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terça-feira, 6 de maio de 2014

Aécio Neves propõe “Petrobras independente”. Ou seria uma privatização disfarçada?

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Senador Aécio Neves vai propor "Petrobras independente" sob a alegação de “salvar a estatal de petróleo da ingerência dos políticos e da incompetência administrativa”; Relatório Reservado, um boletim destinado ao mundo das finanças e dos negócios, informa nesta terça (6) que mote servirá à campanha para todas as manchas que a oposição, da noite para o dia, passou a enxergar na estatal; cópia do antigo sonho neoliberal de tornar o Banco Central do Brasil “independente”, como querem os EUA, Aécio defende que a Petrobras sirva somente aos interesses dos mais ricos e dos sócios privados, ou seja, o tucano quer que a estatal seja “independente” do povo e das políticas públicas; isto é privatização dos resultados ou não?
Senador Aécio Neves vai propor “Petrobras independente” sob a alegação de “salvar a estatal de petróleo da ingerência dos políticos e da incompetência administrativa”; Relatório Reservado, um boletim destinado ao mundo das finanças e dos negócios, informa nesta terça (6) que mote servirá à campanha para todas as manchas que a oposição, da noite para o dia, passou a enxergar na estatal; cópia do antigo sonho neoliberal de tornar o Banco Central do Brasil “independente”, como querem os EUA, Aécio defende que a Petrobras sirva somente aos interesses dos mais ricos e dos sócios privados, ou seja, o tucano quer que a estatal seja “independente” do povo e das políticas públicas; isto é privatização dos resultados ou não?
O senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato a presidente da República, vai propor nos próximos a bandeira “Petrobras independente” para “salvar a estatal de petróleo da ingerência dos políticos e da incompetência administrativa”. É o que informa o boletim Relatório Reservado desta terça-feira (6). O comunicado dirigido ao mundo dos negócios e finanças usa marcações fortes contra o PT e a companhia de energia tais como “aparelhamento partidário”, “interferências políticas”, “os desmandos administrativos”, “corrupção generalizada”.
Relatório Reservado crava já no título que “Aécio descobre seu pré-sal eleitoral” e aponta o mote “Petrobras independente” como elixir para todas as manchas que a oposição, da noite para o dia, passou a enxergar na pele da estatal.
Na prática, Aécio defende que a Petrobras sirva somente aos interesses dos mais ricos e dos sócios privados. O tucano tem ojeriza ao fato de a estatal investir sua energia em programas sociais. Para essa turma, o ideal seria privatizar a companhia, mas falta-lhe coragem para dizer isso abertamente. A “nova” proposta do presidenciável do PSDB é uma cópia do receituário neoliberal que também luta pela “independência” do Banco Central do Brasil. Os Estados Unidos apoiam essa ideia.
Leia a íntegra do comunicado do Relatório Reservado:
Aécio descobre seu pré-sal eleitoral
A exploração política da Petrobras promete ir muito além do pré-sal eleitoral. O candidato Aécio Neves pretende colocar no seu balaio de campanha a promessa de gestão autônoma da estatal. A proposta da “Petrobras independente” será embalada e vendida como a cura para todos os males que assolam a companhia. A medida, portanto, seria um elixir contra o “aparelhamento partidário”, as “interferências políticas”, “os desmandos administrativos”, a “corrupção generalizada” e todas as demais manchas que a oposição, da noite para o dia, passou a enxergar na pele da estatal.
Ao lado da bandeira da autonomia administrativa da Petrobras, Aécio Neves vai lançar outra promessa de campanha: a fixação de regras para a correção periódica dos preços dos combustíveis. Exequível ou não – e quem se importa com isso? –, a proposta permitirá a Aécio levantar a bola para si próprio. O candidato do PSDB pretende bater forte na defasagem dos preços dos derivados de petróleo e seu impacto sobre a estatal, apontando para fatos que atestariam os danos causados pelo governo do PT. Um deles seria a desvalorização das ações, que custou à petroleira a queda do 12º posto para o 120º lugar no ranking das maiores empresas dos países emergentes.
A natureza não foi tão perfeita assim com tucanos e congêneres. O mal das aves é que as penas ficam expostas. Ciente dos próximos passos de Aécio Neves, o governo já prepara uma contraofensiva. A intenção do PT é mostrar que por trás das propostas de Aécio esconde-se uma privatização disfarçada da Petrobras, que traria a reboque todos os procedimentos e práticas que durante a gestão de FHC receberam a alcunha de “privataria”. Em tempo: são os peixes e não os pássaros que morrem pela boca, mas ontem, em São Paulo, o candidato tucano talvez tenha falado mais do que deveria. Ao soltar o comentário “Meu Deus, quem disse que nós vamos privatizar a Petrobras? Nós vamos é reestatizá-la”, mais pareceu um menino preocupado em mostrar que não estava com a mão amarela.
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3 comentários:

Gustavo Moreira disse...

Mais uma contribuição ao projeto de manter o AE-5 longe do Planalto:

http://gustavoacmoreira.blogspot.com.br/2014/05/mais-sobre-o-psdb-um-partido-blindado-e.html
Os movimentos da grande mídia, ao longo dos últimos meses, vêm confirmando um fato mais do que previsível: o senador Aécio Neves será, nas próximas eleições presidenciais, a opção preferencial dos banqueiros, dos latifundiários e do alto empresariado em geral, a começar pelas famílias que controlam aquela mesma mídia. As estratégias empregadas para alavancar o desempenho do presidenciável tucano se estenderão às esferas locais e regionais, ao longo da campanha eleitoral de 2014, em benefício dos candidatos do PSDB e de seus aliados aos governos estaduais, ao Senado e à Câmara.
A cúpula do tucanato não desconhece que, decorridos quase doze anos desde seu término, a tendência elitizante das gestões de Fernando Henrique Cardoso, suas privatizações repletas de aspectos escusos, e a compressão salarial acompanhada pela má vontade da Receita Federal em reajustar o limite de isenção do Imposto de Renda, entre outras mazelas, ainda constituem elementos que determinam a impopularidade do partido junto a vastas parcelas do eleitorado. Os apelos de seus marqueteiros ao passado, portanto, tendem a não ir muito além do reforço do mito de que o PSDB eliminou a inflação e de breves aparições televisivas de um FHC posando de estadista em gravações feitas na sala vip de algum instituto liberal.

Gabriel de Santana Lacerda disse...

Não entendo a defesa que vcs fazem a Petrobras ser pública. Ela é pública hoje e temos um dos combustíveis de pior qualidade e maior preço do mundo. Usam o discurso "o petróleo é do povo", sendo que pagam caríssimo por esse petróleo duas vezes! Tanto com os impostos, quanto na compra direta no posto de gasolina. Se privatizar vai me fazer pagar só uma vez por isso, que privatize logo! E mais, privatização abre o mercado para livre concorrência, que é a melhor coisa que um governo pode fazer pela sua população: deixar empresas brigarem para oferecerem o menor preço e o melhor serviço para seus clientes, pois ninguém sabe gastar seu dinheiro melhor que vc mesmo.

David Nobre disse...

Não entende porque queremos a Petrobrás pública? Então vamos lá, a Petrobrás é uma das 5 maiores empresas petrolíferas do planeta, e detém a propriedade intelectual da maior tecnologia do mundo em prospecção de porteiro em águas profundas, isso pra citar só o mais óbvio, mas poderíamos dizer que a Petrobrás detém informações de prospecção de reservas trilhonárias de petróleo no território brasileiro, o que configura uma informação estratégica de grande vale comercial, tudo isso transforma a empresa num patrimônio espetacular. Acerca da alegação que a privatização abriria mercado para outras empresas e produziria uma diminuição do preço do combustível no Brasil, trata-se de um ledo engano, pois a principal crítica do mercado é que o governo se utiliza do monopólio do mercado (praticado outros Petrobrás) para controlar "artificialmente " a inflação diminuindo os lucros da empresa, e que o correio seria praticar o preço de mercado. Bom não sei se precisarei desenhar, mas isso quer dizer aumento de preço dos combustíveis.

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