio de caixa 2. De acordo com a planilha da empreiteira, foram R$ 5,47 milhões em oito parcelas ao longo de 2010, quando o tucano disputou e venceu a reeleição para governador de Minas. Na planilha, Anastasia é apelidado de “Dengo”. O segundo maior favorecido seria senador Aécio Neves (PSDB), que ganhou o apelido de “Mineirinho”. O parlamentar teria recebido R$ 5,25 milhões em cinco transferências, em 2010. O delator afirmou que os valores foram acertados diretamente com Aécio, sem interlocutores. O então vice-governador de Anastasia, Alberto Pinto Coelho (PP), teria recebido dez parcelas que, somadas, chegam a R$ 825 mil. O dinheiro seria para apoiar o PP e aliados da sua base, de acordo com o ex-executivo. Em troca, Pinto Coelho trabalharia no “desenvolvimento de projetos de infraestrutura de interesse da empresa”. Entre os nomes com atuação no estado, 24 cumprem mandatos. Os repasses a representantes de Minas Gerias foram divididos entre 14 partidos que atuaram na base e na oposição ao governo federal entre 2008 e 2014: PSDB, PPS, DEM, PMDB, PP, PSD, PT, PSB, PV, PCdoB, PR, PTN, PMB e PDT.
Vejam o que o procurador do Power Point acha da corrupção do PSDB
Veja também a desculpa de Sergio Moro para não investigar o PSDB http://www.politicaemdebate.com/2016/07/acredite-se-quiser-sergio-moro-diz-que.html

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Aécio Neves e José Serra podem pegar penas de até 22 anos se a justiça não for MOROsa com eles

Aécio Neves e José Serra podem pegar penas de até 22 anos se a justiça não for MOROsa com eles
Senadores Aécio Neves(PSDb/MG), presidente do PSDB, e José Serra (PSDB-SP) podem ser condenados a 22 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbitos das investigações deflagradas com as delações da Odebrecht; dos 98 investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir da colaboração premiada da Odebrecht, 67 são acusados de cometer crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, cujas penas, somadas, podem chegar a até 22 anos de prisão.

247 - Os senadores Aécio Neves, presidente do PSDB, e José Serra (PSDB-SP) podem ser condenados a 22 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbitos das investigações deflagradas com as delações da Odebrecht.
Dos 98 investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir da colaboração premiada da Odebrecht, 67 são acusados de cometer crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, cujas penas, somadas, podem chegar a até 22 anos de prisão.
Aécio Neves é alvo de cinco inquéritos autorizados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. Em um dos processos, delatores afirmam que o grupo do senador e presidente do PSDB teria recebido R$ 50 milhões em troca de favores em projetos do setor elétrico, como Furnas e Cemig.
O tucano José Serra e o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), também serão investigados no Supremo.
O temor de ser processado por corrupção, que prevê penas de até 12 anos, e lavagem de dinheiro, com previsão de 10 anos, é o maior entre políticos e pessoas ligadas a eles que são investigadas nos inquéritos. Não apenas pela pena mais rígida, mas também pelos maiores prejuízos à imagem pública dos acusados, tendo em vista as eleições de 2018. o julgamento precisa ser mais rápido — afirma.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Odebrecht acusa Aécio Neves como ‘organizador’ de fraudes e propinas na Cidade Administrativa

Odebrecht acusa Aécio Neves como ‘organizador’ de fraudes e propinas na Cidade Administrativa
Ex-governador de Minas Gerais e candidato derrotado à Presidência da República em 2014, Aécio foi citado nas delações feitas por Marcelo Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Sérgio Luiz Neves, Cláudio Melo Filho e Henrique Valladares. Nas denúncias apresentadas ao STF, o Ministério Público Federal (MPF) diz que o tucano praticou os crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) é apontado por delatores da Odebrecht como o organizador de ‘um esquema para fraudar processos licitatórios’ na construção da Cidade Administrativa, em Minas. O tucano e o ex-presidente da Codemig, responsável pela licitação, Oswaldo Borges da Costa, serão investigados em um inquérito no Supremo Tribunal Federal, pedido pela Procuradoria-Geral da República e autorizado pelo relator da Operação Lava Jato na Corte, ministro Edson Fachin. O Estado teve acesso com exclusividade a despachos do ministro, assinados eletronicamente no dia 4 de abril.

“Consoante o Ministério Público, os referidos colaboradores apontam, por meio de declaração e prova documental, que, no início de 2007, o senador Aécio Neves da Cunha, recém-empossado para o segundo mandato de governador do Estado de Minas Gerais, teria organizado esquema para fraudar processos licitatórios, mediante organização de um cartel de empreiteiras, na construção da ‘Cidade Administrativa’ (ou ‘Centro Administrativo’) de Minas Gerais, com o escopo último de obter propinas decorrentes dos pagamentos das obras”, destaca Fachin.

O inquérito sobre Aécio é embasado nas delações dos executivos da Odebrecht Sérgio Luiz Neves e Benedicto Barbosa da Silva Junior.

A Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves é a sede do governo do Estado de Minas Gerais. Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, Cidade Administrativa foi inaugurada em 2010 e custou mais de R$ 1,2 bilhão.

O projeto foi pago pelo governo de Minas e fechado pelo então governador. A Odebrecht liderou o consórcio que construiu a Cidade Administrativa, junto com a Queiroz Galvão e a OAS. A responsável pelo contrato foi a estatal Codemig.

A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público de Minas Gerais já investiga suspeitas de fraude à licitação nas obras da Cidade Administrativa de Minas.

Inquérito civil público foi aberto em setembro do ano passado após vir à tona que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro citaria em delação premiada na Operação Lava Jato o pagamento de propina de 3% do valor do empreendimento a um dos principais auxiliares do tucano, o empresário Oswaldo Borges da Costa Filho.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Aécio Neves recebia mesada de de 1 milhão de reais a 2 milhões, afirma delator

AECIO-NEVES_PSDB
Marcelo Odebrecht e outro executivo da empresa contaram que o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, recebeu “vantagens indevidas” em troca de apoio a interesses da empreiteira, sobretudo no caso dos projetos das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau. Segundo o colaborador Henrique Valladares, Aécio, identificado como “Mineirinho”, recebia mesadas que variavam de 1 milhão de reais a 2 milhões de reais.
O teor de outro inquérito envolvendo o senador tucano revela que, em seus acordos de colaboração, Marcelo Odebrecht e Benedicto Júnior apresentaram provas documentais de que, em 2014, efetuaram o pagamento de “vantagens indevidas” em benefício do senador Aécio Neves e de seus aliados políticos. O relato foi confirmado pelo principal executivo da empreiteira em Minas Gerais.
FONTE: MSN Brasil: