Google+ Debate no SBT foi devastador para Aécio: nepotismo, bafômetro, propina para o PSDB

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Debate no SBT foi devastador para Aécio: nepotismo, bafômetro, propina para o PSDB





O debate do SBT foi diferente do anterior na Band. O nocaute de Dilma sobre Aécio foi de efeito retardado.

Durante o debate houve um duelo entre a força de agressividade (de Aécio, parecendo que encarnou o senador Mario Couto) contra a inteligência de Dilma, que se saiu vitoriosa.

A imagem que vi no fim do debate foi a de uma professora dando lição e puxando a orelha de um moleque malcriado.

Primeiro é preciso olhar o horário em que o debate foi ao ar. Às 18hs é horário dos programas do Datena, Marcelo Rezende, e outros do gênero popular.

Assuntos como o bafômetro, nepotismo, construção do aeroporto na fazenda do tio, gastar dinheiro do governo de Minas com as rádios da família de Aécio, foram devastadores contra o tucano para o telespectador deste horário.

Além disso tem o "day-after", os dias seguintes em que as pessoas comentam o debate, e vão conferir no Google coisas que foram faladas ali. E aí meu amigo, na hora em que o eleitor ainda desavisado toma contato com a biografia secreta do tucano, adeus Aécio.

Ao procurar por nepotismo e Aécio no Google, quem ainda não sabe verá que o tucano não apenas nomeia parentes, mas também foi nomeado por parentes desde os 17 anos, inclusive morando no Rio, quando o trabalho deveria ser em Brasília. O mesmo ocorre com outros temas.

Mesmo a tentativa de Aécio rebater dizendo que um irmão advogado de Dilma trabalhou na prefeitura de Belo Horizonte, quando Fernando Pimentel foi prefeito, é desfavorável a Aécio. E Aécio foi tão burro que usou a expressão "funcionário fantasma". Logo Aécio que morou no Rio e tinha cargo em Brasília no gabinete do pai deputado aos 19 anos. Há outro cargo aos 17 anos na biografia oficial na Câmara que o tucano não contestou e não tocou no assunto ainda.

Dilma nunca trabalhou na prefeitura de BH para nomear o irmão. E se procurar no Google, não existe nenhuma ligação profissional entre o irmão e Dilma. Cada um fez seu próprio caminho, e nenhum nunca nomeou, nem indicou o outro.

Um tema em que Aécio vinha levando vantagem, que era o ex-diretor corrupto da Petrobras, ele perdeu a vantagem com a notícia de que o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, teria recebido propina do esquema, e ainda para fazer a CPI da Petrobras em 2009 terminar em pizza. Ali Dilma desmascarou Aécio, ao apontar como os tucanos sempre operam em busca da impunidade querendo investigar só os outros e poupando os seus.

Dilma foi bem ao questionar os corruptos do PSDB estarem todos soltos, porque os governos tucanos aparelhavam a Polícia Federal para não investigarem os "amigos do rei". Aécio ao rebater dizendo que foram inocentados, passou a imagem de defensor de corruptos impunes.

Dilma foi muito bem também em não deixar passar em branco, toda vez que Aécio fugiu da resposta e tentou desviar o assunto. Dilma continuou exigindo explicações sobre os aeroportos de Cláudio e Montezuma, sobre nepotismo e sobre o dinheiro público que foi para as rádios de Aécio e ele esconde o valor que foi repassado.

No próprio olho no olho com o telespectador, Aécio quis passar para o eleitor a imagem de que ele é o paladino da ética e bastião da moralidade. Aécio não tem cara nem biografia para isso. Seria melhor baixar a bola um pouco.

Dilma passou mais sinceridade e foi muito mais convincente ao dizer que ninguém está acima de qualquer suspeita. Que todos tinham que dar respostas sobre qualquer questionamento e todo dia tanto Aécio como ela tem que provar que são honestos em cada ato que praticam. Deu uma aula de moral em Aécio sobre como ser republicana.

Houve muitos ataques de lado a lado. É certo que muitos telespectadores não gostam destes ataques. Mas para este telespectador, se houve empate nivelado por baixo durante o debate, Dilma vence no dia seguinte.

E Dilma tinha que revidar também porque a campanha tucana, os laranjas da campanha tucana na imprensa, já jogam lama nela o tempo todo. Neste ponto Dilma conseguiu empatar o jogo com Aécio, que saiu completamente enlameado.

Há três tipos de eleitores que poderiam votar em Aécio. Os incorrigíveis que votam nele em qualquer circunstância, mas estes não são suficientes para vencer a eleição. Os que estão envenenados pela imprensa contra Dilma, mas agora percebem que Aécio é pior, e acabarão anulando o voto ou votando em Dilma, mesmo zangados. E os que estão percebendo que Dilma não está sendo tratada com justiça pelo noticiário e que Aécio estava sendo protegido, vendido com propaganda enganosa. Estes últimos acabarão votando em Dilma.

Em tempo: após o debate, quando o SBT entrevistava os candidatos, Dilma pediu para sentar porque sentiu queda de pressão. Pouco tempo depois, passou o mal estar e ela voltou a ficar em pé para continuar a entrevista, mas o tempo já havia esgotado.

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