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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Aécio Neves e Renan Calheiros, jogo de compadres

Terminada a votação para presidência do Senado, a máscara do senador Aécio Neves (PSDB-MG) caiu, revelando um jogo de compadres. 

A TV Senado pegou em flagrante o tucano dando um caloroso abraço no vencedor Renan Calheiros (PMDB-AL) e o resultado garantiu para o PSDB um lugar na mesa do Senado para o correligionário Flexa Ribeiro (PSDB-PA), contrariando a regra de deixar fora da mesa quem vota em desacordo com a proporcionalidade das bancadas.

O PMDB ameaçava não apoiar Flexa Ribeiro no posto se houvesse 22 ou 25 votos do lado que Taques. Com a baixa votação do "anticandidato", o senador tucano conseguiu ser escolhido "prefeito do Senado" com 58 votos, sem problemas.

E não é um lugar qualquer. É a cobiçada primeira secretaria, apelidada de "prefeitura" da Casa, porque administra licitações e contratos. Com isso, os tucanos ficaram com a chave do cofre do Senado. Um orçamento de R$ 3,5 bilhões por ano, maior do que a maioria das capitais brasileiras, inclusive cidades com mais de 2 milhões de habitantes.

O novo "guardião" da chave do cofre do Senado já foi preso pela Polícia Federal em novembro de 2004 na Operação Pororoca. Flexa Ribeiro e 27 empresários foram acusados de fraudes em licitações públicas no Amapá e no Pará. Uma das empresas beneficiadas pelo esquema era a Engeplan, da qual o tucano era sócio.

Além de controlar grandes licitações de obras, serviços de segurança, transporte, alugueis de veículos, limpeza, fornecedores, etc, o cargo permite fazer contratos como aquele que proporcionava pagamentos mensais para o jornalista Ricardo Noblat (que cobre o noticiário do Senado) para fazer um programa semanal de jazz na Rádio Senado.

Moral da história: no Jornal Nacional Aécio apresentou-se como se estivesse apoiando Taques. Nos bastidores entregou o jogo a Renan, naquele melhor estilo de jogo combinado entre compadres, para garantir o estratégico controle do cofre do Senado para os tucanos, coisa que prenuncia ser de grande valia no financiamento da campanha de 2014 além de "otras cositas más".

Um comentário:

Mauricio Ferrão disse...

Olha não vi nada de caloroso, mais parece aquele abraço que a mãe manda a gente dar na tia quando a gente é moleque e a gente da só pra obedecer.

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